
Em 4 de fevereiro de 2026, a antifascista Maja foi condenada a oito anos de prisão na Hungria. Cerca de mil pessoas protestaram naquela noite em Berlim. Manifestações espontâneas de solidariedade também ocorreram nas ruas de Hamburgo, Dresden, Erfurt, Freiburg, Nuremberg, Kiel e Potsdam.
Maja foi acusada de atacar e ferir neonazistas em Budapeste no Dia da Honra. Em vez de provas concretas, a acusação só pôde apresentar provas circunstanciais. Em 2024, Maja foi extraditada ilegalmente da Alemanha para a Hungria em uma operação clandestina e, desde então, está detida em confinamento solitário em uma prisão masculina, sob condições desumanas, por ser uma pessoa não binária. Após o veredicto, tanto a defesa de Maja quanto a acusação recorreram da sentença.
Solidariedade com Maja – contra o fascismo e a repressão!
Contexto: Todos os anos, em fevereiro, Budapeste acolhe o chamado “Dia da Honra” — uma das maiores concentrações de fascistas, neonazistas e militantes de extrema-direita na Europa. Muitos marcham pelas ruas com uniformes da SS. A marcha é organizada por uma rede internacional de extrema-direita e não só é tolerada, como também recebe apoio ativo do governo húngaro.
Nos últimos anos, porém, a resistência antifascista tem se fortalecido cada vez mais, inclusive na Alemanha e na Itália. Em 2023, confrontos eclodiram à margem da manifestação entre participantes da marcha e antifascistas. Vários fascistas ficaram feridos, alguns gravemente.
Maja foi presa em Berlim em dezembro de 2023 devido a uma dessas brigas e extraditada para a Hungria em uma operação clandestina e ilegal. Lá, Maja foi julgada e condenada. Como pessoa não binária, Maja foi submetida a repressão adicional no sistema prisional húngaro e durante todo o processo legal. Em um estado abertamente homofóbico como a Hungria, isso significa discriminação direcionada, assédio e perigo específico.
Liberdade para Maja! Liberdade para todos os antifascistas!
Mais informações: @basc.news, @free.maja e www.basc.news
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Liberto Herrera
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!