[Reino Unido] Caminhada histórica anarquista em Fitzrovia, Londres: Sábado, 7 de setembro

Um passeio alucinante pela Fitzrovia anarquista. Visite todos os pontos quentes da Fitzrovia anarquista.

Veja onde Frank Kitz, um dos principais líderes da Liga Socialista, se reuniu com outros e bebeu uma ou duas cervejas no processo. Visite os locais da Escola Livre de Louise Michel, o clube anarquista alemão Autonomie Club, a escola anarquista Ferrer de Lilyan Evelyn, os points do célebre anarquista italiano Errico Malatesta, o refeitório criado por refugiados da Comuna de Paris. Dê uma olhada no prédio que abrigou o famoso (ou talvez infame) Malatesta Club da década de 1950. Veja onde o artista e simpatizante anarquista Augustus John bebia. Veja a mercearia de Albert Richard, herói da Comuna de Paris, que vendia apenas feijão vermelho e rejeitava o feijão branco reacionário. Demore-se na banca de jornal dirigida por Armand Lapie (foto), palco de disputas doutrinárias. Faça uma pausa no local onde o colorido anarquista Xo d’Axa tocava seu realejo. Tudo isso e muito mais. Passeio guiado pelo anarquista veterano Nick Heath. Encontro na bilheteria da Great Portland Street às 11 horas.

Doação sugerida: 5.00. Os fundos arrecadados vão para o Anarchist Communist Group.

Fonte: https://www.anarchistcommunism.org/2024/08/30/anarchist-fitzrovia-history-walk-saturday-september-7th/

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

Névoa Matinal.
No passeio dos pássaros
Jogo de esconde-esconde

Sérgio Sanches

[Espanha] Farta de conselhos de empresa, farta de eleições sindicais?

Na CNT, estamos comprometidos com as seções sindicais, um modelo sindical capaz de lutar nos novos cenários trabalhistas, com base na horizontalidade, flexibilidade, autonomia, unidade e ação direta.

HORIZONTALIDADE

As seções sindicais da CNT, diferentemente dos conselhos de empresa, têm mecanismos de controle e revogabilidade para impedir que os delegados sindicais tomem decisões contrárias aos interesses da força de trabalho. Nossas delegadas não têm privilégios sobre o restante da classe trabalhadora e nossa força se baseia no estabelecimento e na participação dos membros da seção. Se ninguém trabalha para você, ninguém pode decidir por você!

FLEXIBILIDADE

A CNT oferece um modelo organizacional flexível que nos permite organizar em setores onde as eleições sindicais e o sindicalismo burocrático baseado na representação unitária não chegam, um modelo sindical acessível às camadas mais precárias da classe trabalhadora e capaz de se adaptar a novos cenários de trabalho.

UNIDADE

Uma classe trabalhadora unida é uma classe trabalhadora forte. Nas seções sindicais da CNT, diferentemente dos conselhos de empresa, todos os trabalhadores de um local de trabalho e até mesmo de um grupo de empresas podem se associar, sem fazer distinção entre trabalhadores permanentes, temporários ou subcontratados. Vamos acabar com o que nos divide, vamos apostar no que nos une!

AUTONOMIA

Por um sindicalismo política e economicamente independente! A CNT não recebe subsídios do Estado e seus princípios anarco-sindicalistas são a melhor garantia de sua independência em relação a partidos políticos, administrações e interesses alheios aos da classe trabalhadora.

AÇÃO DIRETA

Diante de uma legislação trabalhista que perpetua a classe trabalhadora na precariedade e na miséria, o anarcossindicalismo considera que a principal ferramenta à nossa disposição para defender nossos interesses é desenvolver formas coletivas de luta que nos permitam superá-la. A emancipação da classe trabalhadora será obra da própria classe trabalhadora.

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/harta-de-los-comites-de-empresa-harto-de-las-elecciones-sindicales/

Tradução > Liberto

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Na terra seca
Formigas em festa
Carregam uma semente.

Setsuko Geni Oyakawa

[Alemanha] Jornada solidária com os presos anarquistas em Berlim

Durante o dia de ontem, domingo, 1º de setembro, em Berlim, se realizou uma segunda jornada no âmbito da Semana Internacional de Solidariedade com os Presos Anarquistas.

Apresentou-se novamente a compilação “Solidariedade revolucionária, experiências e reflexões” a qual conta com textos de diferentes companheiros  de diversos territórios e gerações sobre sua opinião e experiência com a solidariedade.

No dia de ontem, entre os convidados esteve Thomas Meyer Falk compartilhando sua experiência, que foi liberado da prisão no ano passado em agosto, depois de 27 anos atrás das grades, 11 deles em completo isolamento, pelo roubo de um banco com tomada de reféns (a condenação mais alta para um preso político na história moderna da Alemanha).

Por outro lado um companheiro do entorno solidário de Francisco Solar, desde o Chile foi parte do evento via online, comentando a situação do companheiro Francisco, o contexto de sua detenção, motivações, mas também projeções de sua luta dentro da prisão, e se falou da situação de isolamento atual do companheiro. Outro ponto importante é como o entorno solidário busca romper o isolamento próprio do cárcere para o companheiro e como projetam a solidariedade a longo prazo entendendo a longa condenação que enfrenta Francisco. Além de como a repressão e a condenação social também golpeia os entornos próximo que se solidarizam com os que reivindicam seus ataques contra o poder.

Fonte: Buskando La Kalle

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/19/semana-internacional-de-solidariedade-com-os-prisioneiros-anarquistas-23-30-de-agosto-de-2024/

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Nuvem de mosquitos –
As flores da jujubeira+
se espalham à volta.

Katô Kyôtai

Flecheira Libertária 777 | “Em diferentes cantos do planeta, o fogo ácrata vibra.”

não foi só na frança

Ações diretas contra trens de alta velocidade, antenas e cabos de transmissão de internet 4 e 5G, também foram praticadas na Alemanha, ao longo de julho e início de agosto. “Feliz coincidência?”, provocaram xs incendiárixs em Berlim. Em agosto, mais ações diretas foram levadas adiante contra os que se arrogam superiores, donos da terra e dos demais viventes. Em Midlands, Reino Unido, anarquistas libertaram jovens perus, confinados para serem mortos e servidos nas cristãs (ou não) ceias de Natal. “Que se foda qualquer um que objetifique, explore e lucre a partir desse negócio sanguinário que faz de vidas, produtos”. Na Cidade do México, incógnitas da Coordinadora Informal de Mujeres Anarquistas contra la Depredación Civilizatoria lançaram uma bomba contra a Torre del Bienestar, prédio da Secretaria do Bem-Estar. “Não queremos a depredação civilizatória, queremos ser selvagens, unirmo-nos à natureza. Somos a natureza se defendendo. Preferimos lutar, lutar até o seu fim ou o nosso. Não tememos vocês”. Em diferentes cantos do planeta, o fogo ácrata vibra.

juventude nada transviada 1

Foi-se o tempo em que pessoas inteligentes, que diziam “genial” a vários intelectuais, constataram, ainda que tardiamente no Brasil, o macabro e sanguinário autoritarismo do socialismo soviético. Procuraram assimilar as escancaradas de Kruschev contra o massacre de Stalin desde o final dos anos 1920, com a confissão por autocrítica massacrando intelectuais revolucionários bolchevistas e parecidos, incluindo Trotsky e os anarquistas. Com a matança de fome e bala de mais de 30 milhões de camponeses, além dos campos de concentração, incluindo os gulags… Com o pacto Ribbentrop-Molotov de não agressão com o nazismo. Enfim, a juventude planetária dos anos 1950 até o final do século passado transgrediu o PC e seus líderes condutores da revolução pastoral.

tiranos e negócios

Em 1991, a URSS foi dissolvida. Foi-se, para o beleléu, o então chamado “paraíso socialista”. A China, décadas antes, já havia se decidido pelas suas políticas de incentivo aos investimentos capitalistas. A figura do timoneiro cuja liderança produziu incontáveis mortes e um único livro “revolucionário”, já não era reivindicada a todo instante. Seja na própria China ou nos partidos comunistas que, em outros momentos, alinharam-se ao país asiático, às diretrizes soviéticas ou à antiga Albânia socialista. Décadas se passaram e, agora, aparecem jovens cujas cabeças estão voltadas para um passado teórico, idealizado e à caça de monetizações em seus canais nas plataformas digitais. São empreendedores que, impregnados de uma verborragia empoeirada, batem continência ao “Generalíssimo” soviético cujas empreitadas também resultaram em incontáveis mortes, inclusive por fome, não só na Ucrânia, mas pelos territórios da república socialista soviética e mais tarde por suas colônias. Em tempos da racionalidade neoliberal, a apologia aos tiranos do passado também é fonte de negócios, sejam literários, políticos, lives ou quaisquer outras práticas comerciais capitalistas.

>> Leia o Flecheira Libertária 777 na íntegra aqui:

https://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2024/09/flecheira777.pdf

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Em meio ao capim
de onde sopra o vendaval,
lua desta noite.

Miura Chora

O projeto de “higienização à maneira de Tarcísio” para o centro de São Paulo

Qual o futuro do bairro Campos Elíseos?

Esta é a pergunta que moradores e trabalhadores se fazem desde que o Governo do Estado de São Paulo anunciou que pretende transferir a sede administrativa do governo para o bairro de Campos Elíseos, na região central da capital.

Para tal transferência, o atual governador Tarcísio de Freitas planeja gastar um valor estimado em R$ 4 bilhões e desapropriar cerca de cinco quadras que ficam ao redor do Parque Princesa Isabel. Com isso, o Terminal de Ônibus Princesa Isabel e o Museu das Favelas, que hoje ocupa o Palácio dos Campos Elíseos, serão desativados. Além disso, para a construção de 12 prédios públicos, 230 imóveis vão ser postos abaixo, incluindo aí dezenas de moradias, sobrados históricos e unidades comerciais.

Por esta razão, centenas de pessoas, de diferentes movimentos sociais, estiveram na rua no dia 10 de julho para exigirem consulta pública aos moradores do local e para garantirem que o projeto não continue sinalizando um escandaloso descarte dos mais pobres.

Decididas a portas fechadas, com base em estudos contratados pelo próprio governo, as diretrizes do Projeto do Centro Administrativo do Governo do Estado de São Paulo, lançado em concurso pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), tomam apenas a premissa de que essas quadras vão ser inteiramente demolidas, desconsiderando de pronto as mais de 870 famílias que hoje residem na área em questão.

Em entrevista ao G1, o governador Tarcísio disse que o objetivo da tarefa é trazer a população de classe média ao centro, dando claras pistas do processo de gentrificação do plano e o consequente escamoteamento de outras formas de habitar a região.

Em nota técnica publicada no mês de abril, assinada pelo Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), entre outras entidades, apontou-se que o projeto não respeita as áreas de Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) 3, descritas no Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Essas áreas devem ser destinadas à população que já mora no local e se alinharem a ritos de democracia participativa com a construção de Conselhos Participativos.

Ora, somente o anúncio desses empreendimentos já gera um impacto no custo da moradia no entorno e isso é trazido pelo governo sem nenhuma avaliação de impacto social. Praticamente em todas as situações, o plano foi pensado a partir de uma lógica do capital imobiliário e da expulsão dos mais pobres desse território, gerando um consequente receio nas ocupações de moradias do centro e nos movimentos populares que lutam e atuam na região por anos.

Nessa linha de “higienização à maneira de Tarcísio”, uma espécie de futura gourmetização para o centro de São Paulo é colocado na proa do projeto, ignorando de saída as proteções das Zeis 3 e colocando inevitavelmente em xeque no esquema aspectos de raça e de classe. De acordo com a pesquisadora do LabCidade, Débora Ungaretti, “o governador Tarcísio fala de fixar pessoas, de trazer a classe média. Então, na verdade, não trata só de um projeto de trazer coisas para o centro, mas também de tirar coisas que estão lá e o que são essas ‘coisas’: são pessoas e formas de morar que não são aceitas e que são colocadas como indesejadas: pensões, cortiços, regiões onde tem população em situação de rua.”

A pesquisadora ainda nos lembra que esses projetos de expansão imobiliária para classes altas não são de hoje e já tiveram algumas projeções tanto no programa Nova Luz, de 2005, quanto na Operação Sufoco, de 2012. Tais projeções fazem parte de um conjunto de iniciativas de “revitalização” do centro que tem “sido implantada de forma fragmentada”, com “desconstituição dos tecidos morfológicos, arquitetônicos, sociais e comunitários existentes”. De acordo com a nota técnica do LabCidade: “Trata-se de iniciativas e projetos públicos que partem do pressuposto de que aquele território está vazio ou inabitado, que projetos podem chegar para ‘revitalizar’ uma área, como se não houvesse pessoas que há décadas vivem e constroem esse território, que não são ouvidas e respeitadas.”

Não se trata aqui de virarmos as costas para obras de revitalização e melhoramento das estruturas locais, mas, sim, de não aceitarmos que os planos traçados tenham na mira a repulsão dos moradores de baixa renda, considerando que muitos destes moradores estão ligados diretamente à história da construção de determinadas zonas da cidade. Ora, o processo de valorização dessas áreas, ao longo dos anos, implicou sempre em exclusão espacial e social, marcado pelo aumento substancial do custo de vida e pela consequente repulsão de uma parcela da população em direção especialmente às zonas periféricas. Neste caso, estamos falando, sim, de gentrificação. Ou melhor, de uma espécie de “limpeza classista”, onde o processo cai justinho aos interesses não apenas do governador, mas de toda uma gangue empresarial que apadrinha seu governo, interessados todos em camuflar o problema da pobreza na cidade e descartar para longe os indícios de vivacidade da população menos afortunada, não dando palco, por exemplo, aos que seriam mais afetados na proposta em questão.

Diego Fernandes Moreira

ULCM (Unificação das Lutas de Cortiços e Moradias)

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serra nevada,
cumes tocam o céu –
nuvem furada

Carlos Seabra

[Espanha] Livraria Anarquista La Rosa De Foc

Durante as revoltas populares da Semana Trágica do verão de 1909, a cidade de Barcelona recebeu de Antonio Loredo, redator do diário La Protesta, o apelido de Rosa de Fuego. Poucas livrarias existem cuja vinculação simbólica e real com as lutas anarquistas seja tão direta como a de La Rosa de Foc.

A livraria foi aberta no ano 2000, depois que a CNT (Confederação Nacional do Trabalho) se transferiu da Rua Hospital para a Rua Joaquim Costa por causa da demolição de moradias realizada ao redor do que agora é a Rambla del Raval.

O critério da seleção de títulos que se pode encontrar na livraria foi acordado em assembleia por filiados e militantes do sindicato: temas de caráter social, história do anarcossindicalismo, feminismo, movimentos sociais e revolucionários, memória histórica e análise sociopolítica, para citar alguns.

Há também seções de cinema, poesia, textos sobre religião e clássicos literários. Em suas próprias palavras, ficavam excluídas as novelas de consumo e os livros de distração social. O fundo é formado por livros novos e de segunda mão, assim como volumes fora de catálogo de marcas editoriais já inativas, distribuem também livros e material da CNT-Catalunha, e editam alguns títulos de temática afim.

A livraria conta também com um espaço onde se fazem apresentações de livros e conferências. Em alguma ocasião este espaço serviu como lugar no qual se trancaram imigrantes para protestar pela ilegalidade de sua situação.

La Rosa de Foc

C/ de Joaquín Costa, 34, Ciutat Vella, Barcelona.

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Velho canário
No fraco trinado
Suave sinfonia do vento.

Liliana Aparecida Kokado

[EUA] Juiz do Condado de Tarrant e ativistas conservadores querem que professora da TCU seja demitida por retórica anarquista

Alexandra Edwards, professora da Texas Christian University (TCU) e anarquista, está sendo alvo de críticas por parte de conservadores do Condado de Tarrant, no Texas, incluindo autoridades eleitas. Edwards, que leciona inglês, é criticada por suas postagens nas redes sociais onde discute temas como anarquismo, antirracismo, supremacia branca e nacionalismo cristão. Conservadores, incluindo o juiz do condado Tim O’Hare e o comissário Manny Ramirez, pediram a demissão de Edwards devido às suas posições contra a polícia e a favor da abolição penal.

A TCU não respondeu se está considerando demitir ou disciplinar Edwards, mas enfatizou que as opiniões dos professores são individuais e não necessariamente refletem a posição da universidade. Edwards defendeu sua liberdade acadêmica e argumentou que suas postagens estão alinhadas com seu contrato de trabalho. Especialistas mencionados no artigo afirmam que a liberdade acadêmica é essencial para o livre intercâmbio de ideias, mas também notam que, como a TCU é uma universidade privada, ela não é obrigada a seguir as mesmas proteções de liberdade de expressão que se aplicam em instituições públicas.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui: 

https://fortworthreport.org/2024/08/15/tarrant-county-judge-conservative-activists-want-tcu-professor-fired-over-anarchist-rhetoric/

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eu em demasia
não fosse
a poesia

Eder Fogaça

As eleições municipais e a reprodução da ordem burguesa.

Comunicado n° 80 da União Popular Anarquista – UNIPA, 02 de setembro de 2024

Às trabalhadoras e aos trabalhadores do Brasil

À Juventude pobre da periferia

Aos povos indígenas e camponeses

Ao povo negro das favelas e periferias

Às mulheres combatentes e aos grupos LBGTT

Aos operários, desempregados, trabalhadores informais, estudantes e professores

As eleições municipais de 2024 ocorrem no contexto da chamada polarização política entre petismo e bolsonarismo, entretanto, ao analisar as alianças eleitorais a realidade para ser bem outra, pois PT e PL estão na mesma coligação em 85 municípios.

As diferenças políticas entre “esquerda” e “extrema-direita” parecem ter pouco significado nas disputas municipais, mais do que isso, a luta contra o fascismo parece que está distante das pautas eleitorais.

Na verdade, as alianças entre bolsonaristas e petistas são apenas um dos fatores que denunciam a farsa eleitoral, o jogo de cartas marcadas criado para legitimar o poder do Estado burguês, racista e patriarcal.

Ao assumir novamente a gestão do Estado, o PT correu para atender aos anseios das classes dominantes aprovando em 2023 o novo teto de gastos, rebatizado de “novo arcabouço fiscal”. Este novo arcabouço mantém em geral as políticas do teto de gastos de Temer/MDB, de privatizações e “concessões”, mantendo a arrecadação baseada no imposto sobre o consumo que retira o dinheiro do trabalhador enquanto que os patrões, grandes empresários e latifundiários sonegam impostos e sempre aguardam um novo Refinanciamento de dívida, o REFIS, para manter “seu negócio rentável”.

O novo arcabouço fiscal mantém a gerência da burguesia financeira sobre o Estado brasileiro, que opera os “contingenciamentos”, os cortes orçamentários nas áreas sociais. Em julho o governo Lula/PT cortou 15 bilhões do orçamento público para manter o teto de gasto. Destes, 4,4 bi serão cortados da Saúde e 1,5 bilhão da educação afetando áreas sociais que impactam diretamente na vida do povo pobre.

Percebemos, portanto, que independente do governo de plantão, a gerencia do orçamento e das políticas de Estado atendem às diversas frações da burguesia brasileira e internacional.

Mas não basta apenas a manutenção das políticas regressivas ultraliberais, é necessário mostrar toda a subserviência aos interesses da ordem capitalista, racista e patriarcal.

A gestão do Estado não nos interessa!

As eleições municipais são as antecessoras das eleições presidenciais. Assim, o partido que mais crescer nas eleições municipais ganha mais “robustez” para apresentar-se como chapa majoritária na disputa do Estado burguês. É nesse coeficiente que os partidos da ordem burguesa estão interessados.

Nestas eleições o PT, PcdoB e PV estão coligados com o PL (partido de Bolsonaro) em 85 cidades do Brasil. Não é novidade a aliança do PT com partidos conservadores ou mesmo reacionários. Lembremos que o PT já se aliou ao Crivella, na época no PRB, bispo da igreja Universal do Reino de Deus e ex prefeito do Rio de Janeiro. Essas alianças só demonstram que a disputa das eleições nada tem a ver com a ideologia do partido, mas com a disputa de cargos no Estado burguês. Parte da militância dos partidos de esquerda são militantes de base, sinceros e honestos, mas instrumentalizados por suas direções que se preocupam apenas com a movimentação das peças no xadrez do parlamento.

A tarefa do povo pobre, oprimido e trabalhador não deve ser a da disputa eleitoral, da gestão do Estado burguês, mas a de construção de um poder vindo de baixo que possa pressionar, forçar o Estado e as frações burguesas a atender nossas demandas imediatas, a aquilo que chamamos de programa reivindicativo. Mas para nós, revolucionários, estas pautas reivindicativas, esta mobilização popular não pode se perder no simples atendimento destas demandas. É preciso que utilizemos estas mobilizações como instrumento de construção de um poder popular que possa alterar a correlação de forças a favor do povo! Sair da defensiva tática que nos foi imposta após 2017 e entrar em ofensiva tática!

Nossa tarefa como revolucionários é também desnudar o reformismo e suas várias expressões, incluindo ai o reformismo que se esconde por trás de lutas tão caras ao povo como as que se convencionaram chamar de “identitárias”. O direito de existir com terra e dignidade dos povos indígenas vem sendo instrumentalizado pelos reformistas. O direito de existir e se expressar da população que foge aos papeis e ao binarismo de gênero (também chamada de população LGBTTQIA+) vem sendo instrumentalizado pelo reformismo. O direito de existir da população negra vem sendo instrumentalizado pelo reformismo. Assim, o reformismo atrai sujeitos dessa luta orientando-os para a disputa do Estado como única alternativa viável, enquanto milhares destes sujeitos seguem sem direitos e sendo vítimas de inúmeras opressões e violências.

O programa reivindicativo para este período!

O programa reivindicativo depende do grau de força de cada categoria ou ramo de trabalhadores. A Organização produz a Luta, e a Luta impulsiona a Organização. Quanto mais os trabalhadores se organizam para reivindicar, mais poder os trabalhadores tem. Podemos dizer que Organização é Poder

II Conunipa

Entendemos que as eleições burguesas são um momento em que os partidos da ordem burguesa agregam e formam militantes para as suas campanhas e para seus grupos com o único fim de elevar seu coeficiente eleitoral para pleitear cargos na gestão do Estado burguês. Assim, operam contra nossa própria classe. É tarefa dos revolucionários, independente de orientação ideológica, desnudar esses pretensos parlamentares e gestores da máquina estatal.

Portanto, apresentamos como proposta a construção de comitês da Campanha Não Vote Lute! Essa campanha não se pretende apenas apresentar uma posição para as eleições, mas agregar trabalhadores rurais e urbanos, estudantes, moradores de periferias, povos originários e comunidades tradicionais em torno de uma simples plataforma de defesa de direitos, que possam mobilizar nossa classe e nos tirar desta defensiva tática imposta, “para sair deste antro estreito”.

Humildemente, nos propomos a coordenar as iniciativas da campanha Não Vote Lute em cada município onde ela surja. Entre em contato através do e-mail: unipa@protonmail.com

  1. Regularização fundiária, concessão do direito de posse para as famílias que moram em ocupações, favelas e periferias;
  2. Redução da jornada de trabalho: indexação social da jornada de trabalho. Que a jornada de trabalho de cada categoria deve ser fixada em cima da oferta real de mão de obra, de forma a abranger todos os trabalhadores do ramo.
  3. Aumento real do salário mínimo; Indexação dos salários ao IPCA.
  4. Indexação dos alugueis (valor máximo proporcional à renda dos inquilinos); Desapropriação de Imóveis abandonados para assentamento de famílias; Subsídios para a construção de habitações populares.
  5. Tarifa zero nos transportes públicos;
  6. Fim da violência doméstica; Igualdade de salários, oportunidades e direitos para negros, mulheres e povos indígenas.
  7. Fim da violência policial e das guardas municipais; Livre direito de trabalho para camelôs e ambulantes.
  8. Desapropriação de terras do latifúndio; Subsídios para os trabalhadores rurais!

uniaoanarquista.wordpress.com

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agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o telhado
um gato se perfila:
lua cheia!

Maria Santamarina

[Espanha] Jornadas Decrescentistas Unitárias em Xixón 6-16 setembro

Construir autonomia frente à crise global. Experiências de apoio mútuo para garantir as necessidades básicas.

Faz escassos meses e a instâncias de coletivos em defesa do território, começava a andar um espaço de colaboração entre diversos agentes sindicais e sociais entre os quais está a CNT. Partindo de um diagnóstico compartilhado e desde uma perspectiva de classe e anticapitalista, começamos a trabalhar em comum para a organização destas jornadas que agora anunciamos.

Este projeto unitário pretende ir mais além de uma chamada ao decrescimento. O decrescimento, superados todos os limites biofísicos do planeta, é o único caminho para a sobrevivência da humanidade e do planeta. A questão reside em se a classe trabalhadora está preparada para assumir sua responsabilidade na gestão das necessidades básicas humanas de um cenário pós-colapso sistêmico.

Experiências como a coletivização sindical de numerosos setores da produção em amplos territórios da república espanhola em 1936 constituem um background que a CNT deve aportar ao imaginário coletivo da classe obreira para seu empoderamento e implementação autogestionada de ferramentas que contribuam para cimentar um mundo mais justo e solidário.

De 6 a 16 de setembro, se celebrarão em Xixón e se emitirão simultaneamente por streaming, conferências de renomados/as membros de diversas disciplinas científicas. Pedro Prieto, Antonio Turiel, Gustavo Duch, Antonio Aretxabala, Carlos Taibo, Iñigo Capellán, Pedro Prieto, Alicia Valero e Marta Rivera ficarão encarregados das dissertações científicas.

O programa completo, informação adicional e o contato se encontram no blog unitário criado para a ocasião: https://apoyomutuoocolapso.noblogs.org/

Octavio Alberola nos escreve uma saudação para as jornadas na qual nos diz que “a humanidade só poderá sair do beco sem saída ecológico no qual se encontra hoje se decidir-se a praticar a eco-solidariedade e a manter as pontes entre o hoje, o ontem e o anteontem para seguir fazendo humanidade“.

cnt.es

Tradução > Sol de Abril

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Velho canário
No fraco trinado
Suave sinfonia do vento.

Liliana Aparecida Kokado

[Chile] Santiago: Até que todas as jaulas sejam abertas. Um jantar anárquico no Espaço Fénix

ATÉ ABRIRMOS TODAS AS JAULAS | Expandir as ideias para fortalecer as práticas contra a dominação.

Para afiar nossas posições anárquicas, manter nossos valores elevados, buscar coerência em ideias e ações, é essencial obter feedback, lembrar e aprender sobre experiências de conflito para alimentar o caminho que desejamos seguir, neste caso, um caminho inseparável da anarquia; a libertação animal.

Por isso, convidamos você para o dia “Até abrirmos todas as jaulas” VI jantar anárquico no Espaço Fênix!

Teremos:

– Menu vegano imperdível

– Música ao vivo

– Apresentação de livros

– Exposição de pôsteres

– Informações sobre o caso Susaron

Espalhe a palavra, participe, apoie, faça parte, estamos esperando por você!

Quinta-feira, 5 de setembro de 2024, 19h00.

Juan Martínez de Rozas 3091, estação de metrô Quinta Normal, Santiago Centro.

ESPAÇO FÉNIX

espaciofenix.noblogs.org | espaciofenix@riseup.net

Fonte: https://es-contrainfo.espiv.net/2024/08/30/santiago-chile-hasta-abrir-todas-las-jaulas-una-cena-anarquica-en-espacio-fenix/

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Manhã de neve.
Até mesmo os cavalos
Ficamos olhando.

Bashô

Cartum | Parasitas

[Chile] Um diálogo cúmplice. Palavras do companheiro anarquista Francisco Solar

UM DIÁLOGO CÚMPLICE. | Palavras do anarquista Francisco Solar após a semana de agitação solidária contra seu isolamento.

Ações violentas irromperam no cenário social, fazendo com que a mensagem anarquista se espalhasse e gerasse a preocupação das autoridades e dos exploradores. Eles tomam a palavra e, por meio do ato, propõem estratégias e ideias. Mostram que a luta anarquista está viva e bem e que o poder está fracassando em sua tentativa de aniquilação.

Mostram que é possível fazer das ideias uma ameaça real, tornando o discurso e a ação indistinguíveis. Eles são uma verdadeira demonstração de solidariedade revolucionária que está totalmente em sintonia com a luta dos companheiros dentro da prisão.

E as ações anárquicas de grande escala realizadas nas últimas semanas, como a queima de caminhões da Melon Cement em San Antonio pela Célula Insurreccional pelo Maipo – Nueva Subversión, são claramente parte dessa solidariedade anárquica que busca intensificar o conflito. Que entende a necessidade de um ataque permanente e reivindica com atos as ações para as quais o Poder dita sentenças exemplares. Isso faz com que o regime especial de isolamento perca muito de seu peso. Todo meu reconhecimento àqueles que resolutamente continuam e persistem na ofensiva anárquica.

Essas ações também têm a capacidade de fortalecer nossa memória revolucionária, mantendo vivos e presentes os ataques aos companheiros que nos deixaram. Elas destroem o esquecimento e tornam a memória em ações transgressoras. A ofensiva anárquica saberá manter entre nós o companheiro, o guerreiro Luciano Pitronello, que com persistência e apesar de todas as dificuldades que teve como consequência de sua opção combativa, nunca desistiu. Soube aprender com as experiências para fortalecer sua clara posição insurrecional. Ele decidiu voltar sua vida para esse caminho anárquico que, como ele mesmo demonstrou, é um caminho sem volta. Sua vida, suas práticas, ideias e experiências constituem uma verdadeira propaganda do fato e representam um incentivo para todos nós, dando-nos a força necessária para continuar.

Os ataques violentos, com a preparação e os riscos envolvidos, dialogam com a multiplicidade de ações e atividades enquadradas no mundo anárquico, qualificando uma postura de confronto.

Essa harmonia necessária entre as diversas e variadas práticas contra a autoridade fortalece cada uma delas e a postura combativa em geral. Um mural, pôsteres ou telas estabelecem uma conversa cúmplice com a destruição provocada por um dispositivo explosivo, alimentando-se mutuamente. Um comício, um fórum ou uma atividade de divulgação gera uma comunicação sediciosa com os restos de um microfone queimado. E tudo isso, ao mesmo tempo, está entrelaçado com a luta dos companheiros na prisão, rompendo com visões assistencialistas e vitimizadoras. Dando vida à solidariedade anárquica que abre caminho apesar dos obstáculos que o poder multiplica e aperfeiçoa.

E não é apenas o exercício da solidariedade que está ocorrendo, mas o que está subjacente a ele é a construção de relações que buscam se opor a qualquer forma de autoridade, experimentando aqui e agora caminhos de liberdade, fortalecendo-nos individual e coletivamente.

Um grande abraço a todos que levantaram as diversas expressões de solidariedade nesta semana de agitação contra o isolamento. Cada uma delas é uma demonstração clara do que somos e que o poder, por mais que tente, jamais conseguirá deter.

O chamado é para estender essa bela forma de praticar a solidariedade para romper com o regime de isolamento, eliminar as sentenças da justiça militar e conseguir a liberdade do companheiro Marcelo Villarroel e de todos os presos anarquistas e subversivos que lutam nas cadeias.

Com a companheira anarquista Belén Navarrete Tapia na memória que se transforma em ação insurrecional. Sua vida comprometida com a luta é mais um motivo para intensificar o enfrentamento.

Vida longa às ações anarquistas!

Presos anarquistas e subversivos às ruas!

Que se explodam as prisões!

Francisco Solar

Prisão La Gonzalina-Rancagua

Agosto de 2024

Fonte: https://es-contrainfo.espiv.net/2024/08/29/prisiones-chilenas-un-necesario-dialogo-complice-palabras-del-companero-anarquista-francisco-solar/

Tradução > Liberto

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/07/26/chile-semana-internacional-de-agitacao-e-solidariedade-contra-o-regime-de-isolamento-do-companheiro-francisco-solar-10-a-17-de-agosto/

agência de notícias anarquistas-ana

Sem guarda-chuva
E sob a chuva de inverno —
Bem, bem!

Bashô

XII Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre | 9 e 10 de Novembro de 2024

Nosso chamado à feira é uma incitação aberta às ideias e práticas de insubmissão frente a toda forma de poder e autoridade, ou seja, de opressão e exploração, assim como um estímulo à empatia com tudo que é vivo, numa busca sincera por equidade dentro de nossas diferenças. Procuramos construir um espaço para a difusão de livros, publicações e outras produções autônomas de posição anarquista, para se adubar, se encontrar, expor ideias e realizações, debater, impulsionar iniciativas e práticas anárquicas que fomentem a expansão do anarquismo de ação.

No contexto global de desastres, as imposições da máquina capitalista aprofundam a exploração de toda a vida da Terra, deixando um rastro de destruição e sofrimento. 2024 foi o ano mais quente do planeta, ardendo em febre pelas fornalhas industriais e frotas de motores, cujo ritmo insustentável não cessará mesmo que seja maquiado de verde com a anunciada “transição da matriz energética”. O capitalismo, os estados, a autoridade em si, em seu conjunto o sistema tecnológico industrial, são a própria prisão em que nos torturam e devastam o planeta. Todas reformas ou gestões pseudo-humanitárias apenas ocultam a necessidade de sua destruição.

Regionalmente, o ano foi marcado pela revolta das águas contra os ataques da sociedade tecno-industrial e a pronta resposta, ombro à ombro, das pessoas mais atingidas. Baixando as águas da enchente, a campanha eleitoral dos políticos inunda as cidades com suas promessas vazias e cooptação de lutas reduzindo a política ao voto.

O adormecimento das pessoas, assim como a escancarada participação dos falsos críticos na máquina de dominação, fica explícitas na inexistência de uma crítica ao evento da manutenção do capitalismo global: o G20 no Brasil. A deserção da luta e seu sepultamento em urnas nos demonstra a urgência de ações independentes, anárquicas e que não procurem falsos aliados onde somente tem política partidária eleitoreira, submissa.

Com a proposta de romper com a normalidade que nos sufoca e nos afoga, a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre pretende focar nas práticas inimigas da dominação, insuflando possibilidades de uma vida sem amos na terra nem amos nos céus. O anarquismo, e todos podem reconhecer isso, não pretende dominar, nem governar, nem dialogar com as forças opressoras, se colocando de forma intransigente contra o sistema imposto.

Nas últimas duas décadas, as feiras do livro anarquista se expandiram como ferramenta de luta e difusão de ideias, demonstrando sua vitalidade como espaço de agitação anti-autoritária ao redor do mundo e, nesse sentido, ergueremos mais uma vez esta barricada, desde o sul do continente, com o vigor da ação direta, da autonomia e da solidariedade vibrante em nossas vidas e movimentos.

Paralelamente, há já uma década, os eventos de tatuagens solidárias como o Solidariedade à Flor da Pele, tem marcado uma forma de autogerir a solidariedade anti-carcerária. Assim como nas últimas Feiras do Livro Anarquista, levamos adiante essa iniciativa mais uma vez, porque acreditamos que marcar nossas peles como um ato de convicção anárquica e prática solidária deixa em nossos corpos muito mais do que desenhos ou letras.

Chamamos assim os indivíduos e coletividades, a participar com propostas de atividades, apresentações, exposições, debates, lançamento de livros e publicações anarquistas, assim como expor com bancas tanto literatura anti-autoritária como produções autônomas, e música combativa, mas sobretudo a se aproximar para nos tornar indomáveis e não ser cúmplices da opressão, inequidade, devastação.

XII Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Agosto inverno de 2024.

Blog: feiradolivroanarquistapo.noblogs.org

E-mail: fla-poa2024@riseup.net

Insta: @flapoa

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Imenso jardim,
e sobre flores diversas
enxame de abelhas…

Analice Feitoza de Lima

Incidentes repressivos ou violadores de direitos humanos em centros penitenciários cubanos

Este informe expõe as principais conclusões obtidas durante os primeiros 16 meses (1 de março de 2023 – 30 de junho de 2024) de monitoramento de incidentes repressivos e violadores de direitos humanos ocorridos no interior de centros penitenciários cubanos. Para isso, tomaram-se como base as atualizações mensais sobre condições nas prisões e pessoas privadas de liberdade com situações delicadas de saúde, publicadas pelo Centro de Documentação de Prisões Cubanas (CDPC).

O Capítulo 1 apresenta cifras gerais sobre incidentes repressivos ou violadores de direitos humanos ocorridos em centros penitenciários cubanos, incluindo eventos de perseguição e repressão, denúncias sobre estado de saúde e falta de atenção médica, falecimentos de pessoas reclusas, quantidade preliminar de prisões e centros de detenção cubanos, quantidade de reclusos identificados como vítimas de violações de direitos humanos, quantidade de funcionários identificados como infratores e principais vulnerabilidades em reclusos cubanos vítimas de violações de direitos humanos.

O Capítulo 2 descrimina os diferentes tipos de eventos repressivos e violadores de direitos humanos identificados pelo CDPC em prisões cubanas. Para sua melhor compreensão, este capítulo se divide em subcapítulos dedicados a sistematizar os principais tipos de eventos de repressão e perseguição documentados nas prisões cubanas, assim como as principais denúncias relacionadas com a alimentação e a saúde dos reclusos da Ilha.

Para finalizar, o Capítulo 3 apresenta algumas recomendações à comunidade internacional relacionadas com os deveres do Estado cubano para com a vida nas prisões.

Tanto a análise dos incidentes repressivos ou violadores de direitos humanos ocorridos nas prisões cubanas como as recomendações à comunidade internacional respondem ao disposto em textos normativos ou disposições legais de caráter nacional ― como o Regulamento do Sistema Penitenciário ― e internacional, estes últimos provenientes em sua maioria de agências da ONU.

>> Acesse o informe aqui:

https://docubprisiones.org/incidentes-represivos-centros-penitenciarios-cubanos/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdos relacionados:

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/07/23/3-anos-apos-o-11j-mais-de-600-pessoas-continuam-presas-por-protestos-pacificos-em-cuba/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/06/uma-nova-onda-de-repressao-feroz-em-cuba/

agência de notícias anarquistas-ana

poeirão
se levanta no caminho
secam meus olhos

Marcos Amorim

Exército gasta R$ 841 mil em espadas com acabamento em ouro para Generais

O Exército Brasileiro vai desembolsar R$ 841,7 mil para adquirir espadas com acabamento em ouro, destinadas a generais recém-promovidos durante as cerimônias de ascensão de patente. O valor corresponde a 90 espadas, cada uma custando R$ 9,3 mil, mas a quantidade pode dobrar para 180 unidades, dependendo da adesão de outras instituições à licitação aberta no dia 29 de agosto. A licitação prevê a entrega de 45 espadas em 2024 e outras 45 em 2025.

A empresa contratada deve fornecer um certificado de qualidade para o acabamento em ouro, que poderá ser verificado por microanálise de raio-x ou análise de composição química. As espadas são réplicas do sabre usado pelo general Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, e simbolizam o compromisso e a tradição dos oficiais no mais alto círculo hierárquico da Força Terrestre.

Cada espada será fabricada em aço inoxidável AISI de 5,5 mm, com acabamento no estilo damasco, medindo 1 metro de comprimento. A lâmina será forjada, tratada termicamente, polida manualmente, com acabamento espelhado e gravada por um processo físico-químico. Os floreios são em alto e baixo relevo dourados, com tratamento de superfície em níquel dourado por processo eletroquímico.

A cruzeta, que conecta a lâmina ao cabo, é feita de latão 70/30 por fundição, com acabamento espelhado e dourado por processo eletrolítico. O punho das espadas é de resina termoplástica na cor marfim, com 106,3 mm de comprimento, polido manualmente, com acabamento brilhante e decorado com fios trançados dourados.

Além das espadas, os generais recebem uma bainha feita à mão, em couro bovino ou aço inox, com 848 mm de comprimento, lixada e laqueada com tinta preta brilhante. O conjunto é acompanhado de um estojo especial de madeira, medindo 1.050 mm de comprimento, 219 mm de largura e 82 mm de altura, com suporte em madeira para a espada e a bainha. A tampa do estojo é forrada com tecido de tergal verde e amarelo, e o berço é revestido com veludo azul marinho, adornado com cordão verde e amarelo.

Segundo o edital, o número de oficiais generais promovidos pode variar devido a diversos fatores avaliados pelo Alto Comando do Exército. A compra das espadas foi planejada para ser flexível, a fim de evitar escassez, grandes estoques ou custos adicionais com novas aquisições.

Fonte: agências de notícias

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/15/gastos-militares-mercado-da-morte-governo-lula-lanca-cotacao-internacional-para-comprar-143-tanques-e-blindados/

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Oco
é um espaço
cercado de coco

Cláudio Fontalan

[Espanha] Cortes de verão do Governo

Em meados de agosto, foi conhecida a notícia da eliminação da nulidade automática de algumas causas de demissão, como consequência da aprovação da Lei Orgânica 2/2024, de representação igualitária de homens e mulheres. Essa lei, conhecida como “Lei da Paridade”, que entrou em vigor em 22 de agosto, modifica alguns artigos do Estatuto dos Trabalhadores, inclusive o que regulamenta a nulidade objetiva da demissão objetiva e disciplinar.

Essa modificação levou à eliminação da seção correspondente à demissão em caso de licença por hospitalização ou cirurgia de familiares (37.3.ET) e das medidas de conciliação no 34.8 (teletrabalho e adaptação do horário de trabalho).

O governo garante que essa redução de direitos é um erro involuntário e que será retificada o mais rápido possível, embora, no momento, não forneça uma data. Essa modificação não significa que agora seja legal demitir um trabalhador por aproveitar essas medidas, mas torna mais difícil a defesa após a demissão, pois a demissão nula automática desaparece e agora é preciso argumentar que a demissão é uma violação de direitos, perdendo essa proteção direta e ficando a critério do juiz.

Esse erro em uma área tão delicada e maltratada como a conciliação, que é principalmente para as mulheres, foi acompanhado, desta vez não “por engano”, pela assinatura de um acordo do governo com a CCOO, a UGT e as associações de empregadores para poder encaminhar as licenças médicas comuns de origem traumática para as seguradoras mútuas dos empregadores, uma medida privatizante que terá um impacto direto na saúde dos trabalhadores e que, no mesmo documento, se soma a outras medidas no sentido de facilitar a “compatibilidade” do emprego e das pensões, um eufemismo que, na prática, significa continuar atrasando a idade de aposentadoria.

Da CNT continuaremos vigilantes e firmes para reverter esses cortes que afetam diretamente a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores e que contaram, mais uma vez, com a conivência e o silêncio da UGT e da CCOO.

Contra os cortes nos direitos trabalhistas

Organize-se na CNT!!!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/recortes-veraniegos-del-gobierno/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Na casuarina
aves, só um trinado.
O gato espia.

José Roberto Magatti