
Por La Zarzamora
As ruas já se tornam raivosas para quem depois de cinco meses seguem reclamando o aparecimento da papay Julia Chuñil Catricura. Há raiva e frustração já que no transcurso deste tempo ocorreram diferentes fatos que claramente corroboram o funcionamento do Estado, das instituições e da polícia em completa cumplicidade com ricos e empresários latifundiários.
Este 8 de abril houve 10 detidos em Santiago após quatro horas de enfrentamento com a repressão. Dois deles passaram ao controle de detenção e um a prisão preventiva em Santiago 1, tornando-se indispensável a ativação da solidariedade inter-regional. Em Valdivia, se cortou o trânsito da ponte Pedro de Valdivia porque não faltam as desculpas e justificativas. Vão cinco meses nas ruas e pela via pacífica não acontece nada. Por outro lado, as forças repressivas deixaram em evidência ter quase completo poder e controle do povo com a violência. É inevitável que saia a raiva, é inevitável que as pessoas respondam à violência estatal, que se organizem e reclamem de diferentes formas, porque, ainda que queiram exterminar a rebeldia, desaparecendo pessoas, encarcerando manifestantes, não podem. Assim o corrobora a história, por mais que na Ditadura instalaram a doutrina do shock, os combatentes ou defensores da terra não se extinguem.
Dentro das irregularidades no processo partimos com que por mais que haja muitos testemunhos das ameaças, até o dia de hoje não foi feito nenhum mandado de busca ao principal suspeito, muito menos aos que poderiam ser seus cúmplices. O acusado pela família, e pela mesmíssima Júlia antes de desaparecer como um possível agressor de sua pessoa, omitiu qualquer informação e se recusou a dar qualquer declaração. Por outro lado, familiares já denunciaram como Conadi desde o início lhes infundiu medo de dizer ou fazer qualquer coisa por motivos da investigação. Também denunciaram a perseguição e terror psicológico que sentem após viver consecutivas tomadas de declarações, mais de cinco mandados com armamento de guerra, confiscando celulares, separando um menor de idade de uma mãe, e agora por último, restringindo-lhes a passagem à casa no prédio, onde está sua horta, suas coisas e animais, etc. Segundo eles porque essas terras seriam propriedade privada do suspeito. Por outro lado, pela terceira vez fizeram mudança de promotor, ficando Alejandro Ríos que já pediu novos 10 mandados que a família claramente teme que seja para eles.
Enquanto isso, viram o suspeito Juan Carlos Morstadt Anwandter, caminhando tranquilo pelo prédio acompanhado de policiais, mas não aparece em nenhuma parte da investigação. Após abrir-se a pasta da investigação, comprovaram que todo o trabalho se centrou principalmente na família Chuñil, com um claro sinal de montagem, racismo, classismo, terror psicológico desde as polícias e instituições e agora por último somando-se à montagem os meios de comunicação massivos, já que este mesmo 8 de abril, sai uma notícia em Mega Visión para estigmatizar e criminalizar seus filhos. Porque um deles se encontra preso, tratando de apontar à família como suspeita. Sabemos que esta notícia é tendenciosa, aparece com o objetivo de dividir, desmobilizar e desestimular a família de todo o trabalho de busca e pressão social que se encontram fazendo a nível nacional pelo aparecimento de sua Mãe, Avó e Tia, que lutava contra um latifundiário e sua empresa agroflorestal que lucra com a terra. Onde se destruiriam os únicos 900 hectares que sobram de bosque nativo no território. Estratégias midiáticas antigas para ocultar, desviar a atenção e invisibilizar a usura e poder que tem as pessoas ricas neste fundo.
A Família está desconcertada com a montagem racista que estão tentando armar contra eles, já que descaradamente todo o mundo está vendo a corrupção no $hile e como o Estado permite o encarceramento, a tortura, o sequestro, a morte e o desaparecimento para resguardar os interesses de empresários e políticos. Ainda assim, não baixaram os braços, se mantêm firmes nas mobilizações viajando a diferentes territórios para visibilizar a injustiça do $hile, e para que as manifestações se tornem ainda maiores até que apareça Júlia Chuñil Catricura.
Fonte: https://lazarzamora.cl/a-cinco-meses-sin-julia-chunil-y-cholito-aumenta-la-desinformacion-y-el-ocultamiento-para-con-el-principal-sopechoso/
Tradução > Sol de Abril
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agência de notícias anarquistas-ana
rua em que nasci
as crianças riem
o riso do velho
Ricardo Portugal
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!