[México] 1ª Conspiração de Educação Autônoma e Educações Anarquistas

Compartilhamos com vocês a programação da 1ª Conspiração de Educação Autônoma e Educações Anarquistas que ocorrerá na cidade de San Cristobal de Las Casas Chiapas nos dias 09, 10 e 11 de agosto deste ano. Daremos prioridade de hospedagem e alimentação (1 refeição por dia e café nos intervalos) aos companheiros e companheiras com inscrição prévia que vierem de territórios distantes e/ou acompanhados de crianças.

A reunião ocorrerá durante os três dias do evento por meio da página https://conerre.tv/streaming e pelo Facebook Live nas páginas da Coordinadora Anarquista Tejiendo Libertad e La Pizarra Negra & Kuxtal Corp, sendo os locais El Tlacuache Andino localizado na calle Presidente Alemán #15 no bairro Revolución e Sendas na calle Maria Adelina Flores #50.

Para mais informações, você pode escrever para os seguintes e-mails LaGrieta1@riseup.com e lapizarraykutxal@gmail.com

Com uma rebeldia alegre, estamos esperando por você.

Coordinadora Anarquista Tejiendo Libertad e La Pizarra Negra & Kuxtal Corp.

>> Faça o download do programa em pdf aqui: https://goo.su/DhRUf

agência de notícias anarquistas-ana

Uma chuva leve.
João-de-barro feliz
Quer barro fresquinho.

Eric Felipe Fabri

[Espanha] Falece Paco Felipe, ativista comprometido e “um dos nossos”

Esta quinta-feira faleceu Paco Felipe. Ativista do movimento associativo e de moradores de Zaragoza, anarquista, antifascista. Amante dos livros e comprometido com a cultura. As mostras de carinho e de tristeza pela perda foram muitas.

Desde a Federação de Associações de Bairros de Zaragoza, onde Paco Felipe trabalhou e colaborou durante muitos anos assumindo as tarefas de comunicação, mandaram “um forte abraço e ânimo aos familiares de nosso companheiro”. Destacaram seu “compromisso social”, que mostrou em seu trabalho, em sua vida pessoal e de bairro (Torrero). Também seu envolvimento para que a revista La Calle “fosse uma janela para o movimento associativo e de moradores de Zaragoza”.

Em memória de Paco Felipe, falecido em 10/07/2024. Anarquista e bom amante dos livros. “Morres cedo, como tantos outros… Oxalá possamos terminar sua tarefa. Adeus companheiro!”. Escreveram na rede social X as pessoas do CSL La Pantera Rossa.

“Paco Felipe é um dos nossos”, recordou Nacho Escartín, ex-deputado nas Cortes e ex-coordenador do Podemos em Aragão. “Comprometido com as lutas dos bairros, o antifascismo e a cultura. Trabalhei com ele vários anos na FABZ e guardo uma grata recordação. Faz pouco seguíamos movendo livros e utopias. Terei saudades. DEP. Forte abraço a amigos e família”, acrescenta.

“Adeus Paco Felipe. Te conheci quando eras diretor de La Calle, já não poderemos repetir aquelas capas, que ficaram já na lembrança. Uma pena não ter podido me despedir. Sempre nos ficará Zaragoza. A tua saúde, para sempre”, apontou Carlos Azagra em outra mensagem na mesma rede social.

“Tristeza absoluta por esta perda. Sentiremos muita saudade Paco. Que a terra te seja leve companheiro”, disse o jornalista deste Diario Libre d’Aragón, Iker González.

Fonte: https://arainfo.org/fallece-paco-felipe/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No céu azulado
Borboletas a dançar
Campos enfeitados

Kellen Crovador

Coletivizações e Cine Anarquista na Espanha 1936-1939

Cinema anarquista 1936-1939

Quando em julho de 1936 os trabalhadores saíram às ruas para impedir o golpe militar, não se contentaram em regressar à legalidade republicana, mas começaram a pôr em prática aquele mundo que carregavam no coração.

No domínio da propaganda e da cultura redobrarão os seus esforços, desta vez sem os impedimentos dos poderes estabelecidos e das forças de reacção. Eles usam todas as suas ferramentas culturais habituais, além de duas ferramentas quase totalmente novas para eles: o rádio e o cinema.

Com o cinema, o anarquismo hispânico teve uma grande relação, já que muitos dos trabalhadores da escassa indústria cinematográfica espanhola eram militantes libertários; Alguns trabalharam fora do país, mas não conseguiram fazer filmes de propaganda, exceto o caso particular de “Las Hurdes, Tierra sin Pan”, documentário filmado por Luis Buñuel em 1933 graças ao dinheiro fornecido por seu amigo Ramón Acín, um pintor anarquista que ganhou 20.000 pesetas na loteria.

O cinema será coletivizado pelos sindicatos no início do conflito de 1936. Entre 20 e 25 de julho, os trabalhadores do entretenimento público da CNT assumem os teatros e estúdios de cinema. É criada uma comissão técnica para elaborar um projeto de coletivização do setor. Mas a verdade é que não havia muito o que coletivizar; Além das salas de exposição, alguns estúdios em Barcelona, Valência e Madrid, e pouco mais. É importante o quadro de garantias sociais que se estabelece: subsídios de doença, invalidez, velhice e desemprego forçado. As condições do espectador também são pensadas e são eliminadas gorjetas e revenda de ingressos.

Inicia-se a produção de curtas-metragens de propaganda e, aos poucos, consolida-se uma verdadeira indústria cinematográfica, com longas-metragens documentais ou de ficção, caso em que são abordados quase todos os gêneros: drama, comédia, intriga, musical… Das fileiras dos sindicatos emergem excelentes cineastas; Alguns, como Fernando Mignoni ou Louis Frank, vêm de outros países atraídos pela revolução e pelas suas possibilidades artísticas.

Um caso muito particular no cinema do nosso conflito é o de Armand Guerra. O seu nome verdadeiro era José Estívalis e participou em vários projetos cinematográficos, primeiro na Europa e depois em Espanha. Além de trabalhar como roteirista e diretor, publicou diversos artigos sobre cinema e tentou criar uma produtora. A eclosão da guerra o levou a filmar o filme “Carne de fieras” em Madrid. Ele termina às pressas as filmagens e, sem editar o que foi filmado, marcha para a frente. Suas experiências foram publicadas no livro ” A través de la Metralla”. A sua produção se perdeu, embora muitas das suas filmagens tenham sido utilizadas noutros filmes, como certamente é o caso das tomadas que fez da comunidade de Brihuega, utilizadas em “Amanecer sobre España”, um documentário de propaganda de 1938, com versões em Espanhol, Inglês e Francês.

Existem várias centenas de filmes produzidos por libertários no período 1936-1939. Infelizmente, apenas cerca de sessenta chegaram até nós, e alguns deles sem som ou incompletos.

Da variada produção cinematográfica libertária queremos destacar o curta-metragem “Sob o signo libertário”, de 1936, que, combinando cenas documentais com outras protagonizadas por atores, narra o trabalho dos cineastas na guerra e na revolução. É uma homenagem a uma profissão que nos momentos graves se esforçou para entreter, educar e fazer sonhar a população.

Fonte: https://www.veiosdakombi.com.br/single-post/coletiviza%C3%A7%C3%B5es-e-cine-anarquista-na-espanha-1936-1939

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Folha de jornal
vem no vento ao meu pescoço;
cachecol de letras.

Anibal Beça

[Espanha] Seis condenadas, uma sentença de criminalização e um ato de unidade

Em vista da recente sentença da Suprema Corte que condena as seis represaliadas do caso “La Suiza” a três anos e meio de prisão, declaramos que:

A trabalhadora de La Suiza, que foi condenada pelo simples fato de ir ao sindicato da CNT (sem qualquer outra ação sindical), era apenas uma trabalhadora vulnerável por não saber como enfrentar seu problema trabalhista, e foi violentada pelos abusos do empregador aos quais foi submetida. Por todas essas razões…

• Repudiamos veementemente a sentença imposta às companheiras no caso La Suiza.

Consideramos que essa sentença é um ataque frontal ao direito fundamental de greve e à ação sindical legítima. Ela criminaliza o protesto social e a defesa dos direitos trabalhistas, abrindo uma porta perigosa para a repressão da dissidência e da liberdade de expressão.

• Exigimos que a trabalhadora e as 5 sindicalistas não sofram a perda de sua liberdade.

Seu suposto crime foi lutar por seus direitos e os de suas companheiras. Não podemos permitir que a justiça se torne um instrumento para silenciar as vozes que exigem condições de trabalho decentes.

• Convocamos a mobilização social em apoio à trabalhadora de La Suiza e suas 5 companheiras da CNT.

A sociedade deve se unir em defesa dos direitos fundamentais e da liberdade sindical. Devemos mostrar nossa rejeição a essa sentença injusta e indigna e exigir respeito ao protesto social legítimo.

• Reafirmamos nossa convicção de que fazer sindicalismo não é crime.

A defesa dos direitos trabalhistas é uma obrigação moral e um direito fundamental. As trabalhadoras de La Suiza, assim como milhares de sindicalistas em todo o mundo, são um exemplo de coragem e compromisso na luta por um futuro mais justo para todos.

Sob essas premissas, os sindicatos CCOO, UGT, CGT, STELE e CNT em León participaram, na última quarta-feira, 17 de julho, de uma histórica conferência de imprensa conjunta, realizada nas instalações da CNT em León, na qual representantes dessas forças sindicais concordaram em demonstrar sua solidariedade e apoio às 6 represaliadas do “Caso La Suiza de Xixon” e seu repúdio unânime ao que se tornou a criminalização judicial do direito à ação sindical.

Nessas mesmas condições, os sindicatos CCOO, UGT, CGT, CNT-AIT Tierras Leonesas e CNT de León, bem como organizações culturais, como o Ateneo Utopía de La Bañeza, estão convocando conjuntamente uma manifestação de apoio, a ser realizada na próxima quinta-feira, 18 de julho, às 20 horas, no Museo Casa Botines, na Pza. San Marcelo, 5, como parte de uma série de 23 eventos planejados em todo o país:

Convocamos a sociedade a apoiar um evento que entendemos ser um importante ato de união da classe trabalhadora por um interesse comum de justiça social.

leon.cnt.es

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Libélula voando
pára um instante e lança
sua sombra no chão

Masuda Goga

[Espanha] CGT homenageia os anarquistas assassinados pelo franquismo

A jornada acontecerá na próxima quinta-feira, 18 de julho, e consistirá em uma oferenda floral no cemitério do Espino e uma mesa informativa na plaza de las Mujeres, onde se informará sobre as mais de 50 represaliadas em Soria após a Guerra Civil.

O sindicato CGT de Soria homenageará as pessoas libertárias que foram represaliadas na Guerra Civil e durante o franquismo na Província de Soria na próxima quinta-feira, 18 de julho. Segundo indica a formação sindical, na província de Soria (que esteve fora da frente de guerra) está documentado que foram assassinadas mais de cinquenta pessoas pelo mero fato de estarem filiadas à CNT, “ainda que seguramente foram muitas mais. Tudo isto sem contar a quantidade de exilados e encarcerados que foram vítimas da repressão fascista”, indicam desde a organização, que foi até a Guerra Civil (1936-1939) a entidade que maior número de membros aglutinava na província.

“Desde a CGT de Soria cremos que não só é de justiça que a sociedade soriana repare a memória e dignidade destas pessoas brutalmente represaliadas, mas que também é necessário para todos e todas as sorianas recordar o que aconteceu e a pluralidade de uma sociedade soriana que foi destruída pela barbárie fascista. Porque se é certo o adágio de que o que não se recorda não existiu, não poderemos evitar que o horror volte a se levantar a menos que façamos um exercício de memória”, acrescentam.

A homenagem começará às 11.00 horas com uma oferenda floral na placa instalada em homenagem aos anarquistas assassinados no cemitério municipal do Espino. Também, entre as 12.00 e as 13.30 horas se realizará uma mesa informativa sobre o tema na plaza de las Mujeres.

Fonte: https://www.eldiasoria.es/noticia/z1a39d7da-099d-2c6e-e74104a3d9be4a01/202407/cgt-homenajea-a-los-anarquistas-asesinados-por-el-franquismo

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

é só um instante:
o beija-flor no ar, sugando
flor de laranjeira

Otávio Coral

[Chile] Pôster: Vamos tirar o companheiro Francisco Solar do isolamento!

Um instante de vida verdadeira vale mais do que anos vividos em um silêncio de morte“, Mikhail Bakunin

O companheiro anarquista Francisco Solar foi preso em 2020 e condenado a 86 anos de prisão por vários ataques explosivos contra pessoas poderosas e repressores.

A Gendarmeria pretende prendê-lo em um regime de confinamento solitário com restrição de visitas, encomendas e um endurecimento das condições de prisão que são totalmente excepcionais. Não vamos ficar indiferentes à vingança do poder, que busca enterrá-lo vivo.

Vamos tirar o companheiro Francisco Solar do isolamento!

agência de notícias anarquistas-ana

Chega a noite
A coruja sai da toca.
Chuva, muita chuva.

Elizandra Soares de Camargo

[Grécia] Intervenção no Consulado do Quênia em Atenas | Solidariedade com os insurgentes

Na sexta-feira, 12 de julho, foi realizada uma intervenção com faixas e folhetos no Consulado do Quênia em solidariedade aos rebeldes

Nas últimas semanas, houve manifestações contínuas e maciças no Quênia contra uma nova lei tributária que atingirá ainda mais os setores mais pobres da sociedade. Os aumentos de impostos, aprovados como parte da aprovação do projeto de orçamento nacional, provocaram um debate político acalorado. O ponto culminante dos protestos e manifestações contra o projeto de lei foram as manifestações em massa na capital Nairóbi em 25 de junho (o dia em que o projeto de lei foi aprovado), quando grupos de manifestantes conseguiram romper o cordão policial e incendiar o parlamento, de onde os deputados e ministros foram escoltados por túneis. Naquele dia, pelo menos 30 manifestantes foram mortos na repressão assassina do Estado. A ferocidade das manifestações até forçou o governo a recuar e retirar o projeto de orçamento.

O Quênia, como a maioria dos países africanos, tem uma história muito dura de colonialismo pelas potências ocidentais. O regime de colonialismo, imposto na Ásia, na África e na América Latina, garantiu enormes lucros para os Estados ocidentais e foi perpetuado pelo terrorismo de Estado extremo e pela miséria/pobreza para as populações indígenas. Na maioria dos casos, mesmo quando o regime colonial terminou formalmente, eles permaneceram sob forte influência e controle dos Estados ocidentais, que continuaram a extrair grandes riquezas da exploração de mão de obra barata e da pilhagem do mundo natural. Nessa estratégia, eles encontraram aliados dispostos nas burguesias em ascensão desses países, que mantiveram sua posição principalmente por meio da repressão brutal.

As manifestações em massa e os confrontos no Quênia são um lembrete brilhante para os oprimidos deste mundo de que, mesmo nos momentos mais difíceis e sob os regimes mais severos, o desejo de liberdade e igualdade não pode ser sufocado. Nas dezenas de revoltas em todo o mundo nos últimos anos, o desejo de um mundo melhor está respirando.

É fundamental intensificar essa luta em nível global. Construir relações de solidariedade e companheirismo além das limitações das fronteiras, trocar experiências, aprender uns com os outros, lutar lado a lado contra todo o poder. Para espalhar a chama da revolta por todo o planeta, para a revolução social global, para o fim de todo poder, para a criação de um mundo de solidariedade, igualdade, liberdade, para a Anarquia.

Coletivo Anarquista Acte

acte.espivblogs.net /acte@riseup.net

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/07/01/espanha-cgt-mostra-sua-solidariedade-com-o-povo-do-quenia/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/07/14/protestos-e-confrontos-no-quenia-contra-novos-impostos-e-alta-no-custo-de-vida/

agência de notícias anarquistas-ana

Em cima da folha
Joaninha descans
Que colorido!

Andréa Cristina Franczak

[Espanha] Jornada de Inauguração do novo local do Ateneu Libertário de Hellín

Desde o Núcleo Confederal de Hellín da CNT-AIT queremos informar de uma excelente notícia que nos alegra enormemente poder compartilhar. Depois de mais de um ano e meio de atividade no Ateneu Libertário de Hellín que tínhamos situado na Rua Barrio Novo, decidimos transladar nossa atividade a outra zona da cidade.

Mais de um ano de atividade cultural e sindical no Ateneu Libertário de Hellín deram seus frutos. Começamos a trabalhar em um pequeno edifício na parte antiga de Hellín faz já mais de três anos, onde fizemos muitas atividades, entre elas assembleias do sindicato, assembleias de seções sindicais, conferências, apresentações de livros, projeções de filmes e documentários, exposições, etc.

Conseguimos desenvolver atividades culturais em uma localidade onde a imensa maioria delas pertence a serviços dependentes da Prefeitura ou ao entorno associativo religioso.

Começamos a convocar algumas assembleias no local do Ateneu Libertário de Hellín para gerar certa presença, e atividades como a Rota de Difusão Anarcossindicalista pela província de Albacete.

Contamos com a apresentação e exposição do livro “Historia del movimiento obrero en Las Minas de Hellín 1868-1946”, foi também o espaço onde organizamos duas das atividades da I Edição do Festival de Teatro Social de Hellín.

Organizou-se também uma das Oficinas e um dos comedores durante a III Feira de Auto-edição, com muita presença.

Continuamos com uma conferência de divulgação científica sobre buracos negros e participamos nas III Jornadas de Outono Libertário com várias atividades em nosso local.

O Ateneu Libertário de Hellín foi também cenário de umas “Jornadas Culturais e pela Autogestão” com a apresentação de um folheto e uma tenda pela Autogestão. Participamos na organização de várias Oficinas de Autodefesa Laboral, uma jornada de Cine Libertário e nas Jornadas de Primavera Libertária organizadas por nossa organização a nível provincial.

Conseguimos gerar certo interesse entre a classe trabalhadora rondando uma média de uma vintena de participantes em nossas atividades e queremos poder continuar com nossa atividade como até agora.

Junto às atividades contamos também com dois conflitos sindicais que ganhamos. Um contra La Taberna de Abril e outro contra o Restaurante El Coto de Tobarra. Também participamos na luta que se realizou contra Rodenas y Rivera SA, etc. Atualmente contamos com companheiros e companheiras filiadas à Seção Sindical da CNT-AIT em Geacam, concretamente no dispositivo de Extinção de Incêndios Florestais do Plan Infocam.

Há que acrescentar também que Hellín foi o lugar onde a CNT-AIT convocou faz dois anos a manifestação pelo 1º de Maio. Fazia anos que a classe trabalhadora hellinera não contava com uma manifestação anarcossindicalista pelo Primeiro de Maio.

Outra das questões mais importantes a destacar é nossa página web do Núcleo Confederal de Hellín da CNT-AIT, chamada “El Rabal Libertário” (elrabalLibertário.wordpress.com), nossa Biblioteca Libertária e nossa Livraria Anarquista “Ruta a la Libertad”.

Por tudo isto, celebraremos no próximo sábado 19 de Julho uma Jornada de Inauguração do local do Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT.

A jornada começará às 19:00 hrs. Com uma Apresentação Inaugural do local do Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT, na Rua Fortunato Arias, 39. Imediatamente se abrirá um debate que levará o título: “Asociacionismo cultural y espaços autónomos y autogestionados en Hellín”.

Às 21:30 hrs. Se projetará um vídeo no qual se poderão visualizar o conjunto das atividades culturais e sindicais organizadas pelo Sindicato de Ofícios Vários de Albacete da CNT-AIT e seus Núcleos Confederais desde que se impulsionou a Rota de Difusão Anarcossindicalista na província de Albacete, faz já mais de um ano.

Ao mesmo tempo, enquanto se projeta o vídeo, se dará início a uma tenda organizada pela CNT-AIT, onde poderemos desfrutar de um bom momento e socializar entre todos os participantes, conhecer-nos e aproximar nossos projetos, interesses e iniciativas como classe trabalhadora.

Aproveitamos o dia 19 de Julho para homenagear o movimento obreiro revolucionário que no mesmo dia, mas do ano de 1936, se lançou às ruas para fazer frente ao fascismo militar e capitalista.

Animamos a todas as pessoas que conhecemos e que nos acompanharam durante todos estes anos a acompanhar-nos outra vez mais para conhecer o novo local que contará o Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT para desenvolver suas atividades.

Temos claro que nossos esforços não serviriam de nada sem vossa participação e colaboração na construção de uma trama associativa e cultural autogestionada em defesa de uma cultura própria por e para a classe trabalhadora.

Ateneu Libertário e CNT-AIT Hellín

cntaitalbacete.es

Tradução > Sol de Abril

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Na velha roseira,
entre as folhas e os espinhos,
uma aranha tece.

Humberto del Maestro

[Itália] Espaço Anárquico 19 de Julho – 13 Anos!

No sábado, 20 de julho, a partir das 19h00, nos encontraremos no Spazio Anarchico 19 Luglio (Espaço Anárquico 19 de Julho), na via Rocco da Cesinale 16,18, para comemorar o décimo terceiro aniversário desse espaço que, em continuidade às atividades do Gruppo Anarchico C. Cafiero no distrito de Garbatella, foi reaberto e retornou ao bairro com convenções, conferências, apresentações de livros, exibições de filmes, iniciativas teatrais, musicais e cinematográficas, divulgação da imprensa libertária e anarquista e publicações em vários idiomas, e muito mais. Entre outras, as atividades da biblioteca e do arquivo populares continuam. Nos últimos meses, após repetidas ameaças de despejo, nós nos organizamos com inúmeras apresentações musicais de Gianluca Bernardo, Alessio Castelli Marino e os Compari, Lalla Bertolini, o Coro Sgarbatello dirigido por Nora Tigges, Mille Papaveri Rossi a Roma, Eleonora Gatto Cugini, Mr Paganini e muitos outros músicos que vieram em solidariedade.

Para um 13º aniversário, no sábado, 20 de julho, nos encontraremos novamente com música autoral a partir das 19h00 no Spazio Anarchico 19 Luglio na via Rocco da Cesinale 16,18 em Garbatella (metrô B)!

Grupo Anarquista C. Cafiero FAI Roma

www.cafierofairoma.wordpress.com

Tradução > Liberto

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Quero ouvir na noite
os sapos que embalarão,
eternos, meu túmulo.

Alexei Bueno

[Grécia] 19 de Julho | Dia de Ação Pan-helênico em Defesa das Okupações

As okupações e os espaços autogeridos em geral fazem parte da resistência auto-organizada, onde, por meio da degradação e destruição das condições de nossas vidas, gerarão resistências que não são controladas e limitadas pelas instituições e agentes do sistema. Elas se manifestam sem amarras, tentando a transição de um protesto espontâneo para uma insurreição consciente e uma revolução social como a única resposta completa à crise do sistema e ao ataque da classe dominante. Elas desempenharam um papel importante no desenvolvimento e na evolução de lutas sociais mais amplas nas últimas décadas. É por isso que as okupações sempre estiveram na mira da repressão estatal e, especialmente hoje, ocupam um dos primeiros lugares nos planos repressivos do Estado para atacar e neutralizar as resistências que surgem de baixo para cima.

SOLIDARIEDADE COM AS OKUPAÇÕES E OS ESPAÇOS AUTOGERIDOS 

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Em cima da folha
Joaninha descansa
Que colorido!

Andréa Cristina Franczak

Áudio | Apresentação do livro: “Argentina campeón, Videla al paredón”

Apresentação feita em 07/06/2024 na Biblioteca e Arquivo Alberto Ghiraldo, Rosário, por Expandiendo la revuelta.

“Nesta nova pesquisa, decidimos nos concentrar em um evento específico da história argentina, deixando o ambiente anárquico específico (embora com várias menções) para, a partir de uma abordagem antiautoritária e revolucionária, poder pensar sobre a resistência à Copa do Mundo.

Ao iniciarmos nossa pesquisa, percebemos que, apesar da vasta bibliografia, as menções à Resistência eram solapadas ou minimizadas, pensando no evento como um acontecimento trágico, mas recusando-se a aprofundar os debates e as ações concretas que foram realizadas, tanto para boicotar a Copa do Mundo quanto para usá-la como propaganda antiditatorial nesse território.

Em vez de pensar no passado como uma conjunção de eventos anedóticos ou como uma entrada em claustros acadêmicos, descobrimos que, a partir do presente, podemos pensar na resistência à Copa do Mundo para questionar e aprofundar diferentes tópicos, como o internacionalismo, o isolamento da luta armada, o impulso subversivo e as inovações, a propaganda, o papel da mídia e a “banalidade do mal”, o desenvolvimento urbano, a gentrificação e a reprodução capitalista, a relação do esporte e da educação física com a mercadoria e a modernidade, ou a vida nos campos de concentração diante do cinismo massificado. ”

>> Clique para ouvir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=wctWiUcpMus&feature=youtu.be

bibliotecaalbertoghiraldo.blogspot.com

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Pardais
No meio da garoa –
Está chegando o inverno.

Paulo Franchetti

Gastos Militares-Mercado da Morte | Governo Lula compra 12 helicópteros Black Hawk dos EUA pela bagatela de R$ 4,7 bilhões

O governo Lula firmou um acordo para a aquisição de 12 helicópteros UH-60M Black Hawk dos Estados Unidos. O contrato bilionário foi publicado no Diário Oficial da União em 15 de julho. A compra, autorizada pelo Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, não exige contrapartidas tecnológicas, industriais ou comerciais.

A aprovação pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos ocorreu em 24 de maio. O custo estimado é de até US$ 950 milhões (R$ 4,7 bilhões!!!), incluindo helicópteros, motores, sistemas de navegação e rádios. As empresas envolvidas são a Lockheed Martin e a Sikorsky.

Os UH-60M Black Hawk são helicópteros multifuncionais que podem transportar até 11 passageiros e quatro tripulantes, além de cargas de até 4.000 kg. Equipados com monitores, radar para tempestades e um mapa digital, os Black Hawk são utilizados em missões militares, transporte médico e combate a incêndios.

Esses helicópteros serão utilizados pelo Brasil em diversas operações, incluindo transporte de tropas, segurança de fronteiras e resgate médico. A aquisição também fortalece a cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: agências de notícias

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dou de comer ao gato:
o ronrom
estridula sem cessar

Ross Clark

88 Anos da Revolução Espanhola

[Espanha] Fundação Salvador Seguí: De portas abertas

A Fundação Salvador Seguí foi criada em 1986, por acordo com a CGT, como um Centro de Estudos Libertários no âmbito estatal. Hoje, ela tem três delegações em Madri, Barcelona e Valência. Entre seus objetivos, está a recuperação da memória histórica dos movimentos sociais e, preferencialmente, do Movimento Libertário, bem como a divulgação e atualização das propostas libertárias, por meio de publicações, debates, conferências, congressos, exposições, grupos de pesquisa etc. A FSS pertence a várias organizações, tanto na Espanha como internacionalmente, que reúnem arquivos e pesquisadores com objetivos semelhantes. A Fundação conta com uma biblioteca e uma hemeroteca em Madri, além de uma livraria, uma editora e um arquivo com um acervo documental de várias centenas de milhares de documentos e um banco de dados em constante crescimento (atualmente com mais de 40.000 registros) de todos os tipos de materiais, disponível para pesquisadores e pessoas interessadas.

Hoje entrevistamos Mª Ángeles García Enríquez, uma colaboradora regular da Fundação.

Externamente, a Fundação parece ser um campo reservado para pesquisadores e especialistas e não muito próximo dos afiliados da CGT. Como você entrou em contato com a Fundação? 

Meu contato com a Fundação foi por meio de um companheiro e amigo do Sindicato dos Bancários, Paco Romero. Em 2017 passei por uma situação pessoal complicada e ele, sabendo do meu interesse por livros, me incentivou a visitar a Fundação, me apresentou a Carlos Ramos, um membro “histórico” da FSS, e comecei a frequentar as reuniões de um projeto que eles estavam trabalhando na época sobre exilados libertários. Li muito sobre esse assunto, que adorei e me fez descobrir muitos fatos históricos que eu não conhecia sobre a guerra civil espanhola e o período pós-guerra. O compartilhamento de tudo o que lemos, os debates entre nós, as conclusões e tudo o mais foram um aprendizado e um crescimento pessoal muito importantes para mim. Um livro foi publicado e fizemos apresentações em diferentes centros sociais e da CGT, embora a pandemia tenha nos impedido de chegar a mais lugares. Foi assim que me tornei colaboradora do FSS.

Você sabia alguma coisa sobre Salvador Seguí?

Não. A verdade é que muitas vezes me perguntei por que a Fundação recebeu o nome de Salvador Seguí. Graças aos companheiros do FSS, eu sabia que ele tinha sido um sindicalista anarquista antes da República, mas não tinha lido nada sobre o período, seu pensamento, sua atividade sindical. E, no entanto, fui uma delegada ativa da CGT por muitos anos, desde 1994, para ser mais preciso, até minha aposentadoria em 2019. Portanto, todo o trabalho que realizamos no ano passado por ocasião do centenário da morte de Seguí foi uma nova fonte de conhecimento para mim. As conferências sobre a atualidade de seu pensamento, os artigos e o livro que estamos publicando podem ajudar os associados a começar a apreciar esses lutadores exemplares. O trabalho na Fundação é aditivo.

É necessário um determinado nível de formação para participar e/ou colaborar com a Fundação?

Não. Há muitas coisas para fazer na Fundação, desde trabalho administrativo, TI, fotografia, etc. até a participação nos vários projetos, cada um de acordo com suas preferências e o tempo que deseja dedicar a isso. Mas o melhor de tudo é que é uma forma de conhecer o pensamento anarquista, o movimento sindical e a história do nosso meio, o que ajuda a entender melhor a situação política atual e o sindicalismo, bem como as iniciativas para melhorar a situação dos trabalhadores e do povo em geral. Ninguém é pago pelo trabalho que faz, a Fundação é mantida pela contribuição dos membros e dos sindicatos e organizações que decidem nos apoiar.

É possível que pessoas que não moram em Madri participem de alguma das atividades?

Sim, tanto as reuniões de trabalho quanto algumas das atividades, como o programa de leitura comentada “Ler e Debater”, são realizadas presencialmente e on-line. Com esforço e boa vontade, estamos modernizando nossos recursos.

Qual é o seu sistema de financiamento? Ou seja, de onde vem sua renda para financiar seus projetos?

Fico feliz que tenha me feito essa pergunta. Pode parecer que é a própria CGT que assume a manutenção do FSS, mas a realidade é que os recursos da FSS são determinados por duas fontes de renda:

A primeira, e mais importante (economicamente falando), vem dos MEMBROS (sejam eles afiliados, sindicatos e/ou amigos). Atualmente, no FSS Madrid, não somos muitos, mas o número de membros está crescendo e isso nos ajuda a nos manter.

A segunda (a uma grande distância da anterior) vem da venda de livros e de uma pequena renda que pedimos aos pesquisadores pelas cópias que fazemos dos materiais que eles nos pedem para seus trabalhos.

Também devemos acrescentar a ajuda da Confederação Territorial e da Confederal quando elas encomendam projetos (exposições, edições de livros) ou quando realizamos atividades de interesse da Confederação, como os eventos e materiais preparados para o centenário do assassinato de Salvador Seguí no ano passado.

Dito isso, é fácil supor que a austeridade e o comprometimento de nós que trabalhamos na FSS são as chaves da nossa economia, que, embora precária, consegue manter viva a ilusão de que o que fazemos é importante para os associados, tanto do presente quanto do futuro.

Você acha que a Fundação Salvador Seguí é conhecida pelos membros da CGT?

Acho que não. Eles podem ouvir falar de nós e saber de nossa existência, mas não sei se estão cientes de nossas atividades e se estão interessados em saber mais sobre elas. Deveria caber aos próprios sindicatos disponibilizar todas as nossas informações aos associados. Quem decide se filiar à CGT não o faz exclusivamente pelos serviços e vantagens que outros sindicatos oferecem, mas sim porque o considera um sindicato que não se vende, que é autogerido e baseado em assembleias, e é por isso que é necessário conhecer suas origens. Conhecer as propostas libertárias em todas as áreas é importante quando se está em um sindicato como a CGT. A Fundação às vezes participa de cursos de treinamento.

Em quais projetos vocês estão trabalhando atualmente?

Nosso primeiro objetivo, é claro, não é outro senão levar o trabalho da FSS a todos os membros, tanto sindicatos quanto afiliados. Atendemos às solicitações de diferentes sindicatos para levar a eles nossas mesas redondas sobre o pensamento de Salvador Seguí; dentro da atividade de “Leitura e Debate”, em 7 de fevereiro debatemos o livro “Ecofascismo”, de Carlos Taibo; continuamos a atender pesquisadores, editamos livros e participamos de diferentes Feiras do Livro Anarquista que são organizadas. Também participamos com artigos em Libre Pensamiento e Rojo y Negro, orientamos estágios curriculares para estudantes de mestrado e universitários, organizamos cursos específicos sobre organização documental ou introdução à metodologia de pesquisa social e, graças às doações de materiais que recebemos continuamente e a algumas aquisições que fazemos, estamos enriquecendo o acervo documental do arquivo. Agora estamos criando um importante arquivo audiovisual. A propósito, gostaria de aproveitar esta oportunidade para fazer um apelo aos sindicatos: classificamos os arquivos de vários sindicatos que nos pediram para fazê-lo na época (Bancos, Educação…) e podemos continuar a fazê-lo! Pedimos a eles que não joguem fora seus documentos e os classificamos de acordo com os critérios que eles nos informam ou, se não for possível, de acordo com um critério geral que usamos para toda a documentação da CGT, nós os limpamos, fazemos um inventário e os devolvemos ou os guardamos, conforme desejarem.

Planos para o futuro?

O problema da mudança das instalações do Alenza e a falta de conhecimento de onde podemos nos instalar é uma grande desvantagem. No entanto, e na medida do possível, continuamos trabalhando: encomendando materiais e fundos que continuam chegando, atendendo a pesquisadores, iniciando novos projetos… Aos poucos, estamos incorporando companheiros para digitalizar fotos e documentos em mau estado e milhares de outras tarefas. Todas as pessoas que quiserem participar podem colaborar nas diferentes áreas.

Fonte: Rojo y Negro nº 388 – abril 2024.

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

O frêmito cessou.
A árvore abre-se
para conter a lua.

Eugenia Faraon

EF! Reunião no Reino Unido procurando galera da Libertação Animal

O QUE: Reunião eco-anarquista

QUANDO: de 25 a 29 de julho

ONDE: Crabbapple Co-op, Shropshire UK

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.earthfirst.uk/

CHAMADA PARA QUE A GALERA DA LIBERTAÇÃO ANIMAL PARTICIPE DA REUNIÃO EARTH FIRST! 2024!

Fala, pessoal!

Somos um grupo de pessoas que querem ver mais oficinas e pessoas relacionadas à libertação animal na reunião Earth First! deste ano. A reunião EF! vem ocorrendo há 30 anos e a libertação animal tem tido uma influência bastante variável ao longo do tempo. Gostaríamos muito de ver mais pessoas que se importam com os animais no encontro, organizando palestras, misturando-se, planejando, ensinando e aprendendo!

O evento é um encontro de cinco dias, todo ano em um local diferente, onde eco-anarquistas se reúnem para socializar, compartilhar novas ideias, planejar e organizar. O evento tem um ethos de “todo mundo é da equipe”, e as pessoas pagam o quanto puderem para a organização do evento. Ninguém é rejeitado por falta de dinheiro, e a alimentação está incluída, você só precisa trazer uma barraca e um material confortável para dormir!

Como gostaríamos de ver mais coisas relacionadas à liberdade animal, estamos organizando palestras. Se você acha que gostaria de dar uma palestra radical sobre libertação animal (pode ser história, uma discussão aberta, ou estratégia, ou uma nova campanha, ou um workshop prático para aprender a fazer algo!), você pode mandar um e-mail para

EFUK_animallib(ARROBA)proton(PONTO)me

Convenientemente o encontro acontece na mesma época que o Vegan Camp Out, então se você odeia o ethos capitalista desse festival tanto quanto nós, junte-se a nós para fazer parte de algo, venha e conspire conosco, vamos organizar a próxima campanha! Reúna seu grupo de laboratório ou seu grupo local de direitos dos animais, e nos vemos na reunião EF! no final do mês!

Para mais informações dê uma olhada no site da reunião EF! aqui: https://www.earthfirst.uk/

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

Entre os mugidos do gado
E o cheiro de capim,
Nasce a lua cheia.

Paulo Franchetti

[Espanha] Venha celebrar o 19 de julho. Ato público em Fraga

Documentário:

Sueños Colectivos

Sexta-feira, 19 julho

Hora: 20:00

Lugar: Sala Aurora. C/ San Quintín, 9 -pasaje- Fraga

Sinopse documentário:

“Desde o mesmo começo da Guerra civil, em julho de 1936, em muitos povoados da Espanha republicana e na grande maioria do Alto Aragão, mulheres e homens do campo coletivizaram a terra e puseram fim à exploração do homem pelo homem. Aboliram o dinheiro, implantando o intercâmbio de produtos, articularam uma divisão igualitária segundo as necessidades de cada um, atenderam questões sociais que até então tinham sido esquecidas durante séculos…”.

Documentário dirigido por Marco Potyomkin, Manuel Gómez. Ano 2011

Comunicado CNT/AIT Fraga:

Celebramos o 19 de julho, dia da Revolução Social

Nos meses que seguiram a sublevação franquista em julho de 1936, aconteceu em grande parte da geografia espanhola uma revolução social com um alcance sem precedentes. Carecia de “vanguarda revolucionária” e no geral foi bastante espontânea. Seus agentes foram massas de trabalhadores agrícolas e urbanos que realizaram uma transformação radical das condições sociais e econômicas, que persistiu, com notável êxito, até que foi esmagada pela força“. Noam Chomsky, 1968

Quase 90 anos transcorreram desde aquele 19 de julho de 1936, quando milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas de cidades e povoados da Espanha para parar o golpe militar dos generais iniciado dois dias antes em Melilla. Sua determinação frustrou as intenções criminosas de um exército endurecido nas guerras coloniais da África e apoiado pelos regimes fascista italiano e nazi alemão, e auspiciado pelas classes privilegiadas, a oligarquia econômica, eclesiástica e a direita política.

Queremos recordar a heroica gestão daqueles dias do mês de julho de 1936, mas também a Revolução Social que o povo trabalhador protagonizou a partir de então. O acontecido na Espanha daqueles anos, representa uma das maiores conquistas sociais da história recente da humanidade. Naquele breve espaço de tempo, e em pleno conflito bélico, se desenvolveram muitas das fórmulas organizativas e econômicas igualitárias, reclamadas há anos desde o anarcossindicalismo.

As instituições do Estado ficaram retidas, prefeituras e governos territoriais, estamentos armados e o próprio exército, ficaram submetidos à vontade popular criando novos organismos revolucionários, como o Conselho de Aragão. Socializaram-se os meios de produção, a propriedade da terra se coletivizou, também as fábricas e oficinas; a economia ficou sob controle obreiro. A experiência organizativa, proveniente em grade medida do Movimento Libertário, contribuiu para realizar grandes transformações sociais, dando prioridade aos exíguos serviços de saúde, educação e à cultura.

O 19 de Julho simboliza a maior conquista da classe trabalhadora em seu afã de conquistar a liberdade e bem estar, que durante um tempo mudou o curso da história humana e que só se truncou pela ação da violência e da força das armas. Por isso reivindicamos o legado daquelas mulheres e homens, por sua capacidade organizativa, mas também por sua consciência; seus ideais são os nossos, nos ajudam a caminhar.

Por essa razão desde a CNT/AIT mantemos sempre viva a memória e a compartilhamos, fazendo-a extensiva a toda a sociedade. Porque é a História das pessoas simples, as de ontem e as de hoje, essa que com seu trabalho põe em marcha dia a dia a vida; no andaime, na oficina, no campo, no escritório, na escola, no hospital… Essa história menosprezada ou silenciada pelo oficialismo e o interesse partidário.

Fraga 19 de Julho 2024

CNT/AIT Fraga, Alto Aragão

Fonte: https://bajocincalibertario.blogspot.com/2024/07/ven-celebrar-el-19-de-julio-acto.html

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

nuvem de mosquitos
o ar se move
vento nenhum

Alice Ruiz