Nobel da Paz denuncia ‘tortura branca’ contra mulheres confinadas em prisões do Irã

Por Patrícia Campos Mello | 19/06/2024

A tortura branca consiste em submeter os prisioneiros a confinamento solitário durante semanas, meses ou até anos, sem poder distinguir se é dia ou noite, em silêncio absoluto, privados de qualquer contato com familiares ou advogados.

Os detentos são vendados toda vez que saem da cela para interrogatórios. Eles só têm a sensação tátil do chão, das paredes e do cobertor áspero da cela. O único cheiro vem da privada imunda.

A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do prêmio Nobel da Paz em 2023, passou 135 dias em prisão solitária ao longo de seus quase 20 anos de encarceramento, entre idas e vindas. Foi a partir dessa experiência que Mohammadi, ainda presa em Teerã, resolveu fazer o livro-denúncia “Tortura Branca – Entrevistas com Prisioneiras Iranianas”, lançado no Brasil pela editora Instante.

O livro reúne 13 relatos de tortura branca de mulheres que ainda estão detidas ou foram libertadas recentemente no Irã, a maioria ativistas políticas e defensoras de direitos humanos.

“É impossível imaginar como não ver o sol, não sentir a brisa na pele e ter ao seu redor apenas silêncio ininterrupto abalam a vontade de lutar e continuar vivendo”, escreve Mohammadi. “Às vezes, as bolhas das feridas do confinamento solitário estouram, às vezes infeccionam, às vezes queimam e, às vezes, o medo vaza em minhas veias. Ainda não existe fim para as feridas invisíveis e não curadas.”

Mohammadi recebeu o Nobel da Paz por “sua luta contra a opressão das mulheres iranianas e sua batalha para promover direitos humanos e liberdade para todos”. Mohammadi já foi presa 13 vezes e condenada a um total de 31 anos de reclusão.

Ela está na famigerada prisão Evin, onde o regime do aiatolá Ali Khamenei mantém muitos dissidentes políticos, alguns deles sem julgamento há anos. Em agosto do ano passado, Mohammadi foi condenada a mais um ano de prisão por ter escrito uma carta denunciando os maus-tratos e abusos sexuais contra mulheres presas nos protestos após a morte de Mahsa Amini. Em setembro de 2022, Amini, 22, morreu sob custódia, após ser presa por ter violado as leis islâmicas que exigem o uso de hijab.

Mohammadi não tem contato com seus filhos gêmeos adolescentes, Ali e Kiana, 17, há dois anos. Nenhum telefonema, nenhuma carta. Nos últimos sete meses, não pôde nem sequer falar com seus advogados.

Em entrevista por e-mail à Folha, o marido de Mohammadi, o ativista Taghi Rahmani, relatou o impacto da prisão da ativista. Ele vive exilado em Paris com os dois filhos.

“A família paga um preço alto pela ausência dela. Ela está separada dos filhos há mais de dez anos, o impacto na vida deles é profundo. Apesar de eles entenderem, o vazio deixado pela ausência dela é inegável e demonstra a crueldade de um sistema que tenta calar qualquer dissidência”, diz Rahmani.

Foram os gêmeos Ali e Kiana que leram o discurso de agradecimento da mãe na cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz, em dezembro do ano passado. O discurso foi contrabandeado de dentro da prisão.

Também foi uma missão de alto risco obter e publicar as entrevistas que constam no livro. Segundo Rahmani, “apesar do enorme aparato de segurança, o livro conseguiu chegar até o público e se tornou uma voz poderosa contra o confinamento solitário”.

“A cela tinha apenas três passos de largura. Quando permanecia muito tempo sentada, sentia as paredes se fechando ao meu redor”, conta Mohammadi no livro. Ela relembra que à noite, antes de dormir, praticava as lições que havia aprendido nas aulas de canto. “Não ouvia a voz de ninguém havia muito tempo, por isso, quando levantava um pouco a minha voz, ficava surpresa.” E acrescenta: “Eu desejava ter um ataque cardíaco só para sair dali.”

Outra das prisioneiras, Nigara Afsharzadeh, conta que, quando seu almoço era levado para a cela, ela cortava pedacinhos de arroz e os jogava no chão, “a fim de atrair formigas ou qualquer outra coisa, para me entreter”. “Eu queria um ser vivo na cela comigo”, relembra no livro. “Fiquei muito feliz quando uma mosca apareceu. Tive o cuidado de não a deixar sair quando a porta estava aberta. Eu a seguia e conversava com ela.”

A socióloga Zahra Zehtabchi foi mantida em confinamento solitário durante 14 meses. Ela só tinha o Alcorão, que leu 14 vezes. Achou uma caneta escondida em sua coberta e escrevia na parede da cela.

Por ter se convertido ao cristianismo, Fatemeh Mohammadi foi condenada a seis meses de prisão sob a acusação de “atividade cristã e de agir contra a segurança nacional por meio de propaganda contra o Estado”. Além disso, foi proibida de frequentar a faculdade de Tradução e Inglês em Teerã.

Ficou em solitária em uma cela tão pequena que nem dava para andar. Ela tinha depressão, e o silêncio absoluto e a falta de mobilidade pioraram sua condição. Os carcereiros não deixavam que ela tivesse acesso a sua medicação.

“Estas mulheres deixam para a posteridade a maneira como o Estado iraniano tenta separar a alma do corpo de cada prisioneira por meio da tortura branca”, diz a historiadora Shannon Woodcock na introdução do livro.

Rahmani, marido de Mohammadi, afirma estar preocupado com a saúde da esposa. “Ela tem 52 anos, passou por uma cirurgia cardíaca há um ano, tem arritmia e precisa de cuidados médicos que as autoridades se recusam a dar.”

TORTURA BRANCA: ENTREVISTAS COM PRISIONEIRAS IRANIANAS

Preço R$ 74,90 (208 págs.)

Autoria Narges Mohammadi

Editora Instante

Tradução Gisele Eberspächer

Fonte: www.jornaldebrasilia.com.br/entretenimento/literatura/nobel-da-paz-denuncia-tortura-branca-contra-mulheres-confinadas-em-prisoes-do-ira

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ao pé da janela
dormimos no chão
eu e o luar

Rogério Martins

[Espanha] O Lokal agora é propriedade coletiva… continuamos

Graças ao apoio de mais de 400 pessoas, grupos e coletivos, ontem, 16 de maio, assinamos a escritura de venda do Lokal em um cartório.

Estamos transbordando de amor pela generosidade e pela rapidez da resposta da vizinhança, do mundo libertário, anticapitalista e solidário que, mais uma vez, demonstrou que, com apoio mútuo, podemos alcançar qualquer coisa que tenhamos em mente.

Nesse sentido, gostaríamos de mencionar todas as pessoas da COOP 57, que, além de financiar a operação, nos acompanharam e aconselharam durante todo esse processo, tornando-o viável desde o início.

Cumpridos os requisitos mínimos para garantir a compra e a devolução dos microcréditos dos associados e amigos, a campanha continua arrecadando os fundos necessários para realizar as obras de melhorias essenciais exigidas pelo Lokal e, se sobrar algum, quitar parte do empréstimo da COOP57.

Agora podemos dizer que o Lokal permanece no Raval para continuar sendo esse canto libertário de apoio às lutas e à disseminação da cultura antiautoritária que nos levará a um mundo melhor, aquele que carregamos em nossa memória e em nossos corações.

Saudações e ânimos

ellokal.org

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No escuro da noite
O vaga-lume orienta
O andante perdido!

Delores Pires

[Espanha] Um “monge” ateu. Um homem imprescindível

“Pablo Monge Rodríguez, ATEU. Respeite-me e seja feliz”. Assim reza – é um dizer – o cartaz que ele mesmo Pablo desenhou para anunciar ao visitante quem foi o morto que se encontrava na sala da funerária e que, um dia antes, tinha sido praticada a eutanásia.

Este amigo e companheiro viveu seus últimos dias como o havia feito toda sua vida, lutando por aquilo em que acreditava com absoluta firmeza e integridade. Não se rendia, não se vendeu, não olhou para o outro lado quando reconheceu a injustiça, não olhou para o outro lado quando alguém necessitou de sua ajuda.

Em 20 de junho de 2024, o dia mais longo do ano, se praticou no Hospital Universitário Príncipe de Astúrias de Alcalá de Henares a primeira eutanásia amparada na Lei Orgânica atual que a regulamenta, a 3/2021. Um acontecimento pioneiro que aconteceu graças ao empenho incansável de um homem simples e imenso que não renunciou a morrer com a mesma dignidade com que viveu e que dedicou os últimos dias de sua vida a abrir uma brecha que outras pessoas seguirão ampliando no futuro.

Nós que o conhecemos na Seção Sindical da CGT notamos, desde o princípio, que tratávamos com uma pessoa extraordinária, fácil de entender, de fortes convicções e valores aos quais não estava disposto a renunciar, um ser humano íntegro. Um ser humano que agora transcende e vive em nós que tivemos a imensa sorte de caminhar a seu lado reclamando a dignidade e o respeito que todo o mundo merece no trabalho e na vida.

PORQUE NÃO SE RENDEU, PORQUE NÃO SE VENDEU

PORQUE FOSTE UM EXEMPLO AMIGO PABLO

NÃO NOS RENDEMOS, NÃO NOS VENDEMOS

Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida: esses são os imprescindíveis“. (Bertolt Brecht)

Seção sindical CGT

Ayto. Alcalá de Henares

Fonte: Seção sindical CGT Ayto. Alcalá de Henares

Tradução > Sol de Abril

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minha sombra
com pernas mais longas
não me afasta

André Duhaime

[São Paulo-SP] Jornal Libera N° 180

Lançamos a edição número 180 do jornal Libera! No editorial, fazemos uma avaliação do governo de frente ampla de Lula e Alckmin, refém da pauta neoliberal, que entregou migalhas às classes populares e vê o bolsonarismo se fortalecer. Outros temas desta edição são os seguintes:

▪️ O anarquismo durante da ditadura militar brasileira (1964-1985)

▪️ PL dos Apps: Aumento da exploração e fim do salário mínimo

▪️ Alteração da Lei de Regularização Fundiária: a quem serve esse governo?

▪️ Educação de luta, educação em luta

▪️ A resistência palestina e o conflito regional anti-imperialista

▪️ Tragédia no Rio Grande do Sul: uma catástrofe capitalista

A edição está disponível online, em nosso site, e também é vendida presencialmente pela OSL, nas cidades onde temos militância. Em breve vamos divulgar como adquirir também pela internet.

Acompanhe nossas publicações através das nossas redes socias, site e canais de transmissão no WhatsApp e Telegram: https://lnk.bio/socialismolibertario

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Solidão no inverno
o velho aquece as mãos
com as próprias mãos

Eunice Arruda

Jesus pregou o mais cruel dos castigos

Em alguns trechos da Bíblia, Jesus fala como se fosse o demônio

Por José Irineu

Jesus é bom, ama o próximo, mas não para quem de fato lê toda a Bíblia e sabe que o filho de Deus pregou o castigo mais perverso de todos. Nem Deus, no Velho Testamento, ousou tanto.

Pois, para Jesus, “se você não concorda com o que ofereço, saia daqui e vá para o fogo eterno”.

Um castigo eterno, para sempre, para todo o sempre, é algo tão perverso, que talvez até mesmo para um anjo das trevas não desejaria a ninguém.

E, no entanto, Jesus, é adorado pelo que ele diz de bom, como se isso anulasse o ódio que manifestou em certas ocasiões, segundo a Bíblia.

Em Mateus 10:34, por exemplo, ele diz: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.”

Em João 15:6: “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.”

Em alguns trechos bíblicos, Jesus está mais para demônio do que para santo. E isso o pastor não diz às ovelhas.

Fonte: https://www.paulopes.com.br/2019/08/jesus-inferno.html#gsc.tab=0

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Na caixa postal
a mão sente a queimadura:
taturana presa.

Anibal Beça

[Espanha] Urgente!!! Apoie a resistência e um companheiro de luta!!!

Um companheiro de luta anarquista sofre uma invasão e um roubo por parte dos novos proprietários da chácara onde mora e cuida.

Eles cuidam da chácara há 25 anos, ele e seu pai. Após a morte de seu pai, o antigo proprietário começou a pressioná-lo.

Quando eles se recusaram a pagar o valor devido ao nosso companheiro, ele decidiu não deixar a propriedade. Então, eles decidiram vender a propriedade com ele dentro.

As negociações começam com os compradores (quatro indivíduos, cujo advogado é vereador do PP em Lucena (Córdoba), que criaram uma empresa com o objetivo de especular com a terra).

Após um ano de pressão, coerção e ameaças, eles invadiram o local forçando as portas de acesso, tanto do terreno quanto da casa, aproveitando o fato de que ele estava ausente por alguns dias. Roubaram todos os objetos de valor, tanto materiais quanto pessoais (grande despensa de alimentos, chaves de dois veículos, dinheiro, ferramentas e maquinário, além de todos os seus objetos pessoais e coletivos. Também roubaram ou mataram muitas galinhas e galos, além de um pavão). Deixando o restante dos objetos destruídos, como geladeiras, móveis e vários pertences para que não pudesse permanecer no espaço.

Todo esse material, que ele vinha juntando com muito esforço, era para poder iniciar um projeto rural coletivo em outro lugar (provavelmente em Huesca).

Outro exemplo claro de como os ricos agem, sem uma ordem judicial, com a ajuda de três indivíduos, um caminhão de carga e com a conivência da polícia local e nacional, que afirmam não ter visto nada. Na verdade, outro companheiro que foi à chácara nas primeiras horas da manhã pôde ver como eles estavam levando as coisas na presença da polícia. A polícia, em vez de impedir o saque, intimidou nosso companheiro e revistou seu veículo, ameaçando-o de prisão se não saísse do portão.

Um dos proprietários, em primeira instância, reconheceu que eles tinham seus pertences e que, se quisessem recuperá-los, deveriam falar com seus advogados. Quando essa comunicação ocorreu, o advogado mudou sua versão, e agora eles dizem que não têm nada.

Como se isso não bastasse, o companheiro foi denunciado pelos proprietários por ameaças e ocupação ilegal da propriedade.

Estamos pedindo o apoio de coletivos, grupos e indivíduos, para diferentes coisas:

• Para ir desde diferentes territórios, para fazer uma resistência temporária até que as coisas se acalmem e diferentes opções possam ser consideradas.

• Se houver um número suficiente de pessoas, pensamos em convocar uma manifestação ou alguma outra proposta que vocês apresentem para denunciar publicamente os fatos.

• Pedimos divulgação e apoio mútuo a todos que puderem colaborar. Por limitado tempo que se tenha disponível, um pouco já é muito diante de uma situação desoladora, com a qual pretendem forçar o abandono da terra sem medidas judiciais.

• Qualquer contribuição econômica seria de grande ajuda, tanto para custos legais, medidas a serem tomadas e/ou gerir a resistência.

Se tiver alguma pergunta ou dúvida, entre em contato com algarrobanegra@protonmail.com.

Que a solidariedade e o apoio mútuo sejam nossa arma. Se tocarem em um, tocarão em todos!

Fonte: https://www.algranoextremadura.org/todas-las-noticias/por-proximidad/estatal/2024/06/24/urgente-apoya-la-resistencia-y-a-un-companero-de-lucha/

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“Viajante”,
Poderia ser meu nome —
Primeira chuva de inverno.

Bashô

[Espanha] Bakunin e a revolução social

 Por Eduardo Montagut | 16/06/2024

Em uma tradução de Frank Mintz e com um prefácio de Cristóbal Ramírez, a Altamarea, em sua coleção “Tascabili”, publicou as três palestras que Bakunin dirigiu aos trabalhadores do Vale de Saint-Imier na primavera de 1871, sob o sugestivo título de O fim da revolução social. Tivemos a honra de publicar essa obra, pequena em seu tamanho, mas enorme em seu conteúdo.

Bakunin é uma figura fundamental na história, um dos grandes protagonistas do diversificado e sugestivo mundo do anarquismo. Deixando sua vida militar, ele estudou filosofia e, em 1840, viajou para a Alemanha, onde seu compromisso foi firmado. Ele fez parte da onda revolucionária de 1848-1849 em Praga e Dresden. Mas essa verdadeira “primavera dos povos” logo, muito logo, certamente se transformou quase em um inverno, se me permitem a comparação, e Bakunin foi uma de suas vítimas, embora tenha conseguido salvar sua vida e se exilar na Sibéria, escapando em seguida. Em 1861, ele foi para a Inglaterra e começou seu trabalho de pesquisa e divulgação do anarquismo a partir de sua perspectiva, pois nunca nos cansaremos de salientar que não existe um anarquismo único. Em 1869 ingressou na Internacional, levando ao grande conflito com Marx, que gerou as duas almas do movimento operário desde então. Bakunin viveu na penúria, mas nos legou uma rica obra, como Deus e o Estado, e Estatismo e Anarquia. Ele morreu em 1º de julho de 1876 em Berna (Suíça).

A obra agora apresentada ao público leitor em espanhol é, como dissemos, a compilação de suas três palestras, proferidas em um momento-chave da história do século XIX, quando a Prússia havia derrotado a França de Napoleão III, precipitando o processo de unificação alemã, afundando o segundo império, do qual surgiu a principal e quase única experiência de governo popular em todo aquele século, a Comuna de Paris, ainda que ela tenha sido logo esmagada e gerado uma intensa polêmica sobre as causas de seu fim por parte de marxistas e anarquistas.

Bakunin apresentou nessas palestras uma análise histórica lúcida que surpreenderá muitos de seus leitores com seu frescor, que se mantém até hoje. Mas ele também ofereceu material sintético que ajudou não apenas a entender o que aconteceu e estava acontecendo na Europa, mas também a apresentar uma alternativa distinta da marxista, despertando consciências. Além disso, propôs aspectos relacionados à organização da ação para fazer essa alternativa triunfar. E tudo, de fato, por algo que é muito simples de dizer, mas que é fundamental e tão difícil de alcançar, a emancipação de homens e mulheres.

Fonte: https://www.nuevatribuna.es/articulo/cultura—ocio/libros-bakunin-revolucion-social-lucha-clases/20240616185420227996.html

Tradução > anarcademia

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flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[Espanha] Fazer sindicalismo não é crime: CGT com “Las seis de La Suiza” em Xixón

Concentrar-se em frente a uma empresa para exigir que ela respeite as condições básicas de trabalho (mesmo depois de informar a subdelegacia do Governo), distribuir panfletos e gritar slogans com um megafone, apontar publicamente um empregador que não paga horas extras a seus trabalhadores… é um crime, de acordo com a Suprema Corte.

Isso é o que a Suprema Corte acaba de decidir no caso conhecido como “Las 6 de La Suiza” em Xixón, rejeitando o recurso da CNT contra a sentença de prisão de sus seis afiliadas.

Assim, a conivência jurídico-corporativa é exposta. O judiciário tira sua máscara e nos envia uma mensagem: ele não está lá para defender os direitos básicos das trabalhadoras, mas para defender os privilégios e interesses dos empregadores. A sentença da segunda câmara da Suprema Corte, presidida por Manuel Marchena e proferida em 19 de junho, confirma a sentença de três anos e meio de prisão e 125.428 euros de indenização para as seis trabalhadoras, e esclarece que foi porque o empregador teve que fechar sua empresa devido à pressão da CNT, “coerção”, diz a sentença TS 626/2024.

Essa sentença deixa o caminho aberto para a criminalização de qualquer protesto sindical no qual se convocam concentrações ou manifestações e se fazem acusações públicas contra empresas que agem fora da lei e não respeitam os direitos dos trabalhadores.

Desde CGT insistimos, e o fazemos junto com as companheiras da CNT, que fazer sindicalismo não pode ser um crime, é um direito básico, é uma das poucas opções que restam à classe trabalhadora para promover direitos e exigir que as empresas cumpram a lei. É por isso que, da CGT, como temos feito até agora, andaremos de mãos dadas com as companheiras da CNT onde e quando for necessário; porque defender as seis companheiras de La Suiza de Xixón está acima de siglas e de Organizações, trata-se de defender o direito de protestar e trata-se de defender aqueles que lutam pelos direitos dos trabalhadores, de defender aqueles que lutam para criar um novo mundo que carregamos em nossos corações.

Se tocam uma, nos tocam a todas!

Secretariado Permanente da CGT

Fonte: Gabinete de prensa del Comité Confederal de la CGT

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O som do aguaceiro
nas folhas da bananeira —
de prender o fôlego.

Carlos Martins

 

[Reino Unido] Operação 1000, um ressurgimento contra a MBR?

“Quatrocentos ativistas de todo o país e de outros países se mobilizaram na MBR Acres em 25 de maio, em um sinal claro de que a libertação animal de base britânica está de volta. A MBR Acres cria 2.000 cães por ano para a indústria de pesquisa. Esses cães serão envenenados até a morte em laboratórios e depois cortados em pedaços por técnicos sádicos.

Esse foi o maior protesto contra um criador de animais para vivissecção em alguns anos e, se a energia, a raiva e a determinação forem suficientes para comprovar, esse é um movimento em ascensão mais uma vez.

Dando o tom, na noite anterior, a icônica Louise Ryan desfigurou e rasgou o novo banner de propaganda da MBR pendurado no portão da frente. O banner, que se gabava dos cães “prósperos” e dos benefícios para os animais humanos e não humanos, era tão ofensivo quanto enganoso. Se o CPS e o MBR forem corajosos o suficiente para tentar processar Louise por sua ação corajosa, terão dificuldade em encontrar um júri disposto a discordar dela.

No mesmo dia, assim que os ativistas começaram a chegar, um protesto bloqueou a estrada principal. A polícia se esforçou para remover os ativistas à medida que mais e mais pessoas se aglomeravam na área. A fumaça dos sinalizadores enchia o ar enquanto tambores, megafones e centenas de vozes reverberavam ao longo de uma fila crescente de veículos bloqueados. Por fim, a polícia desistiu e fechou oficialmente toda a estrada pelo resto do dia.

O pouco que restou do banner de vinil da MBR foi arrancado e substituído por novos cartazes denunciando a empresa e explicando a verdade sobre seu setor vil. Algumas pessoas também tentaram escalar os portões da frente.

Enquanto isso, ao longo do perímetro lateral da cerca, a polícia apreendeu pelo menos um alicate de corte usado pelos ativistas para cortá-la. Quando começaram a chover paus e pedras sobre o arame farpado, as cercas começaram a tremer enquanto os ativistas tentavam derrubá-las.

Dezenas de policiais invadiram a ação, empurrando e jogando os ativistas em valas.

Enquanto a polícia tentava desesperadamente retomar o controle da situação, a maioria dos manifestantes, que agora estava junto à cerca lateral, ouvia discursos e fazia um minuto de silêncio.

Com a polícia distraída, a apenas vinte metros de distância, dois ativistas arrancaram a cerca de arame dos postes de metal, revelando espaço suficiente para entrar. A segurança começou a entrar em pânico e gritos de “Temos uma brecha!” foram ouvidos pelos rádios enquanto reforços chegavam ao local. Com uma desvantagem de três para um em relação aos ativistas e colocando cães de guarda nas cercas, a melhor oportunidade de entrar na MBR Acres foi perdida.

Quando o protesto se dispersou, a ação ainda não havia terminado. Durante toda a noite seguinte, a sinalização restante da MBR foi coberta com tinta vermelha e preta.

Este é um movimento em ascensão, e qualquer pessoa que tenha participado da ação no MBR em 25 de maio terá sentido a energia, a faísca e a determinação se formando. Parece inevitável que esse inferno feche. Não é uma questão de se, mas de quando; e isso depende de nós.”

Fonte: https://unoffensiveanimal.is/2024/05/27/operation-1000-a-resurgence-against-mbr/

Tradução > Contrafatual

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passeio de madrugada
os meus sapatos
empapados de orvalho

Rogério Martins

[Alemanha] Bloco anarquista na grande manifestação: Nas ruas contra a conferência do partido AfD em Essen!

De 28 a 30 de junho, o AfD (Alternativa para a Alemanha) planeja realizar a sua conferência nacional do partido no Grugahalle, em Essen. Depois de o partido ter saído das eleições europeias como a segunda força mais votada, os seus membros dirigentes reúnem-se agora para discutir os rumos das próximas eleições estaduais e das eleições federais de 2025. A descoberta da reunião de Potsdam mostrou as ideias extremamente perigosas que estão em cima da mesa.

Há muito que sabemos que os partidos burgueses não são capazes nem estão dispostos a combater eficazmente o AfD e o movimento fascista que se reúne à sua volta. Pelo contrário, com as suas políticas de empobrecimento, isolamento e rearmamento, dão ao AfD exatamente o terreno onde pode crescer.

O antifascismo deve identificar claramente as causas e razões da ascensão da direita. O antifascismo deve ser dirigido contra o sistema dominante e todos os seus partidos numa luta de classes e de cunho revolucionário. O antifascismo deve centrar-se na politização, mobilização e organização das amplas massas da população assalariada. O antifascismo deve propor uma alternativa a este sistema. Só então poderá ser eficaz.

A fim de tornar esta perspectiva visível, apelamos a todos os anarquistas para se juntarem a nós na grande manifestação contra a conferência do partido AfD no dia 29 de junho a partir das 10h00 e para formarmos um bloco comum ali. Nosso ponto de encontro será às 9h30 no ponto de partida da manifestação (a anunciar) sob a faixa grande da Plataforma [federação anarcomunista].

Juntos contra as direitas!
Por um movimento de massas antifascista!

dieplattform.org

agência de notícias anarquistas-ana

Sozinho na casa.
Lá fora o canto das cigarras.
Ah se não fossem elas…

Anibal Beça

[Chile] Apresentação do Arquivo Carlo Valdinoci – Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti

Teremos exposição de fotografias, fanzines, cartazes, panfletos, adesivos, música, material audiovisual e muito mais.

Quinta-feira, 27 de junho, desde as 18h00, no Espaço Fénix.

Carlo Valdinoci, companheiro anárquico de ação, morre nos EUA. Em 2 de junho de 1919 quando instalava um artefato explosivo na casa do fiscal geral Mitchell Palmer.

Carlo era parte de um meio ativo de companheiros ácratas emigrados aos EUA que se agrupavam informalmente em torno do jornal Cronaca Sovversiva. Companheiro de Nicola Sacco, Bartolomeo Vanzetti, Mario Buda, Gabriella Antolini e Luigi Galleani, entre tantos outros.

A história anárquica de companheiros de ação nos demonstra como parafraseia a si mesma em diferentes épocas e lugares, às vezes em gestos bonitos, às vezes em momentos amargos.

O Arquivo da Biblioteca leva seu nome porque nossa intenção é que os companheiros sigam vivos e possam ainda acompanhar-se em projetos que os irmanem. Eles voltam a se encontrar mais além da passagem do tempo.

Não somos profissionais da história, nem pretendemos sê-lo. Reivindicamos o faça você mesmo, sem delegar a “especialistas” de nenhum tipo.

Abrimos esta iniciativa pela vontade de fazê-lo, buscando ser um aporte a mais no resgate de nossa memória negra, no aporte à coletivização do conhecimento e da imaginação de cada companheiro.

Nutrindo ideias com tinta anárquica.

Archivo Carlo Valdinoci

Biblioteca Antiautoritaria Sacco y Vanzetti

Tradução > Sol de Abril

Agência de notícias anarquistas-ana

Renasce o campo.
Borboletas planando:
Flores entre o verde.

Edu Otsuka

Lula e Giorgia Meloni “trocam afagos democrático$” na Itália

[Espanha] Redes Libertárias N° 1 – Editorial

Apesar de ser uma revista semestral, infelizmente, a chamada guerra de Gaza continua a ser um assunto atual. Ela é erroneamente chamada de guerra porque em uma guerra são exércitos que se enfrentam, e nesse caso ela se tornou mais uma escalada da violência exercida pelo Estado sionista de Israel contra a população palestina, que começou em 1948 com o impulso dos países colonizadores.

Há vários meses estamos testemunhando a exaltação da barbárie e a demonstração de que o jogo do poder está acima do respeito aos direitos humanos. Não podemos ficar impassíveis enquanto a violência é exercida contra os povos.

A sociedade civil vem organizando manifestações e comícios desde o início desses novos ataques israelenses a Gaza. No entanto, a atitude dos governos permanece inalterada e eles continuam a apoiar o governo israelense, apesar de reconhecerem que os ataques israelenses são uma atrocidade e estão matando pessoas inocentes. Nas últimas semanas, houve acampamentos em universidades de todo o mundo, e também na Espanha, denunciando o genocídio e pedindo o fim da cooperação com o Estado de Israel.

Seja bombardeando cidades, hospitais ou campos de concentração, o governo israelense dá ordens ao exército sem se submeter a nenhuma das exigências do direito internacional para proteger a população civil. Os EUA e outros países vendem armas a Israel, com as quais continuarão a matar palestinos até o extermínio.

Não devemos assistir a essa guerra ou a qualquer outra. Porque há muitas outras guerras no mundo, desde a guerra na Ucrânia até as várias guerras sofridas pelas populações africanas, como a violência provocada em diferentes partes da América. E tudo isso está envolvido em um conflito de interesses mercantilistas das empresas de armamentos. Por princípio, o movimento libertário não pode aceitar a violência contra a população civil e, além disso, considera os exércitos desnecessários.

Nossa indignação é tão grande que escolhemos a ilustração de Carlota Ribs sobre a Palestina para a capa da edição número 1 da Redes Libertárias. Seus traços marcam a dor e o sofrimento das vítimas palestinas. Assim, com essa denúncia, abordamos nossa edição 1 com as mesmas seções que lançamos na edição número 0. Nesta nova edição, refletimos sobre a visão do anarquismo em relação à guerra, analisando a relação do ser humano com a violência desde os primórdios da humanidade. Também nos informamos sobre a situação em outros países, como Argentina e Brasil, e falamos sobre um exemplo de escola rural e as dificuldades para levar adiante o projeto de educação pública e alternativa adaptada ao meio ambiente.

A edição 1 explica os primórdios do anarquismo na Espanha e como ele era vivenciado naquela época. Em outro artigo, falamos sobre como o Conselho de Aragão se desenvolveu durante a guerra da Espanha. Além disso, como resultado de estudo e pesquisa, nos é apresentada uma demonstração da participação de outras mulheres na revista Mujeres Libres que não são conhecidas ou reconhecidas.

A seção Cultura abrange todas as artes. Poesia, escultura, exposições e histórias em quadrinhos. Demonstrando que, por meio da arte, é possível exigir direitos e revolução.

Continuamos a apresentar resenhas de livros e filmes que consideramos interessantes para se conhecer, e por isso, as compartilhamos. Na seção Pensamento, reunimos uma reflexão sobre os mitos do anarquismo, uma bela história sobre a avó anarquista que não sabia que era anarquista e um chamado à filosofia para crianças com linhas libertárias como referência.

O tema do feminismo nesta edição inclui uma análise do feminismo e do anarquismo no Brasil com uma visão histórica e analítica de como o mundo anarcofeminista é entendido do outro lado do oceano. Continuando com os princípios do anarquismo, outro artigo reflete sobre a ineficácia do direito penal como solução e defende o direito restitutivo em vez do punitivo para acabar com a violência masculina, e em uma reflexão sobre a luta feminista damos uma olhada nos diferentes conceitos que compõem o ABC da vida cotidiana das mulheres.

Esperamos que esta nova edição seja interessante e que gere ideias para debate entre nossos leitores e nossas leitoras.

>> Baixe a edição número 1 da Redes Libertárias aqui:

https://redeslibertarias.com/wp-content/uploads/2024/06/redes-libertarias-01.pdf

Fonte: https://acracia.org/redes-libertarias-num-1-editorial/

Tradução > anarcademia

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/05/23/espanha-redes-libertarias-se-apresenta-na-biblioteca-libertaria-ferrer-i-guardia/

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Tarde de sol,
o armador da rede
range devagar.

Luiz Bacellar

[Espanha] Solidariedade Obreira para combater o fascismo e a autoridade

A classe trabalhadora se encontra em um momento de degradação progressiva de suas condições de trabalho e de vida. As crises contínuas pelas quais passamos nos últimos anos, juntamente com a ganância dos empresários, são a causa de que os empregos precários, desemprego, perda de poder aquisitivo ou dificuldades de acesso à moradia são o cotidiano de grande parte das pessoas que precisam vender sua força de trabalho para viver.

A única resposta que podemos dar para acabar com essa situação é nos unirmos por meio da solidariedade obreira. No entanto, observamos que, em nossos povoados e locais de trabalho, os discursos mais reacionários estão gradualmente se impondo, com base em preconceitos de nacionalidade, raça, gênero, orientação sexual etc.

Esses discursos preparam o caminho para a evolução do Estado e da sociedade para formas cada vez mais autoritárias e, assim, facilitam o fortalecimento de correntes políticas mais próximas do fascismo.

É nas lutas dos trabalhadores que ficam claros os principais interesses que se chocam no sistema capitalista: os da classe trabalhadora contra os dos patrões, especuladores e todo o aparato político que os sustenta. E é a comunidade que é gerada em torno das lutas diárias por nossas condições de trabalho e de vida que é a melhor ferramenta para combater os preconceitos que dividem a classe trabalhadora.

Nós, que nos organizamos na CNT, entendemos que as candidaturas municipais de esquerda e as organizações políticas que limitam sua atividade à via institucional ou à propaganda política já mostraram suas limitações para pôr fim à constante degradação de nossas condições de trabalho e de vida e ao avanço do autoritarismo e do fascismo. Por isso, estamos empenhados em ampliar o modelo de organização anarcossindicalista da CNT em nossos locais de trabalho e em nossas cidades. Não hesite e organize-se conosco!

cnt.es

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Rio seco
silêncio sob a ponte
apenas o vento.

Rodrigo de Almeida Siqueira

[Grécia] Passeata contra a mineração em Ioannina

No dia 15/06, foi realizada uma passeata no centro da cidade de Ioannina contra a mineração planejada em Gourgianista, no município de Zitsa, a cerca de 17 quilômetros de Ioannina.

A marcha foi convocada pela Coordenação “Epiro contra a mineração” e contou com o apoio de centenas de pessoas. Após o término da passeata, houve uma discussão dos presentes no Teatro Skala.

“Não à mineração no Epiro – Petróleo e gás devem ficar no solo, seu desenvolvimento só traz destruição”. “Não à perfuração. Não à extração de hidrocarbonetos no Epiro. Não envenenem as nossas cidades. Não destruam o nosso lugar”. “Contra a pilhagem da natureza, lute pela terra e liberdade. Dizemos não à mineração”. “Não à mineração de hidrocarbonetos”. “Os predadores da energia verde estão destruindo o meio ambiente, nossos vidas e o nosso futuro”, diziam algumas faixas dos manifestantes.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/06/11/grecia-passeata-contra-a-mineracao-e-extracao-de-hidrocarbonetos-luta-contra-o-saque-da-natureza-e-a-guerra/

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Orquestra mágica
Balanço sussurrante das árvores
A maestria do vento.

Clície Pontes

[Espanha] Jornadas Contra o Sistema Tecnoindustrial

28, 29 e 30 de junho

SEXTA-FEIRA, 28 DE JUNHO

18 h – Apresentação do Ateneu Libertário La Garra

19 h – Palestra: Uma crítica anarquista à inteligência artificial

Lanche 100% vegano

Local: Ateneu Libertário La Garra C/Pico Moncayo 22 puente Vallekas

SÁBADO, 29 DE JUNHO

13 h – Painel de debate: A tecnologia está substituindo o trabalho assalariado como eixo de opressão?

17 h – Palestra: Não é seca, é saque! O tema da água no capitalismo industrial.

19 h – Painel de debate: Lutar em tempos de Tik Tok.

Jantar 100% vegano.

Local: La Enredadera de Tetuán C/ Coruña 5 – Estrecho

DOMINGO, 30 DE JUNHO

17 h – Palestra: Transumanismo: A dominação biotecnológica sobre o ser humano e a natureza.

19 h – Palestra: Ecologismo de massas ou como fazer o jogo do Estado.

Local: Ateneu Libertário La Garra.

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Sentada no jardim
Vejo um bichinho.
Lá vem a joaninha

Tainá Gomes do Nascimento