
ABAIXO CRIAÇÃO DA POLICIA DE SAÚDE MENTAL EM FORTALEZA! ABAIXO O PL 5220/2018!
Jorge Pinheiro, vereador de Fortaleza formulou um projeto de lei em 2018 que cria uma polícia de saúde mental para professoras, professores, terceirizadas que trabalhem em escolas e creches. Esse PL autoriza o executivo municipal a exigir que esses servidores, funcionários sejam submetidos anualmente a testes psicológicos/psiquiátricos!
No ano em que o prefeito Sarto/PDT recusou o pagamento do piso salarial integral (de janeiro a dezembro), agora a câmara municipal de Fortaleza, controlada pela situação, aprovou um Projeto de Lei, do vereador Jorge Pinheiro/PSDB que cria uma polícia de saúde mental na educação municipal.
Saúde mental não deve servir para perseguição!
O PL 5220/2018 estabelece que “o executivo municipal está autorizado a exigir de todos os servidores e funcionários públicos e contratados/terceirizados que exercem qualquer tipo de função em creches, escolas e unidades de ensino municipal a submissão anual a testes psicológicos e psiquiátricos.”
Esse primeiro artigo que é problemático fica ainda pior, visto que esse exame deverá ser entregue à instituição de ensino a qual estamos lotados, antes do início do ano letivo. Após essa entrega, os exames serão encaminhados para um Setor de Medicina do Trabalho que irá verificar a aptidão ou necessidade de afastamento para tratamento.
A princípio, alguns colegas podem entender essa medida como uma continuidade dos procedimentos para entrada de afastamentos/licenças para fins de saúde, mas não é esse o caso. A formulação de uma lei tem por objetivo normatizar um procedimento, de cima para baixo, da administração pública para as/os servidoras/es e funcionárias/os. Hoje, as trabalhadoras/es da educação, na medida em que sentem a necessidade de acompanhamento de sua “psique”, buscam o tratamento que melhor lhe agrade, dentro das alternativas disponibilizadas pelo IPM. IPM este que pratica assédio moral nas perícias médicas, partindo da premissa de que as/os servidoras/es estão fraudando ao colocar a sua banca para “avaliar” o servidor.
É incabível que haja um exame psicológico/psiquiátrico para avaliar a capacidade da categoria. Não se pode obrigar alguém que supostamente esteja passando por dificuldades psicológicas a um tratamento forçado. Isso vai de encontro a luta antimanicomial, luta histórica contra a criminalização e perseguição mascarada de tratamento (forçado), um reforço da ação de violência do Estado contra o Povo!
Devemos como categoria lutar contra esse projeto de lei já aprovado na Câmara Municipal de Fortaleza e reivindicar a revogação deste junto a Sarto/PDT! Mas além. Devemos aproveitar esse momento para reivindicar uma política REAL de saúde mental para as trabalhadoras/es da educação! Devemos realizar um forte ato no Paço municipal na última semana de outubro!
>> Para ler o boletim na íntegra, clique aqui:
https://lutafob.org/orc-ce-leia-o-boletim-educacao-e-resistencia-out-2023/
agência de notícias anarquistas-ana
O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo.
Thiago de Mello
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!