
É a terceira noite de protestos que começou em Nanterre (e em pelo menos vinte cidades), onde o jovem Nahel foi morto na terça-feira (27/06) por um policial durante uma fiscalização. Ele foi indiciado por homicídio doloso e ficou preso preventivamente.
Na tarde desta quinta-feira (29/06), a marcha em homenagem a Nahel, de 17 anos, terminou em confusão com confrontos, troca de gás lacrimogêneo, morteiros e fogos de artifício, enquanto mobiliário urbano foi destruído e carros incendiados. Pelo menos um banco foi saqueado.
As autoridades temem “uma generalização” da violência urbana nas próximas noites e 40.000 policiais e gendarmes foram mobilizados em várias cidades da França, incluindo 5.000 em Paris. O governo também recorreu a unidades especializadas em intervenções difíceis, como a BRI (Brigada de Busca e Intervenção), projetada no final do dia em Nanterre ou o GIGN (Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional).
Em Nanterre, no início da noite, um banco foi saqueado e depois incendiado, a esplanada de um café também foi incendiada. Fogos de artifício e morteiros foram disparados contra a polícia.
Em Marselha, uma manifestação começou durante a noite, e veículos foram incendiados por toda a cidade e lojas saqueadas, enquanto tumultos eclodiam em Saint-Étienne. Também em Toulouse a situação era tensa.
A noite vai ser longa na França… “Isto é por Nahel, nós somos Nahel”.
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