
Declaração da Federação Comunista Anarquista
O Irã enfrenta mais uma guerra imperialista. Depois de enrolar o lado iraniano com negociações em torno de seu programa nuclear, os Estados Unidos e Israel iniciaram os bombardeios em 28 de fevereiro. Eles assassinaram o Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e muitos outros membros do alto escalão do regime iraniano, causaram grandes danos às defesas aéreas e às instalações de lançamento de mísseis e deram atenção especial ao ataque à marinha iraniana. Os assassinatos causaram inúmeras vítimas em áreas residenciais de várias cidades iranianas e, em um exemplo hediondo para o qual nem Israel nem os EUA se dispuseram a dar uma explicação, um míssil atingiu uma escola de meninas na cidade iraniana de Minab, matando 165 pessoas.
A resposta do Irã tem sido dispersa – lançando foguetes e drones contra uma ampla gama de alvos na região, tanto militares quanto civis. O Hezbollah entrou na guerra ao lado do Irã, após o que Israel invadiu o Líbano. A mídia divulga rumores de uma invasão iminente do Irã por forças curdas do Iraque.
Não derramamos lágrimas pelo aiatolá Khamenei, pois ele era um tirano sanguinário, responsável por esmagar várias revoltas populares contra o regime iraniano. Ainda em janeiro deste ano, ele ordenou o pior massacre da história da República Islâmica, quando as autoridades mataram milhares de pessoas para reprimir uma onda de manifestações massivas que clamavam por sua derrubada.
Já apelamos anteriormente para que os trabalhadores iranianos derrubem os aiatolás e voltamos a fazê-lo.
Mas a vingança pelos crimes de Khamenei e de sua camarilha de clérigos reacionários cabe à classe trabalhadora, não aos Estados Unidos ou a Israel. A campanha de bombardeios deles não tem como objetivo libertar o povo do Irã, mas sim subjugá-lo. O presidente dos EUA, Trump, está enviando mensagens contraditórias sobre seus objetivos de guerra, de modo que não se pode afirmar com certeza se ele visa o retorno do xá, o surgimento de algum outro líder da oposição de dentro do país ou encontrar algum traidor dentro do regime para governar o Irã em nome dos EUA, como ocorreu na Venezuela. Seja qual for o mecanismo, porém, o resultado exigido é que o Irã seja esmagado sob o jugo de ferro do imperialismo norte-americano.
O que deve ser feito?
Os trabalhadores de todo o mundo devem sair em defesa do povo do Irã e tentar paralisar as máquinas de guerra dos EUA e de Israel. Na Austrália, nossa tarefa é romper a aliança com os EUA. Concretamente, precisamos fechar as bases americanas, as bases australianas envolvidas em colaboração substancial com as forças armadas dos EUA e todas as instalações de inteligência que contribuem para o esforço militar americano. Em particular, precisamos fechar Pine Gap, que é um elemento-chave no sistema global de satélites espiões dos EUA e fornece informações aos EUA e a Israel para auxiliar na seleção de alvos de bombardeio. Pine Gap deve ser privado de eletricidade, água, largura de banda de comunicações e todos os tipos de suprimentos.
Para conseguir isso, porém, precisamos transformar nosso movimento sindical, que é liderado por um bando de covardes incapazes de defender as organizações que presidem. Precisamos reconstruir os sindicatos e precisamos construir o poder da base nos sindicatos para desafiar os dirigentes, que estão comprometidos com o ALP, que por sua vez está comprometido com a aliança com os Estados Unidos. A luta para defender o Irã é parte integrante da luta para reconstruir um movimento sindical combativo na Austrália. Toque em um, toque em todos.
ACABEM COM O ANZUS!
PAREM O AUKUS!
FECHEM PINE GAP!
Fonte: https://ancomfed.org/2026/03/defend-the-people-of-iran/
Tradução > Reno Moedor
agência de notícias anarquistas-ana
terno salgueiro
quase ouro, quase âmbar
quase luz…
José Juan Tablada
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…