
Nós, anarquistas, somos contra a guerra com base em princípios revolucionários anticapitalistas, na experiência histórica e na compreensão das causas, motivos e objetivos ocultos por trás da propaganda das guerras e da militarização. Faremos o possível para combater a guerra militar e todas as outras formas de guerra em todos os níveis apropriados, exceto a guerra social dos oprimidos contra os governantes e os capitalistas. Como demonstraram as guerras na Iugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia etc., nenhuma guerra entre governos, milícias e facções tem qualquer relação com os sonhos dos pobres e dos desamparados, mas sim com os objetivos ocultos das empresas globais; e vemos que as primeiras e principais vítimas dessas guerras serão as pessoas em cujo nome elas são travadas.
Na verdade, somos contra quaisquer fatores ou motivos que tenham servido para justificar guerras. Apenas justificamos uma guerra: aquela que liberta os povos explorados e oprimidos, ou seja, a guerra contra os governos locais e centrais. Apoiamos a libertação das nações da melhor maneira possível, mas não justificamos nenhuma guerra capitalista sob o pretexto da libertação de nações e setores da sociedade. Vemos isso como uma guerra indireta contra as classes oprimidas por parte dos mulás iranianos e dos governos regionais.
Além disso, vemos a guerra não apenas como tiros e mortes, mas como parte integrante de outras guerras cotidianas travadas pelo sistema capitalista contra o meio ambiente, os animais, os povos libertários e oprimidos em todos os cantos do mundo, o que inclui também os conflitos militares.
Somos contra o regime ditatorial iraniano com a mesma firmeza e determinação com que nos opomos ao eixo EUA-Israel, que desencadeou a guerra contra o Irã. Não vemos nenhuma razão legítima para esta guerra. Se o problema é a ditadura do regime dos mulás iranianos, então os EUA e seus aliados no Afeganistão trouxeram o Talibã de volta ao poder. Assim como o regime dos mulás iranianos, os regimes do Golfo são ditatoriais, misóginos e até mesmo escravizam crianças; a América está sendo oprimida e discriminada. Portanto, de certa forma, os Estados Unidos fazem o mesmo ao executar seus próprios cidadãos e ao discriminar negros e povos indígenas nos Estados Unidos.
É claro que a brutalidade do governo dos EUA não pode justificar a brutalidade dos autoritários ou de qualquer outro regime. Ressaltamos aqui que a guerra deles não tem nada a ver com a libertação dos povos oprimidos do Irã. Pelo contrário, assim como os partidos xiitas no poder no Iraque e os partidos políticos curdos na Região do Curdistão do Iraque, eles estão matando pessoas libertárias, que buscam a liberdade e clamam por um Estado-nação. Eles matam qualquer um que ouse levantar a voz contra eles, apenas para se manterem no poder.
Ao mesmo tempo em que nos opomos e condenamos a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, nos opomos e condenamos a guerra antissemita do regime islâmico do Irã contra (civis israelenses e contra os povos do Curdistão, do Cuzistão, do Baluchistão e do Azerbaijão). Declaramos também nossa oposição à guerra e aos ataques do governo paquistanês contra cidades afegãs.
Consideramo-nos defensores da luta de libertação de todas as nações e classes oprimidas do mundo e, com base nisso, somos contra qualquer guerra, como, por exemplo, uma guerra entre governos e milícias pela soberania e que garanta o gozo do sofrimento dos oprimidos.
Somos anarquistas e, assim como somos os inimigos mais radicais do poder e da gestão do Estado e de suas empresas, somos os defensores mais radicais da libertação dos grupos e da autogestão social das minorias culturais e étnicas.
Não à guerra injusta (guerra das empresas, dos governos e das milícias).
Não à invasão, à ditadura, ao regime prisional e à costa islâmica.
Não ao Estado e ao capitalismo.
Não à guerra, à destruição ambiental e à destruição dos animais
Sim à luta e à guerra dos povos oprimidos e subjugados contra os governos e poderes locais.
Sim à solidariedade revolucionária dos povos oprimidos em todo o mundo.
Fórum Anarquista de Língua Curda (KAF)
Tradução > Reno Moedor
agência de notícias anarquistas-ana
Silenciosa tarde
Dentro dos meus olhos
Teu mar se incendeia
Taghio Ramo
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…