[Espanha] Poema | Promessas

Promessas, promessas / Promessas e mais promessas / São plurais. São muitas / São milhões / Tão repetidas quanto não cumpridas / Que sem tempo são enterradas / Logo esquecidas

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Não existe política sem promessas / Governante ou candidato / Sem seu rosário de promessas… / Seu baú de mentiras

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Eles não se importam em / fraudar a confiança / dos eleitores e cidadãos / Esmagar seus direitos / Frustrar suas ilusões / Trair suas esperanças… / Sem respeito por ninguém / Imunes ao descrédito

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Após uma entrega desmedida / de sentimentos efêmeros / em dias de euforia eleitoral / o espetáculo acabou / é hora de voltar ao túnel

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Continuar como antes / dominado pelo pessimismo / Desemprego, precariedade… / Exploração e miséria / Desigualdade crescente… / O buraco entre ricos e pobres…

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Desmantelamento do público / Cortes nos serviços básicos / Desarticulação social planejada / desde dentro e desde fora / lentamente, de forma dissimulada / Você já não manda mais na sua casa… / Mais silêncios do que vozes

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No entanto, eles voltarão… / Certamente voltarão / sem sua arrogância / alguns deles ficarão intimidados / não com seu sofrimento / outros serão confundidos por seu sofrimento

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As promessas voltarão / As palavras vazias / Vazias! / Sem nada / Nada mesmo

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Miguel ROJO – junho//2024

Fonte: https://www.portaloaca.com/expresion/poemas/poema-promesas/

 

>> Nota da ANA:

As eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para 9 de junho de 2024

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/06/05/espanha-contra-a-europa-do-capital-e-da-guerra-nao-vote/

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Você revela
desejos mais íntimos
à luz de vela.

Reinaldo Cozer

[Grécia] Solidariedade ao espaço libertário Primavera

Na manhã de segunda-feira, 3 de junho, a ELAS [polícia nacional da Grécia] realizou uma operação na Universidade Aristóteles de Tessalônica (AUTh) para evacuar o espaço libertário Primavera. Unidades da OPKA [unidade especial antiterrorismo] entraram na ocupação, jogaram fora os pertences do local e depois deixaram o campus. Depois de algum tempo, os companheiros recuperaram o espaço e, depois que as forças policiais entraram uma segunda vez, foi realizada uma reunião de solidariedade. Essa evacuação ocorreu após o anúncio feito pelas autoridades reitorais da AUTh de que o espaço específico onde o espaço libertário Primavera está atualmente localizado será colocado em leilão pela Empresa de Desenvolvimento de Propriedade Pública da AUTh para ser entregue a iniciativa privada e “explorado”. O espaço libertário Primavera é um obstáculo na campanha repressiva do Estado dentro das instalações da universidade. É um espinho na tentativa de esterilização e restrição das universidades, de exclusão da sociedade delas e um inimigo do poder, é um campo para a radicalização de consciências e lutas.

A desocupação do espaço libertário Primavera faz parte da ampla campanha repressiva que o Estado desencadeou dentro das instalações da universidade com o objetivo de reestruturar a educação, com o ataque ao caráter social do asilo universitário, com a tentativa de entrada da polícia nas universidades e escolas, com as desocupações de ocupações estudantis durante a luta contra a emenda do artigo 16, com a recente evacuação da ocupação da Faculdade de Direito que foi realizada em solidariedade ao povo da Palestina, com a proibição de festivais e eventos políticos nas instalações da universidade e com a perseguição e o julgamento do estudante anarquista membro da Iniciativa de Estudantes Anarquistas de Atenas, acusando-o de danificar propriedade e desobediência devido à intervenção política de solidariedade à Palestina nas universidades.

Para o Estado e as instituições, a repressão às ocupações (dentro e fora das universidades) é parte integrante da implementação da estratégia de contrainsurgência preventiva para o esmagamento das resistências sociais e de classe e a transformação de todos os campos da atividade humana com o objetivo de aumentar os privilégios dos poderosos e a subjugação da sociedade. Desde a recente superação do artigo 16 sobre a educação pública e a aprovação do projeto de lei para o novo código penal, a crescente privação e empobrecimento às custas da grande maioria social, a constante degradação do sistema de saúde pública, a degradação absoluta da vida humana até a crescente pilhagem do mundo natural, bem como o encobrimento de redes de tráfico, a abafação de estupradores de crianças e o feminicídio dentro e fora das delegacias de polícia.

De nossa parte, como Antipnoia, um espaço anarquista e antiautoritário, entendemos que o ataque às ocupações dentro e fora das universidades é parte do ataque que todos nós estamos sofrendo, nos bairros, nos locais de trabalho, nas universidades, onde quer que a realidade social se desenvolva. Mas é em todos esses espaços que florescem a resistência, a auto-organização e a solidariedade entre os oprimidos, e é por isso que os defendemos e declaramos nossa solidariedade. Dentro e fora das ocupações e dos espaços de luta do movimento anarquista, nas ruas e em todos os campos, lutamos com a visão de libertação social e de classe, pela revolução social, pela anarquia e pelo comunismo libertário.

Somos solidários com as ocupações e as estruturas de luta auto-organizadas!

Somos solidários com os estudantes anarquistas que lutaram e continuam lutando para que o asilo universitário continue sendo um campo de luta, mobilização e organização da resistência social e de classe.

DEFENDEMOS COLETIVA E MILITANTEMENTE AS OCUPAÇÕES, OS ESPAÇOS AUTO-ORGANIZADOS E AS RESISTÊNCIAS SOCIAIS E DE CLASSE

stekiantipnoia.squathost.com

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o dia abre a mão
três nuvens
e estas poucas palavras

Octavio Paz

[Itália] Vamos negar as urnas, encher as praças!

Diante das próximas eleições locais e europeias, não vote, organize-se e lute.

A tão alardeada democracia é sempre uma decepção, mas no caso das eleições europeias ela chega ao ridículo.

A União Europeia tem seu centro de poder na Comissão Europeia, não no Parlamento Europeu, que nem sequer tem permissão para propor leis, mas apenas ratifica o que a Comissão decide.

O jogo de papéis entre a Comissão e os governos nacionais significa que as ações de ambos estão livres de qualquer controle. Os governos são forçados a adotar medidas antipopulares porque estão vinculados aos planos de estabilidade da UE, enquanto a Comissão é forçada a adotar essas políticas porque alguns governos nacionais querem que seja assim. No final das contas, nem um nem outro acabam sendo obrigados pela chamada vontade popular que seria expressa nas eleições.

As várias listas eleitorais concorrentes têm em comum, em maior ou menor grau, questões inaceitáveis: planos para aumentar a competitividade e fortalecer o papel da Europa em relação às outras potências econômicas em um contexto capitalista, planos para proteger a cadeia de suprimento de energia europeia por meio de políticas predatórias de exploração territorial também apoiadas por missões militares específicas, planos para construir muros nas fronteiras e armar-se até os dentes de acordo com a política de guerra que caracteriza a política externa europeia.

No que diz respeito às eleições locais, a música não é diferente. Nesse período, testemunhamos o conjunto de listas imaginativas elaboradas por forças políticas que se aliaram, mesmo de maneiras incompreensíveis, para participar do jogo partidário com a distribuição simétrica de listas e acordos estratégicos no caso de um segundo turno. Aceitar as regras do sistema significa ter programas insultantes e rixentos, se não contraditórios, muitas vezes desconectados da realidade das lutas. Significa prever que pode haver espaço para os direitistas, a quem a representação democrática é devida. Significa trancar-se na dimensão das moções se estiver na oposição, apertar a mão de empresários, militares e vários lobbies se sonhar em governar a cidade.

Os cinco anos da restauração do PD [partido democrático] não marcaram nenhuma descontinuidade com a administração Cinco Estrelas [partido]. Os problemas da cidade permaneceram inalterados e não foi o conselho municipal que os enfrentou, muito menos os resolveu. As verdadeiras lutas estão ocorrendo constantemente fora das câmaras municipais, nas estruturas de baixo para cima criadas pelas redes de cidadãos trabalhadores e desempregados, aquelas em que o método de luta rejeita o mecanismo de procuração e a instrumentalização eleitoral.

A mudança não se dá por meio das urnas. A votação não pode sacudir a cidade, mas apenas alimentar ilusões deletérias.

Em uma cidade onde os problemas se chamam desemprego, exploração, moradia, construção de escolas, militarização, repressão, poluição e destruição ambiental, a solução não passa pelas urnas.

Votar é inútil. As eleições europeias e locais são uma farsa.

A abstenção é o primeiro passo para dizer não a tudo isso!

Lutar e organizar-se desde baixo, sem ceder ao engano das urnas, é essencial para realmente mudar a sociedade

Para discutirmos isso juntos, nos reuniremos na quinta-feira, 6 de junho, às 21h, na Federazione Anarchica Livornese, Via degli Asili 33, Livorno

Federação Anarquista Livornese

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passarinho na cerca
enfeita o infinito
da colheita

Camila Jabur

[Grécia] Athens Tattoo Circus VII | 7-8-9 de junho de 2024

|| Tatuagem, Piercing, Pintura Facial para crianças, Bate-papos, Shows musicais, DJ’s e muito mais ||

O Athens Tattoo Circus é um projeto horizontal auto-organizado que promove e apoia a contracultura, as lutas sociais/antifascistas e a solidariedade com pessoas presas e perseguidas e suas lutas dentro e fora das celas. Ele é realizado para apoiar espaços ocupados e autogeridos, fazendo parte deles também.

Com a agenda da direita neoliberal, as estruturas de solidariedade e resistência são abertamente visadas pelo Estado, pelo capital e, é claro, pelo paraestado. No entanto, este foi um ano em que os espaços desocupados foram reocupados e novos espaços foram liberados. Todos os anos, nos últimos oito anos, temos nos organizado e realizado nossos desejos, sonhos e esperanças de uma vida mais livre e igualitária para todos.

Solidariedade com as pessoas presas e perseguidas que estão lutando, até que a última prisão seja demolida.

Contra todas as formas de poder, defendemos a liberdade, a igualdade, a auto-organização, as lutas não mediadas e a solidariedade.

Ocupação Papoutsadiko 20 Davaki Street, Haidari P.C. 12461

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Bela margarida
É tão simples, tão humilde,
mas também, tão alegre

Ricardo Mizoguchi Gorgoll

[Espanha] Liberdade para Abel! Amor à anarquia e ódio à repressão!

Desde quinta-feira, 30 de maio de 2024, outro companheiro anarquista está detido em prisões do Estado. Abel estava aguardando a resposta da Suprema Corte sobre o recurso contra uma sentença de 3 anos e 9 meses de prisão por agressão e agravante de crime de ódio. A origem de seu caso remonta a 2018, quando, após uma manifestação antifascista contra a JUSAPOL, um nazista vestindo a camiseta do Arjuna, um grupo musical do RAC (Rock Against Communism), caiu das escadas do metrô Urquinaona. Desde então, ele vem enfrentando uma pesada sentença de prisão e teve de pagar uma indenização de mais de 10.000 euros.

Durante todo esse processo, que durou mais de 5 anos, o Grupo de Apoio apontou os culpados do que agora é a sentença final. Por um lado, a associação de extrema direita da Polícia Nacional e da Guarda Civil, chamada JUSAPOL, organizadora do evento que, em outubro de 2018, procurou premiar as forças de segurança por terem reprimido [um protesto] em 1º de outubro. Por outro lado, destacamos os Mossos d’Esquadra [polícia catalã], o Ministério Público e o Juiz, encarregados de orquestrar este caso, utilizando com a máxima contundência todas as ferramentas à sua disposição. Destacamos, entre as utilizadas, a perseguição política contra o companheiro pelo fato de ser identificado nos arquivos da polícia como anarquista, motivo que, de acordo com o aparato judicial, a agressão e o crime de ódio contra um fascista. Finalmente, destacamos o papel que a Prosegur (a empresa de segurança privada do metrô) desempenhou no julgamento, ampliando a história que levou à condenação do companheiro.

As prisões do território ocupado pelo Estado espanhol contam mais uma vez com outro prisioneiro anarquista, outro prisioneiro por lutar, outro prisioneiro que é adicionado à longa lista daqueles que estão cumprindo uma sentença por não ceder ao poder. Tudo isso no mesmo dia em que a Lei de Anistia foi votada no Congresso: uma lavagem de roupa para tornar invisível o verdadeiro caráter repressivo do Estado. Mas a tristeza que sentimos não nos fará recuar, porque sabemos melhor do que ninguém que a luta não para, não importa de que lado do muro o sistema o coloque.

Abel está sendo mantido como refém no C.P. de Brians 2 (Sant Esteve Sesrovires) e estamos trabalhando para atender às suas necessidades mais imediatas e cuidar dele e de seu entorno. Por esse motivo, no domingo, 9 de junho, às 11h, partiremos da estação de trem de Martorell para fazer com que ele sinta nosso apoio, para mostrar que ele não está sozinho e para filtrar nosso calor através das grades. Por esse motivo, prevemos que em 22 de junho voltaremos às ruas, porque temos motivos de sobra, porque a única linguagem que o poder entende é a do conflito.

De hoje até o fim, em cada grito e cada faísca, em cada ato e cada ação, AMOR À ANARQUIA E ÓDIO À REPRESSÃO.

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Lua cheia.
Me dá, me dá!
Chora a criança.

Issa

Um importante livro sobre o anarquismo na Colômbia

NO NECESITO NINGUNA REVOLUCIÓN ESPERÁNDOME

Anarquistas extranjeros en Colombia (1910-1940).

A reconstrução das ideias anarquistas é, sem dúvida, importante, assim como a contribuição feita por essas aves migratórias que tiveram como porto intermediário para difundir suas ideias essa região chamada Colômbia.

Essas vozes, como um coro dissidente, levantaram-se contra o poder há um século e ainda continuam a nos surpreender, pois, apesar do fato de que muitas vezes foram empurradas para a beira do abismo pela história dos poderosos e por certa historiografia marxista (“mal-intencionada”), elas encontraram ecos de seus passos e foram, em várias ocasiões, o gesto germinal do movimento de inquilinos, do sindicalismo, da aliança operário-camponesa e de outras práticas rebeldes. Hoje, esses “gritos de liberdade”, que foram chamados de “estrangeiros perniciosos”, surgem nessas páginas que tecem vidas rebeldes.

NO NECESITO NINGUNA REVOLUCIÓN ESPERÁNDOME

Anarquistas extranjeros en Colombia (1910-1940).

La Valija de Fuego, livraria e editora

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o rio ondulando
a figueira frondosa
no espelho da água.

Alaor Chaves

[Irã] Condenamos a cerimônia em memória de Ebrahim Raisi na ONU

Por Hasse-Nima Golkar

A “Assembleia Geral das Nações Unidas” (na verdade, os Governos Unidos) decidiu homenagear Ebrahim Raisi (“Aiatolá da Morte”) em 30 de maio de 2024. Ele era um membro do alto escalão do Estado Califado Islâmico Xiita do Irã.

Ebrahim Raisi morreu em 19 de maio de 2024, juntamente com outros funcionários do governo, após um acidente de helicóptero na região montanhosa do Azerbaijão, no noroeste do Irã.

O principal objetivo de tais atos enganosos é confundir a opinião pública mundial, apoiando e também encobrindo os aiatolás, que há quarenta e cinco anos cometem crimes contra a grande maioria do povo iraniano.

Ebrahim Raisi, nascido em 1960, após a chegada ao poder do grande carrasco aiatolá Khomeini (1979), com cerca de 20 anos de idade, começou a trabalhar no judiciário. Ele foi fundamental na execução de milhares de prisioneiros políticos e prisioneiros de consciência. Assim como na repressão brutal dos movimentos sociais populares.

Ebrahim Raisi foi um dos membros do “Comitê da Morte”, formado com base na ordem escrita (Fatwa) do aiatolá Khomeini no verão de 1988. Ele foi encarregado da execução de todos os prisioneiros políticos que defendiam suas opiniões políticas contrárias ao regime islâmico no poder.

Nesse sentido, um dos assistentes do “Comitê da Morte” (na prisão de Gohar Dasht, na cidade de Karaj, a oeste da capital Teerã), chamado “Hamid Noury”, foi condenado à prisão perpétua no Tribunal Distrital Criminal de Estocolmo e, posteriormente, no Tribunal de Apelação da Suécia, acusado de “Crimes contra a Humanidade”. Com a participação de cerca de 90 testemunhas oculares e vários peritos, e vários milhares de provas irrefutáveis, sobre sua ajuda em mais de três mil execuções de prisioneiros políticos.

Hamid Noury está atualmente em uma das prisões da Suécia. E se Ebrahim Raisi estivesse vivo, como chefe da “Hamid Noury” e participante ativo desse crime terrível e desumano, ele poderia ser processado e condenado nos tribunais criminais de qualquer país da União Europeia.

Essa ação vergonhosa dos membros das “Nações Unidas” em homenagem ao assassino Ebrahim Raisi é um claro insulto à consciência de todos os povos do Irã e de outras partes do mundo que se preocupam com a liberdade e buscam a igualdade e a justiça. Portanto, este ato deve ser fortemente condenado.

Fonte: https://asranarshism.com/1403/03/10/raisi-un-memorial-eng/

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o crisântemo amarelo
sob a luz da lanterna de mão
perde sua cor

Buson

Novo vídeo | O Desastre Tem Nome: CAPITALISMO

Nos primeiros dias do mês de maio de 2024, o território conhecido estado do Rio Grande do Sul, no chamado Brasil, foi atingido pela maior catástrofe climática de sua história. Mais de uma semana de chuvas intensas fizeram com que diversos rios transbordassem, arrasando dezenas de cidades e destruindo tudo no seu caminho, para então desaguarem no rio Guaíba causando a maior enchente já registrada na região da Grande Porto Alegre e outras cidades do estado. Até 1º de junho, 171 mortes foram confirmadas. Milhares de pessoas perderam tudo. 614 mil ficaram desabrigadas. Mais de dois milhões foram afetadas. Cidades inteiras praticamente apagadas do mapa pela força das águas.

O Estado e o modo de produção capitalista têm responsabilidade direta pela devastação do planeta, produzindo cada vez mais catástrofes, derrubando florestas para dar lugar ao gado, às monoculturas e à mineração, degradando e impermeabilizando o solo com a expansão urbana. Em meio ao horror, fica evidente a completa incapacidade dos governos e dos ricos de cuidarem de nossas vidas e do nosso ambiente.

No centro dessa tragédia que anuncia uma nova realidade de eventos extremos cada vez mais frequentes, anarquistas, comunidades indígenas, quilombos e movimentos sociais organizam a solidariedade enquanto tentam reconstruir suas vidas e seus territórios gravemente afetados, seja pedindo e distribuindo doações, chamando por mutirões para limpar e voltar para imóveis atingidos, ou organizando novas ocupações de prédios vazios para abrigar pessoas que perderam suas casas.

>> Assista o vídeo (18:45) aqui:

https://antimidia.org/o-desastre-tem-nome-capitalismo/

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As vozes não têm idade
quando falam de terremotos
à luz das lareiras.

Kyoroku

[México] Comunicado da Okupache: Liberdade para nosso companheiro Jorge Esquivel!

A T E N Ç Ã O

Na manhã de hoje, 3 de junho, um juiz do quinto tribunal criminal federal condenou nosso compa Jorge Esquivel “Yorch” a 7 anos e 6 meses de prisão.

Poucas horas após o fim do show midiático que eles chamam de eleições, eles decidiram que era um bom momento para condená-lo após quase 18 meses de sequestro.

Está claro para nós que a armação contra Yorch está diretamente relacionada a essas mudanças de administração, incluindo a mudança de reitor na UNAM, já que sabemos que falar sobre o despejo da okupação é uma das propostas de campanha que não podem faltar, além de sempre nos usar para desviar a atenção quando são questionados por sua comunidade, já que a cada vez a incompetência e o fascismo da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) se tornam mais e mais evidentes até mesmo para os estudantes universitários mais orgulhosos.

É óbvio que somos incômodos para a universidade, para eles é mais importante eliminar a ameaça que representa um espaço que não depende de nenhuma instituição nem de nenhum partido político; do que atender às demandas de seus estudantes e de sua “comunidade” a quem as mesmas autoridades espancam, expulsam, detêm, discriminam, assediam, estupram, revitimizam e matam (clássico das instituições).

Também está claro para nós que essa montagem contra Yorch é mais um dos diferentes ataques contra a Okupache e aqueles que se organizam nela, como o assédio, a perseguição, os ataques com artigos de jornal, suas transmissões na Internet, rádio e televisão falando sobre o espaço como um dos problemas de segurança nacional, a espionagem da UNAM e das diferentes corporações policiais e de pseudointeligência, os cortes de água e eletricidade, o hackeamento de dispositivos eletrônicos, a criação de cartazes falsos com nomes e fotos das pessoas, acusando-nos de portar armas, explosivos, supostamente pertencentes a esta ou àquela organização, e tudo o mais que possam imaginar. Todos esses ataques durante 24 anos não foram e não serão suficientes para extinguir a organização autônoma, autogerida e horizontal da Okupache e de diferentes espaços/coletivos/comunidades/indivíduos espalhados pelo mundo, onde a mensagem de resistência também é clara e direta: NÃO DAREMOS UM PASSO PARA TRÁS.

Com relação ao caso de Yorch, continuaremos lutando, tanto com seus defensores legais, que esgotarão todas as instâncias desse jogo sujo, quanto do lado de cá das grades; desde a Okupache e de diferentes latitudes e corações prontos para lutar por sua liberdade.

Parem suas montagens!

LIBERDADE PARA NOSSO COMPANHEIRO JORGE ESQUIVEL!

Okupa e resista.

Não daremos um único passo atrás diante de qualquer tentativa de repressão.

Nenhuma agressão ficará sem resposta.

YORCH PARA AS RUAS!!!

#altoalosmontajes #libertadayorch #okupaChe #OkupaYResiste #autonomiayautogestion #endefensadelosespacios

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Trégua de vidro:
o canto da cigarra
perfura rochas.

Matsuo Bashô

[Espanha] Milhares de pessoas gritam contra a expansão do Porto de Valência: “Não, não, não, chega de porto!”

Entidades de bairro, ambientalistas, sindicatos e cidadãos saem às ruas para deixar claro o seu repúdio ao projeto

“Não, não, não à expansão!”, ou “não, não, não, não queremos mais porto”, foram algumas das frases gritadas na tarde de sexta-feira (31/05) na grande manifestação contra a expansão do Porto de Valência que começou às 18h30 no Paseo da Alameda de Valência, na altura da Puente de las Flores.

Milhares de pessoas participaram da mobilização convocada pela Comissió Ciutat-Port, plataforma de bairro e ambientalista contrária ao projeto, em clima festivo de protesto com faixas com slogans como “direito de respirar ar puro”, “direito à saúde” ou “menos porto, mais Albufera [parque natural]”.

O porta-voz da Comissió Ciutat-Port, Francesc Herrera, ficou muito satisfeito com o grande afluxo de manifestantes no terceiro protesto convocado pelo grupo: “Estamos muito felizes, estamos atravessando a Ponte de Exposições e a ainda tem gente na praça Zaragoza. A administração deve tomar nota e reconsiderar seu projeto. Devem interromper o processo de licitação pelo menos até que Puertos del Estado se pronuncie como órgão substantivo nos relatórios ambientais, o que ainda não fez. Portanto estamos num processo que não possui os documentos necessários para avançar. Solicitamos a retirada total do projeto, a eliminação do dique norte e a reversão da zona de atividades logísticas (ZAL).”

O presidente do conselho de trabalhadores do terminal público de contentores CPS, Julián Pérez, também participou no protesto, e afirmou: “esta expansão é desnecessária, injustificada e destruirá empregos”. Pérez garantiu que os estudos econômicos e laborais do PAV “não são verdadeiros, haverá destruição de empregos e queremos que façam um estudo real sobre o impacto do novo terminal no emprego”.

Néstor Banderas, 33 anos, e Lara Sanmiguel, 29 anos, são valencianos e participaram na manifestação a título individual, ou seja, não pertencem a nenhum grupo. Segundo Banderas, “parece que a expansão não está respaldada pelos necessários relatórios de avaliação ambiental, é um modelo econômico predatório e este objetivo de crescimento até o infinito não é a linha a seguir como sociedade”. Por sua vez, Sanmiguel afirma que “o nível de tráfego no Porto de Valência foi inferior ao do ano anterior, o que torna uma expansão desnecessária e, portanto, crescer por crescer não faz qualquer sentido econômico ou de sustentabilidade. Queremos viver em uma cidade portuária com poluição, trânsito, desemprego, sem pomar, sem Albufera?”

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Na velha roseira,
entre as folhas e os espinhos,
uma aranha tece.

Humberto del Maestro

[Itália] Colônia Cecília. Um sonho anarquista

Na sexta-feira, 7 de junho, às 21h, exibiremos, em sua estreia na Itália, o novo documentário do diretor brasileiro Carlos Pronzato, dedicado a revisitar a história da Colônia Cecília, um evento pouco conhecido que evidenciou – a partir da proposta do anarquista Giovanni Rossi – o desejo de construir, em 1890, no Brasil, uma comunidade igualitária na qual se tentaria não apenas um experimento de propriedade coletiva de bens, mas também uma experiência de comunidade “total” baseada no amor livre e na abolição da família monogâmica.

O documentário de Pronzato refaz os estágios desse evento, interrogando descendentes, estudiosos e punks, fornecendo uma nova chave de interpretação, desmontando mitos e lendas para chegar às verdadeiras razões da conclusão dessa experiência.

O documentário é legendado em italiano.

Ateneo Libertario Milano

Viale Monza, 255, Milano

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/03/04/cineasta-precisa-de-apoio-financeiro-para-finalizar-documentario-sobre-a-colonia-cecilia/

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No terreno baldio
Ainda cheias de orvalho,
Campânulas!

Paulo Franchetti

[Chile] A companheira Paty Rodriguez deixa a prisão em liberdade condicional

Por La Zarzamora

Após uma audiência na manhã de segunda-feira, 3 de junho, foi realizada uma mudança de medida cautelar para a companheira anarquista Paty Rodriguez, que passou 10 meses na prisão, após ser presa no contexto do ataque à Gendarmeria [polícia] em dezembro de 2021.

A companheira teve sua prisão preventiva decretada em 31 de julho de 2023, que inicialmente deveria durar 50 dias, mas os relatos do poder variam quando não atingem seu objetivo. Durante esses 10 meses, Paty ficou separada de seu filho e recebeu pressão constante do promotor responsável, que, por meio de diferentes estratégias, tentou fazer com que ela entregasse informações que prejudicariam seus companheiros, o que ele nunca conseguiu.

Inicialmente, ela foi enviada ao centro de extermínio de San Miguel, onde, em suas próprias palavras, descreveu como “trato de realizar esse processo colocando em prática as mesmas coisas que lá fora com as prisioneiras: horizontalidade e apoio entre nós, porque entre as coisas que compartilhamos está um profundo ódio pela polícia”, aludindo à forma como resistiu ao confinamento.

Posteriormente, ela foi transferida, juntamente com dezenas de outras prisioneiras, para a prisão de San Joaquín, onde todas tiveram de enfrentar as condições mais ultrajantes em um módulo inabitável, que elas mesmas limparam e tentaram tornar resistente.

Hoje ela conseguiu sair das jaulas malditas do estado, sabemos que ela ainda está sob o castigo do estado em outra forma, mas estamos felizes que ela pode viver o reencontro com seus entes queridos.

Paty, nós lhe enviamos um grande abraço do sul. Viva a coerência política, a camaradagem e a não delação.

Presas anarquistas de todos os territórios para a rua já!

Fonte: https://lazarzamora.cl/?p=12526

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/08/chile-palavras-de-paty-rodriguez-prisioneira-anarquista/

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Nem uma brisa:
o gosto de sol quente
nas framboesas

Betty Drevniok

[Espanha] Contra a Europa do capital e da guerra. Não vote!

A CNT-AIT Motril faz parte da campanha contra as eleições políticas da União Europeia que ocorrerão em 9 de junho.

O BDS Guadalfeo, a Nación Andaluza e o FNLS do México também fazem parte da campanha.

No dia 7 de junho, às 19h30, no Parque de la Fuente, em SALOBREÑA, haverá um comício para explicar os motivos para não votar nessas eleições.

Essas eleições estão enquadradas em um contexto de guerra colonial na Palestina e na memória da destruição da cana-de-açúcar tradicional que existia na Costa Tropical, que veio por decisão e estrutura da UE. Os anarquistas e anarco-sindicalistas não participam das votações que legitimam as estruturas de poder e a ordem jurídico-político-policial, que usa meios indiretos para evitar que as verdadeiras formas democráticas e livres sejam por meio de assembleias, associativismo e participação direta. Sendo, além disso, um organismo imperialista, é inútil buscar na UE a esperança de resolver os problemas comuns dos povos e ignorar que há interconexões com outros organismos internacionais que inviabilizam práticas de políticas justas e humanas, em detrimento do que eufemisticamente chamam de “duras”, que nada mais é do que a barbárie com o infortúnio dos vencidos de César de uma cor ou de outra.

Diante disso, o que é necessário é a associação, o apoio e a participação da população. Se houver de fato uma mobilização real, é inevitável que sua pressão constante e massiva empurre tudo para o cumprimento das mudanças e da justiça que necessitamos.

CNT-AIT Motril

Tradução > Liberto

>> Nota da ANA:

As eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para 9 de junho de 2024

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A neve está derretendo –
A aldeia
Está cheia de crianças!

Issa

[EUA] Não há liberdade sob o fascismo e não há alternativa em Trump

No sábado, 25 de maio, Donald Trump discursou na conferência do Partido Libertário, uma prova da virada para a extrema-direita que o terceiro maior partido político dos Estados Unidos deu após a aquisição pelo Mises Caucus, alinhado à extrema-direita.

Ironicamente, Trump discursou sob uma enorme faixa com um falso círculo anarquista (A) e as cores preta e dourada do Partido Libertário, onde se lia: “Become Ungovernable” (Torne-se ingovernável), um slogan que se tornou popular durante os protestos contra as políticas de Trump durante sua presidência.

Trump está longe de ser um libertário – ele proclama abertamente que será um ditador no “primeiro dia”, veicula anúncios on-line que se referem a um “Reich Unido” e jantou com importantes neonazistas. Enquanto os libertários aplaudem os cortes de impostos para os ricos, a remoção de proteções ambientais e trabalhistas e os apelos feitos por associados de Trump, como o fascista Steve Bannon, para atacar o “estado administrativo”, o que significa desmantelar programas populares de rede de segurança, como vale-refeição, Medicaid e Previdência Social – que Trump endossou -, Trump também aumentou a dívida nacional e os gastos do governo, canalizando bilhões para o Pentágono e a economia de guerra. Trump corteja o apoio de grupos fascistas, armou a Segurança Interna contra seus inimigos políticos, trabalhou para acelerar a fracassada “Guerra às Drogas”, atacou a liberdade reprodutiva, ataca e tem como alvo pessoas LGBTQ+, quer realizar uma prisão em massa militarizada de dezenas de milhões de pessoas da classe trabalhadora, votou a favor do aumento da vigilância governamental e construiu alianças com ditadores e autoritários em todo o mundo. Trump também desempenhou um papel fundamental em uma tentativa de golpe em 6 de janeiro que tentou instalá-lo como um líder não eleito.

Como escreveu o Instituto Cato, alinhado aos libertários, um think-tank uber-capitalista:

“…[A] lista de políticas e posturas de Trump às quais os libertários se opõem é longa e perigosa… Na verdade, a aparição de Trump nesta semana diz tanto sobre o Partido Libertário quanto sobre ele.

… [A] liderança do partido [Libertário] de hoje foi tomada por uma facção que o coloca bem fora dos limites do libertarianismo e parece confortável com o autoritarismo de direita. Alguns tweets emitidos por partidos libertários estaduais e outros operadores libertários só podem ser descritos como chocantemente racistas ou antissemitas – o Partido Libertário de Michigan, por exemplo, postou um desenho animado retratando os judeus como mestres de marionetes dos partidos Democrata e Republicano – e seriam mais bem-vindos na alt-right do que entre os verdadeiros libertários.”

Em Trump, os trolls da alt-right à frente do Mises Caucus, que controla o Partido Libertário, encontram uma alma gêmea. Para eles, o objetivo não é atacar o autoritarismo, mas sim usar o Estado para atacar os avanços feitos pelos movimentos populares da classe trabalhadora a partir de baixo. Longe de se opor ao controle do governo sobre nossas vidas, eles querem, em vez disso, aumentar a perseguição àqueles que consideram seus inimigos.

A direita organizada é um movimento de massa em prol da desigualdade e, portanto, precisa se apresentar como uma alternativa ao sistema que ela no fundo apoia e defende. É apropriado, então, que os libertários tenham literalmente roubado a palavra “libertário” dos anarquistas, que durante décadas a usaram para defender uma sociedade cooperativa, anticapitalista e igualitária organizada de baixo para cima. No entanto, a partir da década de 1950, os capitalistas de extrema direita começaram a usar o termo para defender uma sociedade em que o Estado tenha sido completamente privatizado, com todos os aspectos da vida social sendo controlados por empresas privadas, desde tribunais a policiais, prisões, estradas e escolas.

Como Murray Rothbard, um dos principais arquitetos do chamado “anarco”-capitalismo e do Partido Libertário, declarou: “Um aspecto gratificante de nossa ascensão a alguma proeminência é que, pela primeira vez em minha memória, nós, ‘nosso lado’, capturamos uma palavra crucial do inimigo. ‘Libertários’ há muito tempo era simplesmente uma palavra educada para os anarquistas de esquerda, ou seja, para os anarquistas anti-propriedade privada… Mas agora nós a tomamos”.

Mas Rothbard tinha certeza de que essa visão de senhor da guerra privatizada não tinha nada a ver com o anarquismo de fato. Mais tarde, ele escreveu: “Devemos, portanto, concluir que não somos anarquistas e que aqueles que nos chamam de anarquistas não estão em um terreno etimológico firme e estão sendo completamente anti-históricos”.

Assim como o atual Mises Caucus, Rothbard passou a pedir alianças com neonazistas como David Duke e que o Estado atacasse os manifestantes, os pobres e os movimentos sociais. Ele fez um apelo famoso para que o Estado direcionasse sua violência contra a população em geral, afirmando:

“Liberem os policiais para limpar as ruas de vagabundos e vadios. Para onde eles irão? Quem se importa? Com sorte, eles desaparecerão, ou seja, passarão das fileiras da classe de vagabundos acariciados e mimados para as fileiras dos membros produtivos da sociedade”.

Essa retórica ecoa a de Trump atualmente. Rothbard ajudou a construir o moderno Partido Libertário e trabalhou para colocar Ron Paul no centro das atenções, cuja campanha presidencial em 2012 ajudou a dar origem à extrema direita moderna. Para os libertários irritados com o fato de Trump ter discursado em sua convenção, aproveitem que suas galinhas estão voltando para o galinheiro.

Tanto Trump quanto o Partido Libertário tentam se apresentar como uma alternativa ao status quo, na esperança de atrair eleitores insatisfeitos e irritados com o aumento do custo de vida, a guerra atual e o empobrecimento da vida cotidiana das pessoas da classe trabalhadora.

Na realidade, tanto Trump quanto o Partido Libertário querem melhorar as coisas para a classe dominante e para as corporações – e não para aqueles que trabalham para elas. Além disso, como Rothbard, eles querem eliminar qualquer pretensão de supervisão e responsabilidade do governo – em vez disso, liberar todo o potencial de violência do Estado contra qualquer coisa que desafie o sistema capitalista.

Na esteira da pandemia, as corporações estão obtendo lucros recordes – por meio de preços abusivos para as pessoas da classe trabalhadora, já que o aluguel disparou e os salários permaneceram estagnados. Mas Trump e o Partido Libertário querem simplesmente acelerar essa realidade – não atacá-la. Ao contrário de Biden, que elogia o “bom” desempenho da economia, a extrema direita oferece uma lista de inimigos fabricados que eles tentam culpar pela nossa miséria coletiva: imigrantes, drag queens, “woke”, ANTIFA – qualquer coisa, menos o próprio sistema de exploração.

Trump e o Partido Libertário não têm soluções a oferecer, apenas uma versão piorada do sistema atual. A alternativa real para a crise atual está em nossa capacidade de realmente construir poder fora do Estado e da economia capitalista.

Fonte: https://itsgoingdown.org/theres-no-liberty-under-fascism-and-no-alternative-in-trump/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

o pouso silente
da borboleta de seda
celebra a manhã

Zemaria Pinto

[França] Morte de Clément Méric: milhares de manifestantes nas ruas de Paris

Desde homenagens ao jovem antifascista morto por skinheads em Paris em 2013 até o apoio à Palestina e aos Kanaks, houve muitas causas para os manifestantes em Paris no sábado (01/05).

Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Paris no sábado, apesar da chuva, em uma única passeata em homenagem ao militante antifascista Clément Méric, que foi morto há 11 anos durante uma manifestação na capital.

A manifestação começou no início da tarde na Place de la République, atrás de uma faixa com os dizeres “Por Clément, vamos continuar a luta”.

Clément Méric, 18 anos, um jovem ativista antifascista, morreu em 5 de junho de 2013 em Paris nas mãos de skinheads de ultradireita. Todos os anos, muitos grupos antifascistas honram sua memória e denunciam a ascensão da ultradireita. “Estamos aqui para lembrar as lutas de Clément e continuamos a sair às ruas contra as ideias de extrema direita”, disse à imprensa local um jovem ativista da Action Antifasciste (AFA) Paris-Banlieue.

Apoio também à Palestina e aos Kanaks

Este ano, por causa dos acontecimentos atuais, juntaram-se a eles ativistas que apoiam a Palestina e denunciam o bombardeio israelense na Faixa de Gaza, além de apoiadores do movimento de independência da Nova Caledônia, palco de recentes tumultos violentos.

Em meio a um mar de guarda-chuvas, surgiram bandeiras da Lutte ouvrière, do NPA, da Solidaires antifascistes e anarquistas, além de faixas com os dizeres “Palestina livre”, “Parem o genocídio” e “Juventude de Kanaky assassinada pelas milícias racistas e coloniais”. Há vários dias, milhares de pessoas têm se manifestado diariamente em Paris em apoio à população de Gaza, que está sendo bombardeada pelo exército israelense.

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/10/05/franca-video-lyon-antifa-rua-e-renomeada-em-homenagem-a-clement-meric/

agência de notícias anarquistas-ana

criado mudo
fica quieto
mas vê tudo

Carlos Seabra

[Grécia] 8º Festival do Livro Anarquista de Patras

Especialmente em um momento em que o anarquismo está sendo perseguido pela propaganda e repressão do Estado, nos dias 23, 24 e 25 de maio, aconteceu o 8° Festival do Livro Anarquista no centro da cidade de Patras (em Esperos, na praça King George). Um festival que tentou por mais um ano, através de uma infinidade de eventos, destacar a riqueza dos conceitos anarquistas, antiautoritários e libertários e, ao mesmo tempo, trazer a sociedade local, e especialmente a juventude da cidade, em contato com livros anarquistas e radicais, com nossas projeções e visões.

Durante esses três dias muitas pessoas passaram pelo local do Festival, numa organização particularmente bem sucedida, tanto política quanto logisticamente, assim como no que diz respeito à aceitação do evento. Desse modo, uma área livre do Estado e do Mercado se formou, um espaço público que se transformou em local para encontros e debates, interações e criticismo. Projetando a imagem do mundo com o qual sonhamos, o mundo da criação, da fermentação, da emancipação, da solidariedade e da camaradagem. O mundo da resistência social e de classe.

Os livros anarquistas são armas contra o totalitarismo moderno

>> Reportagem fotográfica aqui:

https://anarchistbookfairpatras.wordpress.com/2024/05/30/%ce%b1

agência de notícias anarquistas-ana

portas batendo
fugindo da chuva
o vento

Alonso Alvarez