
A educação popular foi um dos pilares fundamentais da transformação social em tempos da II República, e a Cartilha escolar antifascista foi sem dúvida a ferramenta mais eficaz para definir e implantar seus valores entre as milícias republicanas por parte do Ministério de Instrução Pública em sua luta contra o analfabetismo. A primeira edição foi impressa em Valência em 1937, com uma tiragem de 150.000 exemplares.
A Cartilha escolar antifascista, concebida e distribuída durante a contenda bélica, pretendia iniciar no conhecimento das operações aritméticas básicas e da leitura e escrita os soldados do bando republicano e, ao mesmo tempo, conscientizá-los e comprometê-los com a luta antifascista. Neste folheto todas as classes foram representadas e serviu como panfleto reivindicativo tanto na luta pela democratização da cultura como na luta contra o fascismo. Seu particular modo de unir educação matemática, propaganda política e arte de vanguarda lhe valeu, sem dúvida, a condição de “livro singular”.
O texto desta cartilha foi redigido, a pedido do Ministério de Instrução Pública, por Fernando Sáinz Ruiz e de Eusebio Cimorra. A confecção gráfica veio da mão de Mauricio Amster, um dos artistas gráficos mais destacados da época, além de renomado tipógrafo, e dos fotógrafos José Val del Omar e José Calandín Guzmán.
Cartilla escolar antifascista
Libros del Zorro Rojo, Madrid 2020
96 págs. Rústica 24×17 cm
ISBN 9788412270556
18,90 €
agência de notícias anarquistas-ana
em zigue-zague
mosquitos-pólvora pairam
final de tarde
Marcos Amorim
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!