
A Persaudaraan Pekerja Anarko-Sindikalis, parte da Associação Internacional dos Trabalhadores (PPAS-IWA), condena veementemente a tentativa de assassinato de Andrie Yunus, ativista de direitos humanos e Vice-Coordenador da Comissão para Pessoas Desaparecidas e Vítimas de Violência (KontraS). Na noite de 12 de março de 2026, Andrie Yunus foi atacado com ácido, resultando em queimaduras que cobrem 24% de seu corpo, incluindo especialmente os olhos e o rosto (principalmente o lado direito), o peito e ambas as mãos. Este ato não pode ser tratado como um acidente, pois foi executado de forma organizada e planejada: com foco em partes vitais do corpo; utilizando meios de difícil obtenção; e, sobretudo, precedido por intimidação e perseguição nos dias anteriores.
Andrie Yunus é um trabalhador que dedicou sua vida à defesa do interesse público e à proteção de vítimas de violações de direitos humanos e da violência estatal que não têm acesso a serviços jurídicos. Ao longo desse trabalho, tem denunciado de forma consistente o Estado, cujas operações são marcadas por violência, exploração, práticas corruptas e submissão aos interesses capitalistas.
O ataque com ácido contra Andrie Yunus ocorreu imediatamente após ele gravar um podcast sobre remilitarização e a revisão judicial da Lei da TNI (Forças Armadas Nacionais da Indonésia). Aproximadamente um ano antes, ele havia forçado a entrada em uma sala de reuniões em um hotel de luxo onde elites políticas se preparavam para aprovar essa mesma lei, legislação posteriormente contestada por diversos grupos por enfraquecer a posição dos civis em um mercado de trabalho já limitado.
Em diversas ondas de protesto, como #EmergencyWarning (#PeringatanDarurat), #DarkIndonesia (#IndonesiaGelap), #RejectTheTNIBill (#TolakRUUTNI) e os protestos de agosto e setembro de 2025, Andrie Yunus atuou junto à Equipe de Advocacia pela Democracia para defender a libertação de inúmeros manifestantes que foram presos, espancados pela polícia e criminalizados, incluindo anarquistas. Em especial nessa última onda de protestos, ele também integrou o Comitê de Apuração de Fatos, conduzindo investigações independentes sobre violações e uso excessivo da força por autoridades estatais.
Esses fatos demonstram que Andrie Yunus esteve envolvido na luta contra a brutalidade policial e o militarismo, instrumentos que o Estado utiliza de forma recorrente para sustentar os interesses dos proprietários do capital e a exploração da classe trabalhadora. Embora nunca tenha se identificado como anarquista, sua atuação consistente na defesa da classe trabalhadora e da população em geral, bem como sua oposição a diversas regulamentações que fragilizam a posição dos civis e dos trabalhadores, deve ser reconhecida como uma prática alinhada à defesa dos interesses da classe trabalhadora, em consonância com os princípios centrais do anarco-sindicalismo. A tentativa de assassinato contra Andrie Yunus e sua atuação reforçam ainda mais a tese histórica do anarquismo de que o Estado não é senão um conjunto de crimes, não havendo, portanto, motivo para defendê-lo.
Diante disso, a PPAS-IWA declara sua solidariedade a Andrie Yunus e a todas as pessoas que foram vítimas de violência por resistirem à arbitrariedade estatal.
Uma agressão contra um é uma agressão contra todos. Atacar um é atingir mil. Que a justiça seja restaurada a todos que têm direito a ela. Exijamos o impossível. Pois, ao fim, restam apenas dois caminhos: o caminho da vitória da classe oprimida e explorada sob o Estado capitalista, ou o caminho da vitória do fascismo.
Viva a solidariedade!
15 de março de 2026
Tradução > Contrafatual
agência de notícias anarquuistas-ana
Antes que algum nome
nos designasse, já rias,
pequena cascata.
Alexei Bueno
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…