
Na segunda-feira, um tribunal de São Petersburgo multou a gerente da livraria centenária Podpisniye Izdaniya em 20 mil rublos (US$ 254) por vender uma cópia do livro de memórias de um anarquista bielorrusso que está preso.
O Tribunal Distrital de Kuibyshevsky considerou Yelena Orlova culpada de participar das atividades de uma organização “indesejável”, informou o serviço de imprensa do tribunal.
A Podpisniye Izdaniya supostamente vendeu o livro de memórias de 2013 do anarquista bielorrusso Ihar Alinevich, “I’m Off to Magadan”, que as autoridades russas alegam ter sido publicado com o apoio da Federação Anarquista Cruz Negra [Black Cross Anarchist Federation], sediada nos EUA.
O Ministério da Justiça da Rússia designou a Federação Anarquista Cruz Negra como uma organização “indesejável” em fevereiro de 2024. A designação efetivamente proíbe a organização de operar dentro da Rússia e sujeita seus membros e afiliados a possíveis processos criminais.
Orlova disse a um juiz de São Petersburgo que a Podpisniye Izdaniya havia recebido “I’m Off to Magadan” antes de a Federação Anarquista Cruz Negra ser colocada na lista negra da Rússia, informou a mídia local. Seu advogado alegou que o livro foi retirado das prateleiras das lojas logo após a proibição de fevereiro de 2024.
Um porta-voz do tribunal contestou a alegação, dizendo que uma cópia do livro foi comprada na loja em dezembro de 2024.
A Podpisniye Izdaniya foi multada no início deste ano por vender livros que supostamente violavam as leis de “propaganda LGBT” da Rússia. Esses livros incluíam obras de autores como Susan Sontag e Olivia Laing.
Em abril, a Podpisniye Izdaniya foi obrigada a remover 48 livros de seu catálogo após as acusações.
Tradução > acervo trans-anarquista
agência de notícias anarquistas-ana
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a flor da pitanga.
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…