[Colômbia] Livraria La Valija de Fuego completa 14 anos

La Valija de Fuego: “200 livros e o medo corroendo os bolsos”, este foi o começo de nosso espaço, as coincidências com o início de um livro saltam à vista.

Hoje esta livraria – nó cultural completa 14 anos, seu sinal particular brotou do subsolo uma quarta-feira ensolarada de 2009 abrindo suas portas infinitas e plurais às 10h.

Hoje, já quase uma década e meia depois, o que parecia uma obstinação de curto fôlego, segue de pé, se nega a desfalecer. La Valija de Fuego reitera seu agradecimento para vocês queridos cúmplices.

Unicamente restaria acrescentar uma frase do indômito Rafael Barret: “Pôr pé na praia virgem, agitar o maravilhoso que dorme, sentir o sopro do desconhecido, o estremecimento de uma forma nova: eis o necessário.”

NÃO ESQUECEMOS NOSSAS RAÍZES

VIVAM OS LIVROS LIVRES

La Valija de Fuego

5 de agosto de 2023

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agência de notícias anarquistas-ana

Broca no bambu
deixa furos de flauta.
O vento faz música.

Anibal Beça

Milícias, racismo e clima de medo na Grécia

Apareceu um vídeo da presença contínua de grupos de Milícias na região de Evros. Mostra um homem com óculos escuros, seu amigo e as quatro pessoas às quais obrigaram a atirar-se ao chão, uma das quais parece ter sido golpeada. Estes grupos caçam pessoas em movimento e pedem, com aparente impunidade, apoio para suas ações nas redes sociais. Incidentes documentados anteriormente registram o uso de rifles de caça.

O discurso público e político racista e anti-imigração está exacerbando o perigo que as pessoas enfrentam e permite circunstâncias que vão desde o absolutamente estranho: um grupo de 49 pessoas, incluídas crianças, se veem obrigados a dormir durante quatro dias em uma parte de escadas em Kastelorizo sem o acesso a alimentos, água ou instalações higiênicas (até o absolutamente ilegal): o sequestro, o encarceramento e o espancamento de 13 pessoas por parte de um grupo de milícias vigilantes.

A milícia levou estas pessoas à polícia e afirmou que haviam cometido uma detenção cidadã de incendiários. Os 13 já foram postos em liberdade porque não havia provas. Este clima também criou um ambiente cada vez mais mortal na Grécia para as pessoas em movimento, com uma pessoa morta e quatro feridas perto de Doriko em Evros no sábado e cinco vidas perdidas no mar frente a Samos e Lesbos na segunda-feira.

As pessoas continuam fazendo a viagem porque não tem mais remédio que fazê-lo. No entanto, a situação significa que suas vidas seguem em perigo inclusive quando chegam a Grécia. As famílias se escondem no bosque da polícia apesar de suas graves condições médicas por medo a serem rechaçadas e golpeadas. Para as pessoas solidárias é difícil rastrear seu destino, já que com muita frequência lhes tiram seus telefones e seus pertences, e a comunicação pode interromper-se repentinamente. Este é o caso de 13 das 43 pessoas que chegaram às ilhas este fim de semana. Recentemente se soube que outro grupo de 13 pessoas se encontrava em Evros, incluída uma mulher com um braço quebrado, mas agora não se pode contatar com eles, enquanto que o número de mortos pelo incêndio na mesma região aumentou de 18 para 20.

Algumas pessoas nunca são encontradas; se o são, muitos corpos nunca são identificados. É demasiado fácil para uma pessoa desaparecer na Grécia e ser enterrada sem nome, longe do que alguma vez foi seu lar e sem o conhecimento de sua família. Este é o verdadeiro rosto da Europa e a realidade da Grécia.

Fonte: https://freedomnews.org.uk/2023/09/01/militias-racism-and-a-climate-of-fear-in-greece/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Sopra o vento
Pássaros correndo
Atrás de sementes

Rodrigo de Almeida Siqueira

Comunicado da FOB ao 29º Grito dos Excluídos – 2023 | O governo dos de cima não mata a fome e a sede dos de baixo

A fome e a sede que o povo sente não é culpa do destino, mas o resultado de uma trágica história de Colonização. São mais de 500 anos de invasão por colonizadores brancos. São mais de 500 anos da morte de mundos, onde povos e suas culturas, os animais e os ecossistemas são mortos para levar adiante um verdadeiro projeto de morte-pelo-lucro. São séculos de escravização das populações negras e indígenas pra manter os privilégios de uma pequena elite colonial.

Mesmo com muita luta, a exploração se arrasta pelo tempo pois entre os debaixo há aqueles que são cúmplices com a exploração dos de cima. Alguns têm a ilusão de que os de cima podem nos trazer a libertação. Se não enterrarmos de vez essa ilusão, vamos continuar enterrando irmãos até o fim dos tempos.

É interesse do explorador que se iluda o explorado, esta é a função do Governo Lula. Como se pode combater a fome se aliando ao latifúndio, representado por Simone Tebet e outros? Além de manter a maior parte do financiamento da agricultura para o agronegócio em comparação com a agricultura familiar. Como pode se pode garantir saúde e educação pública de qualidade com um corte de quase 800 milhões nessas áreas? Como se pode combater o fascismo se aliando com o PL, partido do genocida?

Independência pra quem? Às margens do Ipiranga, aos gritos da falsa independência, ainda reinava a escravidão do povo negro e indígena. Podemos não ser mais governados por Lisboa, mas continuamos submetidos à mesma elite colonial branca de Brasília e à mesma ditadura do mercado global, que continua lucrando com a fome e o sangue dos nossos e com a morte das nossas florestas.

As chacinas recentes na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo testemunham pela mesma política da morte que nunca acabou: PT, PL e Republicanos, as elites no poder administram a mesma violência extrema contra a população preta e periférica. No Ceará, é desumana a política do Secretário de Administração Penitenciária Mauro Albuquerque: Tortura sistemática em quebrar dedos, castigos em posições cruéis e muito mais.

Também vemos que as comunidades tradicionais têm seus territórios violados e a natureza que os cerca destruída para levar adiante grandes empreendimentos de exploração internacional com a cumplicidade de Governos Estaduais e Nacional. No Ceará, as eólicas no mar são o novo projeto de morte empreendido por empresários e governos em conluio contra as comunidades pesqueiras. Ao invés de combaterem a fome, estão alimentando a fome, pois sem pescadores não tem peixe na mesa.

Assim, o governo de hoje não é oposto ao passado. Ambos são cúmplices do mesmo projeto de morte e exploração. Independente das cores das gravatas, a mesma elite ainda está no poder. Muitos ainda temem criticar o governo atual por medo do passado, enganados por narrativas falaciosas sobre 2013, que os assombra como um fantasma. Mas não devemos rebaixar nosso horizonte. Queremos o pão inteiro, não um pedaço. Queremos tudo. É por aceitarmos a liberdade fatiada em pedaços que nos tornamos reféns de falsos messias.

Organização! Não há outro caminho para o povo! É preciso se organizar sem as amarras de velhas ilusões. Confiar na força do poder popular para dobrar até o mais duro aço. Que o grito dos excluídos seja um grito de guerra contra todos aqueles que roubam nosso pão, nossa terra, nossa água e a vida das pessoas que amamos.

CHEGA DE CORTES NA ÁREA SOCIAL! 

CONTRA O NOVO ARCABOUÇO FISCAL!

CONTRA O MARCO TEMPORAL!

DESPEJO ZERO CONTRA O POVO EM LUTA!

FORA EÓLICAS DO MAR DES PESCADORES!

BASTA DE TORTURAS!

FIM DA POLÍCIA!

ABOLIÇÃO DAS PRISÕES!

lutafob.org

agência de notícias anarquistas-ana

longa conversa
um grilo termina
o outro começa

Ricardo Silvestrin

[Chile] “A democracia ainda está sendo construída com morte e tortura”: campanha de propaganda para o 50º aniversário do golpe de Estado

Não há uma história única, o golpe de Estado da burguesia chilena não só derrubou um governo que tentava fazer mudanças a partir do próprio poder, mas também massacrou a organização popular, de bairro e da juventude, ou seja, os setores mais conscientes e combativos da época. Os partidos dos empresários com o apoio dos EUA criaram todas as condições para um golpe de Estado, porque começaram a mexer timidamente em seus bolsos e em alguns de seus privilégios.

Eles deram um golpe de 17 anos com tortura e morte para impor um sistema baseado na exploração, que só os beneficia, um sistema injusto que só ajuda os ricos e seus políticos. A democracia fortalece e aprofunda o modelo que a ditadura deixou enraizado, a tal ponto que hoje tentar distinguir entre democracia neoliberal e ditadura é tão infrutífero para aqueles de nós que sofreram repressão e fome quanto tentar distinguir entre 50 e 500 anos de colonialismo.

Durante esses 17 anos, todas as aspirações de autonomia do proletariado continuaram a ser golpeadas. Queriam interromper um processo de transformação social que vinha crescendo fortemente, perseguiram rádios, publicações, sindicatos, coordenadoras, centros culturais, todo espaço que pudesse significar mudança social. Mataram, prenderam, torturaram.

Cada governo da democracia reforçou todas as medidas desmobilizadoras e despolitizadoras dos setores populares, com leis autoritárias, com programas de lixo, com matinês tendenciosas, com precariedade, com opressão e, agora, com a narcocultura que desarticula os territórios da abya yala.

Toda a miséria de hoje, o negócio que fazem com as nossas necessidades mais vitais, é consequência do golpe, da ditadura e do que agora é democracia, porque o poder ainda está nas mãos dos mesmos grupos econômicos, da mesma polícia terrorista, do mesmo exército e dos mesmos pactos de silêncio que garantem que o negócio dos ricos continue gozando de boa saúde.

Agora cabe a nós assumir a responsabilidade pelo que queremos e por nossa parte na história. Não acreditamos em partidos políticos ou nos líderes messiânicos das plataformas, queremos mudar tudo. É preciso rever a história, repensar nossas lutas, fortalecer projetos antiautoritários, viver a anarquia. O conflito não termina enquanto não acabarmos com o mundo dos privilegiados, com a sociedade carcerária, com a tranquilidade dos violadores dos direitos humanos, com os salários de fome, a saúde precária, as aposentadorias miseráveis, a crise habitacional e outras condições sufocantes dessa realidade. Podemos viver melhor, vamos viver melhor, porque não vamos esperar para reivindicar nossas aspirações. A articulação é hoje, a hora da revolta é agora.

Rede de luta e propaganda

Fonte: https://lapeste.org/2023/09/con-muerte-y-tortura-se-sigue-contruyendo-la-democracia-campana-de-propaganda-por-los-50-anos-del-golpe-de-estado/

agência de notícias anarquistas-ana

árvore seca
a lua é a mosca
em sua teia

Aclyse de Mattos

[Itália] Outro massacre de trabalhadores: 5 trabalhadores mortos, atropelados por um trator em Brandizzo

Publicamos essa posição clara sobre mais um massacre de trabalhadores, emitida por um comitê cuja coerência e combatividade conhecemos (e cujo fundador, o falecido Michele Michelino, queremos lembrar). Acrescentamos apenas duas coisas de nossa parte. A primeira é que os cortes no pessoal de segurança e manutenção, a corrida para o fundo do poço nos contratos e o aumento nos ritmos de trabalho também são um produto do sistema TAV [trem de alta velocidade], ao qual não por acaso é alocada mais da metade dos 24,77 bilhões de euros destinados pelo PNRR à “mobilidade sustentável”. A segunda é que, à greve nacional convocada pelos sindicatos de base – que a Comissão de Garantia de Greve pede que seja reduzida para quatro horas no final do turno, conforme anunciado pela CGIL, CISL e UIL… – devemos acrescentar iniciativas para denunciar as responsabilidades da RFI e bloquear o tráfego ferroviário em todos os lugares: que tudo pare!

Outro massacre de trabalhadores: cinco trabalhadores mortos, atropelados por um trator em Brandizzo

Eles estavam trabalhando na área de Cuneo para substituir uma seção de trilhos quando, por volta da meia-noite, foram atropelados por um trator, que bateu neles. Cinco morreram e outros dois ficaram gravemente feridos.

Kevin Laganà, de 22 anos, Giuseppe Aversa, de 49 anos, Giuseppe Servillo, de 43 anos, Michael Zanera, de 34 anos, e Giuseppe Lombardo, de 53 anos, nunca mais voltarão para casa.

Agora, lágrimas de crocodilo serão derramadas e, por alguns dias, cinco trabalhadores terão direito a alguns artigos nas primeiras páginas dos jornais. Depois, o silêncio voltará.

Não se preocupe, o massacre será atribuído aos maquinistas: sempre que há um acidente na ferrovia, fatal ou não – e isso acontece todos os dias, mesmo que apenas os mortos apareçam nas notícias, como os ferroviários vêm denunciando há anos e anos – a culpa é atribuída aos trabalhadores. Nunca à Ferrovie dello Stato (Ferrovia do Estado).

Afinal, 14 anos após o massacre de Viareggio, os parentes ainda estão esperando a decisão final da Corte de Cassação.

Falta de segurança, falta de coordenação nas obras, redução e exploração de pessoal, divisão de contratos para o licitante mais baixo porque os orçamentos da FFSS devem estar no azul e gerar lucros. Essa é a “modernidade”, a realidade do capitalismo. Vamos à lua, temos Inteligência Artificial, mas os trabalhadores, aqueles que realmente fazem as coisas, continuam morrendo.

Os patrões fazem seu trabalho, os políticos e os sindicatos vendidos fazem conversa fiada, os tribunais protegem o único direito realmente reconhecido neste país: a obtenção de lucros.

A esta altura, estamos sem palavras, mas uma coisa é certa: se não quisermos mais ser bucha de canhão, não devemos trabalhar em condições de morte. Somente os trabalhadores, organizados, podem quebrar essa corrente de sangue, ninguém mais o fará.

Comitê para a defesa da saúde no local de trabalho e no território

Sesto S. Giovanni, 31.8.2023

Fonte: https://ilrovescio.info/2023/09/01/unaltra-strage-operaia-uccisi-5-lavoratori-travolti-da-una-motrice-a-brandizzo/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

No espelho d’água
oculta sua face, tímida,
a lua nublada.

Douglas Eden Brotto

[França] Bure: Solidariedade com as ocupações despejadas em Atenas e Montreuil (Paris)

Do acampamento auto-organizado de reuniões e lutas em Bure, no nordeste da França, enviamos um pequeno sinal de solidariedade aos nossos companheiros das ocupações [recentemente] despejadas em Atenas e Paris.

Aqui em Bure, uma luta local está ocorrendo há 30 anos contra os planos do Estado francês e da empresa Andra de instalar uma unidade de enterro de resíduos nucleares [cemitério de lixo nuclear]. No contexto dessa luta, foi organizado um acampamento de 10 dias para indivíduos e grupos de todo o mundo que lutam contra a pilhagem da natureza e constroem estruturas coletivas/auto-organizadas no campo. Mais informações sobre essa luta e o acampamento aqui: https://bureburebure.info/https://lpr-camp.org/

Do campo à metrópole, lutamos pelo acesso à terra contra os planos dos estados e do capital, criamos e defendemos espaços de luta e construímos nossas vidas coletivamente.

SOLIDARIEDADE COM NOSSAS OCUPAÇÕES

RAIVA E VINGANÇA PARA ZIZANIA, ANO KATO, ASP, LA BAUDRIÈRE, KALIARDA

ABAIXO O ESTADO POLICIAL, O AMANHÃ COMEÇA COM UM PÉ DE CABRA

agência de notícias anarquistas-ana

Gatinha meiga
ao passar da mão
seu corpo se ajeita

Eugénia Tabosa

[Porto Alegre-RS] Programação de Setembro no Esp(a)ço

Aqui está nossa programação do Esp(a)ço para setembro:

  • 13/9, quarta, às 18h30 – Encontro de Masculinidades com exibição do documentário “O Silêncio dos Homens” – Dando continuidade ao primeiro encontro sobre masculinidades, o EspⒶço convida a todes para assistir o documentário o Silêncio dos Homens. Em seguida, teremos uma roda de conversa para discutir questões levantadas durante a exibição.
  • 19/9, terça, às 18h45 – Além da Polícia – com exibição do vídeo “O Que É Justiça?” do coletivo subMedia. Mais um encontro do grupo de estudos e práticas para um mundo sem polícia e sem prisões.
  • 20/9, quarta, das 14h às 19h – Brechó Grátis Saindo do Armário – Um evento da loja grátis em homenagem a comunidade trans, um local seguro para escolher e experimentar roupas que afirmem seu gênero. Do mesmo modo teremos uma “não-caixa” em que se tem a oportunidade de fazer uma doação monetária diretamente para a comunidade trans.
  • 30/9, sábado, às 17h – Cine, Café & Anarquia – mais uma edição do Cine, Café & Anarquia com exibição de um filme ainda a decidir, comidinhas veganas colaborativas e muito bate-papo e confraternização.
  • Práticas e Experimentações a partir das categorias da cultura Ballroom – 08, 15, 22 e 29 de setembro das 19h às 22h – A proposta é realizar quatro encontros entre as pessoas da House of Kaliça e convidades, para criar um laboratório prático e teórico sobre as categorias que compõem o cenário dos bailes da cultura ballroom.

E a Apoio Mútuo, nossa loja grátis estará aberta nos seguintes horários:

  • Terças 12 e 26 de setembro, das 14h às 20h30
  • Sábados, 2, 16 e 30 de setembro das 15h às 17h.

espaco.noblogs.org

O Esp(a)ço fica na Rua Castro Alves, 101, em Porto Alegre.

agência de notícias anarquistas-ana

por uma só fresta
entra toda a vida
que o sol empresta

Alice Ruiz

[México] Colocação de uma faixa em Oaxaca pela Semana de Solidariedade com os Presos Anarquistas

Hoje, 30 de agosto, colocamos uma faixa sobre a estrada em Oaxaca em Solidariedade com todos os Presos anarquistas e perseguidos pelo Estado.

Queremos chamar a atenção e enviar um abraço forte para nosso companheiro Miguel Peralta da comunidade de Eloxochitlán de Flores Magón, que continua vivendo a repressão do aparato caciquil-partidista. Miguel Peralta foi liberado em outubro de 2019 após cumprir mais de quatro anos na prisão, mas sua liberdade foi revogada em março de 2022 e se ditou uma ordem de repreensão contra ele. Atualmente é um perseguido político.

Também queremos mencionar os oito companheiros de Eloxochitlán de Flores Magón que permanecem na prisão, alguns dos quais estão há quase nove anos sequestrados pelo Estado sem condenação nem sentença. Os companheiros indígenas mazatecos de Eloxochitlán estão encarcerados por organizar-se e lutar por sua autonomia e autodeterminação, algo no qual cremos os anarquistas e que por essa razão mostramos nossa Solidariedade e apoio.

Esperamos que este humilde gesto faça eco no território oaxaqueño ao chamado a uma semana de Solidariedade internacional com os Presos anarquistas, assegurando aos encerrados e perseguidos que estamos pensando em todos vocês, e que não estão esquecidos.

Muito amor e respeito aos encarcerados por defender a terra, por lutar contra o fascismo, o racismo e o ódio, por resistir à repressão e a violência do Estado, por organizar a autodefesa comunitária, por lutar pela autonomia e a liberação.

Liberdade aos Presos anarquistas!

Liberdade a todos os Presos!

Autonomia para os povos indígenas!

Solidariedade com Miguel Peralta!

– Alguns anarquistas nos vales de Oaxaca

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

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agência de notícias anarquistas-ana

Trégua de vidro:
o canto da cigarra
perfura rochas.

Matsuo Bashô

[EUA] Polícia de Asheville usa nova unidade de drones para vigiar a grande inauguração da livraria anarquista

Editorial da Firestorm Bookstore and Co-op na chamada Asheville, Carolina do Norte, sobre a vigilância policial da grande reabertura do espaço.

A inauguração de nossa livraria no domingo (27/08) teve convidados inesperados. Durante toda a tarde, um drone da polícia pairou visivelmente sobre a Haywood Road, diretamente em frente à nossa loja. Ocasionalmente, ele voava de volta para a subestação da APD nas proximidades, apenas para ser substituído alguns minutos depois. Enquanto distribuíamos picolés caseiros para comemorar nosso grande dia, alguns membros da comunidade ficaram alarmados. As pessoas queriam saber se o drone era nosso. Uma vizinha que chegava com a família perguntou se ela e seus filhos estavam sendo filmados.

Parecia que nossa loja e as centenas de pessoas que a visitavam estavam sendo vigiadas. Enquanto o quadricóptero estava no céu e nos olhava assustadoramente, carros de polícia passavam lentamente. Às vezes, os motoristas pareciam estar filmando com seus celulares. Um policial gritava de forma ininteligível para as pessoas sentadas em nosso pátio. Não se tratava de uma operação secreta – os policiais de Asheville queriam ter certeza de que nossos clientes sabiam que estavam sendo observados.

Vale a pena falar sobre esse bizarro abuso de poder, não porque seja excepcional, mas porque está se tornando cada vez mais normal. Vivemos em uma cidade em que os recursos de vigilância da polícia ultrapassaram em muito as restrições, e as autoridades eleitas, ostensivamente encarregadas da supervisão, estão ansiosas para apaziguar um público que é duro com o crime. Essa é uma história de Asheville, mas também é uma história nacional, com cidades em todos os Estados Unidos sendo remodeladas por uma reação conservadora à Revolta de George Floyd e seu apelo para que se faça um acerto de contas com as raízes supremacistas brancas do policiamento.

Faz apenas três meses que o Departamento de Polícia de Asheville anunciou o lançamento de uma nova Unidade de Drones. Em conversa com o Mountain Xpress, um capitão da APD garantiu à comunidade que a tecnologia não seria usada para “vigilância do público desconhecido”. Mas é exatamente isso que está acontecendo e, em uma carta recente ao editor, David Pudlo destacou vários casos de drones da APD utilizados para monitorar manifestações políticas pacíficas e reuniões públicas.

Não se trata apenas de drones. Em janeiro, o Conselho Municipal de Asheville aprovou um acordo que deu à APD acesso a uma enorme rede de câmeras de vigilância em tempo real. Dessas 1.800 câmeras, a maioria está localizada em escolas e moradias públicas do condado, dois locais onde o direito à privacidade há muito tempo está subordinado ao poder da polícia. Outras são de propriedade de empresas do centro da cidade e inevitavelmente apoiarão a criminalização adicional de pessoas sem moradia e marginalizadas.

Os membros da nossa comunidade devem poder desfrutar de suas casas, frequentar a escola, caminhar por uma rua pública ou folhear livros em uma livraria LGBTQ sem estarem sujeitos à vigilância arbitrária do Estado.

A presença de drones em nossa inauguração foi tão evidente que, no final da tarde, já havia se tornado motivo de discussão on-line. Algumas pessoas no Reddit especularam que a vigilância poderia estar ligada a uma investigação sobre vandalismo de propriedade da polícia. Essa não é uma suposição ruim, considerando uma declaração recente do chefe de polícia David Zack, que afirmou que seria “tolice” não investigar uma livraria que tem opiniões antipoliciais conhecidas. Bem, achamos que é tolice lançar publicamente suspeitas sobre uma livraria sem provas, com base apenas nas opiniões políticas de sua equipe. Um comportamento policial como esse não nos impedirá de promover a visão abolicionista de um mundo sem polícia, mas corroerá ainda mais a confiança do público em uma instituição fundamentalmente indigna de confiança. Assediar fregueses de livrarias não é uma tática de investigação criminal – é uma forma vergonhosa de intimidação por parte de um órgão governamental que tem muito financiamento, muito poder político e muito tempo disponível.

Foto: Goh Rhy Yan via Unsplash

Fonte: https://itsgoingdown.org/asheville-police-drone-surveil-grand-opening/

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Aqui e ali,
Sobre os campos florescem
As quaresmeiras.

Paulo Franchetti

Um século do assalto do grupo de Durruti ao Banco de Espanha

Completa um século do maior assalto a um banco perpetrado em Gijón. Cem anos do assalto ao Banco de Espanha, pela mão do anarquista Buenaventura Durruti e cinco companheiros, que tiraram a vida do diretor da entidade, Luis Azcárate Álvarez, e levaram o maior botim da história: 565.525 pesetas, o equivalente nos dias de hoje a aproximadamente um milhão de euros.

Era 1º de setembro de 1923 e passavam poucos minutos das nove da manhã. No Banco de Espanha – situado no edifício que atualmente alberga a Biblioteca Jovellanos – a rotina se impunha quando o verão ia dando seus últimos passos. Os assaltantes irromperam em grupo, armados e ameaçando os empregados e também os clientes: “Mãos pra cima!”, gritaram os pistoleiros. Se apoderaram inicialmente de uma bolsa de moedas e exigiram um saco de cédulas. Tinham claro que queriam um roubo grande.

Justo nesse momento, e ao escutar o alvoroço, sob as escadas o diretor da sucursal, e em uma tentativa de defender sua praça encarou os ladrões. Recebeu um tiro que lhe atravessou a cara, desde a orelha esquerda até o pescoço. Morreu três dias depois, deixando esposa, filhos e a cidade comovida.

Intitulava [o jornal] EL COMERCIO no dia seguinte: “Seis pistoleiros penetram na sucursal do Banco de Espanha e se apoderam de 565.525 pesetas, fugindo em automóvel”. Porque o grupo subiu em um carro Joffere, de cor cinza, matrícula O-434, que os esperava na rua Begoña para empreender uma frenética fuga até a rua Covadonga para abandonar a cidade pela estrada para Oviedo.

Horas depois, já pela tarde, era localizado o carro em que haviam fugido na Venta de Puga, em Pruvia. Chegaram até o proprietário e conseguiram identificar a quem, ao que parece, haviam alugado o veículo: o grupo de Durruti, ‘Los Solidarios’. A investigação da Guarda Civil permitiu localizar os ladrões em uma pensão na rua Covadonga de Oviedo. A intervenção para detê-los teve lugar em 7 de setembro. Ao ver-se descobertos, os ladrões trataram de fugir e se produziu um tiroteio com os guardas. Um dos assaltantes morreu e um agente ficou ferido. O resto dos assaltantes foram detidos. Apenas pisaram no cárcere, pelos acontecimentos que já se gestavam no país e que acabaram por materializar-se em 13 de setembro no golpe de Estado do capitão geral da Catalunha, Miguel Primo de Rivera. A imposição do mando militar provocou inseguranças legais e os pistoleiros do Banco de Espanha conseguiram sair do penal ovetense e fugir para a  Argentina e Chile. Do dinheiro nunca se soube.

De banco a biblioteca

Com os anos, Buenaventura Durruti se converteu em um dos mais destacados líderes do anarquismo durante a Segunda República e a Guerra Civil. Morreu em Madrid durante a contenda, em novembro de 1936. Seu nome passou à história por encabeçar o movimento anarquista e cenetista e também por cometer o assalto do século em Astúrias, que nos dias de hoje, sem já sobreviventes dos fatos, segue sendo um dos capítulos de maior relevância da crônica negra de Gijón. Paradóxicamente, a Biblioteca Jovellanos mostra em suas estantes biografias e livros históricos de quem faz um século semeou o pânico nesse mesmo lugar.

Fonte: https://www.elcomercio.es/gijon/século-assalto-grupo-durruti-banco-espana-20230827015122-nt.html#vca=fixed-btn&vso=rrss&vmc=tw&vli=gijon&ref=

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

peixes voadores
ao golpe do ouro solar
estala em farpas o vidro do mar

José Juan Tablada

50 anos após o golpe no $hile, 11 de setembro, Setembro Negro

SÓ O MEL DA VINGANÇA

DEVOLVE AQUELES QUE DESAPARECERAM 

11 DE SETEMBRO NA RUA!

50 anos depois da ofensiva burguesa que consolidou a atual fase do capital e da sua gestão democrática; DESATAR A OFENSIVA ANÁRQUICA até chegar a um ponto sem volta. Praticar a ilegalidade e expropriar os meios e armas necessários para qualificar a insurreição permanente. Transformar a solidariedade em ataque e que ela se multiplique sem líderes e em todas as direções!

PELA DESTRUIÇÃO DO DOMÍNIO

EM TODAS AS SUAS EXPRESSÕES.

NÃO ESQUECEMOS NENHUM NOME,

NÃO ESQUECEMOS NENHUM ROSTO.

agência de notícias anarquistas-ana

Chove mansinho.
Na borda do precipício
uma moça cega.

Manuela Miga

[Espanha] Seção sindical formada na Seção Sindical DXC Technology Spain Astúrias

Os companheiros da CNT de La Felguera formaram a seção sindical DXC Technology Spain Asturias.

A DXC Technology trabalha para ajudar empresas globais a gerenciar seus sistemas e operações de missão crítica, otimizando arquiteturas de dados e garantindo a segurança e escala através de nuvens públicas, privadas e híbridas na Espanha, que é líder no mercado de TI, com mais de 6.600 funcionários em 11 centros que atendem a quase 200 clientes de todos os setores, tanto no setor público quanto no privado.

Após a perda de 15,1% do poder de compra desde 2020, o equivalente a 55 dias de salário por ano, a CCOO e a UGT assinam um acordo com aumentos bem abaixo da inflação, os companheiros da CNT decidem formar a Seção para reverter a situação e melhorar as condições de trabalho da equipe.

A Seção Sindical pede o apoio a todas as mobilizações e a organização em assembleias autônomas fora das estruturas verticais dos comitês.

Deve-se observar que, nas eleições sindicais realizadas há menos de um mês, o comparecimento foi de apenas 26%, portanto, temos certeza de que alguns candidatos eleitos obtiveram menos votos do que os membros da nossa seção, o que deslegitima o comitê a tomar qualquer decisão em nome dos funcionários.

Somente a luta nos devolverá o que eles estão roubando de nós.

Assembleias para decidir

Ação direta para vencer

Saúde e anarcossindicalismo!

Fonte: https://www.cnt.es/noticias/constituida-la-seccion-sindical-en-seccion-sindical-dxc-technology-spain-asturias/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

Nuvem, ergue a pálpebra!
Quero ver o olho de cego
com que sondas a noite.

Alexei Bueno

Lançamento: “Matando e transformando o homem dominante”, do Instituto Andrea Wolf (Academia Jineolojî)

O processo de destruição do patriarcado ocorre historicamente em diversas frentes e possibilidades. Dentre as várias tradições de combate pela libertação da sociedade, o povo curdo tem se destacado pela forma como enfrentou o Estado Islâmico e criou um vasto território autodeterminado, baseado nos princípios do Confederalismo Democrático. Essa experiência só foi possível devido ao processo de libertação das mulheres, que há décadas vêm se construindo social e politicamente em novas formas, além de filosoficamente, através da Jineolojî, a ciência das mulheres.

Como um chamado para a destruição do patriarcado, o Instituto Andrea Wolf, da Academia Jineolojî em Rojava, no Curdistão, convida os homens para esta difícil tarefa: reconstruir a sociedade fora dos sistemas capitalista, machista e patriarcal.

Assim, é com enorme felicidade que lançamos hoje o livro “MATANDO E TRANSFORMANDO O HOMEM DOMINANTE”, a primeira tradução em língua portuguesa da obra, com 128 páginas e produzido artesanalmente no tamanho de 12x18cm.

Além do livro, o pôster “JIN, JIYAN, AZADI” será enviado gratuitamente a todas as pessoas que encomendarem a obra.

Para encomendar a obra “MATANDO E TRANSFORMANDO O HOMEM DOMINANTE”, visite nossa loja, em https://linktr.ee/tsa.editora

agência de notícias anarquistas-ana

Longe um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.

Jorge Luis Borges

[EUA] Neonazistas se manifestaram na Disney

Grupos de supremacistas brancos agitaram bandeiras com suásticas enquanto cantavam “estamos em todos os lugares”.

No fim de semana, vários grupos de extrema direita marcharam por Orlando, Flórida, até o complexo Walt Disney World.

De acordo com vídeos postados nas mídias sociais, grupos como “Blood Tribe” e “The Goyim Defense League” estavam presentes em vários pontos da cidade carregando bandeiras com suásticas, cantando slogans racistas e anti-LGBTQ. Eles foram ouvidos gritando “estamos em todos os lugares”, de acordo com um vídeo compartilhado por um morador da Florida. Os manifestantes também fizeram saudações do tipo “Heil Hitler”.

O Centro de Extremismo da Liga Anti-Difamação emitiu uma declaração na sexta-feira alertando sobre futuras convocatórias desses grupos. De acordo com panfletos distribuídos no fim de semana, grupos de extrema direita estão preparando uma grande manifestação chamada “Marcha dos Camisas Vermelhas”.

De acordo com a mídia local, esses e outros grupos que protestaram recentemente, como a “Ordem do Sol Negro”, um grupo de extrema direita que afirma ser afiliado à “Rede da Liberdade Ariana”, são simpatizantes do pré-candidato republicano Ron DeSantis, embora também haja sérias dúvidas sobre alguns de seus membros, que estão ligados às agências de segurança e inteligência dos EUA.

Fonte: agências de notícias

agência de notícias anarquistas-ana

Desolação de inverno —
Ao passar pela pequena aldeia,
Um cão late.

Shiki

[Chile] Ação Antifascista | 9 de setembro | Santiago | Não Passarão!

Neste sábado, 9 de setembro, diversos grupos antifascistas se reunirão para realizar uma ocupação no centro de Santiago, no dia em que o Pinochetismo quer celebrar o golpe militar e zombar de todos aqueles que perderam a vida, foram torturados e assediados naquele dia sombrio em setembro.

Em memória de todos os trabalhadores, moradores, estudantes, músicos que sofreram a covarde repressão fascista, nos convocamos nas ruas para dizer em voz alta e como sempre

NÃO VÃO COMEMORAR, NÃO PASSARÃO!!!

#acciondirecta #acciónantifascista #a50añosdelgolpe #a50añosdelgolpefascista #nopasarán #abajoelpinochetismo

agência de notícias anarquistas-ana

lua alta
céu claro
o som da folha caindo

Alexandre Brito

[Argentina] Lançamento: “Todo el mundo odia a la policía ¿entonces?”

Apresentação

Em setembro de 2020, durante o confinamento mundial ocorrido por causa da pandemia de COVID-19, a polícia bonaerense levou a cabo uma série de medidas de pressão por melhoras em suas condições laborais, encontrando uma rápida e satisfatória resposta a suas exigências por parte do Estado.

Este protesto abriu um debate dentro dos setores políticos que tradicionalmente se identificaram com o movimento obreiro sobre como se posicionar ante a reivindicação policial, e em última instância, se se deve considerar trabalhadores ou não a quem atua como polícia.

Esses fatos nos trouxeram à memória um debate similar vivido em 2013, quando se sucederam paralizações policiais provinciais. Nesse momento, nos conformamos em afirmar que o papel da polícia era o de esbirros, agentes da burguesia na guerra declarada contra a classe explorada.

Sete anos depois, o que chamou nossa atenção foi a facilidade com a qual assumimos bandeiras, que podem soar fortes, mas não acrescentam maior conteúdo a uma reflexão coletiva que nos permita compreender o presente, muito menos planejarmos um futuro emancipado da ordem social do Estado e do Capital.

Esta crítica sobre o superficial e efêmero das bandeiras a adotamos para nós mesmos, mas também com todo esse âmbito ideológico que, sete anos depois, repetia a discussão a respeito de se os policiais podem ser ou não considerados trabalhadores. De um modo geral, enquanto uma parte da socialdemocracia argumentava que os policiais não podem ser considerados trabalhadores, posto que não cumprem com sua visão idealizada de como devem ser os trabalhadores; outro setor não deixava lugar a dúvidas sobre sua condição de trabalhadores, pontualizando a necessidade da sindicalização policial, chegando a situar estes protestos como ponta de lança do movimento obreiro (à qual faltaria a direção de SEU partido). Por sua parte, o partido no poder assinalava que não se devia apoiar devido a que os protestos eram o germe de um movimento golpista da oposição, o qual não o impediu conseguir até 55% de aumento nos soldos básicos de policiais e militares.

Finalmente, dentro do anarquismo, mais além do desprezo antiyuta [antipolícia] generalizado, nos pareceu interessante a reflexão que assinalava que os policiais são trabalhadores, não sem esclarecer antes que “ser um trabalhador é uma merda”.

Enquanto ocorrem tais discussões, atadas a uma suposta moral do trabalho, odiar a polícia se tornou um slogan que adorna roupas de moda.

E se bem, isto pode ser um sinal que mostra a generalização do desprezo à polícia, e à autoridade, não vemos por outro lado que esse ódio vai ao lado de questionar e criticar a sociedade que necessita da polícia. É mais, se torna cada vez mais patente que muitas dessas expressões de ódio à polícia no fundo reclamam por outra polícia, uma melhor.

Tudo isto se tornou ainda mais patente à luz dos discursos que propõem a abolição da polícia, sua refundação e outras perspectivas reformadoras destes corpos encarregados de manter a ordem social que começaram a escutar-se desde os Estados Unidos após o assassinato de George Floyd em 2020, ou no Chile a propósito do descrédito da instituição policial, produto de uma série de fraudes ao Estado e as constantes violações dos Direitos Humanos, e inclusive na Argentina onde um movimento político propõe o  “controle popular da polícia”.

Interrogar-nos sobre para que existe a polícia e as formas que adquire o controle social, nos ajuda a entender as relações sociais desenvolvidas sob o capitalismo, das quais todos e todas somos parte, e, portanto, capazes de implantar condições para sua superação.

Por isso, desta vez não quisemos ficar nos slogans e tivemos a necessidade de desenvolver esta questão.

>> Baixe o livreto aqui:

https://www.mediafire.com/file/aaii6xe1d2ycmfj/LCALDERA.TP+LECTURA+WEB.pdf/file

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

curta noite
perto de mim, junto ao travesseiro
um biombo de prata

Buson