
Estamos em busca de artigos, poesias, prosas, entrevistas*, respostas diretas a outros textos e resenhas de livros/filmes sobre Espiritualidade, escritas por anarquistas e antiautoritários da Maioria Global**. O prazo para envio de contribuições se encerra em 1º de outubro, e a revista será lançada na Noite dos Mártires Anarquistas (11 de novembro)***.
Sempre existiu uma relação conflituosa entre religião, misticismo, espiritualidade e anarquismo. Temos visto isso acontecer inúmeras vezes online, em espaços de organização e nos movimentos dos quais fazemos parte. Algumas pessoas consideram essas esferas incompatíveis com o pensamento anarquista; outras possuem crenças fundamentadas em forças (não) transcendentais, sem precisar da religião para explicá-las; enquanto há quem veja nos espectros religiosos e espirituais práticas que correm em paralelo aos seus ideais anarquistas.
Poucas publicações abordaram a questão da (in)compatibilidade entre essas ideologias, e menos ainda criaram espaço para explorar todas as posições intermediárias.
Encorajamos contribuições de todas as pessoas, crentes e descrentes, praticantes, céticas e desiludidas. O objetivo desta edição é inspirar pensamento crítico e discussão. As áreas de enfoque podem incluir (mas não se limitam a): anarquismo religioso/espiritual/místico, interpretações anarquistas de religiões abraâmicas, paralelos entre anarquismo e religião/espiritualidade/misticismo e poder, teologia anarquista etc.
Aceitamos textos em qualquer idioma, desde que possamos traduzi-los com ferramentas online ou que você esteja disposto a fornecer versões em inglês e no outro idioma. Não é necessário escrever em registro acadêmico. Não há um mínimo de extensão, e o máximo sugerido é de cerca de 4.000 palavras. Textos mais longos podem ser mais adequados como zines individuais (e ficaremos felizes em ajudar nisso!).
Envie para: fawnarchy@grrlz.net (sinta-se livre para usar https://tempr.email)
ou
Fale conosco no Signal: @ muntjac161.96
Preferimos que as pessoas enviem seus textos como texto simples no corpo do e-mail ou mensagem no Signal (em vez de anexar arquivos em CryptPad, Google Drive, Word, Open Office ou ZIP), pois esses formatos exigem mais tempo de reformatação e atrasam nossas respostas.
Nosso único conselho é: seja honesto, seja vulnerável. Nós, enquanto coletivo, somos bastante diversos: alguns de nós fomos criados em comunidades conservadoras religiosas na diáspora aqui na Inglaterra, alguns se afastaram da espiritualidade com o tempo, outros se converteram, outros são verdadeiros crentes, e há quem pertença a grupos etno religiosos perseguidos, que só estão aqui por causa da opressão exercida por poderes hegemônicos regionais.
Alguns de nós têm altares. Outros jamais se ajoelhariam diante de um.
* Podemos conduzir entrevistas, se você pedir com gentileza e nos der tempo e contexto suficientes.
** Maioria Global, neste contexto, refere-se aos povos que compõem a maioria da população mundial, ou seja, todas as pessoas que não são brancas.
*** “Os galleanistas comemoravam três datas por ano: o aniversário do início da Comuna de Paris (18 de março), o Primeiro de Maio, e o aniversário das execuções de Haymarket (11 de novembro). Alguns de nós têm celebrado o 11 de novembro como a Noite dos Mártires Anarquistas nos últimos quatro anos, e propomos uma retomada mais ampla dessa tradição dentro da galáxia anarquista. Reúna-se com amizades, leia em voz alta as palavras de ancestrais anarquistas que morreram pela Anarquia, mas, mais importante ainda, daqueles que viveram por ela. Façam oferendas de fogo e beleza.” [Trecho de T*inderbox, Edição 2: “Dez Teses sobre a Anarquia Espiritual”]
Revista Muntjac
muntjacmag.noblogs.org
Tradução > Contrafatual
agência de notícias anarquistas-ana
lerdamente,
a água empurra a água
e o rio flui.
Alaor Chaves
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!