[Colômbia] De 11 a 19 de maio A Fúria Anarquista retorna!

De 11 a 19 de maio A Fúria volta!!! Em diferentes espaços de resistência, autogestão, encontro, rebeldia e cultura anarquista.

Convidamos você a participar, compartilhar e criar em diferentes oficinas, palestras, lançamentos de livros, peças de teatro, encontros, caminhadas e outros eventos em torno do pensamento e da criação de novos mundos possíveis.

A partir do dia 11 de maio, você poderá participar de cerca de 30 eventos culturais e de uma feira de livros anarquista, com mais de 40 adesivos, editoras e projetos que estão pensando/criando rebeliões a partir da autogestão.

Uma Fúria para nos encontrarmos, nos reconhecermos, conspirarmos e resistirmos através da cultura da liberdade!

Nos encontramos no A Fúria!

Siga A Fúria em: https://www.instagram.com/lafuriaanarquista/

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agência de notícias anarquistas-ana

Hora do recreio:
periquitos tagarelas
brigam pelas mangas.

Anibal Beça

[Espanha] Fala antifascista durante 1° de maio da CNT-AIT em Barcelona

“Lutar contra o fascismo não é votar no PSOE [Partido Socialista Operário Espanhol], no Sumar [partido de esquerda], no Comunes, no ERC [Esquerda Republicana da Catalunha]… ou em merdas semelhantes.

Para enfrentar o fascismo, precisamos do antifascismo, e o antifascismo é, acima de tudo, autodefesa contra o projeto político do capitalismo e contra aqueles que querem dividir a classe trabalhadora para impedir que a aliança de classes coloque em risco seu sistema e seus privilégios.

Contra o fascismo, tecemos a unidade da ação antifascista e anticapitalista!

Hoje, com os companheiros e companheiras da CNT-AIT Barcelona.”

Santi Aranya

CNT-AIT Catalunha

agência de notícias anarquistas-ana

No olho das ruínas
as íris dos vaga-lumes
sob as tranças de ervas.

Alexei Bueno

[Portugal] 50 Anos do Centro de Cultura Libertária!

11 de Maio

18h | Recordando o companheiro Carlos Pimpão (1949-2023)

Vídeo, conversa e jantar

18 de Maio

17h30 | 50 anos de CCL, 50 anos de lutas

Exposição, conversa e jantar

25 de Maio

16h | Convívio Anarquista na Trafaria

Picnic, bancas e música. Traz comes e bebes!

no Parque de Merendas da Trafaria

(Rua Projectada à Avenida 25 de Abril)

8 de Junho

15h30 | Faz a tua fanzine! Oficina para todas as idades

17h30 | Apresentação da fanzinoteca do CCL

culturalibertaria.blogspot.com

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Periquitos na palmeira
nem sobrou coquinho
— vôo sobre o pomar

Rogério Viana

[Espanha] Breve crônica do 1° de Maio em Cádiz

Neste Primeiro de Maio, companheiros e companheiras da CNT AIT de Cádiz e Chiclana, celebramos o Dia Internacional da Classe Trabalhadora, manifestando-nos pelas ruas da capital caditana.

A manifestação, onde participaram vários coletivos sociais e populares assim como os sindicatos combativos de classe, saiu às 12h00 da rotária em frente à Estação San Severiano dirigindo-se por esta mesma Avenida de San Severiano em direção aos bairros operários de Guillén Moreno, Segunda Aguada, Avenida Lacave para chegar à Praça da Aviação finalizando em plena Praça del Loreto.

Saúde, Anarquia e Revolução Social.

CNT-AIT, Cádiz

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Noite iluminada.
Uma borboleta
desgarrada no varal.

Paulo Sérgio Vieira

[Grécia] Líder do partido neonazista Aurora Dourada sai em liberdade condicional

A justiça grega concedeu hoje (02/05) liberdade condicional ao líder do partido neonazista Aurora Dourada, preso pelo assassinato de um `rapper` antifascista há dez anos, Pavlos Fyssas.

Nikos Michaloliakos foi condenado em 2020 a 13,5 anos de prisão como líder de uma organização criminosa que durante anos teve como alvo imigrantes e opositores políticos.

Entre os crimes atribuídos a este grupo neonazista contam-se os assassinatos, em 2013, de um `rapper` antifascista e de um migrante paquistanês, bem como espancamentos graves de pescadores egípcios e de sindicalistas comunistas.

Os magistrados da cidade de Lamia, centro da Grécia, proibiram o matemático de 66 anos e negacionista do Holocausto de sair da área metropolitana de Atenas e obrigaram-no a apresentar-se na delegacia de polícia uma vez por mês.

Os magistrados declararam ainda que não está autorizado a entrar em contato com outras pessoas condenadas no âmbito do processo.

A agência noticiosa estatal ANA indicou que Nikos Michaloliakos já estava fora da prisão desde 2022, pois fora transferido para um centro de reabilitação a oeste de Atenas após uma grave crise de covid-19.

Antigo cadete oficial e leal ao ditador grego Georgios Papadopoulos, Michaloliakos já tinha passado algum tempo na prisão no final da década de 1970, por causa de uma série de ataques explosivos com bombas.

A partir da prisão, escreveu regularmente artigos para o portal do Aurora Dourada, descrevendo a sua condenação como “perseguição política” e rejeitando as provas contra ele como infundadas.

O Aurora Dourada, uma organização xenófoba e antissemita fundada por Michaloliakos, foi durante décadas um partido marginal até à crise da dívida do país, em 2010.

O partido capitalizou então a raiva pública contra a imigração e as políticas de austeridade para entrar no parlamento pela primeira vez em 2012, com um total de 18 lugares.

No auge da sua influência, foi o terceiro maior partido do país no Parlamento.

Apesar da sua queda, o Aurora Dourada continua a atrair dezenas de milhares de eleitores gregos.

O antigo porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris, que também está a cumprir uma pena de 13,5 anos de prisão, apoiou um partido até então desconhecido, o Spartans, nas eleições nacionais do ano passado.

O partido recebeu mais de 240.000 votos e conquistou 12 lugares no parlamento. O líder do Spartans agradeceu publicamente a Kasidiaris por ter “ajudado” a ascensão do partido.

Fonte: agências de notícias

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2020/03/06/grecia-julgamento-do-aurora-dourada-nao-sao-inocentes/

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ventania lá fora
uma mosca no rosto
lívido da vidraça

Rogério Martins

[Espanha] 1º de Maio. Dos mártires de Chicago a Ramón Acín

As centrais sindicais anarcossindicalistas de Huesca mostraram sua força no 1º de maio.

A partir da CNT, juntamente com a CGT, organizamos um Primeiro de Maio em Huesca, caracterizado por uma manifestação que superou em número os chamados sindicatos majoritários e um dia inteiro de eventos em um local muito simbólico para Huesca, o monumento das gravatas-borboleta de Ramón Acín, recuperando o significado revolucionário desse símbolo de Huesca.

A manifestação, o teatro e os shows no monumento das gravatas-borboleta mostraram a revitalização do anarcossindicalismo na cidade, que saiu às ruas para comemorar os mártires de Chicago e a memória de Ramón Acín, incentivando aqueles de nós que querem um mundo novo a continuar se organizando e trabalhando dia após dia.

Neste século de ideologias e ideais confusos, em que o 1º de maio parece ser apenas um feriado e não um dia da classe trabalhadora, e quase 150 anos depois dos mártires de Chicago, sindicalistas anarquistas que lutaram por “oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso”, a CNT e a CGT exigiram a semana de trabalho de 30 horas e o trabalho sindical como uma ferramenta mais necessária do que nunca para continuar a conquistar direitos para a classe trabalhadora.

O manifesto da CNT enfatizou a necessidade de organização e o modelo das seções sindicais como uma projeção dos valores de apoio mútuo, solidariedade e ação direta nas empresas. Um modelo de sindicalismo que está se espalhando e fez com que o sindicato crescesse significativamente no último ano.

Após a leitura dos manifestos, houve uma peça de Sandra Lanuza e Vic Crespo, também inspirada nos laços, que abordou questões atuais, como o problema da moradia ou o uso da IA, com a bela participação do público, que foi incentivado a trazer seus próprios laços de papel.

Em seguida, foi a vez dos shows, em que A. Matraka e Viki Lafuente reverteram canções revolucionárias com novos ritmos e vozes. Ouvir as canções míticas dos trabalhadores no belo cenário do parque e dos laços emocionou mais de um de nós. Depois foi a vez do rap político e combativo com Manu Haller e o muito jovem Zorro Negro. Versos como “viver lutando perseguindo uma quimera”, da música “alma guerreira”, nos fizeram lembrar por que estávamos ali, bem como as lutas que hoje marcam nossa Aragão, como a do Canal Roya. Finalmente, foi a vez do DJ Rural Pogo, que animou o final das apresentações, fazendo com que mais curiosos se juntassem ao evento e estendendo o 1º de maio até depois das 20h.

Queremos agradecer à CGT por ter organizado esse dia em conjunto, a todas as pessoas que apoiaram a manifestação, a todos os artistas que trouxeram sua arte para compartilhá-la. Foi lindo ouvi-los com suas gravatas-borboleta protegendo as costas. Como se fôssemos os herdeiros diretos de todos os anarquistas que sacudiram as consciências há quase 100 anos, continuaremos a fazê-lo. Continuaremos a deixar nossa marca para construir um mundo mais justo e igualitário, semeando as sementes da revolução social. Isso é tão necessário hoje, se não mais, do que era há 100 anos.

Embora alguns argumentem, de forma interesseira, que as sociedades modernas evoluíram para além das divisões de classe, as desigualdades econômicas e sociais persistem e continuam a gerar conflitos. Nós, anarcossindicalistas, alertamos que esse capitalismo tardio, cada vez mais violento com a classe trabalhadora, não deixará espaço para a vida se lutarmos e nos organizarmos para criar alternativas.

No mundo contemporâneo, a luta de classes se manifesta de várias maneiras, adaptando-se à dinâmica mutável da globalização, da tecnologia e da política. Um dos aspectos mais proeminentes dessa luta é a diferença cada vez maior entre ricos e pobres.

Sem mencionar a origem colonial de toda a acumulação de capital nos últimos 500 anos, organizando o mundo em um “Norte” onde a vida é confortável e o acesso a recursos é abundante, e um “Sul” explorado onde as empresas e os países extrativistas ocidentais roubam os recursos de seu povo. Esse sistema capitalista foi fundado sobre as vidas de pessoas racializadas, escravizadas e deslocadas de seus lares para obter recursos e terras agrícolas, bem como sobre as vidas da classe trabalhadora europeia que criou a revolução industrial em regime de semiescravidão. Todas as conquistas de nossos ancestrais sindicalistas estão por um fio e, pouco a pouco, estamos perdendo direitos que exigiram sangue para serem conquistados.

Além das disparidades econômicas, a luta de classes em 2024 também se manifesta na esfera política e cultural. Em muitos países, vemos uma polarização e uma radicalização crescentes, com movimentos de extrema direita e nacionalistas explorando as divisões da classe trabalhadora para promover suas agendas. Essas divisões se refletem em debates sobre imigração, direitos trabalhistas, acesso à moradia e outras questões cruciais.

Em um momento em que os direitos trabalhistas e a dignidade dos trabalhadores continuam a ser desafiados em todo o mundo, exemplos de vida como o de Ramón Acín e o significado do 1º de maio assumem uma relevância ainda maior. É necessário lembrar e honrar aqueles que dedicaram suas vidas à luta por um mundo mais justo e equitativo, e continuar trabalhando juntos para concretizar sua visão de um futuro melhor para todos. A vida e o sacrifício de Ramón Acín ou os mártires de Chicago nos ensinam que a luta pela justiça social e pela igualdade é um empreendimento contínuo, que exige coragem, compromisso e solidariedade.

O ícone das gravatas-borboleta, sobrevivente de uma ditadura, nos lembra que, mesmo nos momentos mais sombrios da história, a criatividade, a coragem e a solidariedade podem brilhar intensamente. Por meio de pequenos gestos de resistência e humanidade, podemos desafiar a injustiça e plantar sementes de mudança e esperança no mundo. Assim, os passarinhos em destaque neste Primeiro de Maio são um lembrete da importância de manter nossos ideais vivos e de nossa capacidade de enfrentar a adversidade com engenhosidade e coragem. Em um mundo marcado pela injustiça e pela desigualdade, nunca devemos subestimar o poder transformador de um simples gesto de solidariedade.

Neste 1º de maio, os anarcossindicalistas saem às ruas, como todos os anos, para lembrar que, embora pareçamos poucos, somos incansáveis.

Continuaremos a trabalhar como formigas, organizando-nos, lutando para conquistar os direitos de todos os trabalhadores, porque, como disse o vídeo promocional da CNT de Huesca para este 1º de maio, “nós o fizemos, nós o fazemos e continuaremos a fazê-lo. Nós, a classe trabalhadora, escrevemos o roteiro”.

>> Mais fotos: https://aragon-rioja.cnt.es/1-mayo-de-los-martires-de-chicago-a-ramon-acin/

Tradução > Liberto

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A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Thiago de Mello

[Espanha] Madrid: Crônica do 1º de maio de 2024 – Dia do Trabalhador CNT-AIT

CNT-AIT de Madrid, convocou neste primeiro de maio uma manifestação no bairro de Vallecas. A manhã se apresentou desagradável, com chuva, o que não impediu que centena de anarcossindicalistas nos juntasse neste dia de luta e comemoração, sob o lema de “Estado e Capital, aliança criminosa”, para denunciar uma vez mais as graves desigualdades e injustiças sob as quais estamos submetidas.

Durante o percurso fizemos primeiro uma parada para denunciar a colaboração do Banco Santander com o genocídio de Gaza através do financiamento de empresas armamentistas, e da limpeza étnica e do roubo de terras nos territórios ocupados na Palestina. Denunciamos também a constante redução de equipe e fechamento de escritórios que realiza o Santander desde ha uns anos apesar de seus altíssimos lucros empresariais.

Mais adiante, paramos ante um escritório dos Correios, empresa com a qual atualmente mantemos litígio pela perseguição a um companheiro, e na qual, desde ha anos vimos brigando para melhorar as condições de trabalho em uma empresa de origem pública, que desde que foi privatizada não fez mais que piorar tanto as condições de trabalho como o serviço, deixando geralmente de entregar a tempo comunicações da administração pública, gerando graves problemas às pessoas.

Por último, e já em Puente de Vallecas, fechamos a manifestação com um comício no qual se repassou os graves problemas que enfrentamos como humanidade, e fazendo um chamado militante à mobilização contra tanta injustiça.

Não nos esquecemos tampouco de dedicar uns momentos à lembrança dos companheiros que nos deixaram este ano.

Fonte: https://cntmadrid.org/cronica-del-1-de-maio-de-2024-dia-del-trabajador-cnt-ait/

Tradução > Sol de Abril

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vento de outono
a silenciosa colina
muda me responde

Matsuo Bashô

[Grécia] “Prepare-se para a guerra”: um cartaz contra a guerra e a paz dos soberanos

“Se não dermos a resposta certa como União Europeia e não dermos à Ucrânia ajuda suficiente para deter a Rússia, seremos os próximos. Consequentemente, devemos estar preparados defensivamente e passar para um modo de economia de guerra… Se quisermos a paz, devemos nos preparar para a guerra.” – Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, 19/03/2024

Cada vez mais líderes de Estado europeus repetem em todos os tons:

“Prepare-se para a guerra”

Este apelo constante está em absoluta relação com os preparativos de guerra e quer impor um silêncio mortal face às ordens estatais/transnacionais, conseguir o máximo de recrutamento possível de cidadãos e chantagear a nacionalização das consciências. E tudo isto num ambiente de agudização das rivalidades intra-impérios, de aumento das frentes de guerra, de intensificação da exploração e subjugação, de expansão da desertificação social.

Indisciplina

a cada comando soberano e às sugestões de todos os tipos de poderosos e especialistas

Insubordinação

aos preparativos de guerra e maquinaria militar

sabotar

as operações militares do Estado grego e dos seus aliados

Assembleia de anarquistas contra o mundo do poder, as guerras e a paz dos soberanos

blog: againstobvious.espivblogs.net | e-mail: against_obvious@espiv.net

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As flores à noite
recendem pelo caminho.
Lembro-me de ti.

Thiago Souza

[Espanha] Barcelona: El Lokal permanece no Raval!

A Associació Cultural el Raval foi fundada em junho de 1987 com o objetivo de estabelecer um local no centro da cidade para produzir, distribuir, trocar e vender materiais alternativos e antiautoritários. Ela foi criada por oito pessoas do Ateneu Llibertari del Poble Sec que, juntamente com colegas do Ateneu Llibertari de Reus, publicavam a revista La Lletra A. Abrimos o El Lokal em outubro do mesmo ano. Para que ele fosse realmente útil para as lutas do bairro e da cidade, decidimos que funcionaria de forma assemblearia e autogestionada, sem subsídios ou patrocínios, financiado pela atividade gerada no espaço, pelas taxas de associação e pelas atividades necessárias. E assim tem sido há 37 anos, demonstrando que é possível, apesar das dificuldades. Além dos materiais que produzimos e divulgamos, o El Lokal é um espaço de referência para as lutas locais, mas também para a criação de redes internacionais de solidariedade. Uma de nossas principais atividades é fornecer materiais e infraestruturas para movimentos de transformação social. E gostaríamos de continuar fazendo isso. Este ano, nosso contrato de aluguel está chegando ao fim e a proprietária não vai renová-lo. Portanto, dada a urgência de nos protegermos para que a especulação não nos expulse do bairro, decidimos comprar o imóvel.

Você pode colaborar por meio de:

  • Gotejamento: as contribuições por gotejamento têm recompensas e uma importante dedução fiscal (até 80% para os primeiros 250 euros e 40% para o restante), mas também um custo para o El Lokal.
  • Doação direta: se não puder se beneficiar de nenhuma dedução fiscal, você também pode fazer uma doação direta por meio de:

– Transferência para a Asociación Cultural el Raval – IBAN: ES37 1491 0001 2121 5504 2522

– PayPal como amigo para proj.lokal@gmail.com

Fonte: https://ellokal.org/se-queda/

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Esqueletos de árvores,
lampiões rodando no vento,
no chão, sombras, bêbadas.

Alexei Bueno

Ação Internacional #RefuseWar [Recuse a guerra] – Junte-se a nós!

(25/04/2024) No mundo inteiro guerras matam milhões, destroem comunidades e arruínam vastas paisagens, ao mesmo tempo em que saqueiam o futuro da humanidade e enchem os bolsos dos que lucram com a guerra. Mas onde há guerra, há pessoas que resistem à guerra e à máquina de guerra.

Seja um de nós!

Sergej (Rússia) diz: “Eu me oponho à guerra porque toda guerra é travada para obter ou expandir o poder. Eu defendo que você permaneça fiel à sua convicção e se manifeste contra ela.”

Por ocasião do Dia Internacional da Objeção de Consciência, em 15 de maio de 2024, estamos lançando a ação internacional #RefuseWar [Recuse a guerra] para apoiar mundialmente a recusa da guerra e o direito à objeção de consciência. Essa ação está ampliando nossa campanha #ObjectWarCampaign [Objete campanhas de guerra], que foi lançada após o início da guerra na Ucrânia para pedir apoio e proteção aos russos, bielorrussos e ucranianos objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra.

Maria (Itália) diz: “Eu me oponho a ser forçada a se curvar ao sistema violento da guerra. Defendo o direito universal à objeção de consciência“.

Com declarações públicas de recusa e solidariedade, queremos não apenas chamar atenção para as consequências terríveis das guerras, mas também nos manifestar firmemente contra o militarismo, o serviço militar e os preparativos para a guerra. Queremos apoiar aqueles que se opõem à e desertam da guerra na Ucrânia, em Israel/Palestina, na Colômbia, no Iêmen, no Sudão e em outros países, e multiplicar as vozes daqueles que estão preocupados com o aumento da militarização das sociedades, da política e das economias no mundo todo.

Como se juntar à ação #RefuseWar?

Convidamos você a participar de nossa campanha internacional #RefuseWar declarando sua oposição ao serviço militar em seu país e/ou sua solidariedade aos objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra no mundo todo. Esta é uma campanha pública internacional com o objetivo de interromper o discurso público hegemônico que favorece a militarização das sociedades em todo o mundo, e não um apelo para que você declare oficialmente sua objeção de consciência às autoridades militares de seu país (leia mais sobre o motivo abaixo).

Coletamos todo tipo de declaração pessoal e afirmação de indivíduos e grupos – seja uma frase ou um texto, uma foto ou um vídeo, isso depende de sua forma preferida de compartilhar seus pensamentos – que gostaríamos de tornar públicas em uma data posterior (por exemplo, num livreto, num comunicado à imprensa, numa carta aberta a políticos, etc.). Você também pode usar o nosso modelo, completando as frases: “Eu me oponho a…” e “Eu defendo…”.

Sofia (Israel) diz: “Eu me oponho porque não há vencedores na guerra. Defendo uma solução pacífica e política para o conflito em Israel/Palestina.”

Você tem quatro opções para se envolver na campanha #RefuseWar:

  • Você pode criar uma declaração por escrito, uma foto ou um vídeo curto (não mais que 30 segundos) e carregá-lo em suas contas de mídia social com a hashtag #RefuseWar. É interessante usar a hashtag em inglês para concentrar a publicidade de uma única hashtag. Você também encontra modelos de impressão para um pôster aqui, que podem ser usados para tirar uma foto.
  • Você pode usar este formulário para compartilhar todos os dados relevantes conosco (seu nome, local, declaração e link para a publicação). Após carregar a sua contribuição, você receberá um link gerado automaticamente por e-mail para autorizar a publicação da sua contribuição (clique no link de confirmação!). Em seguida, publicaremos sua contribuição em nosso mapa interativo #RefuseWar.
  • Você pode contribuir diretamente para o mapa #RefuseWar, onde todas as declarações enviadas e autorizadas são publicadas. Depois de carregar sua contribuição – com a ajuda do pequeno símbolo de um “mais” rosa – receberemos uma notificação e a compartilharemos assim que possível.
  • E você pode simplesmente nos enviar um e-mail para office@connection-ev.org e nós publicaremos sua declaração em #RefuseWar.

Aguardamos sua contribuição para o nosso mapa interativo: com declarações distintas contra o militarismo e a guerra, com uma variedade de motivos e considerações, e em solidariedade internacional com todos aqueles que se opõem ao serviço militar e aos esforços de guerra. Obrigado!

Contra a militarização e a guerra: Recursos adicionais

Convidamos você a redigir a sua declaração e/ou afirmação de solidariedade #RefuseWar e, se desejar, fazer referência a tópicos adicionais e intersetoriais. Aqui está uma seleção de recursos para saber mais sobre os seguintes tópicos:

– Sobre a criminalização e a perseguição de objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra na Europa e internacionalmente: Escritório Europeu para a Objeção de Consciência (EBCO) e Resistentes à Guerra Internacionais (War Resisters’ International)

– Sobre a militarização e os esforços de guerra em sua região/país

– Sobre alternativas ao sistema militar e à violência: Bund für Soziale Verteidigung (em alemão)

– Sobre gastos militares (por país): Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisas sobre Paz (SIPRI)

– Sobre o sistema de recrutamento forçado para guerras: Resistentes à Guerra Internacionais

– Sobre objeção de consciência e asilo: Connection e.V.

– Sobre o comércio de armas: Pare o Comércio de Armas (Stop Wapenhandel)

– Sobre o desarmamento nuclear: Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN)

Nosso objetivo

Nosso objetivo é demonstrar ampla solidariedade com objetores de consciência, desertores e resistentes à guerra em todo o mundo – em especial, com aqueles que são perseguidos, presos e expostos à violência do Estado, como, por exemplo, Mustafa Hürben (Chipre), Netiwit Chotiphatphaisal (Tailândia) e Sophia Orr (Israel).

Ao mesmo tempo, gostaríamos de enviar um forte sinal contra o serviço militar em nossos países de origem, já que há repetidos apelos para a (re)introdução do serviço militar obrigatório nos estados membros da União Europeia, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia. Nós nos opomos firmemente a esse desenvolvimento e exigimos a abolição definitiva de todos os serviços estatais militares obrigatórios, e o respeito total ao direito humano inalienável à objeção de consciência!

No Dia Internacional da Objeção de Consciência, em 15 de maio de 2024, clamamos que governos de todo o mundo acabem imediatamente com a perseguição a objetores de consciência e desertores e que libertem os resistentes à guerra presos. Apelamos à União Europeia para que abra suas fronteiras aos opositores da guerra e que forneçam proteção e asilo a todos aqueles que se opõem à guerra e, portanto, precisem fugir de seus países.

Clamamos às organizações de todo o mundo para que apoiem a ação global #RefuseWar enviando-nos seu logotipo para office@connection-ev.org para adicioná-lo ao site principal da #RefuseWar. Pedimos também que divulguem esse apelo em seus canais.

Connection e.V., Resistentes à Guerra Internacionais, e Escritório Europeu para a Objeção de Consciência. 25 de abril de 2024.

 Fonte: https://en.connection-ev.org/article-4083

Tradução > anarcademia

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ipê amarelo
até a calçada
floresce

Ricardo Silvestrin

[Espanha] Crônica do 1º de maio de 2024 em Logroño

Mais um 1º de maio, CNT La Rioja enchemos as ruas de Logroño de reclamações por nossas lutas e reivindicações, que seguem agora mais vigentes que nunca, por umas condições dignas de trabalho, salários justos e direitos sindicais. Por uma sociedade baseada na igualdade, na solidariedade e no apoio mútuo. Por um mundo que valha a pena ser vivido.

A jornada organizada pela CNT La Rioja, esteve cheia de reflexão, ativismo e música marcada por um profundo sentido da história e da luta pela justiça laboral. A série de eventos começou com uma comovente homenagem no Memorial do Cemitério de Logroño, um lugar que carrega o peso da história da repressão durante a Guerra Civil espanhola. Desde as 10 da manhã, nos reunimos no cemitério, onde Martín Martínez, membro da Associação La Barranca e especialista na investigação da repressão neste lugar, ofereceu uma intervenção chave. Martínez compartilhou detalhes sobre as trágicas perdas ocorridas em 1936, quando 396 pessoas foram assassinadas no transcurso de um mês, sublinhando a importância de recordar e honrar a essas vítimas na luta contínua pelos direitos e a dignidade. O ato de homenagem também contou com Ángela, artista local, que interpretou duas canções com letras de Federico García Lorca, cujas obras continuam ressoando com temas de opressão e a busca de justiça. Também, Aleix Romero, companheiro e membro da CNT, também tomou a palavra.

Após o ato, a jornada continuou com uma manifestação que partiu às 12h00 desde a Glorieta del Doctor Zubía até a Plaza del Mercado. Contando com a intervenção de Pedro Gómez, militante da Seção de pessoas Aposentadas e Pensionistas do sindicato, abordando uma problemática que afeta a muitos, sublinhando a necessidade urgente de pensões que assegurem uma vida digna. Este chamado a melhorar as condições de vida dos pensionistas, recordando a importância da solidariedade entre gerações. Também Laura Bohnhoff, como Secretária de Organização do sindicato fez sua intervenção expondo o funcionamento e situação atual da CNT a nível geral e a importância da ação coletiva.

Após as mobilizações matutinas os eventos do Dia da Classe Trabalhadora continuaram na sede da CNT na Rua Baños, onde se levou a cabo uma comida popular e uma tarde cheia de música com uma alta participação cidadã. A música jogou um papel central na atmosfera festiva da tarde. A atuação começou com um vermute oferecido pela música do Dj Bukowski antes da comida. No meio da tarde seguiu com Estrés y Dani&Roll, dois músicos pertencentes a várias bandas locais como Los Zigalas y Tobogán, que se uniram para oferecer-nos um concerto exclusivo. A tarde continuou com Omar Ben Rapsession, um artista de rap local e finalizou com a atuação do DJ Tiérrez.

>> Mais fotos:  https://aragon-rioja.cnt.es/cronica-del-1-de-mayo-de-2024-en-logrono/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

bem-te-vi
o que ele viu
que eu não vi

Ricardo Silvestrin

[Chile] No marco do 1º de Maio Insurrecional

15 ANOS DA MORTE DO COMPANHEIRO ANARQUISTA MAURICIO MORALES E ANTE A CONVOCAÇÃO PARA AÇÃO E PROPAGANDA EM SUA MEMÓRIA

A presença negra toma conta das ruas do centro da cidade espalhando o caos e a anarquia!

Como sempre, transbordando qualquer contexto e lutando contra o terrorismo, os apelos à calma e ao esquecimento.

Foi marcado um Primeiro de Maio de combate. Grupos de ação e individualidades anárquicas irromperam, tornando viva a memória, trazendo nossos mortos e presos para as ruas.

A Alameda [em Santiago] foi novamente um cenário de conflito, onde nossa propaganda negra foi amplamente divulgada; cartazes, panfletos, pichações e confrontos com a polícia ocorreram, bem como barricadas, sabotagem e saques.

Assim começa o Maio Negro, lembrando os companheiros mortos nos Estados Unidos, até mesmo o nosso querido irmão Mauricio Morales, aí estão eles se conectando, tempos e lutas diferentes, a mesma paixão pela destruição e libertação total.

POR UM MAIO NEGRO!

PELA EXPANSÃO DO CAOS E DA ANARQUIA!

MAURICIO MORALES PRESENTE!

Fonte: Buskando La Kalles

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2024/04/26/chile-chamado-para-um-primeiro-de-maio-insurrecional/

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Gosto de ficar
Olhando as cores do céu –
Os dias se alongam.

Hisae Enoki

Os mártires abrem o caminho – De Bristol a Rojava, Anna vive

Se não fosse por Anna Campbell, eu não estaria escrevendo este artigo.  Mudei-me para Bristol – a cidade onde Anna viveu, lutou e partiu na sua viagem para Rojava – cerca de um ano e meio depois de ela ter sido martirizada.  Quando me mudei para cá, não só não estava familiarizado com as ideias e objetivos do Movimento pela Liberdade do Curdistão, como nunca tinha ouvido o nome de Anna.  Ao aprender sobre a sua vida, aprendi que as palavras Şehîd Namarin (mártires nunca morrem) constituem a base através da qual as memórias da luta são mantidas vivas.  Estas palavras moldam a forma como nos relacionamos e agimos como revolucionários, como internacionalistas e como jovens que lutam por um futuro democrático.

Anna trocou Bristol por Rojava no verão de 2017 para se juntar ao YPJ e defender a revolução feminina contra o Estado Islâmico fascista.  Lá, ela adotou o nome de batalha Hêlîn Qereçox.  Ela estava em Rojava quando a ocupação turca de Afrin começou e pediu aos seus comandantes que a deixassem lutar lá, vendo esta tarefa como parte da mesma luta contra o fascismo.  Foi aqui que ela foi martirizada por um ataque aéreo turco em 16 de março de 2018 (1).  Antes de partir, ela esteve profundamente envolvida no trabalho antifascista e de solidariedade aos refugiados, trabalhou com a Bristol Hunt Sabetours para tomar medidas diretas contra a caça ilegal de animais e estava se organizando com a Cruz Negra Anarquista de Bristol para apoiar presos políticos.  Cada uma destas lutas, e a alegria com que ela se envolveu nelas, representava o seu amor e desejo por uma sociedade verdadeiramente livre.  Como internacionalista empenhada, a sua decisão de sair não foi um abandono destas lutas, mas antes um aprofundamento do seu compromisso com uma política de libertação e uma expansão da sua personalidade revolucionária.

A jornada de todos na luta é simultaneamente pessoal e coletiva.

Uma jornada é pessoal, uma vez que as circunstâncias que afetam as suas decisões são únicas, e coletiva, uma vez que estas circunstâncias são criadas pelas decisões e sacrifícios de muitas pessoas que se interligam de maneiras além da nossa capacidade de compreensão.  Tal como Rêber Apo argumenta que “aqueles que não conseguem escrever correctamente a sua própria história de liberdade também não podem viver livremente“, traçar como os mártires moldaram os nossos próprios percursos numa luta colectiva é um passo vital para o desenvolvimento de uma consciência revolucionária e internacionalista.

Meu primeiro encontro com Anna foi no centro social anarquista em Bristol, onde há belas obras de arte comemorando seu sacrifício.  Este edifício, com salas de reuniões, uma biblioteca, um arquivo e uma cozinha comunitária, é um espaço vital tanto para estabelecer ligações com outros ativistas e movimentos como para a transmissão de conhecimento de lutas passadas com as quais continuamos a aprender.  Como muitos de nós em Bristol, é um espaço que Anna frequentava regularmente.

Lembro-me de, ao ver esta obra, ter sido atingido por uma sensação de tangibilidade que inicialmente foi difícil de compreender.  Crescendo no Reino Unido – o berço do capitalismo industrial e um centro central dos piores excessos da modernidade capitalista – aprendemos desde tenra idade que a política revolucionária é um mito infantil, que as revoluções são impossíveis e que as lutas são algo  confinados à história que já não têm qualquer relevância para a nossa sociedade.

Aprender sobre Anna virou tudo isso de cabeça para baixo e me forçou a tentar superar as contradições que havia internalizado.

Aqui estava uma mulher que foi criada na mesma sociedade que eu, que viveu na mesma cidade que eu e que usou os mesmos espaços que eu, que deu a sua vida para defender uma revolução a milhares de quilômetros de distância.  Ao aprender sobre ela, comecei a aprender o que o internacionalismo pode significar na prática, e fui inspirado a aprender mais sobre os pilares ideológicos da revolução que ela tinha deixado a sua casa para defender.  Se Anna não fosse homenageada desta forma, não posso ter certeza de que algum dia teria experimentado esse sentimento que tem guiado minha política desde então.

Ajudou a concretizar ainda mais estes pensamentos quando soube que antes de partir Anna tinha ajudado a criar grupos de solidariedade no Curdistão, e que depois de ter caído no Şehîd, amigos e comunidades em todo o Reino Unido inspirados por ela expandiram esses grupos e assumiram a tarefa de espalhar os  ideais do paradigma em todos os nossos movimentos.  Na sua vida e na sua morte, Anna trouxe a estrela brilhante que o movimento representava para ela para a consciência de tantas pessoas que foram guiadas por ele desde então.  Foi através da interação com esses amigos, esses grupos e essas estruturas que conheci o movimento em um nível mais profundo e me comprometi mais plenamente com ele.  Os amigos que deram estes passos compreenderam que não podemos ver o martírio como algo preservado num momento de perfeição idealizada, mas como algo que existe ativamente nas nossas lutas.  Lembrar verdadeiramente de Anna significa lutar pelas ideias pelas quais ela morreu e lutar com a alegria com que lutou por elas.

No início deste ano tive o privilégio de participar na Primeira Conferência Mundial da Juventude em Paris com uma pequena delegação de Bristol.

Aqui, conhecemos jovens revolucionários de todos os continentes, todos reunidos pelo seu desejo de aprender com o Movimento de Liberdade do Curdistão e de nos conectarmos uns com os outros como jovens internacionalistas que lutam através de fronteiras arbitrárias impostas pelo Estado.  Talvez a coisa mais bonita que experimentamos nesta conferência tenha sido o Muro dos Mártires, com uma mesa adornada com imagens de Şehîds e rodeada por imagens de jovens mártires de diferentes lutas de libertação históricas e contemporâneas.  Para nós, pareceu-nos apropriado podermos contribuir com uma imagem de Şehîd Anna Campbell para esta mesa e partilhar a sua recordação com todos os outros presentes que foram inspirados pela sua luta.  Para mim, parecia que tinha fechado o círculo e dado um passo mais perto de alcançar uma síntese dos aspectos pessoais e coletivos da minha jornada.

Acima de tudo, senti-me ainda mais determinado a continuar a lutar por um futuro livre, comunitário e democrático.

A beleza de lembrar Şehîds é que em todo o mundo Anna é lembrada de forma diferente, mas fornece a mesma inspiração.  A forma como ela é lembrada em Bristol permite-nos conectar-nos à sua vida e à sua luta de uma forma tangível, ao imaginá-la em espaços familiares realizando tarefas familiares para pessoas familiares.  Assim, embora a sua imagem brilhe em todo o mundo como uma jovem internacionalista que deu a sua vida defendendo a revolução das mulheres, para nós, em Bristol, ela é igualmente a pessoa que cozinhava refeições comunitárias no centro social.  Lembramo-nos dela não apenas como uma lutadora internacionalista, mas como uma antifascista, uma abolicionista das prisões, uma feminista queer e uma amiga.  Todos estes aspectos da sua luta são inseparáveis e lembrá-los permite-nos continuar a lutar.  E embora a forma como nos conectamos com ela seja diferente de como uma jovem em Rojava que vê a sua imagem no Komal pode se conectar com ela, na lembrança todos nós nos conectamos a algo maior, a um horizonte comum e uns aos outros.

Embora este artigo tenha sido escrito sobre Şehîd Anna Campbell, uma vez que ela é mais familiar para mim no meu contexto, os mesmos sentimentos que descrevi podem ser aplicados a qualquer pessoa que tenha caído na luta pela liberdade.

Todo mártir veio de algum lugar.  Cada mártir tinha amigos e familiares com quem compartilhavam a beleza da vida.  E todo mártir tinha uma razão para lutar.

Não deixe que eles se tornem abstratos em sua morte e confinados apenas à memória.  Onde quer que você esteja no mundo, pesquise e descubra seus mártires, conecte-se com eles, mantenha sua memória viva em sua luta e deixe-a inspirar outros, como a lembrança de Anna fez por mim e por muitos outros camaradas.  Se os mártires nunca morrerem, Ana sempre viverá.

  1. Se quiser saber mais sobre sua vida, você pode ler sua biografia na edição 7 de Lêgerîn “Em Memória de Şehîd Hêlîn Qereçox – Şerda Intikam”

Tradução > Agir Tupã

Conteúdo relacionado:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/03/24/reino-unido-um-momento-de-lembranca-para-anna-campbell/

agência de notícias anarquistas-ana

Como que levada
pela brisa, a borboleta
vai de ramo em ramo.

Matsuo Bashô

[Espanha] Crônica do 1º de Maio 2024 em Motril

Em Motril a CNT-AIT comemorou o 1° de Maio na plaza de la Biblioteca José López Rubio. Após muito tempo, se realizou em Motril um comício, que falou da saúde, da reforma trabalhista, da traição dos sindicatos do Estado; ao mesmo tempo se informou sobre os conflitos que nossos companheiros e cmpanheiras de Granada mantêm com MacDonalds e Frankfurt Bocanegra e foram lidos vários panfletos. No ato tivemos o apoio da BDS Guadalfeo, que leram um comunicado pela defesa do povo palestino e contra o genocídio israelense.

Tendo em conta que levamos um tempo sem organizá-lo em Motril e outras circunstâncias, estamos contentes com o resultado do evento.

Fonte: https://granada.cntait.org/content/cr%C3%B3nica-del-1%C2%BA-de-mayo-2024-en-motril

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noite em claro —
pai e filho observam
a lua de outono

Rafael Noris

[Holanda] Em 11 de maio: Cúpula de Libertação Animal (Amsterdã)

O QUE: Encontro de um dia/workshop

ONDE: Plantage Doklaan 8, Amsterdã

QUANDO: 11 de maio

Do site do evento:

“Lutar pela libertação dos animais pode parecer solitário e sem sentido. Como nunca haverá um meio e um fim para essas indústrias violentas. No entanto, coletivamente, podemos promover mudanças significativas e nos conectar em nossa luta para levá-las adiante.

Atualmente, o movimento de liberação animal parece ser composto por muitos grupos e indivíduos separados que trabalham para atingir objetivos semelhantes. Ao organizar este evento, esperamos reunir esses grupos e indivíduos e criar um movimento mais amplo e conectado.”

A Cúpula de Libertação Animal em Amsterdã promete ser um evento interessante de solidariedade e prática, no qual será possível conhecer ativistas que pensam da mesma forma, fazer trocas de ideias dentro de grupos e criar um movimento de libertação animal mais coeso.

Até o momento, foram anunciados vários workshops, incluindo como falar com jornalistas, como planejar ações diretas, segurança digital, duas palestras separadas de Christopher Sebastian, um show de marionetes sobre cultura de segurança e muito mais. O programa completo pode ser encontrado aqui:

https://animalliberationsummit.nl/program

O evento é pago e a doação sugerida para aqueles que podem pagar é de 5 a 10 euros. Isso não inclui as refeições, que devem ser pagas separadamente, com uma doação sugerida de 8 euros para cobrir café, almoço e jantar.

Mais informações práticas podem ser encontradas aqui:

https://animalliberationsummit.nl/practical-information

ATÉ VENCERMOS!

agência de notícias anarquistas-ana

beija flor perplexo
sem encontrar umidade
nem no bebedouro…

Haruko

[Vitória-ES] Primeiro de Maio de 2024: A classe explorada retoma as ruas!

Depois de muitos anos o centro da cidade de Vitória, Espírito Santo, viu novamente as bandeiras pretas e vermelhas do anarquismo tremularem. As companheiras e companheiros da Federação Anarquista Capixaba (FACA) se agrupavam e demais camaradas, inclusive de outras cidades, também chegavam ao ponto de encontro para o início da manifestação.

A energia subversiva já ecoava desde a concentração da marcha, onde as trabalhadoras e trabalhadores de diversos setores produtivos se faziam presentes, empunhando tambores,  gritos e bandeiras contra o sistema opressor em que vivemos.

A marcha tomou a direção do centro da cidade e, com irreverência e coragem, deixamos claro que as ruas pertencem à classe produtiva que, também em memória dos mártires de Chicago e tantos outros que tombaram nas lutas emancipatórias, vociferou seu desejo de uma ordem social libertária, livre das amarras do Estado e do Capital.

Logo depois da marcha, assistimos a uma excelente peça de teatro anarquista, realizada ali mesmo na rua, que contou com a assistência de populares e, sobretudo, crianças – uma oportunidade ímpar para difusão da ideia e cultura libertária.

Já era noite quando se iniciaram os debates sobre economias alternativas, práticas anticapitalistas, autogestionárias e horizontais, momento no qual ensinamos e aprendemos acerca da sociedade que tanto desejamos e lutamos para construir, destacando ainda nossa articulação federalista junto da Iniciativa Federalista Anarquista do Brasil (IFA BR) e da Internacional de Federações Anarquistas (IFA).

Um primeiro de maio de luto e de luta, diverso, profícuo e que a Federação Anarquista Capixaba espera que se repita por longos anos, espalhando a cada dia mais o espírito combativo entre as oprimidas e exploradas.

Federação Anarquista Capixaba – FACA

federacaocapixaba.noblogs.org

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agência de notícias anarquistas-ana

sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube

Guimarães Rosa