
Durante o verão, protestos em massa ocorreram em várias partes da Indonésia contra novas medidas de austeridade, aumentos de impostos e aumentos salariais para membros do parlamento, cujos salários são 30 vezes maiores que o salário mínimo.
Em 28 de agosto, durante um protesto, um veículo blindado da polícia atropelou Affan Kurniawan, de 21 anos, matando-o. Affan trabalhava como entregador e estava a caminho de entregar comida. Depois disso, a violência eclodiu.
Uma revolta sem precedentes em todo o país. Delegacias de polícia foram destruídas, parlamentos locais e prédios governamentais foram incendiados e casas de políticos foram saqueadas. O Estado, para ganhar tempo, declara que reduzirá os privilégios da elite política, ao mesmo tempo em que intensificará a repressão e levará o exército às ruas. Até o momento, há 10 mortos, dezenas de desaparecidos, centenas de feridos e milhares de presos. Apesar das promessas do Estado e da repressão, a chama da revolta parece não se apagar.
Os protestos e confrontos em massa na Indonésia são um lembrete brilhante para os oprimidos deste mundo de que, mesmo nos tempos mais difíceis e sob os regimes mais severos, a busca de liberdade e igualdade não pode ser sufocada. Nas dezenas de revoltas dos últimos anos em todo o planeta, a busca de um mundo melhor respira vida.
É crucial intensificar a luta em nível global. Construir relações de solidariedade e camaradagem além das fronteiras, trocar experiências, aprender uns com os outros, lutar lado a lado contra toda autoridade. Espalhar a chama da rebelião por todo o planeta, rumo à revolução social global, ao fim de toda autoridade. À criação de um mundo de solidariedade, igualdade, liberdade e à anarquia.
Atendendo ao apelo dos nossos camaradas da Palang Hitam Anarkis (Cruz Negra Anarquista), realizamos uma intervenção com faixas e folhetos na embaixada da Indonésia na quinta-feira, 11 de setembro.
Da Indonésia ao Nepal, solidariedade aos rebeldes.
Da Indonésia à Palestina, que a chama da rebelião se espalhe por toda a Terra.
Coletivo Anarquista Acte
acte@riseup.net/acte.espivblogs.net
agência de notícias anarquistas-ana
Cadeira vazia no trono –
o povo senta no chão,
mas ergue a festa.
Liberto Herrera
Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!