
Companheiras: mulheres anarquistas em São Paulo (1889-1930) aborda e analisa a atuação das mulheres libertárias na cidade de São Paulo em fins do século XIX e início do século XX, período de intensas transformações políticas, econômicas, sociais e até culturais da cidade que começava a se tornar metrópole.
Tal atuação se deu nas organizações, uniões e sindicatos livres – construídos a partir de perspectivas anarquistas, sem hierarquias e burocratizações –, nas greves, sabotagens, boicotes, artigos na imprensa operária, conferências e discursos nas mobilizações libertárias da classe trabalhadora do período, que foram tão ricas quanto intensas. Além disso, se deu nos questionamentos à educação, bandeira central das lutas femininas desde o século XVIII, na proposição de modelos racionais de ensino laico e universal, e nas artes, nas quais se destacou a atuação feminina no teatro operário.
Grande parte dessas mulheres era composta de trabalhadoras anônimas; outras tantas foram apagadas das páginas da história escrita. Resgatar suas ações e suas memórias constituiu um trabalho de busca dos seus rastros, seja em publicações nos jornais libertários, em alguns poucos livros publicados ou ainda em relatos orais, memórias de outros militantes e mesmo nos arquivos da repressão, marcados pelos estereótipos femininos e relativos à militância anarquista.
Esse resgate é fundamental para a memória do movimento libertário como um todo, das lutas da classe trabalhadora ao longo da história, assim como o é para a história das lutas femininas e feministas. Seus diálogos e embates com o feminismo permitiram, e continuam permitindo, que ele venha sendo repensado até os nossos dias. São essenciais, ainda, para inspirar as gerações atuais e rememorar aquelas que viveram o ideal anarquista na vida cotidiana, em tempos de formação da classe trabalhadora urbana em nosso país.
Companheiras: mulheres anarquistas em São Paulo (1889-1930)
Samanta Colhado Mendes
Formato: 16 x 23 cm
400 pgs.
Coleção Estudos do Anarquismo (Coedução com Instituto de Teoria e História Anarquista)
R$ 65,00
editorafaisca.wordpress.com
agência de notícias anarquistas-ana
Sobre a folha seca
as formigas atravessam
uma poça d’água
Eunice Arruda
A bit older than Tomás Ibáñez... and less fluent writer not integrated in academy, I still daher to the scientific…
bom texto!
posição lúcida. organização anarquista com marca registrada? pedindo ação do estado contra trabalhadores? opa, pera lá caceta!
Comunistas, Capitalistas e Anarquistas e a servidão voluntária. Mas... A hora mais escura é logo antes do amanhecer. (Provérbio árabe)
História sensacional! Desconhecia completamente essas informações.