[Espanha] Muito amor e vamos em frente. El Lokal fica no Raval

Quarta-feira, 08 de maio de 2024

Em 48 horas, 50% do objetivo econômico foi alcançado, muito bom! Mas também, e acima de tudo, muito emocionante, porque por trás de cada contribuição, pequena ou grande, há momentos, histórias e lutas desses 37 anos, de coletivos e pessoas que nos lembram, nos conectam e reafirmam que sim, coletivamente e em autogestão somos fortes e que esse caminho só é possível entre todos nós.

Gostaríamos de agradecer a cada um de vocês, àqueles que contribuíram por meio da Goteo [vaquinha], por transferência ou pelo Lokal, e àqueles que estão chegando. Também à Coop57 por sua confiança ao gestionar o empréstimo.

A todos vocês, muito obrigado e vamos continuar!

ellokal.org

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Quintal do sítio –
A única forma geométrica
É a linha de um varal.

Paulo Franchetti

[Espanha] El Lokal del Raval, ícone anticapitalista em Barcelona, levado a comprar seu espaço de um fundo investimento

Por Gisela Macedo | 07/05/2024

Depois de 37 anos no mesmo espaço do Raval, El Lokal (c. da Cera, 1) pode afirmar com segurança que seguirá no bairro. Este ponto de encontro, apoio e ativismo para os moradores da região, que aparentemente é uma loja de livros e música ‘underground’, sobreviverá finalmente à ameaça da especulação imobiliária que parecia destinada a expulsá-lo do centro de Barcelona. Seus fundadores optaram por comprar o local antes que o atual proprietário – um fundo “abutre”- decida não renovar-lhes o contrato de aluguel.

“Depois de uma profunda reflexão, cremos que nossa única oportunidade para manter este rincão libertário no Raval é a compra”, explicam desde El Lokal em um comunicado onde assinalam que, nos últimos anos, tiveram que enfrentar um aluguel “cada vez mais alto”.

Uma “boa resposta”

Iñaki García, fundador e alma de El Lokal, explicou a este diário que iniciaram um ‘crowdfunding’ para devolver os empréstimos que pediram para iniciar o processo de compra. Na segunda-feira ao meio dia abriram a campanha e, umas horas depois, já haviam arrecadado mais de 1.000 euros.

“É uma boa resposta. Muita gente valoriza El Lokal e seguramente nos apoiará. Tomamos esta decisão para proteger-nos e seguir fazendo o que fazemos, além de melhorar o espaço”, comenta García, cujo trabalho social lhe brindou a oportunidade de obter até em duas ocasiões a Medalha da Cidade, um reconhecimento que rechaçou ambas as vezes, a título próprio e como entidade.

“É o lugar onde, se estás em apuros ou tens um problema, sempre vão tentar ajudar-te”; “É casa para todos os movimentos e para os vulneráveis”; “É como os pais: sempre estão aí”; “Sem El Lokal, perderíamos muitos futuros”, são alguns dos testemunhos de pessoas vinculadas ao espaço, em um vídeo que solicita colaboração para a compra. Uma compra que eles consideram “um esforço coletivo”: “Não é só nosso. Nós o gestionamos, mas é um espaço obtido coletivamente. Poder fazê-lo assim, em comunidade, é algo bonito. Também, pode servir de exemplo para outros que enfrentem o mesmo problema”, reflete García.

Em quase quatro décadas de atividade – desde 1987 -, El Lokal passou de ser “só” uma loja de materiais alternativos – livros, roupa, música, etc.- a ser uma referência da cultura antiautoritária e estar ligado às lutas do bairro. Desde jovens insubmissos que evitavam o serviço militar até pessoas sem documentos ou ameaçadas de desalojo, El Lokal tem sido um ponto de apoio para todos eles. “A gente sabe que, se tens um problema, em El Lokal te escutarão e te ajudarão”.

“Desde o CAP nos ‘levaram’ a uma mulher que sofria muita ansiedade. Simplesmente após escutá-la e apoiá-la, puderam reduzir-lhe sua medicação. Contar com estes espaços no bairro ajuda a muitas pessoas que se sentem sós ou em situações vulneráveis. Brinda-lhes a oportunidade de socializar, organizar-se e encontrar alternativas. Estamos muito satisfeitos, porque é muito necessário”, explica García.

Contudo, finalmente a balança se inclinou a favor da opção de compra. “Tínhamos escrúpulos, porque isto de comprar, para gente de nossa cultura, custa muito. Mas era a única maneira de assegurar que não nos tirarão. É um direito que temos, e cremos que o poderemos assumir”, pondera García.

Fonte: https://www.elperiodico.com/es/barcelona/20240507/lokal-raval-icono-anticapitalista-barcelona-compra-local-102043942

Tradução > Sol de Abril

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Libélula pousa –
a sombra lhe apanha
antes que voe.

Kissyan Castro

Campanha de solidariedade ao Rio Grande do Sul

Nas últimas semanas estamos testemunhando uma tragédia no Rio Grande do Sul que ceifou a vida de dezenas de pessoas e impactou a vida de milhares. Casas, famílias e comunidades inteiras perderam não apenas bens materiais, mas tudo que construíram com os seus trabalhos.

Estes desastres anunciados são resultados do colapso ambiental, da ação predatória dos capitalistas e da negligência arquitetada de governos sucessivos.

Em meio a essa tragédia, nós do Centro de Cultura Social de São Paulo, do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e da Biblioteca Terra Livre nos somamos a tantas outras iniciativas de ajuda mútua ao povo atingido.

Para participar da Campanha de Solidariedade ao Rio Grande do Sul faça um pix para: 008.776.270-67 (Juliano) da Okupa Pandemia Porto Alegre.

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e um vaga-lume
lanterneiro que riscou
um psiu de luz

Guimarães Rosa

[Alemanha] 3º Anarchist Days em Leipzig

Marque o período de 29 de abril a 12 de maio em seus calendários em preto e vermelho, porque o 3º Anarchist Days em Leipzig está logo ali!

O último ano para muitos de nós tem sido repleto de pressão devido à crescente repressão, discriminação rampante, perdas e frustrações.

A condição da sociedade pode nos fazer sentir solitários, sem esperança e impotentes. É ainda mais importante nos reunirmos novamente.

Como anarquistas, não vemos o isolamento e o afastamento da sociedade como o caminho para uma sociedade libertada e uma vida bonita para todos.

Portanto, no Anarchist Days, queremos aprender uns com os outros, nos apoiar mutuamente, criar e desenvolver espaços comunitários e trabalhar ativamente rumo a uma realidade alternativa de vida.

Durante duas semanas, haverá eventos anarquistas em Leipzig: festivais no parque, compartilhamento de habilidades, oficinas, palestras, shows e muito mais. Em breve, você encontrará a programação exata em nosso blog.

Paralelamente ao programa do A-Days, estão os B-Days, pois este ano também queremos realizar alguns trabalhos práticos juntos.

Os projetos de casas, parques de trailers, campos e salas de estar urbanas de Leipzig precisam do nosso apoio ativo para seus projetos (de construção).

Juntos, podemos apoiar aqueles que criam espaços autônomos e persistem apesar da contínua gentrificação de Leipzig. Portanto, venha para o Anarchist Days em Leipzig em maio!

A solidariedade é para todos, então, por favor, se possível, teste-se antes de vir, e/ou use máscaras. Além disso, nos esforçamos para tornar os eventos o mais acessíveis possível – você pode encontrar informações sobre isso em nosso blog. Certamente, não cobrimos tudo, então, por favor, nos informe o que você precisa para participar.

Vejo vocês lá, e à boa vida!

Mais informações em nosso blog: https://anarchistischetagele.blackblogs.org

Tradução > fernanda k.

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Nas águas do mar
Águas-vivas flutuam
Tranqüilamente …

Miranda

[Espanha] XII Aniversário: 12 anos batendo de frente!

12 anos de CSOA l’Horta; 35 anos de okupação em Valência… muitos motivos para comemorar.

E ainda mais para nos organizarmos, cuidarmos de nós mesmos, lutarmos e criarmos resistência em comunidade.

Nos dias 10, 11 e 12 de maio, nos encontraremos em um dia repleto de atividades para todos os gostos e pessoas.

CSOA l’Horta – 12 anos de resistência: contra a barbárie e por um mundo melhor!!!

>> Mais infos: horta.noblogs.org

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o tempo ainda não passou
canta no galho mais alto
o sabiá-laranjeira

João Angelo Salvadori

[Itália] Roma: Torre Maura desocupada

Na madrugada de ontem (07/05), foi despejada uma histórica ocupação anarquista romana, a Torre Maura. A polícia fez uma batida nas primeiras horas da manhã e denunciou os companheiros e companheiras que ali dormiam por “ocupação ilegal”.

Depois de 32 anos de autogestão, lutas, assembleias, concertos, Nicola Franco, o subprefeito do VI município de Roma, alcançou a meta que se propôs há trinta anos, quando era um fascista de rua.

“Hoje demonstramos que o Estado existe. O Estado vence. Sempre. Os anarquistas insurrecionalistas ocupavam ilegalmente essas instalações há 32 anos; utilizando o local como base operacional para as suas atividades criminosas: como atestam as numerosas investigações realizadas no passado”, declarou para imprensa local o subprefeito.

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areia quente
pés descalços
corrida para o mar

Carlos Seabra

[Itália] A biblioteca do Círculo Cultural “E. Malatesta” reabre com serviço de empréstimo

A partir de quinta-feira, 9 de maio, será possível emprestar e consultar livros na Biblioteca do Círculo Cultural “Errico Malatesta”.

Por enquanto, há apenas uma centena de volumes, mas o catálogo será ampliado nos próximos meses, conforme o processo de catalogação iniciado em março, quando foi realizada uma primeira inauguração.

Com o empréstimo e a consulta, a partir de quinta-feira, 9 de maio, será uma reabertura efetiva de nossa biblioteca histórica. Convidamos todos aqueles que desejam conhecer a história e a atualidade do anarquismo a visitá-la durante o horário de funcionamento e a consultar o catálogo online no site do Sistema Documental Territorial de Livorno: https://opacsol.comune.livorno.it/SebinaOpac/.do

A biblioteca está localizada na Via degli Asili, 33, em Livorno, e está aberta às segundas e quintas-feiras à tarde, das 16 às 20 horas. Nas manhãs de quinta-feira, somente com hora marcada.

O Círculo Cultural “Errico Malatesta” foi designado pela Federação Anarquista de Livorno para gerenciar o material da biblioteca da Federação por meio da biblioteca, com o objetivo de tornar essa coleção de volumes, panfletos e periódicos acessível ao público e promover o conhecimento do movimento anarquista.

O núcleo histórico da biblioteca é constituído em volumes das bibliotecas de grupos anarquistas locais, aos quais foram adicionados fundos doados por companheiros ao longo das décadas. A biblioteca sempre continuou a ser atualizada com novas publicações, também em outros idiomas, relacionadas ao movimento anarquista ou a tópicos que interessavam às atividades da Federação. Entre os títulos de referência sobre o pensamento anarquista estão as obras de Pietro Gori, publicadas entre 1946 e 1949, e as obras completas de Errico Malatesta, publicadas recentemente. A maioria dos volumes trata do movimento anarquista, sua história, problemas políticos e perspectivas de transformação social.

A biblioteca também possui coleções dos principais periódicos do movimento anarquista na Itália, incluindo o “Umanità Nova”. Destaca-se uma coleção do semanário “L’Avvenire Anarchico”, publicado em Pisa, e a coleção do periódico anticlerical “Il Corvo”, publicado em Livorno pelo Grupo Antirreligioso Pietro Gori. Há também coleções significativas de títulos anarquistas estrangeiros, especialmente espanhóis e franceses. Há também coleções de periódicos não anarquistas, mas interessantes, incluindo a coleção de “Il Mondo” (1949-1966).

collettivoanarchico.noblogs.org

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gota de chuva
escorre na parreira
pára na uva

Carlos Seabra

[Alemanha] Anarquistas reivindicam a responsabilidade pela queima de veículos de entrega da Amazon em Berlim

Pelo menos 16 veículos de entrega pertencentes à gigante do varejo online Amazon foram queimados em Berlim na noite de terça-feira, em um ato reivindicado por um manifesto anônimo publicado online que a polícia está investigando como sendo de motivação política.

O manifesto, assinado como “Alguns Anarquistas”, foi publicado no portal Indymedia.org na quarta-feira e afirma que dispositivos incendiários foram usados para incendiar 25 veículos da Amazon Prime, 16 dos quais foram seriamente danificados, de acordo com a polícia.

O manifesto ataca a Amazon como uma “força motriz no estabelecimento do capitalismo digital”, enquanto critica as condições de trabalho dos funcionários, os danos climáticos e os planos de construir uma megastore da Amazon em Berlim, “um sinal de aspirações de poder patriarcal branco”, entre outras acusações.

De acordo com o jornal local ‘Berliner Zeitung’, os veículos começaram a pegar fogo por volta das 2h45 da madrugada, horário local, e testemunhas afirmaram ter visto homens encapuzados no local onde as vans estavam estacionadas pouco antes do incidente.

Um porta-voz da polícia confirmou, depois que os bombeiros terminaram de apagar o incêndio, que 16 dos veículos haviam sido tão danificados que ficaram inutilizados.

O incidente está sendo investigado pela brigada responsável por crimes políticos e suspeita-se que esteja ligado às comemorações do Primeiro de Maio, quando é tradicional a repressão policial a manifestantes anticapitalistas.

No início de março, um manifesto de teor semelhante, mas assinado por um “Grupo Vulcão”, assumiu a responsabilidade por um ataque à gigafábrica da Tesla nos arredores de Berlim, o que forçou uma interrupção temporária da produção na fábrica de carros elétricos.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/08/grupo-anarquista-reivindica-sabotagem-contra-a-tesla-na-alemanha/

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Entre as ruas, eu,
e em mim, eu em outras ruas,
sob a mesma noite.

Alexei Bueno

[Grécia] 7ª Conferência da Organização Política Anarquista | 25 a 26 de maio de 2024, Tessalônica

O 7º Congresso da Organização Política Anarquista (APO) | Federação de Coletivos acontecerá de 25 a 26 de maio de 2024 em Tessalônica.

Durante o primeiro dia da Conferência e para procedimentos específicos, está prevista a presença de grupos de observadores.

Para manifestações de interesse e comunicação, pode contatar o e-mail: anpolorg@gmail.com

Organização Política Anarquista – Federação de Coletivos

Site: apo.squathost.com | email: anpolorg@gmail.com | fb: anpolorg | Twitter: @anpolorg

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Passa um cão
com neve nas costas –
onde a leva?

Stefan Theodoru

[Chile] Cartaz em memória do companheiro Mauricio Morales

Lembrando com amor e cumplicidade um guerreiro que contribuiu de muitas formas para a propagação da ideia e da ação anarquista.

Em defesa daqueles que decidem partir para a ofensiva contra o poder com as armas que julgam e têm à sua disposição. Recuperar a violência política anárquica insurrecional que existe e resiste no território chileno.

Lembrando aquele que colocou em sua mira, em seu objetivo, a nefasta instituição da Gendarmaria chilena, carcereiros, inimigos da liberdade, que gostam de prender milhares de pessoas todos os dias, entre elas, nossos companheiros anárquicos e subversivos.

Em memória de Mauri. Cartazes já estão nas ruas como uma contribuição para a expansão da perigosa memória de nossos companheiros mortos, que continuam a irromper com veemência em cada ação contra o Poder.

15 anos após a morte em ação do companheiro Mauricio Morales…

NADA ACABOU, TUDO CONTINUA!

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/11/chile-chamada-para-acao-e-propaganda-15-anos-apos-a-morte-do-companheiro-anarquista-mauricio-morales/

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mostro o passaporte
minha sombra espera
depois da fronteira

George Swede

[França] Saiu o “Le Monde Libertaire” N°1861 – Maio 2024

A ALEGRIA DE APRENDER*

Os anarquistas sabem bem: a realidade de um novo mundo sem leis, sem policiais, sem prisões, sem hierarquia, passará pela educação. Uma educação emancipatória, a promessa de novos comportamentos que nos permitam viver juntos os valores da autonomia, da responsabilidade e da solidariedade. De La Ruche a Boaventura, os anarquistas não se contentavam com palavras. Hoje, olhemos com atenção para o autogerido Liceu de Paris ou para o Liceu Econômico de Saint-Nazaire, que as autoridades gostariam, sem dúvida, de ver desaparecer.

Este dossiê privilegia as pedagogias emancipatórias, a fim de descrever o que poderia ser essa educação.

Saboreemos o que Henri Laborit diz sobre ela: “Ela deve ser capaz de se impor à vida a cada momento, de penetrá-la, de ser incorporada a ela. E não só a vida profissional, mas a própria vida. A do aperto de mão, a do jornal que se lê à noite a caminho de casa, a do problema familiar ou social que se tem de resolver, a das relações internacionais. Abala todos os valores, dos mais óbvios aos mais questionáveis. Ela questiona tudo incansavelmente. Incita a revolta contra preconceitos, conceitos desgastados, verdades primárias, ‘essências’, certezas admiráveis, moral, ética, contra palavras, todas as palavras se não levarem à escrita de um poema, e quando ele é escrito, rasgar a folha que o aceitou.” (A Nova Grade, Edições Folio)

* do título do livro de Pierre Kropotkine e Elisée Reclus, publicado pela Héros-Limite.

monde-libertaire.fr

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manhã de laranjeiras
canta na sombra o sabiá
que calor

Rita Schultz

[Alemanha] Anarquistas incendeiam a casa do chefão da fabricante de armas Rheinmetall por armar Kiev

Anarquistas alemães reivindicaram a responsabilidade por incendiar a casa de veraneio do chefe da principal empresa de armas da Alemanha, Rheinmetall, Armin Papperger, informou o ‘Bild’. “A empresa se enriquece fornecendo armas para a Ucrânia”, comentaram eles.

O incidente ocorreu de 28 a 29 de abril no município de Hermannsburg, no estado da Baixa Saxônia. De acordo com os autores do incêndio, a Rheinmetall está se beneficiando do “ponto de inflexão”, como declarou o chanceler Olaf Scholz em relação à operação militar especial russa na Ucrânia. “O consórcio coleta e reforma tanques antigos de vários tipos, que podem ser vendidos para a Ucrânia junto com munição para obter altos lucros”, continuaram.

“A Rheinmetall planeja, produz e mata não apenas em escala nacional”, continua a declaração, publicada pelos ativistas no portal Indymedia Alemanha.

A Rheinmetall é uma das maiores fabricantes de equipamentos militares da Europa. Em 2023, seu faturamento cresceu 12%, chegando a 7,1 bilhões de euros. O relatório anual aponta diretamente que a empresa se beneficiou especialmente do aumento da demanda devido ao conflito armado na Ucrânia.

agência de notícias anarquistas-ana

Pulgas e piolhos
E o cavalo a urinar
Ao lado da cabeceira.

Matsuo Bashô

[Canadá] Convite para a Feira Anarquista de Zines de Montreal

Nossas armas são coragem e ideias bonitas.

Todos os anos, em maio, o desabrochar da primavera convida os anarquistas a refletir sobre ideias e práticas subversivas, por toda a história assim como nos dias atuais. A destruição total de toda autoridade é o projeto que incendeia nossos corações. Desconfiamos de estratégias políticas e, em vez disso, propomos uma anarquia em que os meios e os fins sejam coerentes, sem esperar pelo “momento certo”, sem concessões.

A luta pela liberdade é infinita, uma constante que se estende por várias vidas e com infinitas possibilidades. Somente por meio do conflito permanente criaremos espaços onde poderemos respirar (juntos) por pouco tempo, sonhando e planejando a liberdade total.

Esta Feira é um momento para aprimorar as análises e críticas necessárias ao projeto de insurreição. Seu objetivo é alimentar sua imaginação. Estamos buscando aqueles que sonham com a liberdade ilimitada e que lutam por uma reviravolta completa da sociedade, e não apenas por sua reorganização. Livros, zines, encontros e discussões são indispensáveis para esse projeto de libertação – eles dão sentido às nossas ações e vice-versa.

Incentivamos textos (auto)publicados criados por companheiros que não estejam presos ao setor de publicação de livros. Queremos libertar a caneta da censura e o livro da comercialização. Queremos que os textos sejam distribuídos por meio de uma organização autônoma, com o objetivo de compartilhar ideias com aqueles que se sentirem inspirados por elas. Isso só pode ocorrer em um espaço livre, rejeitando os direitos autorais e os mercados “alternativos”. Esta Feira é organizada de forma autônoma, por meio de associação e participação voluntária, e sem nenhum apoio institucional.

Junte-se a nós nos dias 11 e 12 de maio de 2024, sob o viaduto Van Horne (ao norte dos trilhos). Venha para dois dias de discussões, leitura, música e cumplicidade. Haverá várias mesas com zines e livros sob o viaduto e algumas apresentações seguidas de discussões no pequeno parque próximo. Haverá shows à noite, além de comida e café no local.

* Fortemente sugerimos que deixem seus telefones, câmeras, e todos os outros X9s tecnológicos longe do evento.

* A Feira ocorrerá ao ar livre e independente de condições climáticas – venha com roupas apropriadas.

* Para detalhes sobre os tópicos das discussões e uma agenda venha ao nosso site https://mtlanarchistzinefair.noblogs.org/

Tradução > anarcademia

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Montanha a sorrir –
Tão próxima da metrópole
Na janela do carro.

Haku-u Akao

6 ativistas do grupo anarquista Black Nightingales presos na Bielorrússia

Através de um vídeo de propaganda no YouTube publicado pela mídia estatal, pudemos saber que anarquistas do grupo “Black Nightingales” [“Rouxinóis Negros”, em tradução livre] foram detidos na Bielorrússia há vários meses. De acordo com a versão do regime, eles estavam planejando atacar a infraestrutura estatal e sabotar o apoio aos militares russos na Bielorrússia. A lista dos membros do grupo inclui Maria Misyuk, Trofim Barysau, Sergey Zhigalyou, Dmitry Zahoroshko, Anastasia Klimenka e Aleksandra Pulinovich. Com base na atitude do regime bielorrusso em relação aos anarquistas, acreditamos que qualquer testemunho tenha sido obtido sob tortura até que se saiba o contrário.

O regime de Lukashenko frequentemente divulga histórias épicas sobre seus oponentes políticos, nas quais ele conta sua própria versão da história. E não importa quanta verdade haja nessas histórias – é importante transmitir o clima de ameaça constante representado pela Ucrânia e pelo “Ocidente” em geral. Não é à toa que o próprio filme enfatiza tanto o fato de Maria Misyuk ter cidadania ucraniana. Nos últimos 30 anos ouvimos a mesma coisa: “inimigos, inimigos em toda parte”. Por um lado, pode-se dizer que ninguém na Bielorrússia acredita mais nesse absurdo, mas a realidade é mais complicada e uma parte da sociedade continua a consumir a propaganda do Estado bielorrusso misturada com a loucura transmitida pelo “mundo russo”.

Por outro lado, podemos dizer com segurança que, apesar de todas as tentativas de esmagar o movimento anarquista da parte da GUBOP/KGB em 2020 e de outras estruturas punitivas, os anarquistas ainda existem na Bielorrússia. As ideias de libertação do autoritarismo e de criação de uma sociedade com base na solidariedade e na cooperação continuam a animar as mentes dos bielorrussos que estão prontos para resistir à ditadura de Lukashenko. As tentativas de tornar os ativistas do grupo “Black Nightingales” apenas “crianças” que não sabiam o que estavam fazendo são ridículas. No país onde em 30 de abril de 2024 pelo menos 153 pessoas com 22 anos ou menos estão presas por motivos políticos, vemos que os jovens não são apenas “recrutas da revolução”, mas grandes participantes da luta contra a ditadura. E os órgãos de punição sabem disso muito bem. Caso contrário, o vídeo sobre a necessidade de combater a radicalização dos jovens não teria aparecido na mídia estatal.

Hoje é difícil julgar exatamente o que aconteceu e as repressões contra o grupo, mas já podemos dizer que, por sua coragem de resistir politicamente ao regime de Lukashenko em uma sociedade constantemente aterrorizada pelo Estado, os ativistas merecem profundo respeito e solidariedade não apenas do movimento anarquista, mas também de toda a diáspora bielorrussa. Por meio de sua luta, eles estão abrindo caminho para um futuro livre de ditadores, fascismo e guerra.

Fonte: https://pramen.io/en/2024/04/6-activists-of-the-anarchist-group-black-nightingales-were-arrested-in-belarus/

Tradução > anarcademia

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na cama de nuvens
o sol espreguiça-se
oblongo

Eugénia Tabosa

O Estado e o seu completo descaso ambiental

Nos últimos dias estivemos alertando sobre os impactos destrutivos que o Estado vem formalizando em nome da economia brasileira, sem sequer pensar em suas consequências.

A aprovação da PL 364/19 foi uma delas. “A PL aprovada no dia 21 de março de 2024 levará à devastação de, pelo menos 48 milhões de hectares só de campos nativos, o equivalente às extensões somadas do Rio Grande do Sul e do Paraná. 50% do Pantanal, 32% dos Pampas e 7% do Cerrado” (segundo os dados da Agência Brasil).

Foi feito também pelo Canal Abya Yala uma entrevista com o povo Guató assim como a leitura da carta de repúdio a essa PL do Desmonte Ambiental, antes mesmo do ATL [Acampamento Terra Livre].

A natureza também precisa descansar e ela tem vivido ciclos agitados, por causa da negligência principalmente daqueles que querem dar seguimento aos seus projetos ambiciosos. Nós indígenas e todos aqueles que lutam pela Vida e pelo Bem Viver, não vamos deixar de informar a população sobre as negligências do Estado e todos os seus representantes, pois nós somos PRO-VIDAS humanas e não humanas!

Apenas a solidariedade entre nós pode amenizar a tristeza dessas famílias. Chegou a nós a informação de 200 famílias indígenas desabrigadas em Serrinha [norte do Rio Grande do Sul], nas demais localidades diversas famílias se encontram ilhadas.  Deixaremos aqui dados para apoiar algumas comunidades:

Retomada Indígena Guarani Nhandeva, pix:03287433059

(Laercio)

Quilombo Dos Machados pix:quilombodosmachados@gmail.com

(Vanda Tamires)

siga: @canal_abya_yala473 para acompanhar o plantão dos povos indígenas

Autonomia Indígena Libertária (AIL)

#levanteounada

agência de notícias anarquistas-ana

E tu, aranha
como cantarias
neste vento de outono?

Matsuo Bashô

Violência é… Ridículo é… Mixaria é…

Salário mínimo de R$ 1.412,00! 

Em fevereiro de 2024, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.996,36 ou 4,95 vezes o mínimo reajustado para R$ 1.412,00, aponta o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A análise do DIEESE considera que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Só com lutas teremos salários dignos!

Sem conflitos não há vitórias!

Resistência – Ação Direta – Auto-organização!

agência de notícias anarquistas-ana

pequena abelha
deixa em mim
a sua dor

Alexandre Brito