
Por Caralampio Trillas | 02/11/2022
As atuais manifestações contra os resultados das eleições servem também de evidência de que a luta contra o fascismo não se faz nas urnas. As urnas expressam, se tanto, o fotograma de um momento. Elas são a aferição matemática de uma batalha travada nas mídias, com amplo lastro no poder econômico.
O fascismo não foi derrotado. Ele está muito vivo e caminha abertamente nas periferias sem constrangimentos ou pudores. Ele é, aliás, parte constitutiva das instituições que se alicerçam no discurso da democracia representativa burguesa.
A nova fase da luta social não pode continuar prisioneira da lógica institucional, aquela que manteve cativa muitas das energias do campo revolucionário. O próximo período precisa reafirmar o método popular e autônomo. Precisa caminhar para a emancipação de tudo aquilo que interfere no seu pleno desenvolvimento. E para tal terá que inevitavelmente romper com a tutela institucional.
Se alguém ainda dúvida da “natureza” das instituições, basta observar como tratam as mais que hostis performances do fascismo.
agência de notícias anarquistas-ana
O vento cortante
Assim chega ao seu destino –
Barulho do mar.
Ikenishi Gonsui
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!