Chamamento político ao Encontro Anarquista de Luta contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno, Tessalônica, Universidade de Aristóteles, 15-24 de julho de 2016 (durante os dias de celebração do No Border Camp).
O ataque por todas as frentes dos Estados e do Capital a nível Mundial, no âmbito do estabelecimento do regime do totalitarismo moderno, marca tanto o crescimento desenfreado da exploração e a intensificação da repressão no interior da Europa-fortaleza, como o desmantelamento da vida social mediante as operações belicosas constantes e o saque cruel na periferia capitalista.
As caravanas dos milhões de desabrigados se veem forçadas a abandonar seus países por conta das condições de indigência e guerra impostas pelas elites politicas e econômicas a nível mundial. São as mesmas elites que levantam as valas (nas fronteiras) e os campos de reclusão, que difundem o racismo, que difundem a gestão repressiva dos refugiados e dos imigrantes, com o fim de submetê-los e isolá-los socialmente.
Como anarquistas concebemos a solidariedade como relação entre os oprimidos e como ação politica de confrontação ao Estado e aos patrões. As fronteiras, a guerra, a operação de estabelecimento do totalitarismo moderno, são partes integrais de um mundo que já há muito tempo está quebrado, de um mundo que não tem nada que oferecer aos oprimidos e os explorados. Junto com nossos irmãos sociais e de classe queremos derrubar este mundo quebrado, e construir sobre seus escombros o mundo da igualdade e a liberdade.
Nos dirigimos aos imigrantes e aos refugiados, assim como a todos os plebeus, assim que edifiquemos umas relações de confiança e luta contra nossos opressores comuns. Nos dirigimos às forças do movimento anarquista-antiautoritário, assim como social e de classe, para que debatamos e reajamos em comum contra o ataque generalizado do Estado e do capitalismo, e contra a faceta deste ataque que tem a ver com os fluxos dos imigrantes e os refugiados.
No marco deste chamamento, durante todos os dias de celebração do No Border Camp em Tessalônica (de 15 a 24 de julho de 2016), chamamos a uma mobilização. Assumimos a responsabilidade da criação de um espaço dentro da Universidade de Aristóteles, para deliberações, debates, eventos, participação e ações.
Contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno, contra o Estado e o capitalismo. Organização e luta pela anarquia e o comunismo.
Organização Política Anarquista-Confederação de Coletividades.
O texto em grego:
O texto em castelhano:
Tradução > Caróu
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É muito silêncio
enquanto as flores não crescem
e os poetas dormem.
Eolo Yberê Libera

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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
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