
CHAMADO, o muZine, ou seja, um videoclipe realizado por um Zineasta anarca e punk, AmAntE da hErEsiA, é uma obra visceral aos olhos. já que eu tinha de fazer justiça com a força da música. para chegar às imagens, que cheguei, deitei e rolei na edição zinematográfica, fiquei ouvindo a música várias vezes seguidas. até que me veio a ideia de criar uma narrativa irônica, ou uma zombaria crítica, que devia misturar, realidade, ficção e humor. para isso transformei o super-homem em super-cifrão, o grande herói da religião, do estado e do capital. e daí evoquei nossa rebeldia ancestral e nossa revolta atual para a gente agir por um futuro melhor. assim é o CHAMADO, todes nós juntes, numa união simbolizada por vários tipos de anarquismos, como a mais potente kriptonita contra esse grande capitão do mato. considero esse muZine como o segundo passo dado do DIY: se começamos no “faça-você-mesme”, agora seguimos no “façamos-nós-mesmes”! (2024)
SOBRE A MÚSICA, por Maurício Remígio: “Chamado” é uma música de resistência, um grito que contrasta com os poderes que saqueiam vidas e molestam a paz. Denuncia a manipulação e o controle sobre as populações, expondo aqueles que, nas sombras, acumulam propriedades enquanto tentam silenciar as vozes que ousam resistir. Com influências do punk e sonoridades dos povos tradicionais, “Chamado” emerge dos fazeres DIY como uma rejeição profunda ao sistema. Os tambores e vozes ecoam saberes que atravessam o tempo, anunciando que outros mundos existem e resistem. “Chamado” é uma convocação à solidariedade e à criação de existências libertárias, nascendo do desejo de romper com a dominação e de expor aqueles que se beneficiam do sofrimento e da exploração alheia.
Projeto C.O.I.C.E. – Com Objeção e Indignação Continuamos Existindo. Desde 2015, o C.O.I.C.E., projeto de estúdio criado por Maurício Remígio, explora as fronteiras da música de forma independente e sem compromisso com o mercado. Com influências que vão do anarcopunk ao pós-punk, somadas às sonoridades locais, o C.O.I.C.E. é um experimento sonoro que reflete uma busca constante por comunicar resistência por meio do som.
O projeto é, acima de tudo, uma expressão pessoal, onde Maurício compõe, executa e grava, criando paisagens sonoras que desafiam convenções e abraçam a contracultura. Cada música é resultado de inquietações e evoca sentidos que surgem da busca por uma existência que recusa o conformismo.
O C.O.I.C.E. é um grito de objeção e indignação, permanecendo fiel à sua essência DIY (faça você mesmo), carregando em sua estética a resistência e o desejo de continuar existindo em um mundo que tenta silenciar as vozes dissonantes.
Com o C.O.I.C.E., Maurício Remígio cria uma sonoridade única que questiona, provoca e inspira, em um esforço contínuo para se conectar com aqueles que ainda acreditam em existências outras.
>> Confira o videoclipe aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=euJh-0w-mEM
agência de notícias anarquistas-ana
Venta. Folhas correm.
Fico preocupado e penso
na volta pra casa.
Thiago Souza
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!