
Joesley Batista entra na Avibrás e reestruturação abre caminho para novos mísseis do Exército
Joesley Batista, controlador da J&F, um dos homens mais ricos do Brasil e “chegado” do Senhor Lula, decide bancar a retomada da Avibrás, recoloca a maior indústria bélica do país em movimento e já mira a produção de novos mísseis para o Exército brasileiro em meio à sua reestruturação.
Segundo apuração do jornal O Estado de São Paulo, o empresário Joesley Batista assinou contrato para participar do funding da Avibrás, coordenada pelo Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa e autor do plano alternativo de reestruturação já aprovado pela Justiça e por credores.
A reestruturação da empresa consiste na aquisição de R$ 300 milhões oriundos de recursos privados e outros R$ 300 milhões por meio do poder público, através de financiamentos por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
A movimentação ganhou peso porque a Avibrás está em recuperação judicial desde 2022 e porque sua retomada interessa diretamente ao Governo Lula 3, ao Ministério da Defesa, ao Exército e à Força Aérea, que mantêm projetos e contratos considerados estratégicos com a empresa.
Os principais contratos hoje mantidos pela Avibrás envolvem o Exército e a Força Aérea. A empresa é responsável pelo sistema Astros, considerado a joia da coroa da artilharia do Exército brasileiro e exportado para quase dez países, entre eles Indonésia e Malásia.
A reportagem do Estadão informa que a prioridade imediata da retomada será a continuidade da parceria com o Escritório de Projetos do Exército para concluir o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300). O projeto já está 90% concluído, faltando apenas a campanha de tiro.
Outro programa é o Míssil Tático Balístico S+100, em desenvolvimento pela Força Terrestre. O sistema deverá aproveitar o conhecimento acumulado no projeto S-80 e terá interoperabilidade com outras plataformas da própria Avibrás. Trata-se de um projeto novo, com potencial expressivo de vendas no mercado externo.
As negociações são conduzidas pelo Comando de Logística e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. O plano é utilizar recursos assegurados pela Lei Complementar 221, que autorizou a exclusão de até R$ 30 bilhões em despesas com projetos estratégicos de defesa do arcabouço fiscal até 2031. Essas futuras encomendas são vistas como fundamentais para sustentar a empresa em sua nova fase.
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