
Em junho de 2025, mais de 5.000 pessoas se reuniram para o comício No Kings no edifício do capitólio do Estado de Washington, no terreno ocupado de St’cas (a chamada “Cidade de Olympia”). [1] O protesto No Kings em outubro reuniu milhares de pessoas, algo raro nesta cidade. [2]
Vamos lá!
QUANDO: Sábado, 28 de março @ 11:00*
ONDE: Desembarque Percival, St’cas (chamada Olympia, WA)
e logo depois, subida até o prédio do Capitólio
*Não foi um erro de digitação! O comício está marcado para as 11h30, mas venha cedo! Socialize, conheça outras pessoas lá (faça qualquer coisa além de esperar).
Vista-se quente, carregue água, cubra-se; assuma que você vá aparecer em câmeras.
Seja para a passeata ou para o comício: traga os seus próprios planos, disposição para agir e considere trazer algo para compartilhar com os outros.
SEM REIS! SEM PRESIDENTES! SEM PRISÕES! SEM LIMITES! SEM NAÇÕES! SEM GENOCÍDIO!
É tudo! Te vejo lá
…?
… ok, talvez mais uma coisa
Esse apelo é feito com a suposição: Não estamos sozinhos
Ocultos por um oceano de bandeiras americanas, longe das organizações sem fins lucrativos e das tradicionais organizações predatórias que veem qualquer luta como uma campanha de arrecadação de fundos ou recrutamento, há outros na multidão que sentem a mesma raiva pela inação. Essa raiva é isolante. Os horrores normalizados da vida cotidiana e da sobrevivência já são insuportáveis o suficiente sem um comício cheio de supostos cânticos radicais deixados sem realização. Queremos romper com essa normalidade, queremos agir juntos e estamos buscando a oportunidade para isso (ou, nos melhores momentos, aproveitar a oportunidade).
Este chamado é feito com um incentivo: vamos nos encontrar
Aqueles que lerem este chamado: Vamos nos reunir em 28 de março no desembarque de Percival, mas não para por aí. À medida que centenas e talvez milhares se reúnem, esteja pronto para encontrar e encorajar outros que querem mais do que palavras vazias. Podemos encontrar afinidade em lugares inesperados, e talvez alguém que não se pareça com você, que não se chame radical ou anarquista (ou qualquer outro nome que prefira) encontre você e perceba que você compartilha o mesmo ódio por toda forma de dominação que eles, o mesmo desejo por um mundo melhor e a mesma disposição para agir. E talvez você, eles e nós ajamos juntos.
Esta decisão é feita com um lembrete: a última manifestação foi ruim
A expressão “Sem Reis” foi tornada sem força no seu contexto. Em outro mundo, talvez isso apontasse à necessidade de decapitar os líderes, reconhecimento de que todos que quiserem ser livres deviam destruir total e completamente os sistemas de poder e opressão sob os quais vivemos, junto com os seus executores e, na ausência deles, criar algo novo, um mundo do qual não haveria mais volta.
No nosso contexto, “No Kings” é um slogan e um título feitos para um comício em frente a um prédio vazio do Capitólio. É caracterizado por um mar de bandeiras americanas, placas proclamando que este momento é uma aberração. A culpa pelas atrocidades contínuas do Estado é atribuída à atual administração dos EUA, não à máquina de morte do próprio Estado.
A frase “Sem Reis” espera um retorno a opressores mais respeitáveis, talvez algumas reformas no clube dos assassinos que chamamos de polícia, ICE, CBP, militares etc. Não tem intenção de desmontar a opressão bipartidária e as crueldades que matam e fazem desaparecer nossos vizinhos em prisões e campos de detenção, que financiam genocídio enquanto clamam por protestos para permanecerem “pacíficos”, que bombardeiam crianças no exterior, que despejam nossos vizinhos de prédios de apartamentos e depois os tiram varridos de acampamentos no inverno. Mas não precisa ser assim.
Cada um de nós faz parte do contexto em que vive. O que não tem dentes em um momento pode ser feroz se assim nós o tornarmos.
Este chamado é feito com um reconhecimento: ninguém é dono de nenhum protesto
No comício No Kings de 18 de outubro em St’cas, algumas pessoas na multidão se sentiram insatisfeitas com as placas acenando perto do capitólio. Era uma mistura de pessoas jovens e mais velhas, não muitos, talvez uma dúzia, que espontaneamente saíam para as ruas, incentivando outros a se juntarem a eles. Eles conseguiram chegar a cerca de meio quarteirão antes de desistir, não por causa do trânsito ou da polícia, mas por desânimo; A multidão de ambos os lados da rua optou por permanecer como espectadora. Por um momento, porém, estavam prontos para quebrar a normalidade mágica que mantinha todos os outros na calçada. Eles estavam prontos para infringir a lei (pelo menos a lei de trânsito). Eles queriam outra coisa. Quem sabe o que teriam feito se mais pessoas tivessem se juntado a eles, ou se tivessem ido um pouco mais longe.
Nenhuma pessoa sozinha decide o que acontece em 28 de março. Talvez as pessoas quebrem esse feitiço de normalidade de novo de um jeito que você não esperava (talvez até de formas que você não goste, e tudo bem). Talvez nos surpreendamos e a nós mesmos, talvez encontremos um ao outro e a afinidade, e consigamos mais do que ousamos esperar.
Ou talvez seja uma curta caminhada até um prédio vazio do capitólio. É o que nós fazemos dele.
SEM REIS! SEM PRESIDENTES! SEM PRISÕES! SEM LIMITES! SEM NAÇÕES! SEM GENOCÍDIO! SEM NORMALIDADE!
Palestina Livre & Foda-se os EUA <3
Com amor,
-alguns anarquistas
[1] https://www.king5.com/article/news/local/thousands-rally-state-capitol-…
[2] https://www.chronline.com/stories/handmaids-zebras-and-other-protesters…
Tradução > CF Puig
agência de notícias anarquistas-ana
A serra em chuva
Sob o sol poente –
Como não agradecer?
Paulo Franchetti















Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…