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Enquanto o território dominado pelo estado do Espírito Santo é apresentado como um dos estados mais industrializados e dinâmicos do Brasil, com um PIB impulsionado por exportações de ferro, aço, petróleo e café, e registra crescimentos econômicos expressivos — como por exemplo, o avanço de 3,7% no primeiro trimestre de 2024 —, a realidade cotidiana de grande parte da população revela a face cruel do “desenvolvimento” capitalista. A diversificação econômica, exaltada como símbolo de “progresso”, mascara um sistema que concentra riquezas nas mãos de poucos, enquanto milhares de capixabas seguem enfrentando condições de vida desumanas.
A Federação Anarquista Capixaba denuncia que, por trás dos números do crescimento industrial e portuário, persistem estruturas de exploração que condenam trabalhadores e comunidades periféricas à miséria. Enquanto o Estado e as corporações lucram com a extração de recursos naturais e a industrialização, pessoas morrem de fome, são vítimas da violência estrutural, vivem nas ruas ou sucumbem ao desespero do suicídio — sintomas de uma sociedade que prioriza o lucro sobre a vida. A industrialização, longe de ser sinônimo de bem-estar, muitas vezes se traduz em precarização do trabalho, desemprego tecnológico e degradação ambiental, como observado em regiões aqui impactadas pela mineração e pelo agronegócio.
Para a FACA, a solução não está em reformas superficiais ou em políticas assistencialistas, mas na ruptura com o capitalismo e suas instituições opressoras. É urgente construir alternativas autônomas, baseadas na autogestão, na solidariedade e na distribuição equitativa dos recursos. Enquanto o Estado segue servindo aos interesses de uma elite econômica, a luta anarquista aponta para a organização popular, a defesa dos territórios e a criação de redes de apoio mútuo. Afinal, um sistema que sacrifica vidas em nome do PIB jamais será justo — e é contra esse sistema que nos insurgimos.
Federação Anarquista Capixaba – FACA
federacaocapixaba.noblogs.org
agência de notícias anarquistas-ana
Ao pôr-do-sol
O brilho humilde
Das folhas de capim.
Paulo Franchetti
Perfeito....
Anônimo, não só isso. Acredito que serve também para aqueles que usam os movimentos sociais no ES para capturar almas…
Esse texto é uma paulada nos ongueiros de plantão!
não...
Força aos compas da UAF! Com certeza vou apoiar. e convido aos demais compa tbm a fortalecer!