
Nessa sexta feira 1° de maio de 2026 estaremos na Praça do Aeromóvel desde as 14 horas com uma atividade dedicada a essa data histórica e vigente de luta contra a exploração laboral.
Sendo assim convidamos à troca de ideias: Das origens combativas do 1° de maio à vigência da luta contra a exploração laboral que acontecerá as 15h30.
A partir das 17h30 se apresentarão a CRUA, TUKANDIRA, DISCALÇO e HOSPICIDADE
Ao longo de toda a feira teremos bancas de materiais, a pandemia distro, Tava só Bolhando SLND Artes, e Sabores Mágicos – cozinha ativa.
É um espaço livre e aberto para iniciativas autônomas e independentes.
Em caso de chuva estaremos no Quilombo das Artes, Utopia e luta que fica na Escadaria da Borges, Centro Histérico.
Texto do panfleto:
Das origens combativas e anárquicas do 1° de maio, à vigência da luta contra a exploração laboral
O dia internacional dos trabalhadores não é um dia de celebrações, não é o “dia do trabalho”, pelo contrário, é um dia de combate mortal contra o jugo do trabalho, de luta encarniçada contra a corja capitalista exploradora e seus Estados opressores. Ele surgiu da greve geral nos EUA em 1886 impulsionada por anarquistas, com reivindicações que já na época eram vistas como plenamente possíveis: “Quatro horas de trabalho cada dia seriam suficientes para produzir tudo o que é necessário para uma vida confortável, com base nas estatísticas. Sobraria, pois, tempo para dedicar-se às ciências e à arte” palavras do anarquista Michael Schwab perante o juíz que o condenou por atuar na greve. Um questionamento profundo à vida dedicada apenas ao trabalho que usou a greve e a propaganda pelo fato como estratégias de luta.
Em resposta, a classe dominante impôs uma repressão brutal que resultou na prisão e execução de quatro operários anarquistas que se sobressaíram dentro do movimento: Albert Parsons, Adolf Fischer, George Engel e August Spies e no suicídio em prisão de Louis Ling que preferiu se matar ele mesmo diante da condenação do Estado. Eles ficaram conhecidos no mundo todo como exemplo do tratamento de guerra que se dava aos trabalhadores na defesa da exploração, sendo homenageados com lutas cada vez mais ferozes até a conquista da diminuição da jornada de trabalho, direito às férias, fim do trabalho infantil, enfim, dos direitos trabalhistas tais como conhecemos hoje.
Essas reivindicações eram parte de um projeto mais amplo. Elas serviam para pavimentar o caminho da revolução social, preparando a classe proletária, através da auto-organização de suas lutas, sem subordinação a nenhum partido político nem a nenhum governo que seja, para a construção de uma sociedade livre da exploração e da dominação. Uma luta pela abolição do trabalho assalariado, do Estado e das formas de opressão que são subprodutos da sociedade de classes, como o racismo e o sexismo.
De volta às raízes combativas!
A principal arma histórica do 1º de Maio foi a greve geral unificada acompanhada das manifestações massivas de rua até atingir proporções insurrecionais. Arma realmente potente, pois, ao final nenhum patrão tem a capacidade de fazer nada sem os trabalhadores que explora. Diante disso, a burguesia de todos os países se uniu para desarmar a organização autônoma e revolucionária dos trabalhadores.
As lutas proletárias retrocederam em sua ofensiva contra os capitalistas quando os sindicatos foram sendo incorporados pela burguesia em seus Estados, se tornando ferramentas para as direções burocráticas controlarem os trabalhadores e impedirem de se organizarem em prol de seus interesses. Na esteira desse retrocesso, os capitalistas acentuaram o uso dos seus Estados e seus governos para aumentar a jornada de trabalho, destruir direitos conquistados, como ocorreu nas contrarreformas trabalhista e previdenciária, e como está ocorrendo com o avanço da reforma administrativa. Através desses ataques, os capitalistas buscam impor o peso da crise estrutural do capital nas costas dos trabalhadores com seus ajustes fiscais e arrocho salarial.
Todo presidente, governador, senador, deputado, prefeito ou vereador são representantes políticos dos patrões! Seus grandes auxiliares nesses ataques são as burocracias sindicais que, no lugar de organizar qualquer forma de enfrentamento, continuam promovendo ilusões em seus showmícios, fazendo os sindicatos de palanque para politicagem e dividindo a classe em lutas corporativistas, como as irrisórias propostas de dissídio e o chicote do PPR (Programa de Participação nos Resultados). Tudo isso para imobilizar qualquer iniciativa verdadeira de luta contra a exploração!
E atualmente também enfrentamos a cilada do empreendedorismo, onde a falsa ideia de ser “patrão de si mesmo” acaba obrigando os trabalhadores a jornadas intermináveis. Explorados por plataformas onde quem lucra sequer tem uma cara para meter o dedo ou um endereço para ir bater à porta.
Desde 1886 já se passaram 140 anos de lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida. A origem e trajetória combativa do 1º de maio foi sistematicamente mistificada pelos charlatões e fantasiada pelos Estados em feriado, evitando o antagonismo e o conflito. Os governos mudam, os contextos também, mas a indústria ainda explora os que descendem desta luta e as representatividades governamentais dão seguimento ao mesmo sistema de exploração da mercantilização do trabalho, e ainda faz com que escorra sangue, suor e lágrimas sobre as linhas de produções que atendem seus interesses capitalistas; O que torna essa memória ainda viva e essa luta tão importante e extremamente necessária ainda na atualidade.
Por mais que seja pouco, nem mesmo a escala 6×1 pode ser derrotada com festivais e pressões parlamentares que apenas servem para arrebanhar votos! É retomando a ação direta, a organização coletiva independente de patrões, governos, sindicatos, Estados e partidos políticos que podemos reerguer coletivamente um horizonte de luta contra a exploração laboral e retomar o caminho aberto pelos anarquistas do 1º de maio: que o trabalho não signifique exploração.
É com a ação direta, a paralisação, a ocupação, o protesto e a insubmissão que podemos superar a miséria salarial, diminuir realmente a jornada de trabalho até o mínimo possível e organizar nossas atividades em concordância com as nossas necessidades e capacidades e não em prol do lucro de um punhado de parasitas. Viver de acordo com a vida na Terra, no lugar de morrer trabalhando nas fornalhas do capital que destroem o mundo.
Pelo fim da exploração laboral!
Uma vida de dívidas é uma vida penhorada ao patrão.
A Anarquia entende que a vida digna é aquela na qual ninguém explora ninguém. Nessa intenção que todos os inimigos da anarquia pereçam no caos revolucionário!
agência de notícias anarquistas-ana
Na sombra das flores
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Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!