
por Biblioteca Anarchica Disordine | 26/03/2026
Que o gesto de Sara e Sandro tenha sido a afirmação decisiva do “aqui e agora”, isso só podemos imaginar. Como anarquistas e companheiras/os, sentimos uma forte necessidade de estar ao lado deles e defendê-los de qualquer pessoa que se permita difamá-los. E não temos dúvida de que a violência revolucionária faz parte do anarquismo e de uma ideia antiautoritária que arrancaria pela raiz toda forma de opressão e hierarquia. Uma ideia que se expressa por muitos métodos variados e que, quando decide usar a violência, nunca ataca a esmo, mas dirige seu ataque contra a opressão e contra quem e o que constitui uma de suas engrenagens.
É inútil que os lacaios do poder, os investigadores ou qualquer outra pessoa fiquem vomitando hipóteses destinadas apenas a denegrir e especular sobre as/os companheiras/os que perderam a vida. O que queremos reafirmar é a defesa de uma ideia de liberdade, parte necessária de quem leva até o fim a teoria e a prática de seus ideais, de quem sente intensamente essa tensão cotidiana que o impele a agir, que o atormenta constantemente onde reinam a injustiça e a opressão.
Não há heróis nem heroínas; há companheiras/os revolucionárias/os que escolhem exatamente de que lado estão e aceitam o risco, jogando um jogo com o futuro. É por isso que, no gesto de Sara e Sandro, vemos a generosidade e a ternura de quem ama profundamente.
O que têm a ensinar, além de selvageria e covardia, aqueles que exterminam populações inteiras ou colocam bombas em trens ou praças, afogam milhares de pessoas no mar ou trancam e torturam indivíduos dentro das prisões? Estamos convencidas/os de que demolir vale a pena se isso servir para eliminar o abuso, e é por isso que o Estado teme uma bomba unida a uma ideia: porque ela poderia conseguir fazer explodir os alicerces da iniquidade e da opressão, tornar visível, mostrar a hipocrisia de um sistema em funcionamento baseado na violência cotidiana, da qual ele quer manter o monopólio e impedir que alguém erga a cabeça. Prisões, trabalho, devastação da natureza: estamos realmente tão cegas/os a ponto de não ver a brutalidade que domina? Um gesto de ataque pode realmente constituir um escândalo, quando os Estados não têm escrúpulos em alistar e armar jovens e enviá-los para matar e morrer?
Sara e Sandro estavam e estão em nossos corações, duas/dois companheiras/os de luta, e é isso que permanecerão sendo. Sua urgência continuará a ser um diálogo com o futuro: o de uma ideia contra o poder.
Tradução > Contrafatual
agência de notícias anarquistas-ana
Um canto alegre
No quintal do vovô
É o João-de-barro.
Pedro Henrique Valenga Bonete
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
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