[Rússia] Em Moscou, um trabalhador incendiou o carro do diretor de uma empresa de construção

Uma disputa trabalhista em Bazovskaya resultou em um incêndio e em um processo criminal

A polícia de Moscou está investigando o ataque incendiário a um carro pertencente ao diretor de uma empresa de construção. O incidente ocorreu na rua Bazovskaya. O carro Haval foi completamente queimado.

A causa da disputa foi um atraso nos salários. Vladimir K., um trabalhador de 55 anos, estava insatisfeito com a situação e decidiu cometer um ato desesperado. De acordo com uma fonte da força policial, o homem não agiu sozinho: ele incendiou o carro do chefe junto com seus companheiros.

Como resultado, o carro foi destruído, com danos que totalizaram 1,7 milhão de rublos. A polícia prendeu o agressor. As circunstâncias do incidente e o papel dos outros participantes no crime estão agora sendo estabelecidos. Se for comprovada a culpa, os homens podem pegar até 5 anos de prisão.

As disputas trabalhistas geralmente levam as pessoas a tomar medidas radicais. Por exemplo, há um mês, em Krasnodar, a polícia prendeu um homem de 59 anos que havia incendiado um prédio de escritórios no vilarejo de Prigorodny. O motivo da disputa foi sua demissão. O homem pulverizou as instalações do escritório com um líquido inflamável e as incendiou. O fogo se espalhou por uma área de 700 metros quadrados.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Sobre o varal
A cerejeira prepara
O amanhecer

Eugénia Tabosa

[Itália] Era uma vez. Indymedia: um exemplo de comunicação militante.

Há aniversários de todos os tipos, as pessoas se lembram, comemoram, até mesmo eventos muito distantes no tempo, tanto felizes quanto tristes, às vezes até esquecidos (ou desconhecidos) pela maioria das pessoas e até mesmo fatos que historicamente não têm base. Às vezes, essas ocasiões podem ser a melhor maneira de relembrar um passado conhecido ou de torná-lo conhecido para os mais jovens. Quando tudo dá certo, lições úteis podem ser aprendidas com essas histórias, como no nosso caso.

No final de novembro, em meio a sabe-se lá quantos outros aniversários, 25 anos terão se passado desde a criação do “Indymedia”, algo que, por razões de idade, não pertence à memória pessoal daqueles que hoje têm 20 ou 30 anos, mas que realmente vale a pena lembrar.

Tudo começou, não por acaso, nos últimos meses do último milênio, ou, se preferir, do último século, um daqueles momentos que têm o fascínio do fim de uma era, uma data que na história distante foi associada a eventos apocalípticos, muitas vezes ligados ao fim do mundo. E, de certa forma, algo semelhante pairava em segundo plano. Há alguns anos, um movimento transnacional vinha percorrendo o mundo, trazendo à tona uma geração que protestava contra uma globalização que estava piorando as desigualdades sociais e acelerando a destruição do ecossistema. Esse movimento estava claramente conectado e era a continuação de outros que haviam percorrido quilômetros nas ruas e praças de todo o planeta desde o final da década de 1950. Movimentos que nasceram, cresceram e depois desapareceram mais ou menos rapidamente do palco da História, aquele com “H” maiúsculo.

Em novembro de 1999, em um contexto em que entre as principais novidades surgiram – com toda a sua novidade disruptiva – a Internet e, acima de tudo, a Web, foi justamente da mistura desses dois ingredientes que decolou a primeira e até agora única tentativa de virar de cabeça para baixo o sistema tradicional de comunicação de massa.

Seria muito longo e complicado recontar a história do ‘Indymedia’; para os interessados, remetemos a este artigo antigo e aos recursos (bons e não tão bons) que podem ser facilmente encontrados na Internet. Neste caso, nos limitamos a apontar algumas das razões pelas quais essa história ainda deve ser lembrada em 2024, quando já se passou um quarto de século.

Naquela época, como agora, o sistema de comunicação de massa estava nas mãos de alguns centros econômicos, políticos e de poder, que eram os únicos com recursos para imprimir um jornal, operar uma rede de rádio ou televisão. Ferramentas capazes de transformar fatos em notícias, de construir uma narrativa do presente (mas também do passado) que fosse funcional ao sistema de capitalismo que, naqueles anos, comemorava sua vitória sobre o suposto “socialismo real”.

A criação do “Indymedia”, que começou com um simples site criado para documentar o que foi chamado de “Batalha de Seattle”, provou de forma conclusiva que mesmo um pequeno grupo de pessoas com recursos econômicos ridículos em comparação com os disponíveis para os gigantes da comunicação conseguiu montar um projeto capaz de produzir e disseminar informações independentes. Em poucos anos, a ideia inicial se transformou em uma verdadeira rede internacional que cresceu para mais de cem nós espalhados, embora de forma desigual, por todos os continentes.

Ao contrário do que havia acontecido antes, naquele ano de 1999 o movimento conseguiu se equipar com um sistema de comunicação e informação que era rápido, moderno e usava a telemática de uma forma completamente nova. Nos anos seguintes, várias iniciativas comerciais e não comerciais copiariam muitas das inovações técnicas usadas pela primeira vez pelo “Indymedia”.

Boas histórias nem sempre têm um final feliz, e foi o que aconteceu com essa também. Depois de mais ou menos uma década, a Rede, que havia tentado, muitas vezes com sucesso, combater o poder da mídia de massa oficial, perdeu força, principalmente porque o movimento que lhe deu vida enfraqueceu, quase a ponto de desaparecer. Mas as razões para esse desaparecimento também são outras e se enquadram, em sua maior parte, nas características de todos os movimentos sociais e são significativamente afetadas pelas transformações dos diferentes contextos históricos em que operaram.

O cenário atual é caracterizado, entre outras coisas, por uma extrema fragmentação das forças que trabalham pela mudança social e, nessa situação, também há diferenças na maneira como as pessoas se relacionam pessoal e coletivamente com a mídia digital. Nos últimos anos, o sistema oficial de mídia colonizou quase completamente a Internet e muitos estão sofrendo passivamente essa invasão, incapazes de imaginar alternativas pelas quais possam tentar escapar do controle generalizado que caracteriza a sociedade digitalizada.

A história do “Indymedia”, incluindo as falhas, embora tenha 25 anos, é um aniversário que merece ser lembrado e ainda tem muito a ensinar àqueles que têm vontade de aprender.

Fonte: https://umanitanova.org/cera-una-volta-indymedia-un-esempio-di-comunicazione-militante/

Tradução > Liberto

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A Brisa Que Sopra
É O Melhor Refresco
Neste Dia Quente

Leonardo Natal

[Espanha] Novo CSO em Zaragoza: seguimos ocupando, dando vida a espaços vazios

Vemos a sociedade que nos rodeia e não gostamos: aumento da gentrificação e privatização, repressão de movimentos sociais, auge do individualismo…

Seguimos okupando, porque necessitamos construir espaços coletivos onde possamos criar alternativas políticas, além de lugares horizontais para desenvolvermo-nos, a arte e o esporte livre. E claro, formação acessível e gratuita. E longe do ócio consumista que impõe este sistema.

Vamos defender a okupação como instrumento político.

Abrimos um Centro Social Okupado onde coletivos e individualidades possam agendar atividades e eventos. Um lugar livre por e para todos.

OKUPA E PREOCUPA

CSO La Fabrika de Chocolate

Calle Lourdes 7 – Zaragoza (Espanha)

https://www.instagram.com/cso_fabrika_chocolate

agência de notícias anarquistas-ana

na noite, o vento
vindo cheiroso de ver
madressilvas.

Alaor Chaves

[Espanha] “Comunicado da Regional Astúrias-León”: ANTE A ESCALADA BÉLICA NA UCRÂNIA

Comunicado:

Uma vez mais os dirigentes políticos, longe de advogar pelo bem estar social da cidadania, priorizam a economia de guerra e os interesses da indústria armamentista. A alarmante escalada bélica na Ucrânia, somada aos posicionamentos geopolíticos no conflito bélico, fazem pressagiar um avanço do conflito em escala mundial. Ante este lamentável panorama, desde a CNT Astúrias-León manifestamos nossa condenação a esta guerra de interesses que está se perpetrando e rechaçamos a posição do Estado espanhol ante o conflito que longe de exercer uma posição não beligerante respalda esta guerra incrementando o gasto militar.

Desde o início do conflito fomos testemunhas, uma vez mais, da inoperância dos dirigentes políticos. Desde Europa se criou o Fundo Europeu de “Apoio à Paz”. Mas por que o chamam paz quando querem dizer guerra? As fontes oficiais falam de 6.100 milhões de euros que não foram destinados às pessoas mais prejudicadas pela guerra, mas para reforçar a militarização do conflito. Na mesma linha, o Ministério de Assuntos Exteriores do Estado espanhol emitia um comunicado conjunto com vários países europeus no qual consideram imperativo fortalecer a OTAN e incrementar o gasto militar, manifestando que é possível que o aumento supere 2% do PIB.

Cada euro que se destina à guerra é um euro que falta aos investimentos em serviços públicos. A paz não se consegue com mais armas e estas medidas não fazem mais que minar o bem estar das pessoas e dos direitos sociais.

Em relação com a problemática exposta fazemos um chamado de mobilização à classe trabalhadora, é o momento de alçar a voz ante os tambores de guerra e defender a justiça social, a igualdade e a paz.

leon.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Ao longo da estrada:
“A próxima descida trará
Mais quaresmeiras em flor!”

Paulo Franchetti

Nosso Anarquismo

Nosso movimento é frequentemente criticado por sua falta de conteúdo ideológico e essa objeção talvez não seja sem fundamento. No entanto, somos vítimas de uma falta de entendimento e má interpretação.

Se compararmos nosso movimento com aqueles de outros países, acredito sinceramente que suas “teorias” não são brilhantes. Mas se o proletariado espanhol não é educado no nível europeu, ele tem, para equilibrar as coisas, uma riqueza de percepção e uma intuição social muito superior. Nunca supus ou aceitei que o problema do aprimoramento intelectual pode ser resolvido acumulando mentalmente um grande número de fórmulas teóricas ou conceitos filosóficos que nunca serão levados a um plano prático. As teorias mais bonitas só têm valor se estiverem enraizadas em experiências práticas de vida e se influenciarem essas experiências de forma inovadora. É assim que operamos, e é isso que nos permite esperar muito do nosso movimento.

Não pretendo, longe disso, que a mediocridade intelectual seja uma vantagem. Pelo contrário, gostaria que todo proletário, todo camarada, esgotasse todas as fontes de aprendizado. Como não é o caso, devemos então agir, levando em conta as possibilidades reais de cada pessoa.

O anarquismo passou por várias fases durante sua história. Em seu período embrionário, era o ideal de uma elite, acessível apenas a algumas almas cultas que o usavam como uma crítica severa ao regime sob o qual viviam. Nossos predecessores não se saíram tão mal, pois é por causa deles que estamos hoje onde estamos. Mas camaradas, o tempo da crítica já passou. Estamos em processo de construção, e para construir, também é necessária energia muscular, talvez mais do que a agilidade mental necessária para exercer o julgamento. Concordo que não se pode construir sem saber de antemão o que se quer fazer. Mas acho que o proletariado espanhol aprendeu mais com as experiências práticas que os anarquistas os fizeram viver, do que com as publicações publicadas por estes últimos, que os primeiros não leram.

Deve-se tentar aumentar, tanto quanto possível, o conteúdo teórico de todas as nossas atividades, mas sem o ‘doutrinalismo seco e enrugado’ que poderia destruir, em parte, a grande ação construtiva que nossos camaradas estão levando adiante na luta implacável entre os que têm e os que não têm. Nosso povo defende a ação em marcha. É indo adiante que eles ultrapassam. Não os segure, mesmo para ensinar-lhes ‘as mais belas teorias’.

Título: Nosso Anarquismo. Autor: Francisco Ascaso. Data: 1937. Notas: Publicado pelo Comitê Peninsular da FAI em 1937.

anarkio.net

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é só um instante:
o beija-flor no ar, sugando
flor de laranjeira

Otávio Coral

Adoramos o Riseup!

Quando foi a última vez que partilhamos o quanto gostamos de fazer isto? Hoje, queremos dizer para vocês! Administrar o Riseup é realmente gratificante. Temos a oportunidade de nos envolver com pessoas maravilhosas que fazem um trabalho incrível na parte de ajuda a usuários, e temos pássaros incríveis que trazem as suas ideias e paixão para o nosso bando. Tudo isto fortalece a nossa missão de organização radical! Algumas de nós têm trabalhado no Riseup há mais de 20 anos. Como indivíduos, estamos comprometidas com essa luta a longo prazo e acreditamos profundamente na importância de comunicações seguras para o trabalho do movimento!

Um dos problemas de gerir um projeto como este são as necessidades crescentes em termos de mão de obra e custos. É preciso muito trabalho para cumprir os requisitos de um projeto com a dimensão que o Riseup atingiu. Projetos de dimensão semelhante têm 7 vezes mais pessoas envolvidas, em tempo integral e com benefícios, para garantir que os seus serviços funcionem. E enquanto tudo tem ficado cada vez mais caro, nós não – somos um serviço gratuito. Então, dependemos de todas as pessoas que fazem uso do Riseup para manter as luzes dos servidores acesas!

Aqui, olhamos o Riseup como um trabalho de amor e dedicação que constrói o mundo que sabemos que pode existir. Se você puder, ajude o Riseup a continuar a florescer – https://riseup.net/pt/doacao

PS: Durante as próximas semanas, como prometido, vamos partilhar algumas das histórias que vocês têm com o Riseup – se ainda não nos escreveram, ainda há tempo: outreach@riseup.net

agência de notícias anarquistas-ana

De flor em flor.
Cada abelha levando
recados de amor.

Cumbuka

[França] O “Dicionário anarquista para crianças”… mais de 10.000 cópias distribuídas até o momento!

Uma história incrível está acontecendo com este livrinho. Mais de 10.000 cópias foram vendidas em 2 anos.

Tudo de boca em boca e pela aposta de muitos e numerosos livreiros em apresentar este Dictionnaire anarchiste des enfants (Dicionário anarquista para crianças) na vanguarda dos novos lançamentos, cientes de que nestes tempos incertos e difíceis, este livrinho pode trazer algumas pequenas sementes de curiosidade e pensamento crítico para nossos filhos e netos.

Obrigado por continuar compartilhando essa linda história conosco.

Este livrinho foi pensado para questionar a relação das crianças com o mundo, oferecendo inúmeras definições acompanhadas de ilustrações, rompendo certos preconceitos que pesam no mundo e de forma simples explica certas noções, como religião ou igualdade, às crianças enquanto desenvolvem o seu pensamento crítico. Para ler em família, este dicionário está acessível desde o início do ensino primário. É um grande favorito da livraria!” (Marguerite Martin, da livraria Terre des Livres, em Lyon – maio de 2023)

Obrigado a todos os livreiros que distribuem este livro e fazem deste pequeno trabalho um grande sucesso.

atelierdecreationlibertaire.com

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/06/01/franca-lancamento-dicionario-infantil-anarquista-jorge-enkis-coletivo-anarquista-emma-goldman/

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Andando sozinho
De repente uma companhia –
Borboleta azul

Clóvis Moreira Santos

[Espanha] Lançamento: “Josefa Martín Luengo y la pedagogía libertaria”, de Alfredo Olmeda

Josefa Martín Luengo y la pedagogía libertaria” é o décimo nono título de nossa coleção central. Este trabalho de Alfredo Olmeda se propõe um triplo objetivo: oferecer uma introdução à pedagogia libertária, realizar uma aproximação da história e evolução das ideias educativas do movimento anarquista, e, sobretudo, mostrar a atualidade e riqueza deste legado através da figura de Josefa Martín Luengo. Um livro profundo, mas simples que, sem dúvida, será do agrado de quem esteja interessada/os no âmbito do ensino, mas que poderá ler, sem maior dificuldade, qualquer pessoa que tenha um mínimo de curiosidade intelectual:

Josefa Martín Luengo é uma figura fundamental do pensamento educativo anarquista nas últimas décadas. Seus textos, mas também sua trajetória como parte da Escola Livre Paideia, não receberam a atenção que realmente merecem. A riqueza de suas colaborações serve para atualizar o legado de pensadores do porte de Lev Tolstoy ou Francisco Ferrer y Guardia e demonstra a potencialidade da pedagogia libertária. As ideias de Martín Luengo são um sopro de ar fresco frente a um sistema de ensino preso entre empobrecedoras rotinas, um doentio apego por práticas tradicionais mais que questionáveis e uma incessante tentativa de adaptar-se às demandas do sistema econômico. Frente às pequenas opressões que inundam a cultura escolar, este trabalho se aproxima das ideias educativas desta pensadora não só para enriquecer os debates educativos, mas para refletir sobre as práticas da realidade escolar. Por isso, nas páginas deste livro se abordam as ideias fundamentais da pedagogia anarquista e a história do pensamento educativo libertário com o objetivo de contextualizar a figura de Martín Luengo e, como não poderia ser de outra maneira, também da Escola Livre Paideia. Frente à pedagogia oficial, que se apresenta como um oceano de palavras vazias, Josefa Martín Luengo representa a palavra viva (e simples) de uma educação que segue pulsando no dia a dia da Escola Livre Paideia.

Josefa Martín Luengo y la pedagogía libertaria

de Alfredo Olmeda

Páginas: 228 pp.

Tamanho: 18 x 14 cm.

Data/Lugar: Novembro de 2024, Madrid

€ 10

laneurosis.net

Tradução > Sol de Abril

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Vento.
A folha cai no chão
outras mais virão

Renata

[Chile] Santiago: Jornada pelos 110 anos da vingança de Antonio Ramón Ramón – 14 dezembro

Há 110 anos, em um 14 de dezembro, Antonio Ramón Ramón dava diversas punhaladas ao general Silva Renard nos arredores do que hoje é o Parque Ohiggins. O motivo: sete anos antes havia dado a ordem de abrir fogo contra as famílias obreiras refugiadas na Escola de Santa María de Iquique, no contexto da grande greve de 1907, onde foram assassinados mais de dois mil obreiros e famílias do salitre.

É por isso que tomamos este dia para a inauguração do Centro Cultural, Social e Desportivo Antonio Ramón Ramon. Convidamos a todos a partir das 11h00 a aproximar-se de nosso espaço e participar das atividades que temos preparada para passar uma jornada de esporte, lanche, memória histórica e música a cargo de bandas ao vivo e um sistema de som que estará retumbando a todo volume.

Os esperamos!

Coletivo Antonio Ramón Ramón

@colectivo_ar2/

Fonte: https://lapeste.org/santiago-jornada-por-los-110-anos-de-la-venganza-de-antonio-ramon-ramon-14-diciembre/

Tradução > Sol de Abril

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Toma nota, rapaz:
Hai-kai é a captura
De um momento fugaz

Lubell

[Espanha] Podcast | “Chuva com trovoadas” | #128 Animais, luta e rebelião

Começamos o curso com a energia e força que nos foi injetado pela leitura do livro “Insurrección Animal: Historias extraordinarias de rebelión y resistencia de los animales en la era del capitalismo global” de Sarat Colling, editado em castelhano por Errata Naturae.

Com os animais no centro de sua luta, descobrimos histórias de resistência, refletimos sobre a insurreição animal como uma luta política e a conexão desta com outros conflitos sociais, além da importância da solidariedade e o apoio mútuo interespécie, sendo os ativistas aliados com os demais animais para acabar com o sistema de opressão capitalista e especista.

Uma leitura inspiradora que quisemos desvendar e compartilhar neste episódio para seguir crescendo como ativistas.

Saúde e antiespecismo!

Neste programa soaram as canções:

Pelomono – Mono rabioso

Pink Floyd – Cirrus minor

Deja Vu featuring Tasmin – To derserve you

>> Para ouvir, clique aqui:

https://lluviacontruenosradio.org/128-animales-lucha-y-rebelion/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/21/espanha-lancamento-insurreicao-animal-historias-extraordinarias-de-rebeliao-e-resistencia-animal-na-era-do-capitalismo-global-de-sarat-colling/

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sol em plenitude
uma rã pula — em versos
barulho de Vida

Roséli

Neste sábado rola a 1ª Feira Anarquista de Presidente Prudente (SP)

Para nós a importância maior não reside naquilo que se consegue, pois conseguir tudo o que queremos significaria que todos aceitassem e praticassem a anarquia, o que não será feito em um dia [e] nem por meio de um simples ato insurrecional. O importante é o método com o qual se consegue o pouco ou o muito” – Errico Malatesta

Dia: Sábado, 14 de dezembro de 2024

Local: Quadra coberta – Parque do Povo

Cronograma:

– 15h00 – Abertura da Feira

– 16h00 – Palestra: Louise Michel – “Pertenço a Revolução” – @samanthalodi

– 17h00 – Saúde Mental e a Classe Trabalhadora: Raul F. Valério @psico.potencia

– 18h30 – Oficina de Fanzine: @akrataknup

– 19h30 – Ideias Coletivas: Editora Anarquista @bibliotecaterralivre

– 20h00 – Apresentações (contra)culturais

1° – Apresentação (Contra) Cultural: “Libert-Ate” @cia.cirquito

2° – Apresentação (Contra) Cultural: @manueltumarreta

3° – Apresentação (Contra) Cultural: Banda “deus morre” – @avles.sevla

4° – Apresentação (Contra) Cultural: Banda @diassonaciacrust

Contribuição voluntária: PIX: feiraanarquistapp@gmail.com

Organização: @feiraanarquistapp

Apoio: @coialibertario / @sebo_maranta / @coletivo4estacoesmusicart

CHEGUEM CEDO Y COMPARTILHEM!

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/11/13/1a-feira-anarquista-de-presidente-prudente-sp-14-12/

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As cores da noite
recamadas de silêncio
preparam o dia.

Eolo Yberê Libera

[Chile] Saída incendiária no Liceu 7 José Toribio Medina, Ñuñoa.

Na quinta-feira, 5 de dezembro, encapuzadxs montaram barricadas e confrontaram a polícia (COP) com coquetéis molotov do lado de fora do Liceo 7 José Toribio Medina em Ñuñoa, Santiago.

A ação incendiária foi realizada em repúdio à perseguição política dentro do estabelecimento, que levou à perseguição e expulsão de estudantes que foram ligados a ações de rua.

No local, além de tornar visível a situação descrita, xs anônimxs jogaram panfletos em memória dos companheiros anarquistas Luciano Pitronello e Belén Navarrete, mortos em agosto passado, e em solidariedade ao companheiro preso Marcelo Villarroel.

A ação terminou sem prisões.

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Cerejeira silvestre –
Sobre o regato se move
Uma roda d’água.

Kawai Chigetsu

[Espanha] Crônica das Jornadas Libertárias de Outono em Riópar

No último sábado, 30 de novembro, foi realizada a segunda jornada de atividades na cidade de Riópar, como parte da 5ª edição das Jornadas Culturais Libertárias de Outono, organizadas pelo Sindicato de Albacete da CNT-AIT.

Começou pontualmente às 18:00 horas, com o Encontro de Editoras e Livrarias Autogestionárias da província, na Biblioteca Municipal, com a exposição de um grande número de obras, incluindo os títulos das últimas publicações da Editorial Aurora Negra, La Neurosis ou Las Barricadas, Ediciones Sergio Urrego, Descontrol, entre outras.

As iniciativas que participaram do Encontro foram a Editorial Anarcosindicalista Aurora Negra, a Librería Anarquista Ruta a la Libertad, da CNT-AIT Hellín, e a Librería Anarquista Mirando hacia el Futuro, da CNT-AIT Albacete. Esse tipo de reunião também tem o objetivo de incentivar os companheiros em nível local a trabalhar nessa direção, para retomar o trabalho de publicação, autopublicação e distribuição de imprensa e propaganda anarquista nas montanhas.

Os participantes tiveram a oportunidade de adquirir algumas dessas obras, comentar e tirar dúvidas com os companheiros da CNT-AIT Hellín.

Logo em seguida, foi exibido o documentário “Viver a Utopia”, com a presença de uma dezena de pessoas que permaneceram para o debate que se seguiu. O debate permitiu uma análise crítica em que cada participante contribuiu com seu ponto de vista, gerando reflexões de interesse comum.

O dia terminou com o compartilhamento de aperitivos vegetarianos, com a ideia de oferecer alguns pratos típicos da região que não fossem feitos com alimentos de origem animal, como ajo harina con guíscanos ou gachas migas.

Os companheiros de Riópar consideram essa primeira jornada em Riópar um grande sucesso e o início de muitos outros que virão.

Do Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT de Albacete, temos que avaliar essa atividade no âmbito de nossas Jornadas Libertárias de Outono de forma muito positiva; em primeiro lugar, porque conseguimos romper um obstáculo que vínhamos tentando superar há algum tempo, que é o fato de que a atividade cultural e o trabalho de divulgação das ideias anarquistas e anarco-sindicalistas podem ir além da capital Albacete; e, em segundo lugar, que já estamos fazendo isso há mais de um ano em Hellín e Villarrobledo, e que vamos continuar fazendo isso a partir de agora na região da Sierra del Segura, principalmente em Riópar.

Incentivamos toda a classe trabalhadora da Sierra del Segura a participar das atividades organizadas pela CNT-AIT em Riópar e os incentivamos a se organizarem entre iguais em nosso sindicato.

PELA CULTURA ANARQUISTA DOS TRABALHADORES

ORGANIZAR-TE E LUTA

Fonte: https://cntaitalbacete.es/2024/12/cultura-cronica-de-las-jornadas-de-otono-libertario-en-riopar/

Tradução > Liberto

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Some de repente
Numa viagem pelas sombras
uma borboleta

Carlos Roque Barbosa de Jesus

[França] Domingo, 15 de dezembro, às 17h | Exibição especial: AIMER LA VIE, de Nadia Genet

Com a presença da cineasta e de Hellyette Bess

Em apoio ao Jargon Libre, uma biblioteca associativa para consulta de arquivos e livros sobre o movimento dos trabalhadores, o movimento revolucionário, o anarquismo, o marxismo, o surrealismo, os situacionistas, a educação, o feminismo, as lutas, a prisão e muito mais.

AIMER LA VIE, de Nadia Genet

1h – Documentário – França – 2021

Aos 91 anos, Hellyette Bess ainda é uma ativa militante libertária. Nadia Genet viaja com Hellyette, ajudando-nos gradualmente a descobrir sua visão humanista. Por meio de sua história e da de seus companheiros de viagem, vemos a generosidade de uma mulher modesta, culta e complexa, movida pela amizade, generosidade e fidelidade a seus princípios. Seguindo seus passos, encontramos os destinos de Georges Ibrahim Abdallah (militante comunista libanês, preso na França desde 1984) e Jean-Marc Rouillan (Action Directe), que Hellyette visitava regularmente na prisão, independentemente de suas diferenças políticas, explorando constantemente os muitos tons de cor que compõem a bandeira negra do anarquismo.

O trailer: https://www.lesfilmsdici.fr/fr/portraits/5219-aimer-la-vie.html

Le Jargon Libre, 32 rue Henri Chevreau, 75020 Paris

𝐋’𝐀𝐫𝐜𝐡𝐢𝐩𝐞𝐥, 17 bd de Strasbourg 75010 Paris

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uma pétala de rosa
no vento
ah, uma borboleta

Rogério Martins

[Espanha] Áudio: Barrio Canino vol.319 – Cobertura radiofônica do XXII Encontro do Livro Anarquista de Madri

Aqui trazemos a cobertura radiofônica do XXII Encontro do Livro Anarquista de Madri, realizado nos dias 6, 7 e 8 de dezembro de 2024 na Escuela Popular ‘La Prospe’. Uma cobertura de rádios livres com a participação de Steph (Tomalatierra), Raimundo (Onda Expansiva Burgos), Professor Arkadio (La Linterna de Diógenes) e Barrio Canino (Ágora Sol Radio) com entrevistas com a organização do evento e as editoras participantes do encontro.

O XXII Encontro do Livro Anarquista de Madri foi realizado nos dias 6, 7 e 8 de dezembro na Escuela Popular de Prosperidad, ‘La Prospe’, em C/ Luis Cabrera 19, Madri, com a participação de mais de 25 editoras e a apresentação de livros e palestras-debate sobre a gestão coletiva das agressões machistas em ambientes libertários, sobre inteligência artificial, a deserção da psiquiatrização, a crítica anarquista à escravidão moderna e às escolas racionalistas, entre outros temas, além de ser um ponto de encontro e troca de material entre coletivos, editoras e indivíduos que passaram por lá durante os três dias do encontro.

Nesta cobertura radiofônica, pretendemos capturar um pouco da atividade efervescente que ocorreu em La Prospe durante esses dias.

Este programa inclui as seguintes entrevistas:

– Asamblea del XXII Encuentro del Libro Anarquista de Madrid. / – Grupo Surrealista de Madrid, Revista Salamandra y Editorial La Torre Magnética. / – Palimpsestos, revista de arqueología y antropología anarquista. / – CNT-AIT, puestos de Tirso de Molina de los domingos. / – Micro relatos de libertad, narrativas breves en el Encuentro del Libro Anarquista / – Plataforma de apoyo a las 6 de la Suiza en Madrid / – Biblioteca-archivo Teresa Claramunt de Soria / – Editorial La Neurosis o Las Barricadas / – Ateneo Libertario La Garra / – Editorial Prometeo Ediciones / – Editorial Afilando Nuestras Vidas / – MalaCoda / – Squatting Europe Kollective

Programa completo para baixar e audição online:

https://www.agorasolradio.org/podcast/barriocanino/vol-319-cobertura-radiofonica-del-xxii-encuentro-del-libro-anarquista-de-madrid/

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/12/02/espanha-xxii-encontro-do-livro-anarquista-de-madri/

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A serra silencia
só se ouve agora
o grito do pardal

Rosalva

 

[Espanha] Novidade editorial: ‘La voz de los olvidados. Doce entrevistas con anarquistas que vivieron la Guerra civil en España’, de Lily Litvak

Anunciamos que o livro La voz de los olvidados. Doce entrevistas con anarquistas que vivieron la Guerra civil en España, já está disponível na livraria da FAL. Lily Litvak reúne a voz de doze anarquistas que viveram a Guerra Civil espanhola, gravadas entre 1989 e 1991. Seu testemunho reivindica a cada um deles como indivíduo e, ao mesmo tempo, a consciência coletiva de sua ideologia.

La Voz de los vencidos apresenta doze entrevistas com anarquistas que passaram a guerra civil na Espanha gravadas por Lily Litvak entre 1989 e 1991. Forneceram um manancial de informações em primeira mão e podem considerar-se como documentos da literatura testemunhal da Guerra Civil. Os anarquistas foram testemunhas presenciais e estavam narrando sua própria vida. Seu testemunho reivindica a cada um deles como indivíduo e, ao mesmo tempo, a consciência coletiva de sua ideologia. Falaram de suas experiências na guerra, das represálias e prisões que sofreram durante o franquismo, do caminho que os levou ao anarquismo, e de sua interpretação das ideias libertárias. Complementando esses textos, um importante corpo de notas de rodapé explica e esclarece os acontecimentos e pessoas mencionadas.

Lily Litvak, doutorada pela Universidade da Califórnia em Berkeley, catedrática emérita de Literatura Espanhola e Latino americana da Universidade do Texas em Austin, Acadêmica correspondente da Real Academia de Córdoba. É autora de numerosos estudos sobre a cultura espanhola na literatura e na arte. Uma importante parte de sua obra é dedicada ao anarquismo espanhol em significativos artigos e em seus livros: Musa libertaria. Arte, literatura y vida cultural del anarquismo (1880-1913), El cuento anarquista (1982).

La voz de los olvidados. Doce entrevistas con anarquistas que vivieron la Guerra civil en España’

Lily Litvak

Coed. con Universidad de Granada

Granada, 2024

534 págs.

ISBN: 978-84-3387294-4

Preço 28,00 €

fal.cnt.es

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

lua alta
céu claro
o som da folha caindo

Alexandre Brito