Semana de Ação e Dia de homenagem: 18 maio a 24 maio
RESUMO DOS FATOS RECENTES:
Em 2 de maio de 2014, em território zapatista de La Realidad, Chiapas, no México, o grupo CIOAC-Histórica [com a participação do Partido Verde Ecologista e o PAN] planejou e executou um ataque paramilitar contra civis zapatistas desarmados. Uma escola e clínica zapatista foram destruídas, 15 pessoas foram emboscadas e feridas e José Luis Solís López (Galeano), professor da Escuelita Zapatista, foi assassinado. A grande mídia dominante está apresentando o ataque contra os Zapatistas falsamente como um confronto intra-comunitário, mas este ataque é o resultado de uma estratégia de contra-insurgência de longo prazo, promovida pelo governo mexicano.
Dada à experiência do massacre em Acteal, em 1997, estamos muito preocupados com o avanço da atividade paramilitar contra as bases de apoio zapatistas. Está claro, se não agirmos agora, a situação atual em Chiapas pode terminar ainda mais tragicamente.
POR QUE NOS IMPORTA:
Desde 1994, os Zapatistas têm nos evidenciado a falência do mundo que nos domina e, mais importante, a capacidade para nos organizarmos em comunidades autônomas da classe política e do capitalismo. É esta capacidade de mostrar que outro mundo é possível, aqui e agora – um mundo não baseado na exploração, espoliação, repressão e desprezo, mas em liberdade, democracia e justiça – que nos inspirou. Um ataque contra os Zapatistas é um ataque contra esse outro mundo que tentamos construir com eles durante os últimos 20 anos.
O QUE DEVEMOS FAZER:
Denunciarmos energicamente o assassinato do Companheiro Galeano e os ataques contra nossos irmãos e irmãs zapatistas. Denunciamos a destruição deliberada da clínica e escola zapatista. Denunciamos a desinformação da imprensa sobre esses ataques.
Para denunciar estas agressões e em apoio aos nossos irmãos e irmãs zapatistas, nós, abaixo-assinado, chamamos todos os simpatizantes zapatistas, estudantes, ativistas contra o sistema carcerário, artistas, trabalhadores, intelectuais, professores, acadêmicos, grupos LGBTQ, anarquistas, comunidades religiosas, pessoas privadas de sua liberdade, comunidades e organizações de pessoas de cor, povos indígenas, Chicanos, migrantes e todos aqueles que buscam um mundo mais justo e não capitalista, para se pronunciar contra os ataques do governo mexicano contra os Zapatistas e organizar eventos começando no domingo, 18 de maio (passeatas e atos em embaixadas e consulados mexicanos, subsidiárias de corporações multinacionais e bancos que apoiam o governo mexicano, reuniões públicas, grupos de discussão, concertos, bate-papos informativos ou outras ações civis que considerem adequadas para a sua cidade) e culminando em 24 de maio com um dia de homenagem ao companheiro Galeano chamado pelo EZLN.
Transformemos nossa dor e nossa raiva em outra parte para a construção de um movimento que participe diretamente, juntamente com os Zapatistas, na criação de um novo mundo.
Mais infos e para assinar o abaixo-assinado visite:
agência de notícias anarquistas-ana
sombras pelo muro:
a borboleta passa
seguindo a anciã…
Rosa Clement
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…