
Hoje, não podemos mais ignorar o fato de que guerras, massacres e genocídios se espalham e intensificam em todos os lugares: Congo, Sudão, Iêmen, Mianmar, Palestina, Ucrânia, Irã, Líbano, … Governos continuam inventando desculpas para bombardear: atacar para se defender, matar para proteger, atacar para libertar…
Na Europa, o discurso sobre a chamada “paz eterna” pós-Guerra Fria teve seu momento. Hoje, a propaganda militarista recomeça: soldados que vão às escolas divulgar a profissão; tem propaganda de defesa em toda parte, nas ruas, na internet e nos cinemas; a carta de Théo Francken [Ministro da Defesa e do Comércio Exterior] endereçada a todos os jovens de 17 anos convidando ao alistamento para serviço militar voluntário; conselhos sobre kits de sobrevivência; e o escambau… Em toda parte, impõem a ideia de que se deve preparar para a guerra, preparar para lutar, preparar para “perder os filhos”. A guerra é inevitável? Não dá para imaginar outra perspectiva possível?
A guerra é a fatalidade do capitalismo, não é nossa!
Porque quando o sistema capitalista está em crise, a guerra é uma das “soluções”, conferindo ao sistema econômico um mecanismo de destruição e reconstrução e de controle social.
O sistema capitalista precisa de guerra, por muitos motivos. “Assegurar” e se apropriar de territórios; controlar recursos naturais; desviar a atenção da população das crescentes tensões políticas internas e da miséria; criar “unidade” diante de um inimigo externo e estabelecer o patriotismo; disciplinar a população, inclusive marginalizando e reprimindo os considerados ameaçadores; reprimir revoluções e movimentos sociais, como, por exemplo, na Síria ou no Sudão; para justificar o fortalecimento das estruturas estatais, a vigilância e o aumento dos orçamentos militares, gerando uma “economia de guerra”, muito útil quando há períodos sem conflito no próprio território. A guerra é lucrativa. Se há alguém que sempre sai vitorioso nas guerras, é a indústria armamentista!
A guerra nunca será do nosso interesse e como o sistema não pode sobreviver sem ela, é necessária a solução: destruir esse sistema!
É essencial lutar aqui, por nossos próprios meios e na nossa escala: nos organizar sem autoridade, descentralizar a luta, nos empoderar e fortalecer as lutas contra o Estado.
Sabotar a máquina de guerra; fazer oposição às guerras dos Estados; apoiar desertores de todo o mundo; solidariedade com lutas e revoltas; atacar as indústrias de armamentos; recusar-se a participar do esforço de guerra; resistir à propaganda; espalhar ideias antimilitaristas; defender uma perspectiva internacionalista.
Diante da lei dos mais fortes, no opomos com solidariedade e ajuda mútua. Diante da ordem de defender esse sistema contra um inimigo externo, nos opomos atacando aqueles que nos oprimem. Diante da máquina da morte, lutar por uma vida de liberdade.
Nem guerra nem “paz”, revolução.
Assembleia Antimilitarista – Bruxelas
Tradução > CF Puig
agência de notícias anarquistas-ana
O peixe mergulha
do seu salto sobre a rocha:
o rio não para.
Everton Lourenço Maximo
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…