
Apesar do empenho reacionário de alguns machistas ou medíocres por arrancar e censurar os cartazes da convocatória, centenas de pessoas nos reunimos em 8 de março às 20h30 na plaza de Fuente Sorada e percorremos o centro de Valladolid para reivindicar uma jornada combativa, de classe e de luta transfeminista. Reivindicávamos o 8M 2025, dia internacional da mulher trabalhadora, a convocatória do Bloco Crítico Feminista (Marabunta Autodefensa Feminista, CNT, Camada Queer Castelhana, CGT).
Gritando e defendendo que não queremos transfobia nem machismo em nossos bairros, que há que pôr fim à diferença de gênero no mundo laboral, que tanto faz pessoa estrangeira ou nativa porque somos todas a mesma classe obreira.
Inevitável fazer nossas as palavras das companheiras da Casa Feminista:
Começamos a marchar. Somos uma massa de pessoas caminhando e gritando: a luta será transfeminista ou não será! De norte a sul, de este a oeste, a luta segue custe o que custar! Não é um caso isolado, se chama patriarcado!
Marchamos com frio, mas contentes porque a chuva nos respeita, levantando cada vez mais a voz, orgulhosas de olharmos entre as companheiras, de ver umas meninas deixando sua voz com um megafone, recuperando a esperança. Olhando para frente e para trás, e dizendo: há muita gente, verdade? Sim, há. Após passar pela Plaza Mayor, Plaza Santa Ana, Plaza Poniente, Bajada de la Libertad e chegar à Plaza de Portugalete, onde se lê o manifesto, creio que todos temos na boca essa frase e no coração essa sensação de calor que se tem quando te sentes satisfeita e acompanhada, quando crês que vale a pena, que estás certa de que há que seguir lutando, mais forte se possível. Porque o inimigo está aí, mas nós estamos juntas, temos força e somos irrefreáveis.
Nosso objetivo é um mundo compatível com a vida, com a de TODOS: a das pessoas trans, as mulheres palestinas, as discas, as de classe obreira, de todas as idades e todas as origens, em uma terra habitável e sustentável. Essa é e será nossa luta. Em 8 de março e no resto dos dias do ano.
É em Portugalete, onde finalizou a manifestação multitudinária, onde se leu o emotivo manifesto recordando as companheiras de «las 6 de La Suiza», condenadas por lutar sindicalmente, ou o último desalojo de uma mulher e suas três pequenas.
Ao final do manifesto se agradeceu a toda a gente que apoiou o transfeminismo e o Bloco Crítico Transfeminista, com uma recordação carinhosa à companheira Vero.
Fonte: https://www.cntvalladolid.es/manifestacion-8m-2025-Bloco-critico-feminista/
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
sol em plenitude
uma rã pula — em versos
barulho de Vida
Roséli
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!