[Uruguai] Convite para participar da 10ª Feira do Livro Anarquista de Montevidéu

Algumas editoras, editores e livreiros fazem este convite para participar da Feira do Livro Anarquista de Montevidéu, para compas deste e de outros territórios.

Estaremos recebendo iniciativas e propostas de diferentes tipos (palestras, oficinas, estandes ou outras que sejam pertinentes ao tema da feira) no seguinte e-mail: feriadellibroanarquistademvdeo@riseup.net

Contra o circo eleitoral e a apatia geral, hoje, mais do que nunca, vamos continuar gerando espaços para aguçar as práticas e o debate anarquista.

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gota na água
faz um furinho como
prego na tábua

Carlos Seabra

[São Paulo-SP] Evento no CCS, 12/10: “Guerra Civil Espanhola através dos cartazes”

O Centro de Cultura Social (CCS) de SP receberá Maria de Lourdes Souza, professora aposentada da rede pública estadual de SP e autora de “Ay Carmela: Cartazes da Guerra Civil Espanhola” (Ed. Appris). Haverá uma apresentação e roda de conversa sobre sua pesquisa para a escrita desse livro. 

Durante a Guerra Civil Espanhola, houve um intenso engajamento político de artistas visuais e literatos. Esses produziram farto material de propaganda política, como os cartazes, usualmente utilizados neste período histórico. Eram eficientes como propaganda por serem de produção barata, reprodução rápida, além de possuir ampla visibilidade pois seus suportes eram nas ruas através dos postes e muros. Aliando-se a essas questões, a produção de belíssimas criações nos cartazes os tornaram esteticamente significativos nas artes visuais.

“Guerra Civil Espanhola através dos cartazes”

Data: 12/10/24 (sábado)

Horário: 16h – abriremos às 15h30

CCS – SP: Rua General Jardim, 253 – sala 22 – Vila Buarque – SP (metrô República)

Evento gratuito, presencial e aberto!

Lembrando que no CCS nos orientamos pelos princípios anarquistas, tais como autogestão, apoio mútuo, internacionalismo, anticapacitismo, anticapitalismo e não partidarismo. Não toleramos qualquer tipo de discriminação de raça, gênero ou sexualidade.

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Angelus. Dedos da brisa
nas teclas das folhas
adormecem os pássaros.

Yeda Prates Bernis

[EUA] Roubar um banco é uma honra (Pré-venda)

Lucio Urtubia (Autor); Paul Sharkey (Tradutor); Philip Ruff (Prefácio)

Pela primeira vez em inglês, a autobiografia do revolucionário fora da lei que colocou o Citibank de joelhos.

Em 1981, Lucio Urtubia recebeu uma mala cheia de dinheiro dos executivos do Citibank, entregou as placas que havia usado para falsificar 20 milhões de dólares em cheques de viagem e foi embora impune. Esta é a verdadeira história do mais famoso Robin Hood do século XX, um anarquista por toda a sua vida, que roubou dos ricos para doar às lutas de libertação em todo o mundo.

Nascido em uma família pobre no País Basco, Urtubia foi recrutado para o exército de Franco antes de fugir para o exílio em Paris, onde trabalhou como pedreiro durante o dia e colaborou com os anarquistas catalães à noite. Logo ele estava planejando assaltos a bancos para financiar a luta espanhola, roubando armas e planejando a fuga de combatentes da resistência. Após as revoltas de maio de 1968, Urtubia abriu uma gráfica, produzindo panfletos políticos enquanto secretamente falsificava passaportes e contracheques de trabalhadores – até que descobriu o esquema que o tornaria famoso. “Ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão!”, declarou Urtubia. Durante décadas, ele canalizou apoio para organizações como as Brigadas Vermelhas da Itália, o grupo Baader-Meinhof da Alemanha Ocidental, os Panteras Negras nos EUA e os separatistas bascos do ETA.

Contado com o calor e o humor fluidos de Urtubia, “Roubar um banco é uma honra” [To Rob a Bank Is an Honor] narra as histórias de vida e as convicções políticas de uma figura de grande envergadura no centro de uma era incendiária.

Lucio Urtubia (1931-2020) foi um pedreiro, antifascista, falsificador, ladrão de bancos e anarquista. Nascido no País Basco, viveu a maior parte de sua vida em Paris. Conheceu sua esposa, Anne Garnier, durante os eventos de maio de 1968 e juntos tiveram uma filha. Em 1991, eles abriram um centro social anarquista no bairro de Belleville, em Paris, chamado L’Espace Louise-Michel, que continua funcionando após sua morte. A vida de Urtubia foi tema do documentário Lucio (2007) e do filme da Netflix A Man of Action (2022).

Paul Sharkey disponibilizou um vasto conjunto de obras anarquistas em inglês, incluindo as de Peter Kropotkin, Errico Malatesta, Nestor Makhno e muitos outros. Ele mora na Irlanda.

Philip Ruff é um historiador e o autor de “Uma Chama que se Avoluma: A vida e o contexto do elusivo anarquista letão Pedro, o pintor” [A Towering Flame: The Life & Times of the Elusive Latvian Anarchist Peter the Painter].

Editora: AK Press

Formato: Livro

Páginas: 264

Lançamento: 3 de dezembro, 2024

ISBN-13: 9781849355780

$16.50

akpress.org

Tradução > anarcademia

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Brisa ligeira
A sombra da glicínia
estremece

Matsuo Bashô

Alienação e a Decadência sob a Lente das Apostas: Um Reflexo da Sociedade Brasileira

A revelação de que beneficiários do Bolsa Família direcionaram bilhões de reais para casas de apostas (as famigeradas Bets) em um único mês expõe um sintoma profundo da sociedade capitalista brasileira: a alienação e a decadência. Esse dado alarmante, longe de ser um mero detalhe estatístico, revela um quadro mais amplo de uma população marginalizada, presa a um sistema que a mantém em um ciclo de precariedade, ilusão e dependência.

A aposta, enquanto prática, representa uma tentativa desesperada de escapar da realidade, uma busca ilusória por uma mudança de status social instantânea. No contexto do Bolsa Família, programa brasileiro destinado a mitigar a fome e a pobreza, essa prática revela uma profunda desconfiança no sistema e na possibilidade de uma mobilidade social real. Os beneficiários, pessoas em situação de pobreza, ao invés de utilizarem os recursos para investir em educação, saúde ou compra de alimentos básicos, veem nas apostas uma falsa promessa de enriquecimento rápido, perpetuando assim um ciclo de dependência e vulnerabilidade.

Essa realidade é um reflexo da lógica do capitalismo neoliberal, que incentiva o individualismo exacerbado, a competição desenfreada e a busca incessante por prazeres imediatos. A propaganda massiva das casas de apostas, que prometem a vida dos sonhos com um simples clique, encontra um terreno fértil em uma sociedade marcada pelas desigualdades e pela falta de perspectivas de futuro.

A alienação, nesse contexto, não é uma escolha individual, mas sim um produto de um sistema que molda as consciências e as necessidades. Os trabalhadores em situação de extrema pobreza, ao invés de ser visto como sujeitos de direitos e protagonista de suas próprias histórias, são transformados em alvo de um mercado que lucra com suas dificuldades.

É urgente, a partir de nosso espectro anarquista, que promovamos debates e reflexões sobre as causas profundas desse problema, que vão além da mera regulamentação estatal das casas de apostas. É preciso trabalharmos para reconstruir a consciência de classe entre os explorados e oprimidos, para que possam entender e, depois, combater esse ciclo vicioso de alienação, construindo uma sociedade mais justa e igualitária – que por consequência há de ser erigida sobre os escombros do Capital e do Estado.

Liberto Herrera.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2022/10/14/espanha-o-jogo-sujo-das-casas-de-apostas-ate-cinco-anos-de-carcere-por-mobilizar-se/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2019/07/02/espanha-fora-casas-de-apostas-de-nossos-bairros/

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Um gosto de amora
Comida com sol. A vida
Chamava-se: “Agora”.

Guilherme de Almeida

[Espanha] Uma grande marcha em Xixón mostra a unidade sindical em defesa das 6 de La Suiza

Todos os partidos de esquerda asturianos, organizações sociais e centenas de cidadãos participaram de uma marcha em defesa das sindicalistas condenadas à prisão após ações sindicais.

Onze organizações sindicais – CCOO, UGT, USO, CGT, CNT, CSI, CT, ISA, RCT, SF e SUATEA – marcharam neste sábado pelas ruas de Xixón em uma mobilização maciça convocada sob o slogan “Sindicalismo não é crime”. Camaradas, vocês não estão sozinhas”, em defesa dos Seis de La Suiza, seis sindicalistas condenadas à prisão após realizarem ações sindicais contra o proprietário de uma padaria nessa cidade.

Todos os partidos de esquerda asturianos, organizações sociais e centenas de cidadãos participaram de uma passeata que, de acordo com os organizadores, reuniu mais de 5.000 pessoas.

Elas são acusadas de um crime continuado de coerção grave e de um crime contra a administração da justiça por atos de assédio contra o proprietário da padaria que levaram ao seu fechamento, apesar de o estabelecimento já estar à venda há um ano.

As sindicalistas sempre sustentaram que seu trabalho se limitava à realização de trabalho sindical. A atividade sindical consistiu na negociação de um caso de assédio sexual relatado por um ex-trabalhadora – arquivado por falta de provas – e em manifestações na calçada do outro lado da rua. A Suprema Corte, que ratificou as sentenças em junho de 2024, indicou que a condenação se baseou na convocação por meio de redes sociais para manifestações em frente ao estabelecimento com faixas, na entrega de folhetos contra o empregador, bem como na divulgação de um vídeo em que o denunciavam por assédio no trabalho e assédio sexual.

O movimento em defesa das sindicalistas, que ainda aguardam a sentença de prisão, sustenta que a condenação, ratificada pela Suprema Corte, é uma ofensiva contra o sindicalismo e o direito de protesto e organização coletiva.

Fonte: https://www.elsaltodiario.com/represion/unidad-sindical-defensa-6-de-suiza

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

nuvem que passa,
o sol dorme um pouco –
a sombra descansa

Carlos Seabra

Novo vídeo: Os Movimentos Sociais Perderam as Eleições

Não importa quem vença as eleições, os movimentos sociais e as lutas populares nunca vão sair ganhando.

A cada dois anos muitas pessoas dedicam uma quantidade enorme de tempo, energia e recursos materiais para tentar eleger candidaturas com a esperança de melhorar as condições de vida da população. Mas esse é um jogo que não podemos vencer. Se alguma representante de movimentos sociais for eleita, ela terá que conciliar com as elites políticas e financeiras que criaram esse sistema para conseguir alcançar seus objetivos mais moderados. Qualquer mudança mais radical dentro do sistema então, é impossível, pois ao usarmos as instituições do Estado sempre vamos reproduzir as dinâmicas de opressão e violência inerentes a essas instituições.

Nossa situação piora a cada dia que deixamos de lutar esperando alguma mudança institucional ou uma conjuntura mais favorável. Mas temos uma alternativa: podemos começar a construir o mundo que queremos agora mesmo, com nossas próprias mãos. Organize-se coletivamente! Viva como você gostaria de viver e vamos enfrentar juntas o Estado e os capitalistas quando tentarem nos impedir de transformar este mundo.

>> Assista o vídeo em: https://antimidia.org/os-movimentos-sociais-perderam-as-eleicoes/

agência de notícias anarquistas-ana

Vê como se atraem
nos fios os pingos frios!
E juntam-se. E caem.

Guilherme de Almeida

[França] Anarquismo e a palavra escrita

Qual é a relação entre o anarquismo e a palavra escrita? No século 19, a única mídia disponível era a mídia que usava a palavra escrita. Havia quase apenas livros, jornais, folhetos, para circular ideias para o maior número. Os encontros, que certamente poderiam reunir um grande público, mas limitado por uma área geográfica e pontualidade. A palavra escrita circula, é compartilhada. Ao mesmo tempo em que o anarquismo começou a ser escrito, as publicações apareceram como um dos meios de alcançar e compartilhar ideias libertárias.

Um grande número e uma diversidade de estilo e tom

Quando me interessei pelo anarquismo, fiquei agradavelmente surpreso ao descobrir uma coleção de livros muito importante que tratava de uma diversidade de assuntos como feminismo, ecologia, história do anarquismo, questão social, racismo, entre outros. Esta coleção não está congelada no tempo, novas publicações vêm todos os anos para se concentrar nas ideias e lutas políticas atuais. Essas publicações são feitas em muitas línguas, o internacionalismo tem seus méritos.

Na internet, existem inúmeros sites e blogs anarquistas que usam a palavra escrita. A página de papel e a página de tela têm uma coisa em comum: a página.

Em muitos países, livrarias e bibliotecas participam da distribuição de revistas, livros, brochuras e jornais.

Escrever?

É paradoxal pensar que com a internet escrevemos menos ou não escrevemos mais. No entanto, a internet é acima de tudo um meio de comunicação, essencial. Claro, a comunicação audiovisual é possível e difundida na web. Como então podemos explicar um número muito grande de páginas da web usando a palavra escrita? E essa persistência da palavra escrita?

Quer você escreva em um jornal, uma revista, um zine ou na internet, é apenas a mídia que muda, apenas o compartilhamento de ideias é importante.

Para quê?

As lutas atuais oferecem oportunidades para escrever, se expressar e compartilhar seus pontos de vista. Na internet, se você não publica, não existe, suas ideias não serão compartilhadas, já é difícil ser referenciado ou levado em consideração por algoritmos, não publicar não ajudará em nada. A publicação em papel está em declínio, isso é um fato, mas não desapareceu totalmente, além disso, nem todos têm acesso à internet, seja por opção ou por falta de meios financeiros. O papel pode ser transportado, distribuído e não está sujeito ao corte da Internet por um governo, como já aconteceu durante as revoluções (a Primavera Árabe, por exemplo), uma simples impressora permitirá contornar a censura eletrônica publicando folhetos, pequenos textos, prontos para distribuição. Calar-se, não escrever, é deixar espaço para as ideias que estamos combatendo e impondo a si mesmas.

Quem?

A escrita não é reservada a uma elite, muitos anarquistas autodidatas, não tendo estudado por muito tempo, colocaram-se por escrito, em jornais, livros de literatura proletária, livros políticos, poesia. Então, sim, qualquer um pode escrever. Um pouco de exercício, ajuda, compartilhamento, o hábito é tomado. Medo de julgamento? Isso não deve limitá-lo, o importante está em outro lugar. O prazer de compartilhar seus escritos anarquistas, seus sentimentos, suas lutas, suas experiências. Se outros podem, você também pode.

Durante séculos, estivemos em uma sociedade da palavra escrita e da mídia que quer ‘o que não está escrito ou midiatizado não existe’. O anarquismo não é exceção.

Para seus teclados, suas canetas e esperando lê-lo muito em breve.

Frédéric Clere

Grupo da Comuna de Paris

Fonte: https://monde-libertaire.net/?articlen=7982&article=Lanarchisme_et_lecrit

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Muitos ventos sopram.
Dentro e fora de mim uivam
lobos que não sou.

Urhacy Faustino

[Itália] Alfredo fora da 41 bis. Tirem as mãos das publicações anarquistas.

Reunião de solidariedade por ocasião da audiência preliminar da operação Sibilla (Perugia, Itália, 10 de outubro, 2024)

Alfredo fora da 41 bis.

Tirem as mãos das publicações anarquistas.

Está marcada para 10 de outubro a audiência preliminar da operação Sibilla, que em novembro de 2021 levou a uma operação dirigida principalmente contra o jornal anarquista ‘Vetriolo’, uma operação destinada a ser um aviso repressivo contra publicações anarquistas revolucionárias. Nessa data, será solicitado o indiciamento de 12 anarquistas por 19 acusações, quase todas elas agravadas pelo propósito de terrorismo.

Para atacar os anarquistas e os caminhos revolucionários, o Estado fala em “incitar” e “orientar” capacidades em um âmbito tal como o movimento anarquista, que sempre foi um defensor de uma autonomia obstinada e radical de pensamento e ação. Uma afirmação que anda de mãos dadas com o fato de ter apoiado, no julgamento da Scripta Manent, condenações por “massacre político” no país onde os massacres, os verdadeiros, sempre foram perpetrados pelo aparato do Estado.

Juntamente com esse julgamento, a operação Sibilla foi decisiva na transferência de Alfredo Cospito, um dos 12 réus nesse caso, para o regime de prisão 41 bis. Com a intensa mobilização de 2022 a 2023 contra o 41 bis e a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, conseguimos impedir sentenças que iam até a prisão perpétua resultantes da Scripta Manent devido à acusação de “massacre político”. Hoje, como ontem, com a aproximação de um possível julgamento relativo à Sibilla, nós nos solidarizamos com Alfredo, defendemos as publicações anarquistas e apoiamos a urgência da luta revolucionária.

Enquanto os Estados se preparam para a guerra e os lucros com armamentos crescem desproporcionalmente, os órgãos de repressão novamente se apressam em levar os anarquistas a julgamento, um “inimigo interno” que deve ser erradicado por causa de sua longa luta contra o Estado e o capital. A repressão contra as publicações anarquistas faz parte das políticas de guerra; o 41 bis é uma prisão de guerra.

Reunião de solidariedade: Quinta-feira, 10 de outubro, às 9h30, em frente ao tribunal de Perugia, na via XIV Settembre 86 (antigo prédio da Enel).

Reunião para discutir a audiência e a luta contra o 41 bis: quarta-feira, 9 de outubro, às 20h, no Circolo Anarchico ‘La Faglia’, via Monte Bianco 23, Foligno.

PDF: https://lanemesi.noblogs.org/files/2024/09/alfredo-out-of-41-bis-hands-off-the-anarchist-publications.pdf

Tradução > anarcademia

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Os grilos cantam
Apenas do meu lado esquerdo –
Estou ficando velho.

Paulo Franchetti

[EUA] Lançamento: On a Move: O notório atentado a bomba na Filadélfia e a batalha de uma vida inteira de um filho nativo por justiça

Mike Africa Jr. (autor);  D. Watkins (co-autor)

Antes de a polícia lançar uma bomba em um bairro residencial em 13 de maio de 1985, poucas pessoas fora da Filadélfia sabiam que uma organização de liberdades civis liderada por negros havia criado raízes no local. Fundada em 1972 por um ideólogo carismático chamado John Africa, a missão do MOVE era proteger todas as formas de vida da opressão sistêmica. Sua ideologia foi inspirada no Partido dos Panteras Negras e antecedeu grupos de direitos dos animais e do meio ambiente, como o PETA e o Earth First. O MOVE surgiu em uma época em que os negros da Filadélfia sofriam com as políticas devastadoras trazidas pela longa e condenada guerra no Vietnã, a vigilância policial abertamente racista do prefeito Frank Rizzo e, por fim, a Guerra às Drogas do presidente Ronald Reagan. Os membros do MOVE moravam juntos em um conjunto de casas geminadas no oeste da Filadélfia e adotaram o sobrenome Africa por admiração ao fundador do grupo.

Mas, no estilo de vida do MOVE, as autoridades municipais viram ameaças ao seu status quo. O bombardeio das casas do MOVE chocou o país e virou notícia internacional. Onze pessoas foram mortas, incluindo cinco crianças. E a Cidade do Amor Fraterno ficou conhecida como a Cidade que se Bombardeou.

Entre as crianças mais afetadas pelo bombardeio estava Mike Africa Jr. Nascido na cadeia após um ataque policial ao MOVE que levou seus pais a ficarem presos por décadas, Mike tinha seis anos de idade e morava com sua avó quando o MOVE foi bombardeado. Nos anos que se seguiram, Mike buscou um propósito nas cinzas deixadas para trás. Ele começou a aprender sobre a lei quando era adolescente e se tornou adepto de falar e inspirar apoio público com a ajuda de outros membros do MOVE. Em 2018, aos 40 anos, ele finalmente conseguiu que seus pais fossem libertados da prisão.

On a Move é uma das histórias mais inimagináveis de injustiça e resiliência da história americana recente. Mas não se trata apenas de uma tragédia. Trata-se do amadurecimento de um jovem ativista, dos fortes laços familiares e, contra todas as probabilidades, de aprender a aceitar as indignidades e a trabalhar dentro do próprio sistema que as criou. Ao mesmo tempo um relato pessoal angustiante e um exame apaixonado do racismo e da violência policial, On a Move é um testemunho do poder do amor e da esperança, em face de uma espantosa injustiça.

Editora: Mariner Books

Formato: Livro

Encadernação: capa dura

Páginas: 304

Lançado: 6 de agosto de 2024

ISBN-13: 9780063318878

$24.38

harpercollins.com

Tradução > Contrafatual

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no vaso menor
um punhado de terra
violeta em flor

Ricardo Silvestrin

Lula é um fascista ambiental!!!

 

[França] O anarquismo na democracia ou na ditadura

A razão deste texto é proporcionar algumas reflexões sobre o posicionamento dos anarquistas nos conflitos políticos atuais.

Começo lembrando que o ideal e o objetivo do anarquismo é possibilitar o surgimento de uma sociedade de liberdade; igualdade e fraternidade/sororidade funcionando horizontalmente e praticando o apoio mútuo com uma perspectiva internacionalista. Ideal e objetivo que não deve ser imposto, mas assumido livremente por vontade própria, de modo que tal sociedade seja o resultado das decisões e ações de todos.

Acrescento que tenho plena consciência de qual é a realidade do mundo atual e de como essa realidade está longe de nosso objetivo, de modo que não temos alternativa a não ser existir e agir dentro dela. Ou seja: continuar a defender o ideal e agir da forma mais consistente possível para que essa realidade possa evoluir para uma mais próxima do que queremos.

Bem, como a realidade atual do mundo é uma mistura de regimes que respeitam mais ou menos os chamados direitos humanos e regimes que não os respeitam, todos os conflitos políticos são enquadrados no contexto da democracia e da ditadura, em que o poder é sempre exercido verticalmente. Isso acontece mesmo que nas democracias se afirme que ele é exercido em nome do povo e nas ditaduras (supostamente de esquerda) se afirme que ele é exercido pelo povo.

É óbvio, então, que nós, anarquistas, não podemos, por consequência ideológica e pragmatismo, apoiar nenhum desses regimes, nem apoiar seus promotores. Mas tampouco podemos nos resignar a ser meras testemunhas passivas de seus conflitos, já que essa suposta neutralidade sempre acaba beneficiando um ou outro desses regimes.

O lógico é portanto continuar a defender nossas ideias e propostas em ambos os casos sempre que possível. Porque a coisa lógica e coerente a se fazer não é apenas aproveitar todas as possibilidades que se apresentam, mas também trabalhar para torná-las possíveis e tentar fortalecê-las.

Assim, por razões de utilidade e ética, devemos avaliar em qual desses dois regimes há mais brechas para passar nossa mensagem e melhores condições para fazê-los evoluir em uma direção cada vez mais democrática (com d minúsculo). Ou seja: cada vez mais horizontalmente e, consequentemente, de forma livre e igualitária.

Nesse sentido, tanto pelo que a história nos ensinou quanto pelo que vemos todos os dias, acho que não pode haver dúvidas sobre as possibilidades que podem ser aproveitadas nas democracias, em comparação com as possibilidades nulas que as ditaduras oferecem.

De fato, considerando que o capitalismo é hegemônico no mundo e que hoje não há outra opção a não ser viver na democracia ou na ditadura, é lógico e coerente preferir as democracias, pois nelas é possível reivindicar direitos sociais e inclusive humanos. As democracias também são mais propensas do que as ditaduras ao surgimento de movimentos sociais com objetivos emancipatórios. E isso é válido para todos os países e todas as épocas. Foi assim na Espanha, para sair da ditadura de Franco, e também será assim na Venezuela, para sair da ditadura de Maduro.

Sabe-se que, enquanto houver Estados, nós, anarquistas, teremos de continuar lutando.

Octavio Alberola

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/el-anarquismo-en-democracia-o-en-dictadura/

Tradução > anarcademia

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Estação de trem —
tantos lenços acenando
em meio à garoa

Regina Alonso

Convocatória para envio de desenhos, imagens, propostas para o cartaz da XII Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre 2024.

Data limite: 13 de outubro no e-mail: fla-poa2024@riseup.net

Para desafiar o poder e a autoridade, procurando fazer viver a anarquia, necessitamos vontade, ideias na cabeça e infinitas ferramentas nas mãos… uma caixa de fósforos, livros, sementes, uma pitada de veneno e dentre tantas outras coisas desenhos, artes gráficas, expressões que impulsionam a vontade de lutar e ser livre.

É nesse sentido que convocamos a todxs corações antiautoritários que com sua força criativa se expressem por desenhos, confecção de artes gráficas, nos enviem materiais para compormos o cartaz da FLA POA 2024 até o dia 13 de outubro.

A arte se transformará em serigrafia para impressão de camisetas e cartazes de difusão nas ruas.

Pela agitação anarquista um hurra a todxs que não votam e lutam!

feiradolivroanarquistapoa.noblogs.org

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Este abacateiro
acende, ante a luz do luar,
suas suaves lâmpadas

Jorge Fonseca Júnior

Chamada Apresentação de Livros, publicações, oficinas, atividades e bancas XII Feira do Livro Anarquista Porto Alegre – 2024

A cada vez que alguém escolhe os caminhos anárquicos, o sistema perde um pouco.

A cada vez que alguém se decide a atacar o que ataca a terra, a devastação perde um aliado.

A cada vez que surge um encontro entre anarquistas, nos puxamos com dureza e carinho a seguir na luta pela autonomia, equidade, liberdade, dignidade e solidariedade.

A cada vez que nossas ideias e práticas são compartilhadas, expandimos a revolta contra a dominação e também nossas afinidades cúmplices.

Por isso tudo chamamos para apresentar todo tipo de iniciativas, práticas e ideias anárquicas que impulsionem a luta contra todas as opressões.

Receberemos as propostas até o 26 de outubro no e-mail: fla-poa2024@riseup.net

Morte ao Estado e Viva a Anarquia.

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O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.

Guilherme de Almeida

[Espanha] Comunicado do bloco libertário na manifestação antifascista de Santander 28S

COMUNICADO DO BLOCO LIBERTÁRIO 2024

O fascismo volta a sair na rua.

Queremos apelar à responsabilidade individual e coletiva, se as ruas não respondem a esta chamada, quem o fará?

A lei é uma ferramenta dos Estados para manter sua dominação sobre os oprimidos. Recorrer a ela como um instrumento que pode nos proteger do fascismo é recorrer ao próprio poder que precisa dele. O poder, entendido como o Estado e as classes dominantes, precisa do fascismo para repelir e sufocar as tentativas de revolta e insurreição no calor das ideias e propostas revolucionárias, que propõem uma ruptura e uma transformação social ou que são simplesmente um obstáculo à acumulação de capital pelas classes dominantes. É por isso que, insistimos, nenhum governo silenciará o fascismo.

O atual governo, por mais que seja chamado de “o mais progressista da história”, continua a promulgar leis sobre estrangeiros que servem à fortaleza Europa. O Estado espanhol continua a impedir os fluxos migratórios para a Europa. Ele é cúmplice de massacres como o de Tarajal, e nós sabemos disso. A Europa que é tão idolatrada e idealizada não pode se sustentar sem saquear e extrair recursos dos países do sul, muito mais empobrecidos. Nada de sua pretensa superioridade moral e de sua “sociedade” desenvolvida seria possível sem o colonialismo que ela exerce atualmente e que vem praticando há séculos.

Além disso, esse governo não revogou a lei da mordaça, uma ferramenta de repressão que dá grande poder à polícia. Uma polícia que, desde este mesmo mês, começou a treinar com a empresa Desokupa, especializada em ocupações ilegais, por meio de seu sindicato oficial.

A lei de crimes de ódio, que parecia ter nascido contra o ódio promovido por grupos neonazistas como Alfonso Primero e que nasceu no calor das mobilizações pelo assassinato da companheira Lucrecia e, mais tarde, foi revivida pelo assassinato do antifascista Carlos Palomino, tornou-se uma arma democrática contra as mobilizações e que muitas vezes protege o esquadrão fascista, colocando esses grupelhos no mesmo lugar que os antifascistas.

Portanto, se o antifascismo se concentra em pedir aos partidos parlamentares que proíbam, e que seus quadros é quem que participem da questão, as proibições aos atos de rua mais uma vez se voltarão amanhã contra nossos próprios eventos organizados. Isso reforçará a falsa identidade rebelde que os fascistas estão tendo hoje e, finalmente, reforçará a falsa ideia de que o fascismo é o oposto da democracia capitalista e não um complemento necessário em determinados momentos históricos.

Como eles vão nos fazer crer que o fascismo tem algo a ver com a revolução social se ele está completamente em sintonia com os estados e o poder? Como é possível pensar que a corrente mais conservadora é algum tipo de objetivo transformador?

O fascismo é reacionário por definição e eles têm medo da mudança, da qual não há como voltar atrás. O mundo está mudando mais uma vez, as grandes verdades hegemônicas, como a de gênero, estão desmoronando diante de nossos olhos, e isso é imparável. Estamos nos emancipando do colorismo, do racismo e do capacitismo para prestar atenção à interseccionalidade e nos liberar por meio da definição de nossas vulnerabilidades.

O fascismo não é uma ameaça à democracia capitalista, mas funciona como segurança voluntária e militante para seu próprio status quo. É por isso que sempre insistiremos que não basta nos opormos ao fascismo e aos nazistas em sua versão mais violenta e de rua, mas que a raiz do problema está no sistema capitalista e em todas as formas de opressão. Não se trata de abstrações, estamos vendo isso nas moradias; como as empresas de despejo ampliam as manobras dos especuladores imobiliários, dos rentistas e da polícia para expulsar as pessoas das casas com todos os meios necessários. Estamos vendo isso no gerenciamento de fronteiras, já que a mídia aponta a imigração como o principal problema a ponto de influenciar a opinião pública dominante. Em um cenário de crise energética, o que podemos esperar? Bem, o óbvio, que os nazistas, mesmo que se apresentem como rebeldes, tomem para si a tarefa de perseguir e conter as minorias políticas e sociais que se colocam no caminho, enquanto o capitalismo continua a usar suas novas formas de extração e acumulação às custas de tudo e de todos.

O que fazer? Não temos a chave, mas consideramos importante não delegar às instituições a tarefa de fazer com que a expressão mais violenta desse sistema, os neonazistas, seja impedida de correr solta. Consideramos necessário que as ruas contra o fascismo não sejam apenas nós que estamos aqui hoje, mas o restante dos explorados, com toda a diversidade que isso implica.

As coisas estão difíceis, mas a organização desta manifestação e toda a preparação anterior é um exemplo pequeno, mas vivo, de que podemos nos organizar a partir de nossas diferentes posições e enfrentá-las, porque sim, o fascismo não é uma opinião e não se debate, se combate.

Para isso e muito mais, vamos nos organizar entre iguais, horizontalmente, sem delegar nossas vidas e nossas decisões a outros. Vamos usar a ação direta para enfrentar os conflitos cotidianos, como o fascismo nos dias de hoje. Vamos criar vínculos de solidariedade com os problemas e ataques que sofremos todos os dias por parte dos poderes constituídos, em todo o mundo. Não demos trégua ao fascismo, não demos trégua a qualquer forma de autoridade.

Fonte: https://www.briega.org/es/especial/comunicado-bloque-libertario-manifestacion-antifascista-santander-28s

Tradução > anarcademia

agência de notícias anarquistas-ana

A rede range
sob o peso do sono
e do almoço

Gustavo Alberto Correa Pinto

[França] A Terra, nosso planeta, pode desaparecer

Por Octavio Alberola

Especialistas da ONU alertam que a mudança climática é “uma ameaça ao bem-estar humano e à saúde do planeta” e que a “janela de oportunidade” que a humanidade tem para garantir “um futuro habitável e sustentável para todos” está “se fechando rapidamente”.

A civilização do Homo sapiens atual é o ponto culminante de um longo e prodigioso processo cósmico que provavelmente começou há 13,8 bilhões de anos com o Big Bang. Um processo que possibilitou a formação do espaço-tempo, que chamamos de Universo, e de tudo o que nele existe, bem como o surgimento da vida, há cerca de 3,5 bilhões de anos, em um dos cem bilhões a mil um trilhão de planetas do Universo.

Um planeta que chamamos de Terra e que, por girar em torno do Sol (uma das estimadas 300 trilhões de estrelas do Universo) a uma distância de 150.000. 000 quilômetros (cerca de 100 vezes o diâmetro do Sol) e por ter os seis elementos fundamentais para a vida – carbono, hidrogênio, nitrogênio, azoto, oxigênio, fósforo e enxofre – e uma atmosfera com uma camada de ozônio que filtra a radiação ultravioleta nociva do Sol, possibilitou que a vida evoluísse para a diversidade do que é hoje em suas cinco formas chamadas reinos: vegetal, animal, fúngico, protista e monera.

Uma evolução dos seres vivos, em grupos de organismos específicos chamados espécies, que, no caso do Homo sapiens, se formou há cerca de 120/100.000 anos com o início do desenvolvimento tecnológico, permitiu que ele desenvolvesse a autoconsciência com a linguagem e fosse capaz de inventar ferramentas (como alfabetos e escrita) para aprimorar o pensamento e enriquecer a expressão sensorial. Ferramentas com as quais, por meio da literatura, da arte e da ciência, foi capaz de perceber o que é cultura hoje e deixar como testemunho as obras que constituem o prodigioso patrimônio mundial da humanidade atual: as Grandes Pirâmides de Gizé, o sítio de Chichen Itza, o santuário histórico de Machu Picchu (Peru), as Linhas de Nazca e os geoglifos e Pampas de Jumana (Peru), a Ilha de Páscoa, a cidade pré-hispânica de Teotihuacan (México), a cidade histórica de Ayutthaya, o Coliseu, o Taj Mahal, o Mada’in Saleh na Arábia Saudita, as Ilhas Galápagos (Equador), a Ilíada de Homero, a Divina Comédia de Dante Alighieri, o Hamlet de Shakespeare, o Dom Quixote de Miguel de Cervantes ou, como testemunho da natureza maravilhosa, o Parque Nacional Yosemite, o Parque Nacional Los Glaciares (Argentina), o Parque Nacional Rapa Nui (Chile), o Parque Nacional Serengeti, etc.

Mas que, ao massacrar milhões de nossos semelhantes em guerras e genocídios, nossa civilização não só é a mais assassina de todos os tempos, como também, além desse delírio criminoso, já exterminou os principais insetos, animais selvagens e árvores de nosso planeta.

Um delírio de guerra e extermínio biológico que, além de ilógico e eticamente falido, nos obriga a nos perguntar por que os seres humanos, quando adultos, podem ser tão inconscientes ao querer matar uns aos outros e destruir os ecossistemas que tornaram e tornam possível a vida no planeta Terra.

Daí a urgência de sairmos dessa inconsciência coletiva para não sermos cúmplices de um crime tão absurdo e estúpido contra a inteligência e a dignidade humanas.

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Imóvel, o gato,
olha a flor de laranjeira.
Eu olho o gato.

Jorge Lescano

[Reino Unido] Feira de livros anarquistas em Londres | 12 de outubro de 2024

Richmix (35-47 Bethnal Green Rd.) & Freedom Bookshop (84B Whitechapel High St.) – Londres

A Anarchist Bookfair in London 2024 ocorrerá em vários locais, atualmente com dois confirmados.

As bancas da feira de livros estarão todas localizadas na Rich Mix e as bancas da feira de zines estarão na Freedom.

É provável que os workshops sejam divididos entre vários locais e atualizaremos o site de acordo. Reserve um tempo para verificar a programação e planejar adequadamente. Se tiver necessidades de mobilidade e precisar de assistência extra para se deslocar entre os locais, entre em contato conosco e nos informe.

Uma celebração de tudo o que é anarquista.

A Bookfair existe para apoiar as lutas radicais contra o capitalismo, o patriarcado, o colonialismo e a destruição ecológica – e especialmente aquelas que lutam por uma Londres liberada, baseada na ajuda mútua e na liberdade para todos.

Este ano, teremos discussões, música, filmes, oficinas, mercadorias, compartilhamento de habilidades, comida, barracas de campanha, um espaço para crianças e, é claro, muitos e muitos livros adoráveis! Também não é apenas para anarquistas, todos* são bem-vindos para dar uma olhada. Quem sabe, você pode até sair de lá anarquista!

*exceto policiais, transfóbicos, etc.

https://anarchistbookfair.london/ 

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

luz amarela no quarto dela
ali se espera
que um sonho entre pela janela

Alonso Alvarez Lopes