
8 de março é um dia fundamental para a luta feminista, não é uma festa, não é um carnaval, não é um dia para receber flores, nem chocolates, nem frases bonitinhas ou de “boa criação” como: “feliz dia da mulher”; nem deve ser um dia para sair para se manifestar ou marchar exigindo mais institucionalismo, nem posições de poder. Não é um desfile para o capital, nem deve ser um desfile para o Estado em função de postular uma cadeira no parlamento que historicamente alimentou e sustentou o patriarcado racista, colonialista e uma das instituições máximas das origens da opressão. Não façamos da comemoração do 8 de março um dia que celebre a emancipação com base em alianças pela paz, nem de alianças com o aparelho do Estado.
Construamos os caminhos da emancipação e autonomia sem ficções, sem aquelas ficções que, desde o neolítico até o contrato social, foram pensadas, inventadas e gerenciadas a partir da supremacia masculina, então branca e europeia que impôs as formas e parâmetros da vida em cada geografia colonizada com sangue, exploração e fogo. Vamos construir as estradas para a recuperação de nossos territórios, com suas experiências e histórias para lutar contra todo olhar patriarcal colonialista e capitalista.
Por um 8 de março Anarcofeminista, antirracista e territorial.
Ni amas Ni esclavas
Tradução > Liberto
agência de notícias anarquistas-ana
Ilhotas boiando.
Sob um céu vasto e sereno
este mar tranqüilo.
Fanny Dupré
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!