Dois presos políticos estão em greve de fome nos cárceres do Estado grego por negarem-lhes permissão de saída por razões educativas. Nikos Romanós está em greve de fome desde 28 de outubro de 2014, e Heracles Kostaris desde 10 de novembro de 2014. Com a luta destes dois presos se solidarizou o preso político Giannis Mijailidis, que iniciou uma greve de fome em 17 de novembro de 2014.
Nikos Romanós, condenado a 15 anos de prisão, é estudante em uma escola técnica superior. O sistema penitenciário lhe concedeu o direito de participar nos exames de ingresso, mas agora lhe negam o direito a sair da prisão para assistir a aula. Heracles Kostaris, condenado a prisão perpétua, está a três anos assistindo a aula em uma escola técnica superior, obtendo regularmente permissões de saída por razões educativas. Agora lhe negam o direito de acabar sua carreira.
Neste caso o Regime nega a dois presos um direito estabelecido e institucionalizado por sua própria legislação. Se nega a aplicar suas próprias leis. Para nós isto não é um paradoxo. É um dos elementos substanciais do sistema desta ditadura encoberta que hoje está vestida com o véu da democracia burguesa. O pretexto do governo neoliberal para negar a estes dois presos políticos a permissão de saída por razões educativa é a fuga da prisão faz uns meses de outro preso político, que não regressou à prisão após uma permissão de saída que obteve.
Sob este pretexto ficam encobertas as verdadeiras intenções do Poder. Recordamos que o Regime aprovou a criação das chamadas “prisões de segurança máxima” ou de “condições de detenção especiais”. Se trata de uns verdadeiros infernos, umas prisões-calabouços dentro das prisões existentes. Os detidos nestas não terão direito a solicitar permissão de saída da prisão nem sequer por umas quantas horas. Tampouco terão direito a pedir a suspensão de sua sentença. As condições de detenção serão horrorosas: os detidos estarão literalmente encerrados em suas celas 23 horas por dia, sem ter nenhum contato com nenhum outro encarcerado ou outra pessoa, e sem ter direito a nenhuma atividade pessoal ou coletiva. Suas celas estarão localizadas em um setor especial da prisão, totalmente isoladas umas das outras. A comunicação dos detidos nelas com o mundo será de escasso a inexistente, já que se limitarão notavelmente as visitas que eles poderão receber, o tempo de sua duração, assim como as chamadas telefônicas que poderão fazer.
A Polícia terá o controle absoluto e direto destas prisões. Será ela e não os funcionários penitenciários a que terão a seu cargo todos os assuntos concernentes aos presos: sua supervisão, qualquer traslado seu, e sua vigilância constante durante as 24 horas do dia. Terá direito a irromper nelas e proceder a efetuar revistas a qualquer hora, ou seja, insultar, maltratar e inclusive torturar os presos. Em cada uma destas prisões, haverá um fiscal penitenciário, o qual será o déspota dela, prestando contas aos altos dignatários do Regime.
O Regime faz uso da nova lei penitenciária de índole fascista e totalitária para aterrorizar, e por extensão acabar com os presos políticos e com aqueles presos que se neguem a ir morrendo dentro da prisão, submergidos na inércia, no abatimento, na aniquilação e na submissão. Ao mesmo tempo faz uso dela para enviar uma mensagem aos que estão extramuros e que lutam contra o extermínio (aniquilação) planificado dos seres humanos e da sociedade como entidade política, e que resistem à imposição do novo totalitarismo.
O texto em castelhano:
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Silenciosamente
Sinos badalam na tarde —
Brinco-de-princesa
Neiva Pavesi

Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…