
Companheiras, companheiros, povo trabalhador de Muriaé e de todo o Brasil!
No dia 29 de setembro, as ruas da cidade foram tomadas por uma voz que não é a dos poderosos, não é a dos políticos profissionais e muito menos a dos exploradores. Foi a voz do povo, ecoando em alto e bom som através da ação direta da União Anarquista Federalista (UAF). Panfletos que desmascaram a farsa do Estado e do Capital foram distribuídos mão a mão. Cartazes que clamam por liberdade e autogestão foram fixados como bandeiras de guerra nos muros da cidade. A propaganda revolucionária não pediu licença: ocupou.
Este não foi um simples passeio. Foi um ato de coragem e um lembrete potente: a organização popular não espera por eleições, não deposita esperança em salvadores de paletó. A mudança real nasce da base, das mãos calejadas de quem constrói a riqueza e dos pés cansados de quem pisa o asfalto todos os dias. A UAF, com esta ação, não veio trazer uma verdade pronta, mas sim um convite à luta e à construção coletiva. Veio dizer que a semente da anarquia – que é a semente da liberdade, da solidariedade e do apoio mútuo – pode e deve florescer em cada bairro, em cada fábrica, em cada escola.
Enquanto o Estado nos oprime com seus impostos, sua polícia e suas leis que só servem para proteger a propriedade privada dos ricos; enquanto o Capital nos explora com salários de fome, jornadas exaustivas e a ameaça constante do desemprego, nós, anarquistas, respondemos com a única linguagem que eles entendem: a Ação Direta.
Distribuir um panfleto é um ato de ação direta. É educar, é agitar, é organizar sem intermediários.
Fixar um cartaz é um ato de ação direta. É retomar o espaço público que nos é roubado pela propaganda comercial e pelo cinismo político.
Ocupar as ruas é um ato de ação direta. É mostrar que a cidade também nos pertence, a nós, a classe que a constrói e a mantém de pé.
Mas esta ação, por mais importante que seja, é apenas o começo. Uma faísca num campo seco de injustiças. Sozinhos, somos facilmente abafados.
Organizados, seremos uma tempestade que nenhum governo consegue conter.
A UAF não quer ser a sua vanguarda. Quer ser a sua ferramenta, o seu braço organizado na luta cotidiana. Convocamos a todas e todos que se identificam com esta luta:
- Aos que estão cansados de ser governados: Juntem-se a nós!
- Aos que sonham com uma sociedade sem patrões nem Estado: Juntem-se a nós!
- Aos que acreditam que o poder deve estar nas mãos do povo, organizado de baixo para cima: Juntem-se a nós!
Não basta torcer pela revolução na sombra. É preciso construí-la à luz do dia. É preciso estudar, debater, formar grupos de afinidade, criar sindicatos combativos, fortalecer as comunidades e, acima de tudo, agir.
A semente foi plantada em Muriaé. Cabe a nós, povo organizado, regá-la com nossa coragem e nossa luta incessante. Que a ação de 29 de setembro seja a primeira de muitas. Que cada rua, cada praça, cada coração oprimido se torne um território livre da luta anarquista.
Pela organização popular! Pela ação direta! Pela revolução social!
Viva a Anarquia! Viva a UAF!
União Anarquista Federalista (UAF)
uafbr.noblogs.org
agência de notícias anarquistas-ana
probleminhas terrenos:
quem vive mais
morre menos?
Millôr Fernandes
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!