[México] Lançamento: “Nosotras, Bosquejos de mujeres anarquistas (primera parte), Volumen I”

|| “Nosotras”, Bosquejos de mujeres anarquistas de Antagonismo Editorial é um trabalho colaborativo muito belo onde além de colorir podemos aprender sobre nossa história e as lutas as quais diferentes mulheres anarquistas enfrentaram. ||

As mulheres anarquistas que fizeram para ti este livro, amigas, companheiras solidárias, subversivas; se atreveram a seguir dando passagem à anarquia com mais cor para a vida. Te convidam a viajar pelo tempo junto com outras mulheres, que lutaram para que neste momento possas usar uma calça, ir à escola ou fazer com que tua voz seja escutada.

As histórias destas mulheres nos fazem recordar que é possível traçar com pinceladas sonhos de liberdade, organizando-te com outros para criar e não esquecer os que deram sua poesia, seus escritos, seus discursos, desde cores diversas, mas com ideais compartilhados.

Os desenhos delas se entrelaçam com as palavras dos que se encarregaram de trazê-las a nós, para inspirar-te a colorir com tua imaginação.

Mar

>> Mais infos:

antagonismo.rp@gmail.com | antagonismorp.wordpress.com | @antagonismo_edit

Tradução > Sol de Abril

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Borboleta!
Pousou na minha mão
me viu e voou.

Renata

[Espanha] A infiltração policial é tortura

Começamos o mês de setembro com a notícia de um novo caso de infiltração policial em Madri. Trata-se de “Marta la de Aranjuez”, como era conhecida nos coletivos em que militou em seus últimos anos de atividade.

Na realidade, ela era uma oficial da Polícia Nacional, María Ángeles G. A., que se formou como funcionária pública em junho de 1985.

Portanto, estamos lidando com a mais antiga agente infiltrada veterana em movimentos sociais e grupos militantes conhecida até hoje. De acordo com uma investigação publicada em 2 de setembro pelo El Salto, graças à colaboração de ex-militantes do coletivo Distrito 14, juntamente com a mídia catalã La Directa.

Trata-se de alguém com uma longa carreira como policial disfarçado entre 1986 e 2021, participando de diferentes espaços políticos e autogeridos, como o Centro Social El Laboratorio, grupos de apoio a prisioneiros ou até mesmo na Coordinadora Antifascista de Madrid (Comitê de Coordenação Antifascista de Madri). E, finalmente, em Mães contra a repressão. Marta foi expulsa dessa última, por ter sido descoberta como agente infiltrada após sete anos de participação ativa.

Esse caso repugnante e prolongado, junto com muitos outros descobertos recentemente em Madri, Barcelona ou Valência, e que sempre foram revelados pelo jornalismo comprometido, mostram que as políticas repressivas do Estado de infiltração, investigação e monitoramento de militantes e coletivos sociais têm sido uma prática comum desde a chamada Transição. Uma estratégia policial voltada para a criminalização e a perseguição de militantes e organizações sociais, políticas e sindicais que enfrentam o Estado por meio da desobediência e da consciência de classe, diante de uma política repressiva que atravessa todos os tipos de governos e que não deixou de operar nas profundezas dos esgotos do sistema desde o advento do “regime de 78”.

Mais uma vez o FCSE demonstra sua verdadeira natureza a serviço do poder e do Estado, por meio dessa antiga forma de tortura. Órgãos repressivos sob as ordens do Ministro Marlaska, que continuarão sem prestar contas, defendendo um modelo de policiamento social, que justifica dotações orçamentárias exorbitantes, em um contexto de precariedade e desigualdade social, onde não faltarão novos investimentos em armas e equipamentos para os exércitos do Ministério do Interior.

Da CGT, queremos transmitir nossa solidariedade e apoio a todos os grupos e ativistas afetados por esse e outros casos de infiltração policial. Não deixaremos de lutar com todos eles até acabarmos com a impunidade policial, a Lei da Mordaça, a Lei dos Estrangeiros e todas as leis repressivas do Estado, a partir do apoio mútuo, da solidariedade e da consciência de classe.

Eles nos querem com medo e divididos, eles nos terão organizados e unidos!

Secretaria Permanente Confederal da CGT

cgt.org.es

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/09/29/espanha-as-voltas-com-os-infiltrados/

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Libélula voando
pára um instante e lança
sua sombra no chão

Goga

[França] Claudio Lavazza é libertado em Mont de Marsant

É um dos presos anarquistas que permaneceu mais anos sequestrado pelos Estados espanhol e francês

Nos informam que o companheiro Claudio Lavazza foi liberado [7 de setembro de 2024] de seu sequestro em Mont de Marsant. Lavazza é um dos presos anarquistas que estão a mais tempo entre as grades, primeiro no Estado espanhol e depois no francês.

Claudio Lavazza, na década de 1970, participou em um dos muitos grupos armados na Itália que tentaram assaltar o céu do sonho revolucionário, participando em expropriações, ataques armados e a fuga dos que caíram nas mãos dos repressores; ocultando-se primeiro por escolha e depois por coação, continuou levando a cabo expropriações, por exemplo, para financiar movimentos subversivos na Europa. Detido em 1996 na Espanha depois de um tiroteio após um roubo a um banco que saiu mal, cumpriu 25 anos de prisão, incluídos oito em isolamento especial, e depois foi extraditado à França em 2021, onde foi condenado a cumprir uma nova condenação de 10 anos.

A liberação de Claudio Lavazza, que agora ronda os 70 anos, era vital, e foram feitas diversas campanhas de solidariedade para arrebatá-lo das garras da justiça francesa.

Fonte: https://cruznegraanarquista.noblogs.org/post/2024/09/08/claudio-lavazza-ya-es-libre/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/30/pais-basco-iniciativa-solidaria-em-apoio-financeiro-a-claudio-lavazza-e-sua-familia/

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Parecem imóveis
Mesmo lavrando a terra
Homens ao longe.

Mukai Kyorai

[Espanha] VII Encontro d’Escritos Libertários em León

Na próxima semana, a cidade de León acolherá a VII edição do Encontro d’Escritos Libertários, um evento cultural que já se consolidou na cidade como uma referência para as letras críticas e comprometidas. As jornadas, que acontecerão de 9 à 15 de setembro, reunirão autores e autoras de renome vindas de diversos pontos da geografia, desde Algeciras até Astúrias, passando por Valência, Cantábria e também América do Sul.

Ao longo destes dias, o público poderá desfrutar de um programa diverso que incluirá, como sempre, teatro, projeções, palestras e a apresentação de livros de diversas temáticas.

Este evento busca fomentar o debate e a reflexão sobre temas sociais, culturais e políticos desde uma perspectiva crítica, sempre com o objetivo de promover o pensamento livre e alternativo.

Para mais informação sobre a programação e atividades do Encontro, podem visitar seu blog: Alcuentru d’escritos llibertarios.

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O gato s’espreguiça
e o mundo…
pára num aplauso!

Sarita Barros

Flecheira Libertária 778 | “Igualdade para torturar, matar e morrer em nome da pátria.”

milicas

No fim de agosto, o governo brasileiro publicou as novas normas para o ingresso voluntário de mulheres nas Forças Armadas. Pela primeira vez na história, a partir de 2025, vejam só, mulheres precisarão somente de concursos específicos para cada área. “É uma vitória muito grande”, declarou o ministro da defesa, em seu discurso em prol de uma maior equidade de gêneros nos quartéis. Igualdade para torturar, matar e morrer em nome da pátria.

desperta américa do sul?

É esclarecedor que não seja um governo chamado de direita e, em plena democracia, que se amplie o acesso ainda maior à instituição que durante duas décadas perseguiu, prendeu e executou mulheres e homens acusados de subversão. Segundo pesquisadores, o exemplo para as novas normas veio do atual governo do Chile. Pois bem, o mesmo país trucidado pelo General Pinochet, hoje com sua ministra de defesa Maya Allende (neta de Salvador Allende, presidente executado pelos militares em 11 de setembro de 1973), presidido pelo jovem esquerdista Boric, é o exemplo de como garantir o acesso universal a lamber botas encharcadas de lama e sangue.

>> Leia o Flecheira Libertária 778 na íntegra aqui:

https://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2024/09/flecheira778.pdf

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Lentos dias se acumulam –
Como vão longe
Os tempos de outrora.

Buson

Anarchist Brass Collective, talentoso grupo musical da Alemanha

Além da indubitável habilidade e imaginação criativa do grupo, enfatizamos o fato de que eles são certamente anarquistas não apenas no nome, tanto por seu compromisso com questões sociais quanto por sua escolha original de música.

Música além de todas as fronteiras de origem, gênero e idade, que apresenta percussões de diferentes origens em uma mistura explosiva de percussão exótica, metais selvagens, banjo maluco, acordeão mágico e bateria imparável!

Com eles, numa profusão de arranjos criativos e imaginativos, canções africanas, influências latino-americanas e eletrônicas, refrãos de jazz e ritmos balcânicos, tudo sem a necessidade de tocar em palcos tradicionais.

Vale a pena ouvi-los!

Anarchist Brass Collective – Our Man Flint

https://www.youtube.com/watch?v=8weZGDYGLDk&list=RDKWu8exZATGs&index=11

Anarchist Brass Collective – Moliendo Café

https://www.youtube.com/watch?v=KWu8exZATGs&list=RDKWu8exZATGs&start_radio=1&rv=8weZGDYGLDk

Anarchist Brass Collective – Ghost Town

https://www.youtube.com/watch?v=Iswhs3WrIgI&list=RDKWu8exZATGs&index=2

Anarchist Brass Collective – Kemuri

https://www.youtube.com/watch?v=HGDgs5MSRBQ&list=RDKWu8exZATGs&index=3

Anarchist Brass Collective – Bavarian Farmer

https://www.youtube.com/watch?v=1808MGZ0kCs&list=RDKWu8exZATGs&index=6

Anarchist Brass Collective – Tezeta

https://www.youtube.com/watch?v=wpqLdgq_xE8&list=RDKWu8exZATGs&index=7

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Quietude na sala
Apenas rompida
Pelo perfume da rosa.

Ignez Hokumura

[Espanha] O Estado falha em sua criminalização do anarquismo

O governo terá que indenizar com 55.000 euros dois prisioneiros da “operação Ice” depois que as três principais investigações policiais por terrorismo contra grupos anarquistas em 2015 terminaram em arquivamento ou absolvição.

O governo fez do terrorismo anarquista uma de suas prioridades de policiamento há uma década. Operações com dezenas de detidos, nas quais o Ministério do Interior divulgou o desmantelamento de comandos aos quais atribuiu ataques a bancos, elaboração de explosivos e colaboração com outros grupos terroristas e que, uma década depois, não deram em nada, segundo a imprensa burguesa de hoje.

A indenização a um dos anarquistas da “operação Ice” por ter passado um ano e meio na prisão retrata injustamente como a Polícia, a Promotoria e alguns juízes da Audiência Nacional promoveram casos fracassados, enquanto o governo difundia o medo de um “terrorismo anarquista implantado” cuja existência nunca foi comprovada.

Ignacio Cosidó, chefe da Polícia Nacional, deixou claro em junho de 2014 que o Estado considerava o anarquismo radical como um problema de segurança pública. “O terrorismo anarquista criou raízes em nosso país. A luta contra essa forma de terrorismo já é uma prioridade para nosso Comissariado Geral de Inteligência”, disse ele. Alguns meses depois, foram realizadas as principais operações policiais e judiciais sob a supervisão da Audiência Nacional, o órgão responsável pela investigação de crimes terroristas.

Fonte: https://cruznegraanarquista.noblogs.org/post/2024/08/24/el-estado-fracasa-en-su-criminalizacion-del-anarquismo/

Tradução > Liberto

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/11/05/espanha-operacao-ice-5-pessoas-detidas-do-coletivo-straight-edge-madrid/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/05/14/espanha-operacao-antiterrorista-contra-o-anarquismo-em-madrid/

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Cravando o machado
o perfume causa espanto –
Ah, bosque de inverno.

Buson

[Cuba] “Nunca suspeitamos que 30 anos depois viveríamos outro êxodo massivo”

Uma mulher, de mais de 60 anos, me dizia adeus com a mão enquanto a balsa na qual ia se distanciava do Malecón havaneiro. Ela não me conhecia, mas eu era a única pessoa nesse trecho do litoral naquele 21 de agosto de 1994 em plena Crise dos Balseiros. Nunca soube se chegou com vida a seu destino, no entanto a imagem ficou gravada como parte do desespero que levou a milhares de cubanos a sair da Ilha em embarcações precárias, arriscando suas vidas para deixar para trás este sistema falido no econômico e repressivo no político.

Muitos pensamos que essa debandada seria também o fim do regime e nunca suspeitamos que 30 anos depois viveríamos outro êxodo massivo nesta ocasião através da selva do Darién, usando como início da rota migratória a cidade de Manágua, na Nicarágua, ou lançando mão do recurso humanitário para os Estados Unidos. Passaram três décadas desde aquela cena de uma anciã movendo sua mão frente a meu rosto e Cuba segue sendo um país em fuga e uma nação que não deixou de construir a balsa da escapada.

R.E.C.

Tradução > Sol de Abril

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Na terra seca
Espera a semente
Banho do céu.

Sílvia Rocha

Apoie es anarquistes de Myanmar

Thwe Thwe Tin Saw – fugitiva anarquista, mãe solo, precisa de dinheiro para alimentos & aluguel

Ela nos diz, “Eu não gosto de nenhum governo. EU odeio a polícia, soldados, capitalismo, fascismo e racismo. Eu nunca entendi porque as pessoas sofrem discriminação. U penso que todos deveriam ser livres. É um direito humano.

O anarquismo é uma filosofia política que é contra todas as formas de autoridade e busca abolir as instituições que usam coerção e hierarquia, incluindo o estado e o capitalismo. Ês anarquistes de Myanmar querem paz e justiça: Sem Deus, Sem Mestres.

Eu gosto destas bandas de Myanmar: Rebel Riot, Kulture Shock, Death By Systems. Das internacionais, minhas favoritas são The Sex Pistols, Ramones, G.B.H

Eu participei do movimento do Food Not Bombs em Yagon e eventos pelos direitos humanos. Meu marido morreu de COVID. Bem agora, estou em Chiang Mai, Tailândia, para fugir da lei de conscrição. Eu tenho nojo do fato de que os militares seguem assassinando pessoas.

Na Tailândia, a polícia é muito cruel com refugiados birmaneses como eu – eles no extorquem. Se não gostam da gente, eles nos entregam ao exército de Myanmar.

Qualquer valor doado vai ser gasto para alimentar a mim, minhe filhe e para ágar por nossa moradia.”

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://hiperobjeto.blackblogs.org/2024/09/05/apoie-es-anarquistes-de-myanmar/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/08/22/mais-de-6-mil-civis-morreram-em-mianmar-nos-20-meses-pos-golpe/

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Nem sequer três dias
este mundo vê passar –
Cerejeira em flor!

Ôshima Ryôta

Voto é uma abstenção política da maioria das pessoas

O processo político no Brasil se tornou uma filtragem onde pessoas com compromissos duvidosos, de morais e éticas também questionáveis, atendendo a interesses que fogem das esferas coletivas, as quais deveriam ter alguma conexão são a maioria.

Nos impressiona o cinismo com que legislam em causa própria e que transformam os recursos públicos em um pregão de entrega constante aos interesses privados, gananciosos e ambiciosos.

Em muitas vezes, o destino de milhões é feito em acordos sigilosos por algumas pessoas lobistas (é uma pessoa ou grupo que defende os interesses de um grupo ou empresa junto ao poder público, com o objetivo de influenciar decisões políticas e se beneficiarem) e pessoas políticas muito a vontade em se beneficiarem também. 

Isso é notório e não é uma novidade.

Acontece que podemos sim fazer a diferença nessa situação e neste caso, nossa proposta é a mesma que defendemos nos meios anarquistas: 

  • Não votar ou votar nulo! Não alimentar o sistema eleitoral, porque mais do que escolher quem e quais serão as pessoas malandras, o voto é a validação do modelo político que está em vigor e o qual combatemos.
  • Uma vez feito o descrito acima, é importante assumir que a política será nosso compromisso, porque se não o fizermos, a brecha para as pessoas patifes, políticas profissionais e amantes dos partidos políticos e do Estado se aproveitarem do momento.

Isso gera um movimento político que será forte na medida que sejam criados e fortalecidos espaços de política direta em todos os lugares possíveis e impossíveis, onde a população abre mão do voto, para desempenharem elas próprias as funções dos partidos e das pessoas políticas profissionais, assumindo para si a responsabilidade que é confiscada a cada eleição.

Isso gera um processo de questionamento da estrutura vigente e sua necessidade para a satisfação das necessidades básicas da população. Saímos de esperar que um partido ou algumas pessoas políticas “bem intencionadas” nos atendam quando estiverem afim. 

Não! Só na luta somos dignas e livres!

anarkio.net

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O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo.

Thiago de Mello

[Chile] Marcha pela Libertação Animal Santiago 2024

Marcha pela Libertação Animal Santiago 2024: Estendemos a convocação para participar da marcha neste sábado, 7 de setembro, às 17:00 horas, na Plaza Dignidad, convocada por grupos animalistas.

No mês mais repudiável do ano, nossa rejeição às suas festividades e tradições cheias de tortura e exploração deve ser sentida nas ruas.

Venha com seu grupo ou individualmente e manifeste-se sem líderes ou representantes. Traga seus materiais de propaganda e deixe que a ação direta sempre floresça.

A luta pela libertação animal deve ser antiespecista, até que a última jaula esteja vazia.

Setembro nos enoja, sua pátria e suas tradições também.

agência de notícias anarquistas-ana

No espaço, um brilho
qual uma folha viva:
O grilo.

Edércio Fanasca

[Galiza] Lançamento: “Un anarquista”, de Diego Ameixeiras

Sinopse

Barcelona, primavera de 1977. Miguel Duarte acaba de chegar à cidade. Tem vinte anos, trabalha como garçom no Nebraska, um bar das Ramblas onde o patrão sonha com filmes do Oeste, e vive aguardando alguma experiência que o eleve acima da sua timidez. Para isso existe Montse, uma estudante de família acomodada pela qual se sente atraído desde muito tempo. Com ela experimentará o amor, o sexo, os prazeres da vida. Mas está, sobretudo, uma cidade disposta a pisar no acelerador da história: Barcelona experimenta um renascimento do movimento anarquista que enfrenta os consensos da Transição. Duarte, personagem desconcertante para alguns, capaz de esfaquear um homem por vingança, enérgico militante antiautoritário para outros, se verá envolto nessa corrente que o arrastrará até o caso Scala. Entre a ficção e a crônica histórica, com um pé nos fatos reais e outro na pura ficção, esta novela recria os acontecimentos mais vibrantes daquela breve primavera libertária. Uma luta social que seria desbaratada, em janeiro de 1978, pelos serviços de inteligência da Polícia. Fica uma pergunta: quem era Miguel Duarte?

Un anarquista

Diego Ameixeiras

I.S.B.N. 978-84-1110-515-6

Páginas 112

€ 18,00

xerais.gal

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No azul do céu
O sol ofusca
Nas bolhas de sabão.

Rodrigo Luiz Ferreira

[Espanha] Racistas, mais que idiotas úteis

 Artigo de opinião de Antonio Pérez Collado, Confederación General del Trabajo País Valencià y Murcia

Já havíamos tido notícias preocupantes sobre a praga racista que se espalha pela Europa na Alemanha, França, Hungria, Polônia e até mesmo na Espanha, mas as imagens que chegam do Reino Unido atualmente são de uma dureza extrema e repugnante. Hordas de brutos enlouquecidos assaltando e incendiando hotéis onde vivem refugiados estrangeiros, roubando lojas muçulmanas, parando carros para bater e esfaquear os motoristas se eles não forem brancos, atacando mesquitas e atacando comunidades de origem asiática, das Índias Ocidentais ou africana (mas que já são legalmente britânicas), é um exemplo de como os seres humanos podem ser covardes, embora em outras situações eles sejam capazes das mais generosas demonstrações de solidariedade e generosidade para com seus semelhantes.

Ninguém pode acreditar que tamanha loucura possa surgir da noite para o dia como uma resposta visceral à múltipla agressão de um adolescente – nascido em Cardiff, País de Gales – a um grupo de menores (três meninas foram mortas, cinco ficaram gravemente feridas e três tiveram ferimentos leves, além de dois adultos que também foram gravemente feridos a facadas) na cidade inglesa de Southport, perto de Liverpool.

A verdade é que há um terreno fértil que vem sendo arado há anos e que é a fonte de todos esses incidentes racistas e xenófobos. A isso se soma o papel inflamatório desempenhado por certos meios de comunicação e páginas digitais cuja única atividade é espalhar mentiras e fabricar boatos para provocar respostas violentas da parte do bando de tolos que se desinformam nessas plataformas contra a chegada de refugiados e trabalhadores estrangeiros.

Nesse caso, eles manipularam as poucas informações que havia sobre a identidade do agressor para fazer parecer que ele era um muçulmano recentemente acolhido pelas autoridades britânicas. Após o lançamento irresponsável dessa farsa, começaram os ataques a mesquitas e centros culturais da grande comunidade muçulmana na Inglaterra, exatamente como os líderes das organizações de extrema direita haviam planejado.

Mas os racistas britânicos estão muito enganados ao considerar os migrantes, a grande maioria dos quais vem de territórios que já foram colônias do Império Britânico, responsáveis pelo empobrecimento das antigas áreas industriais de seu país. Foram as políticas conservadoras dos governos do Reino Unido (começando com o de Margaret Thatcher) que impulsionaram o fechamento de minas, a privatização de serviços públicos e a realocação de grandes empresas, e não a chegada de trabalhadores estrangeiros, que vem ocorrendo naturalmente há mais de um século, conforme demonstrado pela total integração dos descendentes dessas famílias na economia, no esporte, na cultura, na música e até mesmo na política.

Ter orgulho patológico de ter nascido na Inglaterra (ou em qualquer outro lugar) e acreditar que é um ser superior por ter a pele um pouco mais clara – circunstâncias totalmente alheias à sua vontade ou inteligência – é a maior prova de simplicidade que se pode encontrar entre os hominídeos supostamente mais evoluídos.

Felizmente, os neonazistas e racistas são uma minoria; uma minoria muito perigosa, mas uma minoria. Eles não são uma anedota incômoda, mas um problema sério com o qual a sociedade precisa lidar de forma decisiva. Na Grã-Bretanha, essa resposta popular está ocorrendo: comunidades de imigrantes e vizinhos da classe trabalhadora estão protegendo centros de recepção de refugiados e expulsando agitadores racistas de suas ruas.

Enquanto as autoridades britânicas e suas forças de segurança continuam a não oferecer respostas eficazes ou agem com uma tibieza que dá margem a suspeitas de cumplicidade, as pessoas estão à frente de governos de todas as cores e estão se organizando, demonstrando que a ação direta ainda é a melhor ferramenta de luta coletiva.

A onda de fascismo que está se erguendo novamente na Europa exige uma resposta ampla e solidária de todos os povos do continente em defesa dos direitos humanos, da solidariedade com aqueles que sofrem e do intercâmbio e mistura de etnias, ideias e culturas.

Fonte: Gabinete de Comunicación de la Confederación General del Trabajo del País Valenciano y Murcia

Tradução > anarcademia

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Névoa da manhã
primeiro raio de sol
gotas d’água na janela

Rodrigo Siqueira

[São Paulo-SP] 1ª Jornada de Difusão Anti-militarista

No 7 de setembro, data em que militares e nacionalistas em geral vão às ruas para desfilar e demonstrar seu orgulho pela “independência” do Estado brasileiro (que desde o princípio se baseia e se mantém por meio do colonialismo, do extermínio e da exploração e destruição da terra), ocorrerá a 1ª Jornada de Difusão Anti-militarista.

Frente à apatia generalizada e o silêncio em relação aos massacres cotidianos realizados em nome da nação, estaremos nas ruas para marcar presença e difundir a perspectiva antiautoritária e anticapitalista para lembrar que não há Estado que não seja erguido sobre um sem fim de corpos, massacres, prisões e destruição da terra.

|| Atividade aberta para expositorxs/distros, tragam suas banquinhas! ||

QUANDO: Sábado, 07 de setembro, das 11h às 18h.

LOCAL: Vale do Anhangabaú (nas escadarias perto da estação São Bento)

Saúde y Anarkia!

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Sem guarda-chuva
E sob a chuva de inverno –
Bem, bem!

Bashô

[Chile] Falece histórica companheira anarcofeminista Maria Eva Izquierdo (1941- 2024)

Por La Zarzamora

Esta manhã (29/08) informou-se o falecimento da companheira anarcofeminista María Eva Izquierdo, na localidade de Rincón del Pinar, Uruguai. María Eva atuou nos últimos 60 anos desde o anarcofeminismo, com uma prática anarquista comunitária que a converteu em uma referência do anarcofeminismo rio-platense.

Nasceu em 1941 em Melo, Uruguai. No ano de 1969 se une à “Comunidade do Sul, um coletivo anarquista de vida comunitária criado em 1955 no Uruguai, que se baseava nos princípios cooperativistas e de autogestão. Nesta comunidade conhece Osvaldo Escribano, que se transforma em seu companheiro de vida.

Em 1974 a um ano do golpe e instauração da ditadura cívico-militar no Uruguai, se exilam em Buenos Aires. Em 1993 constrói o coletivo anarcofeminista “Mujeres Libres”, o qual funcionou na Biblioteca Popular “José Ingenieros” de Buenos Aires, Argentina.

Em 1999 com “Mujeres Libres” organizou um Encontro de Mulheres Anarquistas que se realizou em Pinar, na costa uruguaia, ao qual participaram companheiras do $hile, Bolívia, Brasil, Espanha e Suécia. Neste encontro discutiram-se diversas temáticas e incorporou-se a urgente situação da terra desde o ecofeminismo. Também se organizou uma marcha por Montevidéu em apoio às mulheres do Afeganistão.

“María Eva Izquierdo produziu vários artigos em que o eixo de sua atenção são as questões de gênero, em especial o papel subordinado da mulher e a crítica do patriarcado como estrutura histórica. Sobre esta análise publicou junto a seu grupo notas na revista “A Desalambrar” e apresentou o trabalho “feminismo y pos-feminismo” no congresso Internacional Anarquista de Barcelona de 1993″¹.

Junto a seu coletivo criou o documentário “Las Libertarias”, no qual resgata a memória de diversas companheiras cujas histórias foram invisibilizadas. Entre seu trabalho de registro e memória destaca a entrevista que realiza à escritora e professora anarquista ítalo-uruguaia, Luce Fabbri.

Durante seus últimos anos seguiu motivando o debate, habitando “El Terruño” em Rincon del Pinar, criando constantemente iniciativas de reflexão e discussão entre companheiras anarquistas e feministas de diferentes territórios, sempre preocupada com as novas projeções anarcofeministas, de nutrir-se de pensamentos, posicionamentos e questionamentos novos.

María Eva também contribuiu para o resgate de nossa memória com um arquivo que ficou disponível na Biblioteca Feminista Brujas em Abayubá e que foi organizado e inventariado por GETIC.

Desde as terras do sul, com sua recordação e voz na memória, La Zarzamora se despede. Agradecidas Eva por resgatar e ser parte da história das mulheres anarquistas de Abya Yala.

Fogo ao patriarcado, ao especismo, ao estado e ao capital!!

María Eva Presente!!

[1] Libertarias en América del Sur. Cristina Guzzo.

Fonte: https://lazarzamora.cl/?p=12939

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/31/morre-eva-izquierdo-resta-nos-seu-exemplo-inabalavel-de-luta/

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Da minha janela
Ouço o cantar da coruja.
O sono não vem.

Adriana Aparecida Ferreira Cardoso

[Chile] Santiago: Cartaz em solidariedade as companheiras Milán Miranda e Mónica Caballero

Liberdade para os prisioneiros da guerra social-antissocial sequestrados nas prisões do estado policial no Chile e no mundo.

Solidariedade com xs presxs no âmbito da investigação pela colocação de um dispositivo explosivo em um carro em Villa Francia, xs presos nas incursões de 6 de julho de 2024 e xs presos anarquistas condenados com condenações longas.

Milán Miranda

Mônica Caballero

Às ruas!

Fogo às prisões

Liberdade para xs prisioneirxs!

– Semana de solidariedade com os presos anarquistas de longa duração.

Fonte: https://es-contrainfo.espiv.net/2024/08/30/santiago-chile-afiche-en-solidaridad-con-las-companeras-milan-miranda-y-monica-caballero/

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Velha lagoa
um sapo mergulha
barulho d’água.

Matsuo Bashô