[Espanha] Pepita, da Paideia

Em memória de Pepita, que levou um mundo novo aos corações de tantas crianças

 La Colmena | 24/06/2024

Pepita sempre levou um novo mundo ao coração das crianças que educou. Para a administração educacional, ela era Josefa Martín Luengo, uma funcionária pública com um número de registro.

Em 1975, ela chegou de Salamanca a Fregenal de la Sierra, para ensinar na escola Nertóbriga. Ela trouxe consigo o playground de La Ruche e Summerhill, a impressora de Freinet, o quadro negro de Freire, o breviário de Tina Tomassi, os cadernos de Ferrer, a montanha de Reclus, a liberdade de Bakunin, os suspiros de Ricardo Mella, e os versos de Voltairine de Cleyre.

Em sua ânsia de alinhar a educação com o direito a uma infância livre e feliz, ela entrou em conflito com o autoritarismo do crucifixo e da palmatória. Foi repreendida, banida, exilada em La Bazana, um vilarejo de colonização. Estávamos em 1977. A palavra feminismo ainda não era moda.

Junto com outras pessoas, cria em 1978 a Escola Livre Paideia, em Mérida, uma escola libertária onde a pedagogia segue o princípio de que é com amor que se ensina. Sem ser afetada pelos ventos educacionais que vêm e vão, sujeitos ao momento político e ao currículo de uma educação chata, que não cria seres livres, mas cidadãos com direito a voto, a Paideia enfrenta tempestades, inundações, assédio de uma administração educacional que não tolera uma escola fora do subsídio público, fora do redil, livre e libertária.

Pepita aprende, ensina, escreve livros, vive, cresce. No início da década de 1990, junto com outras pessoas, ela funda o coletivo Mujeres por y para la anarquía [Mulheres por e para a anarquia]. A Paideia já é uma referência global, em um mundo sem fronteiras, sobre educação. A administração educacional ainda não sabe disso.

Em julho de 2009, logo após o verão, a vida a deixou, mas ela deixou para trás sua memória, seus livros, suas palestras, sua utopia tornada realidade. Pouco tempo depois, em setembro, aqueles que a amavam plantaram duas mimosas, sua árvore favorita, na entrada da escola.

Em dias de vento, o farfalhar dos galhos pode ser ouvido, misturando-se aos gritos das crianças, que correm felizes, livres, com ideias.

Amech Zeravla.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/la-colmena/pepita-paideia

Tradução > anarcademia

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agência de notícias anarquistas-ana

Na terra seca
Formigas em festa
Carregam uma semente.

Setsuko Geni Oyakawa

Convocação para o Encontro Global Pelo Clima e Pela Vida. Novembro de 2024. Oaxaca, México.

ENCONTRO GLOBAL PELO CLIMA E PELA VIDA

4 a 9 de novembro de 2024

Oaxaca, México

Mais de 70.000 pessoas participaram da Conferência das Partes (COP), conhecida como Cúpula Anual, realizada pela Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a 28ª, realizada na megacidade capitalista e petrolífera de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, uma cidade que personifica a ambição e o egoísmo dos principais responsáveis pela destruição do planeta à custa de seu prazer e privilégio. Enquanto multidões de delegados da área de combustíveis fósseis e do Norte Global se reuniam nos luxuosos corredores dos enormes edifícios de Dubai para negociar nossos territórios sob o pretexto de combater a crise climática, a comunidade costeira de El Bosque, em Tabasco, México, lutava contra a incapacidade e a indolência dos governos e das instituições internacionais diante da realidade dos milhares de deslocados climáticos em todo o mundo, que já estão deslocados pelo desaparecimento de suas terras e meios de subsistência.

Esse absurdo nos faz pensar: é possível humanizar o capitalismo? O comparecimento em massa às COPs tem funcionado? Há avanços que transcendem conceitos e discursos? Tem funcionado para pedir aos responsáveis pela crise climática que parem? Vale a pena o absurdo desperdício de dinheiro de governos e pessoas que se desculpam achando que sua presença na COP é transcendente e não tem relação com a poluição causada pelo uso da infraestrutura aeronáutica e turística que utilizam? O ano de 2023 foi o ano mais quente da história da humanidade e também o ano em que mais gases de efeito estufa foram emitidos, acelerando a crise climática.

Enquanto a ilusão e o circo midiático da COP estão ocorrendo, nós, os povos do sul global que são mais fortemente impactados pela crise climática, estamos sofrendo seus impactos violentos em nossos territórios, com total ignorância do que é e para que serve a COP. Essa situação é exacerbada pela implementação de megaprojetos e políticas de Estado que promovem não apenas os combustíveis fósseis, mas também toda a lógica extrativista, como as falsas soluções “renováveis” que são oferecidas em grandes pacotes econômicos e permanecem sob o controle do capitalismo agora “verde”, bem como nas mãos de Estados que são apenas servos das corporações, independentemente da cor e da ideologia de que estejam disfarçados.

A memória histórica de resistência dos nossos povos do Sul Global nos permite acreditar que nem tudo está perdido, nós, os povos do Sul, continuamos a nos tecer de vida e a germinar redes, articulações e alianças entre processos de diferentes pensamentos, formas e tempos, e é por isso que, enquanto os olhos de grande parte do movimento climático global estão respondendo às agendas internacionais dos Estados corporativos, o movimento dos povos, comunidades e organizações que defendem a terra, o território e a natureza, nos articulamos em assembleias, reuniões e caravanas regionais, nacionais e internacionais. Nós nos reunimos como defensores da terra para hackear as narrativas da hidra capitalista, compartilhamos nossas dores, desafios e sonhos em acampamentos e viagens para diferentes cantos do Sul Global Resiste e, dessa forma, construímos redes de ação e colaboração em defesa da vida.

No ano passado, enquanto mais uma COP era realizada em Dubai, um dos enclaves da acumulação por desapropriação, alguns de nós decidimos nos reunir para conversar e compartilhar sentimentos e pensamentos, entre 5 e 10 de dezembro em Pore, Casanare, Colômbia, durante a Conferência Social da Terra – ESC, onde nos perguntamos coletivamente qual seria o futuro do movimento climático global em um momento de Crises Transversais que ameaçam destruir a vida e o futuro da humanidade. Como resultado desse primeiro momento na Colômbia, decidimos continuar a discussão no México, colocando a vida e as diferenças como nós do comum, renomeando esse espaço de encontro, a partir da narrativa e das necessidades políticas daqueles que assumem a responsabilidade de convocá-los e recebê-los.

Após meses de diálogo e reflexão, a partir das formas de pensar, fazer, sentir e sonhar do Sul Global, concordamos que historicamente temos boicotado as COPs, ignorando total ou parcialmente sua existência; para os povos de nossos territórios, a COP é um espaço distante e irrelevante para nossa vida cotidiana, porque sua existência e seu evidente fracasso não tiveram impacto em nossas vidas, além da apropriação que quiseram fazer por meio dos mercados de carbono com os quais o grande capital pretende lavar seus negócios sujos que envenenam todo o planeta e por meio dos quais vemos o avanço do neocolonialismo com seus projetos e finanças verdes às custas de nossos territórios, nossas vidas e nossas raízes ancestrais.

Sabemos do fracasso da COP e da sua irrelevância para os nossos povos, mas também sabemos que fazemos parte desse mundo interconectado e global, no qual utilizamos essas plataformas internacionais para articular entre os povos e organizações que nos organizamos e resistimos à crise climática gerada pelos mesmos governos e empresas que simulam e endossam velhos compromissos para o planeta, enquanto milhares de pessoas sofrem impactos diretos e violentos de Deslocamentos Forçados por Megaprojetos, Guerras, Crise Climática e até Falsas Soluções Renováveis. Crise Climática e até Falsas Soluções Renováveis”, a COP é apenas um pretexto para tornar nossos problemas visíveis, permitindo-nos compartilhar a palavra com outros povos e organizações que sofrem problemas semelhantes, quase sempre causados pelas mesmas empresas e governos que participam desses eventos.

Acreditamos na autonomia e na autodeterminação como um pilar fundamental da construção de movimentos sociais e como uma prática política de respeito e apoio mútuos. Estamos cansados do eurocentrismo e do colonialismo no Movimento Climático, que reproduz discursos e práticas dos Estados Corporativos do Norte Global, continuando a dizer ao Sul Global o que é melhor para nós, impondo agendas e posições políticas. Devemos romper com essa dinâmica de poder para construir um espaço de discussão política em torno da defesa da terra, da água, das florestas, das selvas, dos rios, de nossas culturas, tradições, territórios, formas de organização e resistência; construir estratégias globais com impactos locais e articular ações locais com impactos globais; honrar e lembrar as pessoas que ofereceram suas vidas à Terra em defesa do comum, do coletivo; que deram suas vidas para defender a própria vida.

Sem mais delongas, e no espírito de continuar falando e construindo, CONVOCAMOS os Povos Indígenas, Camponeses e Populares, Comunidades e Organizações, Coletivos e Redes Climáticas, Dissidentes e Diversas, as diferentes expressões dos Movimentos Sociais do Sul Global que colocam a defesa da vida e a construção de outro mundo onde caibam muitos mundos, a se reunirem no ENCONTRO GLOBAL PELO CLIMA E PELA VIDA, de 4 a 9 de novembro de 2024 na cidade de Oaxaca de Flores Magón, México.

Para participar, colaborar, apoiar e assistir, você pode escrever para o e-mail oaxaca.nov24@gmail.com e responder ao seguinte formulário https://forms.gle/6ocanF7uGekFDWQu5

Fonte: https://tierrayterritorio.wordpress.com/2024/03/29/convocatoria-al-encuentro-global-por-el-clima-y-la-vida-noviembre-2024-oaxaca-mexico/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

chuva fina
tarde esfria
todo o lago se arrepia

Alonso Alvarez

[Reino Unido] Poster | Os 7 princípios cooperativos

£40.00

Edição limitada impressa a 5 cores.

120 exemplares, assinados e numerados. Amorosamente impressos à mãos pela Dog Section Press, uma cooperativa de trabalhadores.

Cooperativas ao redor do mundo geralmente operam de acordo com os mesmos 7 princípios e valores nucleares, suas raízes rastreáveis até a primeira cooperativa moderna de consumo, fundada em Rochdale em 1844. Embora o movimento cooperativista como um todo é cada vez mais capitalista em seus horizontes, cooperativas de trabalhadores (sem chefes, sem lucros e ninguém com mais poder que outros) podem nos ajudar a trabalhar juntos democraticamente, priorizando ajuda mútua em vez de auto-interesse e competição.

Toda a renda das vendas dos pôsteres nos ajuda a imprimir mais livros, panfletos, e propaganda radical.

Fonte: https://dogsection.bigcartel.com/product/7-cooperative-principles

Tradução > anarcademia

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Branco instante
entre verde e azul:
garça ou pensamento.

Yeda Prates Bernis

[Grécia] Atenas: 19 de julho de 1936 | 88 anos da Revolução Social na Espanha

Sábado, 20 de julho, 20h30, no jardim da Okupa Lela Karagiannis 37

Exibição do documentário “Vivir La Utopia” (Viver a Utopia)

Duração: 96 minutos

Sinopse:

 “Vivir La Utopía” (Viver a Utopia) é um documentário de 1997, produzido pela TVE e dirigido por Juan Gamero. Nele, se descreve a experiência anarcossindicalista e anarcocomunista da Espanha, que transformou radicalmente as estruturas da sociedade em amplas zonas da facção republicana — evento denominado de Revolução Espanhola, ocorrido durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39).

O filme apresenta 30 entrevistas com sobreviventes anarquistas da Revolução Espanhola, cujo testemunho mostra a construção da revolução social e os antecedentes históricos do movimento libertário espanhol. Segundo o documentário, esse trabalho de construção resultou na organização de associações agrícolas, com uma média de 7 milhões de camponeses; em 3000 fábricas e empresas coletivamente autogestionadas nas cidades; na união de 150.000 milicianos anarquistas contra o fascismo; assim como nas atividades culturais e no movimento “Mujeres Libres”, de mulheres contra o patriarcado.

A luta pela revolução social, anarquia e comunismo libertário continua…

Assembleia Aberta da Okupação Lela Karagianni 37

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Lentos dias se acumulam –
Como vão longe
Os tempos de outrora.

Buson

[Reino Unido] Policial espião que liderou a seção especial admite ter acusado erroneamente ativista de plano de bomba

Roger Pearce retira a alegação de que Dave Morris estava entre os anarquistas que planejavam colocar bombas na base militar

Por Rob Evans | 09/07/2024

Um policial disfarçado que se tornou o chefe da divisão especial da polícia metropolitana admitiu que acusou erroneamente um ativista de planejar colocar bombas em uma base militar.

Roger Pearce, o policial disfarçado que se infiltrou em grupos anarquistas na década de 1980, alegou em um inquérito público que dirigiu até Aldershot com um grupo de anarquistas para “verificar locais de bombas”. Ele acusou Dave Morris de ser um dos anarquistas.

Na terça-feira, Pearce retirou sua alegação depois que ela foi negada por Morris. Morris é um ativista radical de longa data que foi um dos réus no caso McLibel da década de 1990.

A retratação da alegação contra Morris foi ouvida no inquérito público conduzido por um juiz que está examinando as atividades de cerca de 139 policiais disfarçados que espionaram mais de 1.000 grupos políticos desde 1968.

A fase atual do inquérito está examinando as operações secretas nas décadas de 1980 e 1990.

Pearce fingiu ser um anarquista entre 1980 e 1984 usando o nome falso de Roger Thorley. Ele era membro do setor especial da polícia metropolitana, a divisão secreta responsável pelo monitoramento de grupos políticos. Em 1999, ele havia sido promovido a chefe da seção especial, cargo que ocupou até 2003.

Em seu depoimento de testemunha, Pearce alegou que, durante seu destacamento, ele havia sido “atraído para ajudar a fazer o reconhecimento de locais de bombas” no quartel militar de Aldershot. Ele alegou que levou um grupo de quatro ou cinco anarquistas em seu carro em uma viagem espontânea à cidade e citou Morris como um dos integrantes do grupo.

Na segunda-feira, Morris, prestando depoimento ao inquérito, disse que a alegação era “um monte de besteira”, sugerindo que Pearce havia inventado tudo.

Ele acrescentou: “Não acredito que já tenha estado em Aldershot e certamente nunca teria feito um reconhecimento de um lugar para o que quer que ele esteja me acusando”.

Na terça-feira, Pearce recuou depois de ser questionado por David Barr, o advogado do inquérito. “Sim, estou convencido de que o Sr. Morris não estava envolvido no reconhecimento do quartel de Aldershot, portanto isso é um erro”, disse Pearce.

Pearce ainda afirmou que fez a viagem com anarquistas que não foram citados no inquérito. Ele acrescentou que “nada resultou do reconhecimento”.

Morris é mais conhecido por seu envolvimento no longo julgamento de McLibel. Nesse caso de Davi contra Golias, ele e outra ativista ambiental, Helen Steel, foram processados por difamação pela gigante norte-americana de fast food McDonald’s por causa de um folheto que haviam distribuído criticando as práticas da empresa.

Fonte: https://www.theguardian.com/uk-news/article/2024/jul/09/spy-cop-who-led-special-branch-admits-wrongly-accusing-activist-of-bomb-plot

Tradução > Contrafatual

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gota na água
faz um furinho como
prego na tábua

Carlos Seabra

[Chile] Cartas da prisão dos que foram detidos recentemente em Villa Francia

“Nós os saudamos com profundo afeto e amor revolucionário, agradecidos por cada gesto de solidariedade que nos fizeram sentir em meio a esse revés que temos que assumir hoje.

Abraçamos como sempre sua atitude permanente de resistência e dignidade, porque ela é uma força vital para a continuidade das lutas do povo pobre em cujo seio se abriga nossa condição de lutadores sociais.

Obrigado por tudo e muito, que o amor de nossa querida Luisa Toledo inunde seus corações e os encha de força para continuar resistindo.

É justamente o amor infinito que Luisa nos deu que nos colocou para sempre nas trincheiras do povo; é o amor eterno de Luisa que tem guiado nossas ações, é o amor de Luisa que nos mantém firmes e dignos no caminho que nos leva à liberdade.

Com o amor de Luisa e a força que ainda irradia dela, estamos enfrentando este momento adverso cheios de convicção e vontade de lutar.

Com o amor de Luisa, continuamos a ser a decisão e a continuidade da luta inabalável do povo por sua dignidade.

Desde a Prisão Santiago 1 e a Prisão de San Miguel, máquinas de extermínio do povo pobre, com carinho e compromisso inabalável”.

PRESOS POLÍTICOS DO DIA 6 DE JULHO

Coletivo de Presos Políticos de Villa Francia.

13 de julho de 2024

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/07/10/chile-invasoes-devido-a-investigacao-sobre-artefatos-explosivos/

agência de notícias anarquistas-ana

Uma borboleta
Na minha pequena rua
Uma floricultura

Suemi Arai

[México] 1ª Conspiração de Educação Autônoma e Educações Anarquistas

Compartilhamos com vocês a programação da 1ª Conspiração de Educação Autônoma e Educações Anarquistas que ocorrerá na cidade de San Cristobal de Las Casas Chiapas nos dias 09, 10 e 11 de agosto deste ano. Daremos prioridade de hospedagem e alimentação (1 refeição por dia e café nos intervalos) aos companheiros e companheiras com inscrição prévia que vierem de territórios distantes e/ou acompanhados de crianças.

A reunião ocorrerá durante os três dias do evento por meio da página https://conerre.tv/streaming e pelo Facebook Live nas páginas da Coordinadora Anarquista Tejiendo Libertad e La Pizarra Negra & Kuxtal Corp, sendo os locais El Tlacuache Andino localizado na calle Presidente Alemán #15 no bairro Revolución e Sendas na calle Maria Adelina Flores #50.

Para mais informações, você pode escrever para os seguintes e-mails LaGrieta1@riseup.com e lapizarraykutxal@gmail.com

Com uma rebeldia alegre, estamos esperando por você.

Coordinadora Anarquista Tejiendo Libertad e La Pizarra Negra & Kuxtal Corp.

>> Faça o download do programa em pdf aqui: https://goo.su/DhRUf

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Uma chuva leve.
João-de-barro feliz
Quer barro fresquinho.

Eric Felipe Fabri

[Espanha] Falece Paco Felipe, ativista comprometido e “um dos nossos”

Esta quinta-feira faleceu Paco Felipe. Ativista do movimento associativo e de moradores de Zaragoza, anarquista, antifascista. Amante dos livros e comprometido com a cultura. As mostras de carinho e de tristeza pela perda foram muitas.

Desde a Federação de Associações de Bairros de Zaragoza, onde Paco Felipe trabalhou e colaborou durante muitos anos assumindo as tarefas de comunicação, mandaram “um forte abraço e ânimo aos familiares de nosso companheiro”. Destacaram seu “compromisso social”, que mostrou em seu trabalho, em sua vida pessoal e de bairro (Torrero). Também seu envolvimento para que a revista La Calle “fosse uma janela para o movimento associativo e de moradores de Zaragoza”.

Em memória de Paco Felipe, falecido em 10/07/2024. Anarquista e bom amante dos livros. “Morres cedo, como tantos outros… Oxalá possamos terminar sua tarefa. Adeus companheiro!”. Escreveram na rede social X as pessoas do CSL La Pantera Rossa.

“Paco Felipe é um dos nossos”, recordou Nacho Escartín, ex-deputado nas Cortes e ex-coordenador do Podemos em Aragão. “Comprometido com as lutas dos bairros, o antifascismo e a cultura. Trabalhei com ele vários anos na FABZ e guardo uma grata recordação. Faz pouco seguíamos movendo livros e utopias. Terei saudades. DEP. Forte abraço a amigos e família”, acrescenta.

“Adeus Paco Felipe. Te conheci quando eras diretor de La Calle, já não poderemos repetir aquelas capas, que ficaram já na lembrança. Uma pena não ter podido me despedir. Sempre nos ficará Zaragoza. A tua saúde, para sempre”, apontou Carlos Azagra em outra mensagem na mesma rede social.

“Tristeza absoluta por esta perda. Sentiremos muita saudade Paco. Que a terra te seja leve companheiro”, disse o jornalista deste Diario Libre d’Aragón, Iker González.

Fonte: https://arainfo.org/fallece-paco-felipe/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

No céu azulado
Borboletas a dançar
Campos enfeitados

Kellen Crovador

Coletivizações e Cine Anarquista na Espanha 1936-1939

Cinema anarquista 1936-1939

Quando em julho de 1936 os trabalhadores saíram às ruas para impedir o golpe militar, não se contentaram em regressar à legalidade republicana, mas começaram a pôr em prática aquele mundo que carregavam no coração.

No domínio da propaganda e da cultura redobrarão os seus esforços, desta vez sem os impedimentos dos poderes estabelecidos e das forças de reacção. Eles usam todas as suas ferramentas culturais habituais, além de duas ferramentas quase totalmente novas para eles: o rádio e o cinema.

Com o cinema, o anarquismo hispânico teve uma grande relação, já que muitos dos trabalhadores da escassa indústria cinematográfica espanhola eram militantes libertários; Alguns trabalharam fora do país, mas não conseguiram fazer filmes de propaganda, exceto o caso particular de “Las Hurdes, Tierra sin Pan”, documentário filmado por Luis Buñuel em 1933 graças ao dinheiro fornecido por seu amigo Ramón Acín, um pintor anarquista que ganhou 20.000 pesetas na loteria.

O cinema será coletivizado pelos sindicatos no início do conflito de 1936. Entre 20 e 25 de julho, os trabalhadores do entretenimento público da CNT assumem os teatros e estúdios de cinema. É criada uma comissão técnica para elaborar um projeto de coletivização do setor. Mas a verdade é que não havia muito o que coletivizar; Além das salas de exposição, alguns estúdios em Barcelona, Valência e Madrid, e pouco mais. É importante o quadro de garantias sociais que se estabelece: subsídios de doença, invalidez, velhice e desemprego forçado. As condições do espectador também são pensadas e são eliminadas gorjetas e revenda de ingressos.

Inicia-se a produção de curtas-metragens de propaganda e, aos poucos, consolida-se uma verdadeira indústria cinematográfica, com longas-metragens documentais ou de ficção, caso em que são abordados quase todos os gêneros: drama, comédia, intriga, musical… Das fileiras dos sindicatos emergem excelentes cineastas; Alguns, como Fernando Mignoni ou Louis Frank, vêm de outros países atraídos pela revolução e pelas suas possibilidades artísticas.

Um caso muito particular no cinema do nosso conflito é o de Armand Guerra. O seu nome verdadeiro era José Estívalis e participou em vários projetos cinematográficos, primeiro na Europa e depois em Espanha. Além de trabalhar como roteirista e diretor, publicou diversos artigos sobre cinema e tentou criar uma produtora. A eclosão da guerra o levou a filmar o filme “Carne de fieras” em Madrid. Ele termina às pressas as filmagens e, sem editar o que foi filmado, marcha para a frente. Suas experiências foram publicadas no livro ” A través de la Metralla”. A sua produção se perdeu, embora muitas das suas filmagens tenham sido utilizadas noutros filmes, como certamente é o caso das tomadas que fez da comunidade de Brihuega, utilizadas em “Amanecer sobre España”, um documentário de propaganda de 1938, com versões em Espanhol, Inglês e Francês.

Existem várias centenas de filmes produzidos por libertários no período 1936-1939. Infelizmente, apenas cerca de sessenta chegaram até nós, e alguns deles sem som ou incompletos.

Da variada produção cinematográfica libertária queremos destacar o curta-metragem “Sob o signo libertário”, de 1936, que, combinando cenas documentais com outras protagonizadas por atores, narra o trabalho dos cineastas na guerra e na revolução. É uma homenagem a uma profissão que nos momentos graves se esforçou para entreter, educar e fazer sonhar a população.

Fonte: https://www.veiosdakombi.com.br/single-post/coletiviza%C3%A7%C3%B5es-e-cine-anarquista-na-espanha-1936-1939

agência de notícias anarquistas-ana

Folha de jornal
vem no vento ao meu pescoço;
cachecol de letras.

Anibal Beça

[Espanha] Seis condenadas, uma sentença de criminalização e um ato de unidade

Em vista da recente sentença da Suprema Corte que condena as seis represaliadas do caso “La Suiza” a três anos e meio de prisão, declaramos que:

A trabalhadora de La Suiza, que foi condenada pelo simples fato de ir ao sindicato da CNT (sem qualquer outra ação sindical), era apenas uma trabalhadora vulnerável por não saber como enfrentar seu problema trabalhista, e foi violentada pelos abusos do empregador aos quais foi submetida. Por todas essas razões…

• Repudiamos veementemente a sentença imposta às companheiras no caso La Suiza.

Consideramos que essa sentença é um ataque frontal ao direito fundamental de greve e à ação sindical legítima. Ela criminaliza o protesto social e a defesa dos direitos trabalhistas, abrindo uma porta perigosa para a repressão da dissidência e da liberdade de expressão.

• Exigimos que a trabalhadora e as 5 sindicalistas não sofram a perda de sua liberdade.

Seu suposto crime foi lutar por seus direitos e os de suas companheiras. Não podemos permitir que a justiça se torne um instrumento para silenciar as vozes que exigem condições de trabalho decentes.

• Convocamos a mobilização social em apoio à trabalhadora de La Suiza e suas 5 companheiras da CNT.

A sociedade deve se unir em defesa dos direitos fundamentais e da liberdade sindical. Devemos mostrar nossa rejeição a essa sentença injusta e indigna e exigir respeito ao protesto social legítimo.

• Reafirmamos nossa convicção de que fazer sindicalismo não é crime.

A defesa dos direitos trabalhistas é uma obrigação moral e um direito fundamental. As trabalhadoras de La Suiza, assim como milhares de sindicalistas em todo o mundo, são um exemplo de coragem e compromisso na luta por um futuro mais justo para todos.

Sob essas premissas, os sindicatos CCOO, UGT, CGT, STELE e CNT em León participaram, na última quarta-feira, 17 de julho, de uma histórica conferência de imprensa conjunta, realizada nas instalações da CNT em León, na qual representantes dessas forças sindicais concordaram em demonstrar sua solidariedade e apoio às 6 represaliadas do “Caso La Suiza de Xixon” e seu repúdio unânime ao que se tornou a criminalização judicial do direito à ação sindical.

Nessas mesmas condições, os sindicatos CCOO, UGT, CGT, CNT-AIT Tierras Leonesas e CNT de León, bem como organizações culturais, como o Ateneo Utopía de La Bañeza, estão convocando conjuntamente uma manifestação de apoio, a ser realizada na próxima quinta-feira, 18 de julho, às 20 horas, no Museo Casa Botines, na Pza. San Marcelo, 5, como parte de uma série de 23 eventos planejados em todo o país:

Convocamos a sociedade a apoiar um evento que entendemos ser um importante ato de união da classe trabalhadora por um interesse comum de justiça social.

leon.cnt.es

agência de notícias anarquistas-ana

Libélula voando
pára um instante e lança
sua sombra no chão

Masuda Goga

[Espanha] CGT homenageia os anarquistas assassinados pelo franquismo

A jornada acontecerá na próxima quinta-feira, 18 de julho, e consistirá em uma oferenda floral no cemitério do Espino e uma mesa informativa na plaza de las Mujeres, onde se informará sobre as mais de 50 represaliadas em Soria após a Guerra Civil.

O sindicato CGT de Soria homenageará as pessoas libertárias que foram represaliadas na Guerra Civil e durante o franquismo na Província de Soria na próxima quinta-feira, 18 de julho. Segundo indica a formação sindical, na província de Soria (que esteve fora da frente de guerra) está documentado que foram assassinadas mais de cinquenta pessoas pelo mero fato de estarem filiadas à CNT, “ainda que seguramente foram muitas mais. Tudo isto sem contar a quantidade de exilados e encarcerados que foram vítimas da repressão fascista”, indicam desde a organização, que foi até a Guerra Civil (1936-1939) a entidade que maior número de membros aglutinava na província.

“Desde a CGT de Soria cremos que não só é de justiça que a sociedade soriana repare a memória e dignidade destas pessoas brutalmente represaliadas, mas que também é necessário para todos e todas as sorianas recordar o que aconteceu e a pluralidade de uma sociedade soriana que foi destruída pela barbárie fascista. Porque se é certo o adágio de que o que não se recorda não existiu, não poderemos evitar que o horror volte a se levantar a menos que façamos um exercício de memória”, acrescentam.

A homenagem começará às 11.00 horas com uma oferenda floral na placa instalada em homenagem aos anarquistas assassinados no cemitério municipal do Espino. Também, entre as 12.00 e as 13.30 horas se realizará uma mesa informativa sobre o tema na plaza de las Mujeres.

Fonte: https://www.eldiasoria.es/noticia/z1a39d7da-099d-2c6e-e74104a3d9be4a01/202407/cgt-homenajea-a-los-anarquistas-asesinados-por-el-franquismo

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

é só um instante:
o beija-flor no ar, sugando
flor de laranjeira

Otávio Coral

[Chile] Pôster: Vamos tirar o companheiro Francisco Solar do isolamento!

Um instante de vida verdadeira vale mais do que anos vividos em um silêncio de morte“, Mikhail Bakunin

O companheiro anarquista Francisco Solar foi preso em 2020 e condenado a 86 anos de prisão por vários ataques explosivos contra pessoas poderosas e repressores.

A Gendarmeria pretende prendê-lo em um regime de confinamento solitário com restrição de visitas, encomendas e um endurecimento das condições de prisão que são totalmente excepcionais. Não vamos ficar indiferentes à vingança do poder, que busca enterrá-lo vivo.

Vamos tirar o companheiro Francisco Solar do isolamento!

agência de notícias anarquistas-ana

Chega a noite
A coruja sai da toca.
Chuva, muita chuva.

Elizandra Soares de Camargo

[Grécia] Intervenção no Consulado do Quênia em Atenas | Solidariedade com os insurgentes

Na sexta-feira, 12 de julho, foi realizada uma intervenção com faixas e folhetos no Consulado do Quênia em solidariedade aos rebeldes

Nas últimas semanas, houve manifestações contínuas e maciças no Quênia contra uma nova lei tributária que atingirá ainda mais os setores mais pobres da sociedade. Os aumentos de impostos, aprovados como parte da aprovação do projeto de orçamento nacional, provocaram um debate político acalorado. O ponto culminante dos protestos e manifestações contra o projeto de lei foram as manifestações em massa na capital Nairóbi em 25 de junho (o dia em que o projeto de lei foi aprovado), quando grupos de manifestantes conseguiram romper o cordão policial e incendiar o parlamento, de onde os deputados e ministros foram escoltados por túneis. Naquele dia, pelo menos 30 manifestantes foram mortos na repressão assassina do Estado. A ferocidade das manifestações até forçou o governo a recuar e retirar o projeto de orçamento.

O Quênia, como a maioria dos países africanos, tem uma história muito dura de colonialismo pelas potências ocidentais. O regime de colonialismo, imposto na Ásia, na África e na América Latina, garantiu enormes lucros para os Estados ocidentais e foi perpetuado pelo terrorismo de Estado extremo e pela miséria/pobreza para as populações indígenas. Na maioria dos casos, mesmo quando o regime colonial terminou formalmente, eles permaneceram sob forte influência e controle dos Estados ocidentais, que continuaram a extrair grandes riquezas da exploração de mão de obra barata e da pilhagem do mundo natural. Nessa estratégia, eles encontraram aliados dispostos nas burguesias em ascensão desses países, que mantiveram sua posição principalmente por meio da repressão brutal.

As manifestações em massa e os confrontos no Quênia são um lembrete brilhante para os oprimidos deste mundo de que, mesmo nos momentos mais difíceis e sob os regimes mais severos, o desejo de liberdade e igualdade não pode ser sufocado. Nas dezenas de revoltas em todo o mundo nos últimos anos, o desejo de um mundo melhor está respirando.

É fundamental intensificar essa luta em nível global. Construir relações de solidariedade e companheirismo além das limitações das fronteiras, trocar experiências, aprender uns com os outros, lutar lado a lado contra todo o poder. Para espalhar a chama da revolta por todo o planeta, para a revolução social global, para o fim de todo poder, para a criação de um mundo de solidariedade, igualdade, liberdade, para a Anarquia.

Coletivo Anarquista Acte

acte.espivblogs.net /acte@riseup.net

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/07/01/espanha-cgt-mostra-sua-solidariedade-com-o-povo-do-quenia/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/07/14/protestos-e-confrontos-no-quenia-contra-novos-impostos-e-alta-no-custo-de-vida/

agência de notícias anarquistas-ana

Em cima da folha
Joaninha descans
Que colorido!

Andréa Cristina Franczak

[Espanha] Jornada de Inauguração do novo local do Ateneu Libertário de Hellín

Desde o Núcleo Confederal de Hellín da CNT-AIT queremos informar de uma excelente notícia que nos alegra enormemente poder compartilhar. Depois de mais de um ano e meio de atividade no Ateneu Libertário de Hellín que tínhamos situado na Rua Barrio Novo, decidimos transladar nossa atividade a outra zona da cidade.

Mais de um ano de atividade cultural e sindical no Ateneu Libertário de Hellín deram seus frutos. Começamos a trabalhar em um pequeno edifício na parte antiga de Hellín faz já mais de três anos, onde fizemos muitas atividades, entre elas assembleias do sindicato, assembleias de seções sindicais, conferências, apresentações de livros, projeções de filmes e documentários, exposições, etc.

Conseguimos desenvolver atividades culturais em uma localidade onde a imensa maioria delas pertence a serviços dependentes da Prefeitura ou ao entorno associativo religioso.

Começamos a convocar algumas assembleias no local do Ateneu Libertário de Hellín para gerar certa presença, e atividades como a Rota de Difusão Anarcossindicalista pela província de Albacete.

Contamos com a apresentação e exposição do livro “Historia del movimiento obrero en Las Minas de Hellín 1868-1946”, foi também o espaço onde organizamos duas das atividades da I Edição do Festival de Teatro Social de Hellín.

Organizou-se também uma das Oficinas e um dos comedores durante a III Feira de Auto-edição, com muita presença.

Continuamos com uma conferência de divulgação científica sobre buracos negros e participamos nas III Jornadas de Outono Libertário com várias atividades em nosso local.

O Ateneu Libertário de Hellín foi também cenário de umas “Jornadas Culturais e pela Autogestão” com a apresentação de um folheto e uma tenda pela Autogestão. Participamos na organização de várias Oficinas de Autodefesa Laboral, uma jornada de Cine Libertário e nas Jornadas de Primavera Libertária organizadas por nossa organização a nível provincial.

Conseguimos gerar certo interesse entre a classe trabalhadora rondando uma média de uma vintena de participantes em nossas atividades e queremos poder continuar com nossa atividade como até agora.

Junto às atividades contamos também com dois conflitos sindicais que ganhamos. Um contra La Taberna de Abril e outro contra o Restaurante El Coto de Tobarra. Também participamos na luta que se realizou contra Rodenas y Rivera SA, etc. Atualmente contamos com companheiros e companheiras filiadas à Seção Sindical da CNT-AIT em Geacam, concretamente no dispositivo de Extinção de Incêndios Florestais do Plan Infocam.

Há que acrescentar também que Hellín foi o lugar onde a CNT-AIT convocou faz dois anos a manifestação pelo 1º de Maio. Fazia anos que a classe trabalhadora hellinera não contava com uma manifestação anarcossindicalista pelo Primeiro de Maio.

Outra das questões mais importantes a destacar é nossa página web do Núcleo Confederal de Hellín da CNT-AIT, chamada “El Rabal Libertário” (elrabalLibertário.wordpress.com), nossa Biblioteca Libertária e nossa Livraria Anarquista “Ruta a la Libertad”.

Por tudo isto, celebraremos no próximo sábado 19 de Julho uma Jornada de Inauguração do local do Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT.

A jornada começará às 19:00 hrs. Com uma Apresentação Inaugural do local do Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT, na Rua Fortunato Arias, 39. Imediatamente se abrirá um debate que levará o título: “Asociacionismo cultural y espaços autónomos y autogestionados en Hellín”.

Às 21:30 hrs. Se projetará um vídeo no qual se poderão visualizar o conjunto das atividades culturais e sindicais organizadas pelo Sindicato de Ofícios Vários de Albacete da CNT-AIT e seus Núcleos Confederais desde que se impulsionou a Rota de Difusão Anarcossindicalista na província de Albacete, faz já mais de um ano.

Ao mesmo tempo, enquanto se projeta o vídeo, se dará início a uma tenda organizada pela CNT-AIT, onde poderemos desfrutar de um bom momento e socializar entre todos os participantes, conhecer-nos e aproximar nossos projetos, interesses e iniciativas como classe trabalhadora.

Aproveitamos o dia 19 de Julho para homenagear o movimento obreiro revolucionário que no mesmo dia, mas do ano de 1936, se lançou às ruas para fazer frente ao fascismo militar e capitalista.

Animamos a todas as pessoas que conhecemos e que nos acompanharam durante todos estes anos a acompanhar-nos outra vez mais para conhecer o novo local que contará o Ateneu Libertário de Hellín e da CNT-AIT para desenvolver suas atividades.

Temos claro que nossos esforços não serviriam de nada sem vossa participação e colaboração na construção de uma trama associativa e cultural autogestionada em defesa de uma cultura própria por e para a classe trabalhadora.

Ateneu Libertário e CNT-AIT Hellín

cntaitalbacete.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Na velha roseira,
entre as folhas e os espinhos,
uma aranha tece.

Humberto del Maestro

[Itália] Espaço Anárquico 19 de Julho – 13 Anos!

No sábado, 20 de julho, a partir das 19h00, nos encontraremos no Spazio Anarchico 19 Luglio (Espaço Anárquico 19 de Julho), na via Rocco da Cesinale 16,18, para comemorar o décimo terceiro aniversário desse espaço que, em continuidade às atividades do Gruppo Anarchico C. Cafiero no distrito de Garbatella, foi reaberto e retornou ao bairro com convenções, conferências, apresentações de livros, exibições de filmes, iniciativas teatrais, musicais e cinematográficas, divulgação da imprensa libertária e anarquista e publicações em vários idiomas, e muito mais. Entre outras, as atividades da biblioteca e do arquivo populares continuam. Nos últimos meses, após repetidas ameaças de despejo, nós nos organizamos com inúmeras apresentações musicais de Gianluca Bernardo, Alessio Castelli Marino e os Compari, Lalla Bertolini, o Coro Sgarbatello dirigido por Nora Tigges, Mille Papaveri Rossi a Roma, Eleonora Gatto Cugini, Mr Paganini e muitos outros músicos que vieram em solidariedade.

Para um 13º aniversário, no sábado, 20 de julho, nos encontraremos novamente com música autoral a partir das 19h00 no Spazio Anarchico 19 Luglio na via Rocco da Cesinale 16,18 em Garbatella (metrô B)!

Grupo Anarquista C. Cafiero FAI Roma

www.cafierofairoma.wordpress.com

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Quero ouvir na noite
os sapos que embalarão,
eternos, meu túmulo.

Alexei Bueno

[Grécia] 19 de Julho | Dia de Ação Pan-helênico em Defesa das Okupações

As okupações e os espaços autogeridos em geral fazem parte da resistência auto-organizada, onde, por meio da degradação e destruição das condições de nossas vidas, gerarão resistências que não são controladas e limitadas pelas instituições e agentes do sistema. Elas se manifestam sem amarras, tentando a transição de um protesto espontâneo para uma insurreição consciente e uma revolução social como a única resposta completa à crise do sistema e ao ataque da classe dominante. Elas desempenharam um papel importante no desenvolvimento e na evolução de lutas sociais mais amplas nas últimas décadas. É por isso que as okupações sempre estiveram na mira da repressão estatal e, especialmente hoje, ocupam um dos primeiros lugares nos planos repressivos do Estado para atacar e neutralizar as resistências que surgem de baixo para cima.

SOLIDARIEDADE COM AS OKUPAÇÕES E OS ESPAÇOS AUTOGERIDOS 

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agência de notícias anarquistas-ana

Em cima da folha
Joaninha descansa
Que colorido!

Andréa Cristina Franczak