A p r e s e n t a ç ã o
O mundo globalizado, industrializado, civilizado está cada vez mais mediado pela tecnologia, que promete proximidade e comunicação às pessoas que estão cada vez mais sós e isoladas. A humanidade foi se domesticando para adaptar-se às exigências da divisão do trabalho, das cidades, dos smartphones. Pode entender-se como uma evolução mas teve uma consequência severa que calou fundo: a alienação das pessoas. Não é uma novidade, está em marcha a milhares de anos, mas, inclusive quando se constata que vivemos em uma realidade que não faz feliz a quase ninguém, poucos se atreveram a diagnosticar as raízes do problema e a assumir as consequências. Precisamente isso é o que consegue, de uma forma tão contundente que resulta esmagadora, John Zerzan, um dos principais pensadores da crítica radical. Assim, identifica claramente que o problema é a própria civilização e tudo o que implica: pensamento simbólico, domesticação, hierarquias, desigualdade, destruição da natureza, ruptura das relações… Não se limita a desmontar tudo o que consideramos como dado, senão que analisa os valores e as formas de vida primitivas de tal forma que qualquer um reivindicaria a necessidade de recuperá-las. Graças a sua capacidade analítica e a um documentado conhecimento antropológico, Zerzan encontra os antecedentes de uma sociedade livre, de uma humanidade que tinha como pilares a liberdade, a natureza ou a vida comunitária. Não é de estranhar que haja que remontar-se a uma época pré-histórica, de onde seu pensamento seja considerado como referencia do anarquismo primitivista.
El crepúsculo de las máquinas, de John Zerzan – Prólogo Carlos Taibo
Los livros de la catarata, Colección Mayor, 576. Madrid 2016
224 págs. Rústica 21×13,5 cm
ISBN 9788490971314
16.00€
agência de notícias anarquistas-ana
folhas no quintal
dançam ao vento
com as roupas do varal
Carlos Seabra

Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!