
Respostas às perguntas de “Maciej Augustyn”, um camarada anarquista na Polônia sobre o movimento anarquista no Irã e no Afeganistão.
1 – O movimento anarquista no Irão é de nicho e fragmentado, concentrando-se sobretudo nas cidades universitárias? E qual o nível de atividade na diáspora?
O movimento anarquista no Irã é jovem. Foi apenas nos últimos anos que o anarquismo dentro do território iraniano se desenvolveu num movimento propriamente dito. Foi também apenas nos últimos anos que alguns livros anarquistas foram oficialmente traduzidos para persa e receberam permissão para publicação no Irã.
Dito isto, o movimento está mais disseminado geograficamente do que os observadores externos poderiam esperar. De acordo com pesquisas que realizamos no Twitter e no Telegram, os anarquistas estão presentes em todas as 31 províncias do Irã, desde pequenas cidades a grandes metrópoles, por todo o território do país. O movimento está em todo o lado, mesmo que nem sempre seja visível.
Devido às condições de severa repressão no país, o movimento anarquista tem operado de forma cada vez mais descentralizada. Esta descentralização não é uma fraqueza, mas sim uma estratégia de sobrevivência. Somos a única organização anarquista com aproximadamente 17 anos de atividade organizada contínua. Começamos em 15 de agosto de 2009, fora do Irã, sob o nome de “Voz do Anarquismo”. De 2011 a 2014, reorganizamo-nos sob o nome de “Rede Anarquista”. A partir de 2013, operamos o site Asranarshism. Depois de camaradas do Afeganistão terem se juntado a nós em 2015, fundimos todas as atividades no coletivo Asranarshism. Em 2018, juntamente com outras duas organizações anarquistas, uma no Irã e outra no Afeganistão, fundimos a União Anarquista do Afeganistão e Irã. Em 2020, esta passou a fazer parte da Federação da Era do Anarquismo. Em meados de abril de 2025, a Federação foi efetivamente dissolvida. Preservamos as suas páginas como um arquivo, em parte como um registro da nossa história e em parte para impedir que alguém usasse o nome enquanto as páginas permanecessem inativas. Desde 30 de abril de 2025, operamos sob o nome Frente Anarquista, com foco nas geografias do Irã, Afeganistão e região circundante.
Não temos o desejo de expandir a nossa força organizacional num sentido institucional convencional. O nosso foco está na qualidade e profundidade da nossa organização, e não no crescimento.
Sobre a diáspora: a nossa situação é oposta à da maioria das outras forças de oposição iranianas, cuja base principal está fora do país. No nosso caso, as nossas raízes e presença primária estão dentro do Irã. Fora do Irã, o número de anarquistas ainda não é grande.
>> Leia a entrevista na íntegra aqui:
agência de notícias anarquistas-ana
Tempo destinado
a esfregar e descorar
nódoas do passado.
Flora Figueiredo
Discordo de chamarem aos regimes políticos onde existem eleições de "democráticos". Representatividade não é democracia. E regimes representativos, são elitistas;…
O conceito de liberdade como prática cotidiana e resistência constante às cercas — seja do Estado, do capital ou das…
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…