
No sábado, 30 de novembro de 2013, em duas praças do centro de Atenas acontecerão duas manifestações antifascistas em resposta à concentração que havia sido convocada pela gangue neonazista Aurora Dourada, na praça principal de Syntagma, dois meses e meio após o assassinato do artista antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazista. A realização destas duas manifestações antifascistas tem como fim bloquear, dentro do possível, o acesso dos fascistas a praça principal, e declarar que o fascismo não passará e que o antifascismo combativo está presente.
Na sexta-feira, 29 de novembro, um dia antes da realização das manifestações, a Polícia emitiu um comunicado de imprensa no qual se menciona que irá permitir à realização de ambas as concentrações, a fascista como as duas manifestações antifascistas, mas que fica estritamente proibida qualquer passeata desde os pontos onde as manifestações acontecem. No mesmo comunicado de imprensa, refere-se que qualquer tentativa de realizar uma passeata será reprimida e os participantes dela serão caçados. Além disso, a Polícia ordenou o fechamento das estações de metrô dos pontos de concentração das manifestações uma hora antes de sua realização.
Mais uma vez o regime da Ditadura encoberta mostrou sua verdadeira face. Dá respaldo aos fascistas, o braço longo do Sistema, proibindo qualquer tentativa de enfrentá-los. No sábado, 30 de novembro, em Atenas, pessoas e coletividades antifascistas terão que enfrentar tanto aos pretorianos do Regime como os seus colaboradores, os neonazistas e os demais paraestatais. Não será a primeira vez.
Não passarão!
agência de notícias anarquistas-ana
saio de casa
esquecendo a razão
perfume de lilás
Ruby Spriggs
Pois é, a revolução espanhola é bem louca mesmo. Nunca tinha visto esse paralelo que você fez, agora fico curioso…
Que isso, anarquia mesmo? Achei interessante esse ponto sobre a revolução espanhola, mas confesso que nunca tinha parado pra pensar…
O texto ficou bem natural, dá para sentir que veio de uma experiência real. Esses detalhes pequenos acabam prendendo mais…
Viva a revolução espanhola e viva a anarquia!
bom texto!