[Alemanha] Anarquistas detidos e encarcerados por ataques incendiários contra a devastação da terra!

• Detenção de anarquistas e  invasões de domicílios em Munique.

Em 26 de fevereiro de 2025 e nos dias seguintes foram reveladas duas novas investigações da Promotoria de Munique durante registros domiciliares efetuados por hordas de policiais selvagens em diversos locais de Munique, seus arredores e Áustria. O resultado foram detenções e prisão preventiva.

Como no passado, registraram-se apartamentos inteiros, não só quartos individuais. Também registraram um apartamento no qual não vive nem um só acusado, com o argumento de que ali vivem “contatos próximos”, que agora seriam registrados como testemunhas. Também, numerosas pessoas foram rapidamente citadas como testemunhas pela promotoria como resultado destas diligências.

A primeira investigação contra quatro pessoas se refere à refinada acusação de “recompensar/aprovar infrações penais” em um jornal que teria sido publicado e distribuído em 2024 com o nome de “Hetzblatt gegen den Windpark”. Nele se teria falado contra os projetos de construção de novos aerogeradores em Altötting por parte da empresa “Wacker Chemie” e teria se advogado pela comissão de delitos penais ao invés de apelar a políticos ou a iniciativas cidadãs. Segundo a polícia, as mensagens eram “suscetíveis de fazer perder a confiança na segurança jurídica pública a um número significativo de pessoas na República Federal da Alemanha”.

A segunda investigação contra duas pessoas se refere às acusações de incêndio provocado em seis casos nos anos 2023-2024.

As acusações são as seguintes:

1. Em 2 de outubro de 2023, incêndio provocado de dez máquinas de construção em uma planta geotérmica, uma máquina florestal em uma zona de bosque próxima do poço de cabos de uma linha ferroviária adjacente;

2. Em 18 de dezembro de 2023, incêndio provocado de duas máquinas florestais;

3. Em 25 de dezembro de 2023, incêndio provocado de várias máquinas de trabalho;

4. Em 31 de julho de 2024, incêndio provocado de um veículo ferroviário estacionado;

5. Em 08 de setembro de 2024, incêndio provocado em um aerogerador.

6. Em 2 de setembro de 2024, incêndio provocado de seis betoneiras, um carregador e uma correia transportadora com silo em uma usina de concreto.

Mais informação em breve.

Enviamos muita força para trás dos muros da prisão!

Liberdade para todos!

Tradução > Sol de Abril

Fonte: https://de.indymedia.org/node/496171

agência de notícias anarquistas-ana

A enorme formiga
Caminha sobre o tatame—
Ah, tanto calor!

Inoue Shirô

[França] Lembrando Louise Michel: “Agora só me resta a revolução” | 120 anos após sua morte, a heroína da Comuna de Paris continua a inspirar

~ Maurice Schuhmann ~

No Hôtel Oasis, em Marselha, a anarquista, feminista e Communard [1] francesa Louise Michel faleceu em 9 de janeiro de 1905. Naquela época, ela era uma das figuras mais notáveis do anarquismo contemporâneo e era mencionada com frequência da mesma forma que Peter Kropotkin e Errico Malatesta. Hoje, uma placa comemorativa no hotel honra sua memória, e seu túmulo no cemitério de Levallois-Perret – um rico subúrbio de Paris – tornou-se um local de peregrinação. Na época de seu funeral, esse subúrbio ainda era considerado um território revolucionário.

Louise Michel nasceu duas vezes – primeiro como pessoa, em 29 de maio de 1830, e novamente como um mito, em 1871, no contexto da Comuna de Paris. Nesse último sentido, ela vive até hoje, embora de forma altamente romantizada, que é frequentemente apropriada por vários movimentos políticos. A memória da “Virgem Vermelha”, como tem sido reverentemente chamada desde a Comuna, tornou-se uma questão política na França desde o início do século XX.

Em meios feministas e anarquistas, seu envolvimento de vida geralmente começa em 1871 ou depois de sua conversão ao anarquismo, uma narrativa que a colocou postumamente como precursora do anarcofeminismo. Essa narrativa, no entanto, não faz justiça à sua complexidade – nem em um sentido positivo nem negativo. Esses relatos negligenciam, por um lado, suas primeiras atividades literárias aos 20 anos de idade e a correspondência com seu ídolo, o escritor naturalista francês Victor Hugo, o que sublinhou sua legitimidade como autora. Por outro lado, geralmente ignoram o fato de que, no início do levante da Comuna de Paris, ela apoiou o socialismo autoritário na linha de Auguste Blanqui.

Nascida filha de pais solteiros em Vroncourt-la-Côte (na região de Grand Est), Louise Michel desenvolveu um interesse precoce pela literatura e estabeleceu contato com Victor Hugo, que mais tarde lhe dedicou um longo poema intitulado “Viro Major”. Suas obras literárias incluem contos (Le Grand Pan), romances (Les Plus Forts) e peças de teatro (Le Voile du bonheur). No entanto, hoje essas obras raramente são lidas ou estudadas, ao passo que ela própria se tornou uma protagonista do teatro francês moderno. Seu relacionamento com Victor Hugo forneceu material para essas dramatizações.

Ela trabalhou como professora, inclusive em uma escola em Montmartre que ainda existe hoje, onde um pequeno memorial homenageia sua famosa ex-funcionária. Para ela, lecionar era mais do que apenas um meio de ganhar a vida – ela estava profundamente comprometida com a educação então embrionária das mulheres e, em 1852, abriu uma escola livre (embora isso não deva ser confundido com o conceito das modernas “escolas livres” [2]). Infelizmente, pouco foi documentado sobre sua abordagem pedagógica específica, que permanece em grande parte inexplorada. A educadora Louise Michel é ofuscada pelo mito da revolucionária.

Quando a Comuna de Paris se ergueu em 1871, após a Guerra Franco-Prussiana, ela estava lá desde o início. Vestida com um uniforme masculino, ela liderou o batalhão feminino da Comuna, que defendeu a área ao redor de Pigalle e da Place de Clichy – que posteriormente se tornaria o distrito da luz vermelha de Paris, como frequentemente é destacado com humor ácido.

A Comuna durou apenas 71 dias, mas demonstrou o que poderia ser uma sociedade alternativa e como ela poderia funcionar. Depois que a revolta foi esmagada, ela, ao contrário de muitos outros comunistas que foram sumariamente fuzilados, foi condenada por um tribunal ao exílio na Nova Caledônia, na época uma colônia francesa. Seu exílio de sete anos começou em 1873.

Usar um uniforme masculino tornou-se uma questão política. Uma das acusações feitas contra ela durante seu julgamento foi a de que, ao usar roupas masculinas, ela estava fazendo cross-dressing [3]. Embora isso possa parecer um detalhe menor, no contexto de uma leitura queer-feminista de sua vida, está longe de ser insignificante. Ela se defendeu alegando que havia usado o uniforme por apenas um dia.

Sua transformação em anarquista é normalmente datada da época de sua jornada para o exílio. Durante esse período, ela refletiu sobre o problema do poder, especialmente seus efeitos corruptores. Ela concluiu que ninguém está imune à sedução do poder quando ele está em suas mãos e inferiu que o objetivo não deveria ser tomar o poder, mas lutar contra ele.

“Vi nossos companheiros em ação e, gradualmente, cheguei à convicção de que até mesmo os indivíduos mais íntegros, se exercessem o poder, acabariam se assemelhando aos vilões contra os quais haviam lutado. Percebi a impossibilidade de conciliar a liberdade com qualquer forma de poder”.

Na colônia, ela também trabalhou como professora, chegando a lecionar para o povo indígena local Kanak. Embora muitos dos Communards nutrissem preconceitos racistas contra a população indígena, Louise Michel os via como iguais e não fazia distinções raciais. Entretanto, algumas passagens de seu livro de memórias de 1886 sobre essa época contêm termos com conotação racial.

Depois que uma anistia foi concedida aos ex-Communards, ela retornou à França em 9 de novembro de 1880, desembarcando na cidade portuária de Dieppe, na Normandia, onde uma grande multidão a aguardava para recebê-la. Mais tarde, em 1888, o poeta francês e colega Communard Paul Verlaine dedicou um poema a ela. Na própria Dieppe, restam vestígios esparsos da Communard que um dia pisou lá.

Em 1886, suas memórias foram publicadas, tornando-se sua obra mais lida. Nelas, ela relata vividamente o desenvolvimento e o andamento da Comuna – um projeto cujo legado havia se tornado um ponto de discórdia entre os teóricos socialistas e anarquistas.

Seu tempo no exílio, ou seja, seu banimento de anos, não abalou Louise Michel, muito pelo contrário. Em suas memórias, encontramos a frase que talvez melhor capte seu estado de espírito nessa situação: “Agora só me resta a revolução”. Assim, ela se transformou em uma espécie de revolucionária profissional. Cheia de entusiasmo, ela mergulhou no ainda jovem movimento anarquista na França, propagou suas ideias e manteve correspondência com figuras como Élisée Reclus, Malatesta e Kropotkin, continuando a dar palestras e a escrever contos propagandísticos, romances e peças de teatro até sua morte.

O anarquista francês Sébastien Faure resumiu sua importância no jornal Le Libertaire em 1935: “A história da Comuna é rica em figuras belas e nobres. A que permaneceu mais popular nessa notável galeria é a de nossa querida Louise Michel”.

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2025/01/09/remembering-louise-michel-now-i-have-only-the-revolution-left/

[1] Nota de tradução: termo que se refere a pessoas membras e apoiadoras da Comuna de Paris.

[2] Nota de tradução: na Inglaterra, “free schools”, aqui traduzidas como “escolas livres”, são escolas financiadas pelo governo, mas independentes das autoridades locais, diferindo de nossa noção de “escola pública” que segue uma base curricular comum e diretrizes específicas.

[3] Nota de tradução: usar roupas geralmente associadas ao gênero oposto.

Tradução > acervo trans-anarquista

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/12/espanha-lancamento-por-que-soy-anarquista-louise-michel/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/08/06/louise-michel-nem-extremismo-nem-colaboracao/

agência de notícias anarquistas-ana

verão com sol de ouro
—dourado mas inclemente
desidrata folhas.

Haruko

[Reino Unido] Feira do Livro Radical de Cambridge, 27 de abril

Junte-se a nós na nossa primeira feira de livros radical!! Teremos uma variedade de barracas, palestras, workshops e comidas. Sinta-se à vontade para entrar em contato conosco se quiser abrir uma barraca, fazer uma palestra ou tiver alguma dúvida!

O ethos da Feira do Livro era “marcar essa nova fase de expansão de ideias e conceitos radicais e sua expressão na literatura, política, música, arte e vida social”.

É uma ótima chance, durante esses tempos incertos, de nos reunirmos em Solidariedade, nos conhecermos melhor e nos divertir!

A feira do livro acontecerá das 12:00 às 16:00, no centro comunitário East Barnwell, CB58RS.

Sinta-se à vontade para compartilhar! Quanto mais, melhor!

Cambridge Radical Bookfair

27 de abril de 2025

12h-16h

East Barnwell Community Centre

Livros, bancas, comida e bebida, workshops e palestras

Para detalhes sobre acessibilidade, entre em contato com: cambridgeanarchist@gmail.com

Tradução > Bianca Buch

agência de notícias anarquistas-ana

sob a janela
o gato prepara o salto
como sempre faz

Fred Schofield

[Chile] Atualização sobre a situação de isolamento do companheiro anarquista Francisco Solar

Francisco permaneceu em módulos de Segurança Máxima, durante quase 5 anos, desde que foi detido em 2020 acusado de ataques contra repressores e poderosos.

Uma vez condenado, o regime de isolamento se endureceu ainda mais, permanecendo há mais de 6 meses em um regime de estrito isolamento, restrições nas visitas, 21 horas enclausurado, sem TV nem rádio.

Para março as instâncias administrativas resolverão a permanência ou não do companheiro em isolamento. Chamamos a seguirem atentos às próximas informações.

Frente ao endurecimento do regime carcerário: Solidariedade e ação!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/12/26/chile-cronicas-de-acoes-diretas-revolucionarias-francisco-solar-preso-politico-anarquista/

agência de notícias anarquistas-ana

Um menino índio
Que tem os olhinhos verdes.
Flores de capim.

Itto Tako

[Grécia] Sexta-feira 28/02 ainda não acabou…

• Mais uma vez, mares de pessoas estão nas ruas em todo o país contra o encobrimento do governo do crime capitalista de estado de Tempe

Apenas cinco dias após as grandes mobilizações de milhões de pessoas em toda a Grécia, a mesma cena se repetiu em muitas cidades nesta quarta-feira (05/03). O epicentro das manifestações foi em frente ao Parlamento, na Praça Syntagma, Atenas, onde a decisão pré-investigação estava sendo tomada e uma moção de censura estava sendo apresentada contra o governo Mitsotakis. “Seus lucros, nossas vidas” – “Capital e Estado assassinos”, foram dois slogans característicos que fizeram vibrar as passeatas, que foram massivas, com pulso e energia.

Ainda em Atenas, manifestantes lançaram explosivos e fogo de artifício em confrontos com a polícia na frente do Parlamento grego. Em resposta, a polícia disparou bombas de efeito moral contra a multidão.

Em fevereiro de 2023, 57 pessoas morreram e 180 ficaram feridas após uma colisão frontal entre um trem de passageiros e um trem de carga na região de Tempe, a cerca de 300 quilômetros de Atenas. O acidente causou uma onda de revolta entre os gregos, que criticaram as condições obsoletas da infraestrutura ferroviária do país.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/03/04/texto-dos-25-membros-do-rouvikonas-presos-nos-centros-de-detencao-da-democracia-grega/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/03/03/grecia-25-anarquistas-detidos-em-atenas/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/02/28/o-acidente-fatal-do-trem-tempe-reacendeu-as-ruas-da-grecia-com-algumas-das-maiores-manifestacoes-de-protesto-que-o-pais-ja-viu/

agência de notícias anarquistas-ana

pérolas de orvalho!
olho e vejo em cada gota
a minha casa-espelho

Issa

[Itália] Que nojo! | Neoliberalismo bélico. Em Trump confiamos.

De crise em crise, de guerra em guerra. A crise e as guerras, com sua sucessão, são utilizadas como instrumentos coercitivos que tornam crônica a insegurança, o medo individual e coletivo, para manter a subordinação dos invisíveis. Junto ao “trabalho pobre e precário” e à inflação especulativa, que anulam salários e renda. A ordem social é permeada por uma cadeia de emergências próximas que espalham insegurança, instabilidade e um catastrofismo impotente: uma representação, uma encenação que contribui para conservar o equilíbrio das hierarquias, a fim de impedir que os explorados encontrem qualquer “saída” de sua condição, qualquer narrativa de emancipação de classe para um futuro. Os capitalistas projetam uma imagem de realidade simbólico-cultural da “Sociedade do Risco” invertida sobre as existências dos dominados e explorados.

À crise econômica se soma a austeridade para os proletários, com uma narrativa e despolitização úteis para ocultar a opressão econômica: o exercício social da austeridade prevê a construção do consenso daqueles que a sofrerão, acompanhada por uma evolução autoritária das instituições do Estado e de sua governança sobre a sociedade.

O Neoliberalismo utiliza instrumentalmente o contínuo de crises e emergências para realizar uma Sociedade baseada no Livre Mercado, “livre” não porque determinado pelo suposto encontro entre oferta e demanda, mas por ser “liberado” da mediação do Estado e de qualquer pacto social. É um projeto tanto constitutivo quanto planetário, impondo uma Globalização não mais unívoca (made in USA), mas polimórfica, capaz de se adaptar às formas históricas das nações com efeito Global, exercendo-se através das instituições do Estado, bem como pela habitual coerção militar da guerra e da vigilância digital na “era da não-paz”. A necessidade capitalista das guerras é especificamente entendida como salvaguarda contra a democracia representativa: a democracia representativa provocaria excessos reivindicativos das massas (igualdade, justiça social, através de partidos, sindicatos, associações) com efeitos perniciosos, resultando na ingovernabilidade das sociedades, pois se eliminam os direitos privados dos indivíduos e a ordem do Mercado; inadmissíveis são as limitações à liberdade capitalista, que nunca deve ser preterida pela ação pública e política: é a “Demarquia”, a ordem política do neoliberalismo, em que o Estado deve instaurar, proteger e conservar as regras da “Sociedade da Troca”. Uma democracia agora desprovida de poder soberano, não mais expressão de uma maioria (o Governo dos cidadãos), mas reduzida porque submetida aos princípios nos quais se funda a Sociedade Liberalista (o Governo da Lei): Propriedade Privada, Mercado e Lucro; é o Mercado a forma da Sociedade moldada pelo Neoliberalismo, e a Concorrência é seu instrumento disciplinar; consequentemente, é a Economia que organiza a sociedade humana, com a política e as instituições postas a garantir sua governabilidade produtiva. Assim pensava Friedrich von Hayek (1899-1992), economista e sociólogo, um dos maiores ideólogos do Liberalismo absoluto e de suas aspirações políticas autoritárias e totalitárias. Ainda hoje, ele é uma referência para a direita europeia, como o recente partido português Chega, para o presidente neoliberal argentino Milei com o novo ministro da Desregulamentação Estatal e economista Federico Sturzenegger, aluno predileto de Elon Musk, o mega bilionário que “puxou” a campanha eleitoral presidencial de Donald Trump, não apenas com financiamento, mas principalmente com o uso instrumental do Tik Tok e do Twitter-X para induzir o consenso de massa, agora membro do novo executivo trumpiano que já dita a linha política aos populistas europeus (*).

O retorno de “The Donald” à Casa Branca marca o “Governo dos bilionários”, revigorando o ordoliberalismo patriótico de uma “nova economia social de mercado” (**), onde o Direito é o conformador da ordem econômica e garantidor da livre iniciativa, da liberdade de empresa, de mercado e da propriedade privada, com a abolição de tudo o que é público, bem comum, cuidado e mutualismo; no programa do novo presidente, há a previsão de menos impostos para empresas e patrimônios, mas, portanto, menos receitas e fundos estatais para o já escasso welfare americano; tarifas protecionistas para estimular a produção e o consumo interno, desde que as empresas domésticas sejam capazes de suprir as lacunas causadas pela queda das importações; a ação das tarifas e do retorno de algumas cadeias produtivas ao país trarão repercussões econômicas e ocupacionais negativas para a União Europeia e para os estados do “quintal de casa”, como o México; expulsão e deportação de migrantes; supremacia branca que legitima o racismo e abolição dos direitos das minorias; desregulamentação do custo do trabalho; aumento dos gastos militares para a defesa, um setor altamente lucrativo, aliado ao desengajamento na frente ucraniana em favor de uma maior incisividade no Pacífico e, parcialmente, na África: os futuros limites do confronto com a China para a redefinição eco-geopolítica das áreas de influência globais; um confronto entre diferentes modelos de Capitalismo que, lembro, é polimórfico, com caminhos de enfrentamento que não serão lineares, não fosse pelas interconexões financeiras entre os estados: por exemplo, o Banco Popular da China possui 967,8 bilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA (em junho de 2024, segundo o Departamento do Tesouro), e a dívida pública americana chega a 33,1 trilhões de dólares (129% do PIB); os principais bancos financeiros europeus e os Fundos de Investimento são os maiores compradores dos títulos da dívida italiana (2,973 trilhões de euros, ou 135,8% do PIB)…

As linhas programáticas do mandato presidencial já estavam presentes no “Project 2025”, o projeto político elaborado pela Fundação Heritage para a nova administração de direita: observando bem, os programas da Nova Direita, inclusive a europeia, baseiam-se todos na defesa da hierarquia e na rejeição de qualquer contrato social. Em Trump confiamos.

Roberto Brioschi 

(*) “Tik Tokracia” é o neologismo criado para indicar a influência das plataformas de mídia social na manipulação e direcionamento da opinião pública para um objetivo pré-definido: durante as eleições americanas, Musk ordenou a modificação dos algoritmos do Twitter-X para superar as reações sociais favoráveis aos posts de Biden; na Romênia, as eleições presidenciais foram anuladas devido a ações coordenadas de milhares de contas visando influenciar os eleitores.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford, publicada em dezembro de 2024, indica que as simplificações de conteúdo presentes nas mídias sociais, os novos centros de poder, juntamente com seu monopólio comunicativo e cultural, provocam o “Brain rot”, que é a deterioração do cérebro devido ao consumo de conteúdo de baixa qualidade. (Fonte: Público n. 14, 21.12.2024, Fundação Feltrinelli)

(**)Segundo as previsões dos “Círculos de Friburgo em Brisgóvia”, escola de economia surgida na Alemanha desde os anos 1930 até o limiar dos anos 1950.

Nota do Autor: 

O “Em Trump confiamos” remete a “In God we trust”, inscrito nos cinturões de todos os exércitos. O “Governo dos bilionários” teve seu debut mundial no 1º Governo Berlusconi (maio-dezembro de 1994), ultraliberal, fundado tanto na figura do Líder absoluto quanto em suas comunicações messiânicas e midiáticas, voltadas a construir em torno dele a identidade e o destino de um novo povo; entenda-se que a comunicação do Líder prescinde sempre de conteúdos de verdade, bastando que seja funcional ao projeto político; tal e qual faz hoje Giorgia Meloni.

Fonte: https://www.sicilialibertaria.it/2025/01/09/puh-schifiu/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Entre as ruas, eu,
e em mim, eu em outras ruas,
sob a mesma noite.

Alexei Bueno

[Grécia] Rouvikonas: O governo recua novamente, com medo de ser ridicularizado!

Notícias sobre o julgamento dos 25 membros do Rouvikonas que, na sexta-feira, durante a manifestação, conseguiram ocupar o prédio da Hellenic Train e exibir faixas e bombas de fumaça, apesar das enormes medidas de segurança que foram completamente enganadas.

Hoje, em Atenas, sob pressão da opinião pública, o julgamento foi finalmente adiado, mais uma vez. Desta vez, o tribunal se livrou da batata quente até 22 de maio e os 25 membros do Rouvikonas foram libertados da prisão!

Entre a grande multidão que compareceu para apoiar os ativistas estavam vários parentes das 57 vítimas do desastre ferroviário, incluindo Thodoris Eleftheriadis, que perdeu a mãe no pesadelo. Um crime aos olhos dos gregos, já que a privatização das ferrovias produziu um resultado tão lamentável e perigoso, tudo em nome do lucro, mais uma vez. É a gota d’água para os capitalistas na Grécia e está causando furor. Mitsotakis não vai durar muito mais sob a pressão das ruas.

Continuará…

Y.Y.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/03/04/texto-dos-25-membros-do-rouvikonas-presos-nos-centros-de-detencao-da-democracia-grega/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/03/03/grecia-25-anarquistas-detidos-em-atenas/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2025/02/28/o-acidente-fatal-do-trem-tempe-reacendeu-as-ruas-da-grecia-com-algumas-das-maiores-manifestacoes-de-protesto-que-o-pais-ja-viu/

agência de notícias anarquistas-ana

“Já vai”, e mesmo assim
Não param de bater –
Portão sob a neve.

Mukai Kyorai

[Chile] 8 de março Anarquista | A luta contra o patriarcado é a luta contra todos os poderes…

Pelo 5º ano consecutivo, nos convocamos para uma jornada de comemoração e agitação por um 8 de março Anarquista, anticarcerário e antiespecista nas imediações da prisão de San Miguel, começando por esclarecer que essa convocatória não está vinculada a nenhuma agenda institucional.

Como coletivos e individualidades afins, vemos este dia como a oportunidade de tensionar os discursos hegemônicos e efetivar nossa confrontação contra toda autoridade. Para nós, o 8 de março é mais um dia de protesto em nossas vidas de resistência e ofensiva, e nenhum organismo que valide a existência dos estados vai definir ou reduzir nossa agenda revolucionária nem nossas ações cotidianas contra o poder, ao qual jamais exigiremos soluções ou fórmulas para nossa libertação.

A luta contra o patriarcado, dizemos, é a luta contra todos os poderes e formas de opressão, vai além de uma confrontação contra o machismo e o sexismo.

Nos posicionamos a partir de uma trincheira interseccional, atacando as estruturas que nos mantêm empobrecidxs materialmente, racializadxs, perseguidxs e castigadxs pelo Estado, sempre irmandadxs com seres de outras espécies.

O amor é tarefa de todos os dias (Luisa Toledo). A confrontação também (nós)“. Fazemos um chamado antagônico para agitar em memória das mulheres brutalmente assassinadas em 1857 e de todas as mulheres e identidades de gênero contra-hegemônicas que morreram lutando contra os sistemas opressores.

Queremos nos reunir na rua para fazer barulho, nutrir a desobediência, afiar as cumplicidades e reafirmar as ideias para seguir levando uma práxis anárquica durante todos os dias do ano.

Porque nossa memória é negra.

CONFRONTAÇÃO DIRETA AO PODER
ATÉ DESTRUIR TODAS AS JAULAS

Fonte: https://lazarzamora.cl/8-de-marzo-anarquista/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Nas bodas de prata
retornando à terra natal –
flor de laranjeira!

Teruko Oda

[Rússia] Ação Autônoma: apoie e participe

2024 não foi fácil para ninguém: guerras ao redor do mundo, governos de direita chegando ao poder, repressão se intensificando e o cerco se fechando em diversos países.

O grupo de mídia “Ação Autônoma” é uma comunidade de anarquistas de língua russa que estão na Rússia, foram forçados a deixá-la temporariamente ou vivem em outros países. A guerra mais importante para nós é a da Ucrânia. O futuro da Rússia depende diretamente do seu desfecho.

A guerra contra a Ucrânia está longe de acabar – e, como resultado, as proibições e perseguições dentro da Rússia estão cada vez mais insanas e brutais. No entanto, nossa agitação continua se espalhando por muitas cidades russas. Em 2024, nosso material apareceu nas ruas de Maikop, Ufa, Odintsovo, São Petersburgo, Chelyabinsk, Rostov-do-Don, Moscou, Yakutsk, na região de Nizhny Novgorod, Veliky Novgorod e Volzhsky. Além disso, apoiamos ou participamos da organização de diversos eventos de expatriados russos na Alemanha, Polônia, Finlândia, Geórgia, Armênia, Israel e outros países.

Nossos materiais de campanha podem ser baixados, impressos e distribuídos (com as devidas precauções de segurança). Estamos constantemente expandindo a variedade de materiais disponíveis para download.

Publicamos notícias e textos diariamente, anunciamos eventos com a participação de anarquistas de língua russa. Mantemos redes sociais e produzimos um podcast semanal. Em 2024, publicamos quase 800 notícias em nosso site. Apesar do bloqueio na Rússia, ele recebeu mais de um milhão e meio de visitas ao longo do ano (sem contar os acessos de bots). Nosso canal no Telegram tem mais de 4.300 inscritos, e estamos crescendo rapidamente na rede social descentralizada Mastodon. Em 2024, lançamos o jogo de tabuleiro “Memória Revolucionária” e temos vários outros projetos editoriais em andamento.

Estamos interessados em trabalhar com pessoas que compartilham nossos valores e também precisamos de apoio financeiro para fazer mais e melhor.

Você pode nos ajudar diretamente via PayPal “adm@avtonom.org” ou através da carteira de criptomoedas:

Monero: 48ryaNbfGpQhRfQBR79R2xSSZsSKMzCbne4xx6eBWEmfF81fWnoi9cCUyzHTCqJFgNK4qX9aigpsCgwVQpDELS6gKGGR7xT

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Fonte: https://avtonom.org/en/news/autonomous-action-support-and-take-part

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Cerejeira silvestre –
Sobre o regato se move
Uma roda d’água.

Kawai Chigetsu

[Grécia] 8 de março – Dia da Resistência e da Luta

Da Palestina à Rojava, do Irã ao Sudão, do México e em todo o mundo…

Contra as fronteiras, os campos de concentrações para imigrantes, a guerra, o tráfico, o feminicídio, o estupro, a repressão, a exploração

Somos muitas, não estamos caladas

Queimaremos o Estado, o capitalismo e o patriarcado

Organização e luta

Pela emancipação e anarquia

CHAMADOS – ATOS DE RUA

Atenas: Stadiou – Estátua de Kolokotronis, 13h30 | Tessalônica: Kamara, 11h30

Grupo Contra o Patriarcado | Organização Política Anarquista – APO

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Orquestra mágica
Balanço sussurrante das árvores
A maestria do vento.

Clície Pontes

[Chile-Brasil] Una-se à campanha Fora Mineira Aclara em Goiás e Penco

A Mineira Aclara é um projeto impulsionado pela empresa REE UNO SPA, hoje apresentada como ACLARA Resources, e que pretende extrair Terras Raras por meio de uma série de minas a céu aberto que se localizarão em dois módulos, um em Goiás/Brasil e outro nos morros de Penco, localizado na zona costeira do Chile.

As Terras Raras são um conjunto de 17 minerais principalmente utilizados para o armamentismo e a indústria tecnológica (baterias, carros elétricos de luxo, turbinas eólicas, etc.), tudo o que se vende hoje como tecnologias verdes. Essas tecnologias, que não são de uso massivo, mas sim das indústrias, as elites militares e econômicas, se sustentam na base da extração de matérias-primas de Abya Yala (América Latina) e outros territórios, que tem enfrentado historicamente a colonização por parte das potências mundiais.

Atualmente em Penco e Goiás se encontram no olho mundial do extrativismo, representando um ponto estratégico na guerra pelo controle de produção dessas substâncias.

Por anos a China tem o controle da extração de Terras Raras, gerando mais de 95% da produção mundial dessa liga de metais. Mas esse monopólio está sendo ameaçado por outras potências do capital: EUA e Canadá, que pretendem competir contra a China para controlar a extração destas.

Mineira Aclara se mostra ao exterior como uma alternativa ao mercado extrativista chinês, seu objetivo é conseguir o controle da extração de Terras Raras a partir dessas duas fontes de extração em Abya Yala (América Latina): Módulo Carina (cidade de Nova Roma) em Goiás/Brasil e Módulo Penco, em $hile.

No Brasil, Aclara busca extrair 191 toneladas de minerais desde o depósito Carina (Cidade de Nova Roma – Goiás). Uma quantidade que representa 13% da produção da China. Esse lugar é muito perto da Chapada dos Veadeiros, um reduto de diversas faunas e floras, um lugar conhecido no mundo inteiro por suas cachoeiras, além de devastar um bioma já muito danificado pela ação humana: o Cerrado.

Atualmente esse projeto também se encontra em processo de avaliação ambiental, e seria de maior proporção que os dos morros de Penco.

A empresa Aclara Resource é manejada por REE UNO SPA desde Toronto, Canadá; essa empresa pertence ao grupo peruano Hochschild com sua matriz em Londres e conta com acionistas como o Grupo CAP no $hile, entre outros.

É importantíssimo e urgente que estejam informadas das consequências gravíssimas desse projeto de morte. Ter noção do dano que essa empresa quer gerar nos territórios, do dano às espécies animais endêmicas e vegetais que os habitam.

Os impactos desse projeto somente podem ser freados pelas próprias comunidades.

Unamos forças contra o extrativismo.

Pela libertação animal, humana e da terra.

#FORAMINERAACLARA de Abya Yala

#FUERAMINERAACLARA de Abya Yala

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agência de notícias anarquistas-ana

No espaço, um brilho
qual uma folha viva:
O grilo.

Edércio Fanasca

[Espanha] Comunicado da Sindical de Fraga | 8 de março. Organizadas somos mais fortes

Na Sindical entendemos o dia 8M como um dia de luta e não como uma festa. Temos muito em jogo e por isso nos organizamos e levantamos a voz para enfrentar o patriarcado e também para derrubar os eixos sobre os quais se articulam as opressões que sofremos enquanto mulheres.

Por isso, no 8M, levantamos a voz não para celebrar nada, mas para desafiar o sistema patriarcal, exigindo com mais força reivindicações que façam com que nossa sociedade avance e alcancemos a igualdade.

Nos rebelamos contra toda forma de exploração, contra a opressão que sofremos em nossos lares e na esfera laboral. Nos rebelamos contra a falta de direitos, o empobrecimento e também contra as políticas neoliberais que priorizam o benefício econômico em detrimento da vida.

Aqui, nos rebelamos para nos solidarizar com as mulheres que sofrem outros eixos de opressão: migrantes, racializadas, com diversidade funcional, mães empobrecidas, mulheres trans, mulheres sem-teto, mulheres em situação de tráfico, porque o patriarcado se abate especialmente sobre elas. Mas hoje, também nos unimos à dor das mulheres que sofrem diretamente qualquer uma das 56 guerras ativas em todo o mundo. Essas mulheres veem toda a sua vida sendo destruída pelos interesses econômicos globais e por uma corrente militarista injustificável.

Hoje, no Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, lembramos que a precariedade laboral que nos atravessa só pode ser combatida com organização e luta coletiva. Houve uma época em que as Organizações Trabalhistas, os Sindicatos, eram espaços de resistência e solidariedade, além de espaços de formação. Nesses lugares, nossas companheiras se organizavam, se protegiam e transmitiam referências e ideias, mas atualmente os espaços de debate e organização estão enfraquecidos ou foram devorados pelos escaparates do capitalismo e o curto-prazismo da social-democracia. No entanto, como anarcofeministas, temos a convicção de que a situação vai mudar e sabemos que a organização é a única ferramenta para nos fazer ouvir e alcançar nossas reivindicações.

Precisamos ser parte ativa na organização da luta feminista porque sabemos que o 8M é apenas uma efeméride que nos sinaliza que estamos em um processo de transformação que nos levará a conquistar a sociedade que almejamos: igualitária e livre.

8 de março de 2025

La Sindical de Fraga

Sindicato de Ofícios Vários de Fraga

Pº Barrón-Cegonyer, 6, 3º, C.P. 22520 Fraga

Tlf. 626492992. lasindicalfraga@gmail.com

Blog: https://lasindicaldefraga.blogspot.com/  

Redes: https://www.facebook.com/lasindicalfraga  https://www.instagram.com/lasindical_fraga/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Quietos, no jardim,
mãos serenadas. Na tarde,
o som das cigarras.

Yberê Líbera

[França] Uma saudação incendiária à Tesla

O projeto fascista, patriarcal, ecocida e colonialista está ganhando ritmo. Enquanto as elites estão multiplicando suas saudações nazistas, decidimos saudar um revendedor da Tesla à nossa maneira na noite de 2 para 3 de março de 2025, em plaisance-du-touch.

Colocamos fogo em veículos dentro das instalações usando duas latas de gasolina. Depois, nos perguntamos se os acendedores de fogo não teriam sido um método mais eficaz.

Diante do fortalecimento do movimento neonazista em escala global, somos o antifascismo combativo que não acredita no mito da democracia.

Diante da atual ofensiva masculinista e transfóbica, somos um fragmento da luta contra o patriarcado.

Diante da devastação industrial que está destruindo o planeta, somos uma ecologia radical que não acredita em soluções tecnológicas.

Diante do colonialismo e do supremacismo branco, diante da miséria e da exploração generalizadas, estamos expressando nossa recusa em ação.

Por meio desse ato, estamos participando da convocação “Welcome spring, burn a Tesla” (Bem-vindo à primavera, queime um Tesla), do movimento internacional contra a tesla, da Alemanha aos Estados Unidos, passando pela Holanda, e, de forma mais ampla, da conflitualidade anarquista.

Oferecemos nosso apoio a Louna, que foi acusada como parte da luta contra a A69, e a todos os prisioneiros anarquistas, aqueles que estão fugindo e aqueles que estão lutando.

Vamos continuar a ofensiva contra os tecnofascistas!

Fonte: https://sansnom.noblogs.org/archives/24565

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agência de notícias anarquistas-ana

Nuvem de flores –
Este sino será de Ueno?
Será de Asakusa?

Matsuo Bashô

[Grécia] Manifestações de solidariedade às pessoas presas na greve geral de 28 de fevereiro pelo crime de Estado em Tempe

Na sexta-feira, 28 de fevereiro, a mobilização grevista foi acompanhada por centenas de milhares de pessoas que inundaram dezenas de ruas e avenidas do centro da cidade, de Patission a Syngrou e de Evangelismos a Monastiraki, manifestando-se contra o crime de Estado em Tempe e o encobrimento institucional das responsabilidades de todo o aparato estatal. Uma mobilização que acumulou o descontentamento social em relação ao sistema de poder que intensifica as exclusões sociais, a pobreza e a exploração e assassina a base social nas fábricas de escravidão assalariada, nos hospitais com falta de pessoal, nas delegacias de polícia e nas fronteiras. Apesar dos esforços dos esbirros do Estado para aterrorizar as pessoas para que não saíssem às ruas, tanto por meio dos porta-vozes da mídia do poder quanto pelas numerosas forças repressivas que estavam em todo o centro horas antes da mobilização, verificando e prendendo as pessoas que tentavam chegar à Constituição, o terror do Estado não passou, foi dominado pelos rios de pessoas que por horas continuaram a chegar às ruas inundadas da cidade. Foi dominado pela força e determinação sem precedentes de uma multidão díspar de pessoas sufocadas pelo horror e pela brutalidade que os governantes condenam a grande maioria social.

Nesse contexto, no dia da greve de 28 de fevereiro, a repressão estatal resultou tanto no espancamento de manifestantes quanto na prisão de dezenas de pessoas e militantes, que permanecem na GADA e enfrentam uma pesada acusação de contravenção e crime. O aparato estatal atemporal e inerentemente assassino que contribuiu para uma série de crimes estatais em massa, desde Tempe, Rikomex, Samina, Ilia, Mandra, Mati, Pylos, está tentando aterrorizar e se vingar daqueles que se levantam contra a barbárie estatal e capitalista. ISSO NÃO PASSARÁ!

FIM DE TODOS OS PROCESSOS – LIBERTAÇÃO IMEDIATA DAS PESSOAS PRESAS NA GREVE GERAL DE 28 DE FEVEREIRO PELO CRIME DE ESTADO EM TEMPE (28/2/2025)

Manifestações

Terça-feira, 4 de março e quarta-feira, 5 de março, Evelpidon, 9h00

Coletivo Anarquista Círculo de Fogo, membro da Organização Política Anarquista – APO

apo.squathost.com

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agência de notícias anarquistas-ana

Azul e verde e cinza –
Olhando bem, o céu
É de todas as cores!

Paulo Franchetti

[Espanha] Manifesto 8M 2025 | Acabou! Nem invisíveis, nem precárias, nem exploradas por cuidar

Nós as mulheres, que sustentamos a vida, dizemos basta e tomamos as ruas para exigir autonomia, justiça social e a abolição de um sistema que nos oprime. Pomos no centro de nossa vida e de nossa luta os cuidados, porque sem eles não há vida, não há economia e não há futuro. O sistema cis-heteropatriarcal e capitalista tem nos explorado fazendo-nos assumir os cuidados, invisibilizando-os e relegando-os às mulheres e identidades feminizadas. Este sistema se mantém devido à uma divisão injusta: enquanto umas produzem bens e serviços, outras tantas se veem forçadas a manter a vida mediante o trabalho reprodutivo e de cuidados, sem remuneração, sem direitos, exploradas, precárias e sem reconhecimento social. Sob a desculpa do amor e a obrigação sócio cultural, o capitalismo se apropria de nosso trabalho para garantir a mão de obra futura sem assumir os custos.

Nos negamos a seguir sustentando sozinhas, exploradas, precárias e invisibilizadas todo o trabalho de CUIDADOS.

Levantamos nossa voz contra as guerras e genocídios que despedaçam comunidades, povoados e territórios. Exigimos um cessar imediato de qualquer ação bélica, ameaças que visam especialmente às mulheres, meninas e pessoas não binárias. Condenamos todas as formas de violência que atentem contra a diversidade e reafirmamos nosso compromisso com um feminismo inclusivo e transformador que mude consciências e construa um mundo livre, justo e igualitário.

Pomos no centro da vida de todas as pessoas, derrubando barreiras e construindo pontes de solidariedade.

Porque nos sobram motivos para seguir lutando e construindo um mundo melhor para todas as pessoas!

JUNTAS SOMOS MAIS FORTES

A LUTA NA RUA NOS FARÁ MAIS LIVRES                      

PELAS NOSSAS VIDAS, PELAS NOSSAS LIBERDADES

Desenho do cartaz: Roser Pineda

>> Aqui manifesto completo em pdf e o link para baixar materiais nos diferentes idiomas do Estado espanhol:

https://box.cgt.org.es/s/we8kwPLGnXZg264

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci

[Itália] Trieste: “Não à guerra e quem a a(r)ma

Hoje (03/03) colocamos uma faixa para expressar nossa oposição aos vários navios militares, ministros da guerra e outros entusiastas da morte. Além da retórica folclórica dos navios à vela e das flechas (caras e perigosas), sabemos que a corrida armamentista é financiada por cortes em gastos sociais essenciais e traz lucros para as fábricas de morte habituais: Leonardo, Selex, Fincantieri entre elas.

NÃO À GUERRA E QUEM A A(R)MA

NÃO MAIS PATRULHAS MILITARES NAS CIDADES

SIM À AUTODETERMINAÇÃO

SIM AOS SERVIÇOS SOCIAIS GRATUITOS E AUTOGERIDOS

Grupo Anarquista Germinal

Trieste, 3 de março de 2025

agência de notícias anarquistas-ana

ao lusco-fusco
uma lufada faz tremer
o olho azul do charco

Rogério Martins