
Howard J. Ehrlich escreve em Reinventing Anarchy:
“Por que nossa bandeira é preta? O preto é um tom de negação. A bandeira preta é a negação de todas as bandeiras. Trata-se da negação da nacionalidade que coloca a raça humana contra si mesma e nega a unidade de toda a humanidade. O preto é um estado de raiva e indignação para todos os crimes hediondos contra os seres humanos, crimes perpetrados em nome da aliança a um ou outro estado. Trata-se da raiva e da indignação aos insultos a inteligência humana, insultos implícitos nas pretensões, hipocrisias, e artimanhas baratas de governos… O preto também é a cor do luto; a bandeira preta que anula a nação é a mesma que lamenta por suas vítimas, incontáveis milhões assassinados em guerras, externas e internas, para a glória maior e a estabilidade de algum tipo de estado sangrento. Lamenta por aqueles cujo trabalho é roubado (taxado) para pagar o abate e a opressão de outros seres humanos.
Lamenta não somente pela morte carnal, mas também pela paralisação do espírito perante sistemas autoritários e hierárquicos. Lamenta os milhões de neurônios apagados sem nunca terem tido a chance de iluminar o mundo. É a cor do luto inconsolável.
Mas preto também é bonito. É a cor da determinação, da resolução, da força, uma cor pela qual todas as outras são clarificadas e definidas. Preto é o entorno misterioso da germinação, da fertilidade, a área de reprodução de nova vida que sempre evolui, se renova, atualiza, e reproduz a si mesma na escuridão. A semente escondida na terra, a jornada estranha do esperma, o crescimento secreto do embrião no útero. Tudo isso a escuridão da cor preta envolve e protege.
Então o preto é negação, é raiva, é indignação, é lamentação, é beleza, é esperança, é o acolhimento e a proteção de novas formas de vida e relacionamento humanos nesta terra. A bandeira preta significa todas essas coisas. Temos orgulho de carregá-la, lamentamos precisar fazer isso, e aguardamos ansiosamente pelo dia em que tal símbolo não seja mais necessário.”
Tradução > Núcleo de Traduções Libertárias Ferrer y Guardia (NTLFG)
agência de notícias anarquistas-ana
Sabiá quieto.
O silêncio da tarde
Pousa na antena.
Camila Jabur
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…