Vitória indígena no tapajós!

Por FOB-DF

A luta dos povos avança com ação direta.

Após um mês ocupando a sede da empresa Cargill, em Santarém, no Pará, movimentos indígenas conquistaram uma grande vitória contra o agronegócio na Amazônia: O decreto presidencial 12.600, que privatizava a gestão das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, foi revogado. Não apenas um marco de resistência, isso serve como inspiração, além de um alerta para os movimentos populares de todo o Brasil. 

Duas coisas aqui foram demonstradas: primeiro, que o governo federal de Lula e Alckmin, mesmo em ano de eleição, não se acanha em atacar abertamente a classe trabalhadora e os povos originários que finge defender. A proposta de privatização de rios inteiros tem o único propósito de atender aos interesses de empresas estrangeiras. Multinacionais bilionárias, que exploram brutalmente a população, extraindo lucros e matérias primas que apenas se acumularam em suas sedes localizadas nas principais potências do mercado mundial (no caso da Cargill, Mineápolis, nos Estados Unidos). Mais do que isso, trata-se de um ataque contra os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos para os quais esses rios são uma parte fundamental de seu território. 

Segundo, que só a ação direta, popular e organizada é capaz de impedir os ataques do Estado e do Capital. Os movimentos indígenas não hesitaram em conduzir a ocupação, mobilizando apoio externo e inclusive bloqueando estradas como forma de protesto, independentemente da legalidade ou dos ataques da mídia. Sabendo exercer a pressão sobre o governo, entrando em conflito e aproveitando pontos de diálogo, sem se submeter às suas decisões só por se tratar de um governo “de esquerda”, com um ministério dedicado aos povos indígenas. A luta popular segue sendo a única maneira concreta de alcançar vitórias. 

Assim, precisamos cada vez mais seguir o exemplo dos indígenas do Tapajós. No campo e nas cidades, conduz campanhas de ação direta coletiva, para garantir e avançar os direitos do povo. Romper com essa ilusão cínica de que um governo pode representar ao mesmo tempo o latifúndio e os povos originários, a destruição ambiental e a sobrevivência da população. Entre exploradores e explorados não é possível existir convivência fraterna, apenas submissão ou resistência. 

Dia 24/02 nas ruas, estivemos nas ruas em defesa das matas e das águas, daqueles que nelas vivem e trabalham!

Avante a luta indígena!

Avante a luta popular!

lutafob.org

agência de notícias anarquistas-ana

O sol gerações.
pavio queima por um fio.
Verão que apodrece.

Flora Figueiredo

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