
Desde a CNT AIT entendemos que em momentos de agressões imperialistas e ameaças genocidas devemos posicionar-nos mais do que nunca contra o imperialismo, o fascismo, a guerra, o militarismo e o autoritarismo, que pretendem conduzir-nos ao abismo.
Quando a ameaça nuclear e a guerra se convertem em linguagem cotidiana, Estado e Capitalismo cruzaram uma linha que a qualquer pessoa, não com critérios morais, mas simplesmente com instinto de sobrevivência, deveria levar a atuar contra este sistema suicida no qual vivemos. Quando o fascismo já está nos governos dos países mais poderosos, e estendendo-se imparável em todo o mundo, não temos a opção de ficarmos quietos.
Os estados neocoloniais do ocidente estão superando de longe o conceito de “crime de guerra” (como se a guerra não fosse um crime em si mesma) e se adentram sem pudor nem vergonha no genocídio e no extermínio de populações inteiras.
Desde as declarações e jornais nos apresentam esta absurda escalada bélica como fruto do governo de um desequilibrado nos EUA, mas nós não somos tão inocentes; sabemos que por trás de Trump há grandes poderes econômicos e políticos com interesses muito concretos; não é a estabilidade mental de uma pessoa o que deve preocupar-nos, mas a própria arquitetura do poder internacional. Nós não temos a memória tão frágil, e não esquecemos os governos europeus aumentando seus gastos militares, chamando ao rearmamento e pensando em reinstaurar a militarização da população através do serviço militar.
A guerra é a maneira clássica em que os estados mais poderosos despojaram os mais fracos de seus recursos e riquezas. Às vezes de maneira encoberta, financiando grupos armados às escondidas, como no Congo, ou Sudão e sumindo regiões inteiras em guerras intermináveis. Às vezes de forma explícita, como estamos vendo no Oriente Médio e na Ucrânia. Isto não é uma anomalia, é a base mesma sobre a qual se construíram os estados e o capitalismo; um sistema para o qual a guerra é parte da estrutura de sua política exterior e econômica e o fascismo sua ferramenta de emergência para quando as coisas vão mal.
Vivemos em uma sociedade que chama terroristas e violentos os que queimam uma caixa ou assaltam fábricas de armas, ou a quem defende seu trabalho em uma greve, ou apoiam a seu vizinho em um desalojo. Resulta curioso ver como a margem de tolerância se amplia até o grotesco quando o líder da principal potência ocidental e seus sócios chamam abertamente ao extermínio de populações inteiras. Este duplo padrão não é casual, faz parte de uma ordem internacional construída para proteger os que concentram poder econômico, militar e midiático. Uma ordem na qual as normas existem, mas sua aplicação depende de quem não as cumpre.
NEM GUERRA ENTRE POVOS, NEM PAZ ENTRE CLASSES
POR UM MUNDO SEM FRONTEIRAS, SEM ESTADOS E SEM EXÉRCITOS
CNT-AIT Madrid – PZ Tirso de Molino 5, 2 izq. y 6 dcha. madrid.cntait.org
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Folhas do ciclame
o vento pra lá e pra cá –
um coração pulsa.
Anibal Beça
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Em agosto me mudarei com a família para o espírito santo. Mudança a trabalho. O lado bom é que terei…
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!