
Antes os fatos que observamos no Irã, os ataques dado pelos Estados Unidos conjuntamente com Israel contra o Irã nos manifestamos:
Estados Unidos ao longo do mundo tem 750 bases militares em ao menos 80 países, o que constitui a rede militar mais extensa da história contemporânea. Seu orçamento de defesa supera os 800 mil milhões de dólares anuais, mais que a soma de várias potências juntas. Isto não é defesa passiva: é capacidade permanente de projeção de força. Desde 2001, as guerras posteriores ao 11-S, Afeganistão, Iraque, Síria, provocaram, segundo o projeto Costs of War da Universidade de Brown, mais de 4,5 milhões de mortes diretas e indiretas associadas a conflito, deslocamento e destruição de infraestrutura. No Iraque, estudos epidemiológicos estimam centenas de milhares de mortes civis após a invasão de 2003. Não se trata de erros táticos. Trata-se de uma doutrina de supremacia estratégica. Israel possui um dos exércitos tecnologicamente mais avançados do mundo e é um dos maiores receptores de ajuda militar estadunidense (mais de 3.000 milhões de dólares anuais em assistência). No contexto da guerra em Gaza iniciada em 2023, organismos como a Nações Unidas documentaram dezenas de milhares de mortes palestinas e uma devastação massiva de infraestrutura civil na Faixa de Gaza. Hospitais, escolas e redes de água foram gravemente danificados.
Em 2024, a Corte Internacional de Justiça admitiu uma causa apresentada pela África do Sul alegando possível violação da Convenção para a Prevenção do Genocídio. Independentemente do erro final, o fato jurídico reflete a gravidade das acusações e o nível de preocupação internacional. Organizações como Anistia Internacional e Human Rights Watch denunciaram padrões que poderiam constituir crimes de guerra em diversos episódios do conflito.
Estamos ante um problema estrutural que está dado: O controle de rotas energéticas e territórios estratégicos. A proteção de interesses geoeconômicos. A consolidação de alianças militares como instrumento de ordem global. A normalização da guerra preventiva como política exterior. Esta hegemonia vai mais além do territorial, é militar, financeira e cultural, a dominação a têm em todas as frentes. Nos dois últimos anos de nossa história como humanidade condenamos a guerra como modo de expansão e de desculpa de segurança nacional, os humanos não somos peças de um tabuleiro, necessitamos soberania de nossos povos. O direito internacional só se tornou um servente destes grandes poderes e não podem encontrar justiça para todos os mortos produzidos pelas guerras, e é aberrante a anistia que há para os envolvidos nestes genocídios. A morte não é um dano colateral. A guerra desestabiliza todas as dimensões dos povos do mundo e seus integrantes. CONDENAÇÃO TOTAL AOS PAÍSES QUE FAZEM A GUERRA.
Como sabemos todo estado tende a expandir seu poder e a guerra é produto dos estados, e não dos povos e os povos querem paz, justiça e bem estar. Portanto, é urgente:
- Desmilitarização progressiva global.
- Redução radical do gasto em armamento.
- Autodeterminação real dos povos sem intervenção hegemônica ou de toda pretensão imperial.
- Fortalecimento de redes de apoio mútuo internacionalistas.
- Justiça internacional independente das potências.
TODOS ESTAMOS CHAMADOS A EVITAR AS GUERRAS E BUSCAR JUSTIÇA PARA TODOS OS ASSASSINADOS PELAS HEGEMONIAS E OS ESTADOS ASSASSINOS. Estados Unidos e Israel são estados criminosos e assassinos, não mais impunidade para estes.
Arequipa, 28 de fevereiro de 2026
REDE DE APOIO MÚTUO
Tradução > Sol de Abril
agência de notícias anarquistas-ana
Brilho da lua se move para oeste
a sombra das flores
caminha para leste.
Buson
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!