
O número é avançado num novo relatório internacional elaborado pelos cientistas que trabalham para o Royal Botanical Gardens, Kew. A destruição do habitat natural dessas variedades botânicas é a ameaça maior. Mas nem tudo são más notícias…
Mais de 40% das espécies de plantas do mundo estão em vias de extinção, o que significa que duas em cada cinco poderão deixar de existir nos próximos anos. Os números são avançados num novo relatório internacional elaborado pelos cientistas que trabalham para o Royal Botanical Gardens, Kew, na Inglaterra. A destruição do habitat natural dessas variedades botânicas é, segundo os investigadores, que estão a promover uma campanha de donativos para suportar os estudos científicos que fazem, a ameaça maior.
Para conseguir identificar e recolher amostras de muitas delas antes que desapareçam de vez, os especialistas enfrentam atualmente uma corrida contra o tempo. Nos últimos anos, intensificaram as ações no terreno com vista à inventariação dessas espécies e, surpreendentemente, descobriram algumas até agora desconhecidas. Só o ano passado, contabilizaram mais de 4.000 plantas e fungos, incluindo novos cogumelos. Na Europa e na China, foram descobertas seis espécies de Allium, da família do alho e da cebola.
Na Califórnia, nos EUA, foram identificados 10 parentes afastados do espinafre e duas variedades selvagens de mandioca. No Texas, nos EUA, também foi descoberto azevinho-do-mar, uma planta com propriedades anti-inflamatórias reconhecidas. No Tibete, na Ásia, foi uma artemísia que combate a malária a surpreender os cientistas do Royal Botanical Gardens, Kew, que adicionaram ainda três novas variedades de prímulas aos seus registros. Apesar das novas descobertas, o panorama global, marcado pela poluição, pelo sobreaquecimento, pela sequidão e pela desflorestação, continua a preocupar os especialistas. O diretor científico da instituição ambiental britânica, sediada em Londres, está (muito) preocupado.
“Não conseguiremos sobreviver sem plantas nem fungos. A nossa vida depende deles. Sempre que perdemos uma espécie, perdemos uma oportunidade para a humanidade. Estamos a perder uma corrida contra o tempo, na medida em que estamos, muito provavelmente, a perder espécies mais rapidamente do que as que estamos a descobrir e identificar”, alerta Alexandre Antonelli, o autor do relatório “State of the world’s plants and fungi 2020”. Desde 1750, já terão desaparecido mais de 571 espécies botânicas.
agência de notícias anarquistas-ana
faisão da montanha,
o sol da primavera
pisa sua cauda
Buson
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!