[França] Comunicado da Secretaria de Relações Internacionais da FA: Libertem nosso companheiro Azat Miftakhov!

“Desde [fevereiro de] 2019, Azat Miftakhov, um jovem matemático e estudante de doutorado na Universidade Lomonossov de Moscou, um ativista anarquista nascido em 1993, foi mantido em prisão preventiva, depois condenado [em janeiro de 2021] a 6 anos de prisão com base em acusações e pseudo-testemunhos obtidos por meio de tortura” – Extrato de Liberté pour Azat, apelo internacional da FreeAzat assinado pela Federação Anarquista em 11 de julho de 2023.

A inocência de nosso companheiro russo nos atos de hooliganismo dos quais ele é acusado é óbvia, mas de pouca importância. Sua prisão faz parte de uma caçada aberta aos anarquistas pelo Estado russo, que está reprimindo a oposição às suas políticas imperialistas e belicistas.

A comunidade científica internacional também foi mobilizada. Por exemplo, a Sociedade Francesa de Matemática enviou uma carta expressando sua preocupação com o confinamento solitário ao qual Azat Miftakhov está sendo submetido desde julho, chamando a atenção para seus problemas de saúde e para a falta de acesso aos medicamentos necessários, e solicitando que ele possa retomar seus estudos e pesquisas em matemática. Azat deveria ter sido libertado em setembro, mas o FSB [Serviço Federal de Segurança da Federação Russa] poderia estar fabricando outras acusações para condená-lo novamente.

A Fédération Anarchiste se junta à convocação do FreeAzat, um grupo de apoio ao prisioneiro político Azat Miftakhov, para se reunir em 2 de setembro e levar a petição Freedom for Azat (Liberdade para Azat), que foi retransmitida em muitos países, para a embaixada russa. Esta é uma reunião internacional: Berlim, Vilnius, Yerevan, etc.

Encontre-nos no sábado, 2 de setembro, às 14h, com nossas bandeiras pretas na Praça Robert Schuman, 41 avenue du Maréchal Fayolle, 75016 Paris.

Liberdade de opinião, Liberdade para Azat!

Fédération Anarchiste, 30 de agosto de 2023

federation-anarchiste.org

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agência de notícias anarquistas-ana

Seu olhar segue
o voo do pássaro –
será que desce?

Eugénia Tabosa

[Chile] Santiago: O resgate de uma História Negra. Texto da Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti

O resgate de uma História Negra

Nos EUA, em 23 de agosto de 1927, faz exatos 96 anos, eram assassinados na cadeira elétrica os companheiros anárquicos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti. Acusados de roubo e homicídio a um importante homem de negócios, receberam o linchamento jornalístico, jurídico e policial.

Sete anos durou o julgamento e a sentença só veio a confirmar o que se sabia desde o início…seriam encontrados culpados, mais além de qualquer prova ou perícia. O poder nunca esquece a quem o confronta e utiliza para o castigo exemplificador, tudo aquilo a que possa recorrer, se é necessário transgredir sua própria legalidade, o fará sem escrúpulos, porque busca a sentença que paralise e amedronte aos demais.

Os companheiros Sacco e Vanzetti pertenciam a um entorno ácrata que se atrevia a desafiar o poder, na palavra e na ação, na teoria e na prática cotidiana. Um entorno que se gestou sem líderes, nem dirigentes, que soube afiançar laços solidários e encontrar novos companheiros, superando a adversidade do contexto, as barreiras idiomáticas, as angústias econômicas, as extenuantes jornadas laborais e a sempre presente mira policial sobre eles.

Aí estavam, os incômodos anárquicos, migrantes na terra prometida, no país da “liberdade e das oportunidades”. Anárquicos que com orgulho viviam gestando projetos antiautoritários. Assim foram levantando jornais e diferentes instâncias que lhes permitissem coletivizar o conhecimento, expressar suas ideias e concretizar suas inquietudes, sempre perigosos para o poder.

Cronaca Sovversiva foi uma dessas publicações e em torno dela, todo um difuso entorno foi forjando companheirismo e ação, afiando práticas e discursos, alimentando a bela chama negra da Anarquia.

Em pouco tempo Cronaca foi ilegalizada, seus membros e colaboradores perseguidos, detidos em diferentes circunstâncias, deportados ou mortos. Sobre eles se levantaram não só acusações judiciais, também difamações e deformações, desde o poder e seus falsos críticos. Algumas delas se mantêm vivas até os dias de hoje, porque continuam sendo úteis para apaziguar o conflito, envolvendo-nos no vitimismo e na derrota.

Os companheiros Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti não são duas vítimas inocentonas de uma montagem policial, não foram arrastados por um líder que guiava ou maquinava seus passos. Foram membros de um entorno que com altivez decidiu agitar, solidarizar e acionar de acordo a suas ideias e valores anárquicos. Cada escrito, cada comício, cada greve, sabotagem, panfleto ou mostra de solidariedade, foi levada a cabo de maneira consciente, buscando ser um aporte à maré antiautoritária.

O poder cobrou vingança em momentos onde a multiformidade anárquica rachava os muros do domínio e devolvia os golpes com orgulho. Para castigar a um entorno difuso escolheram entre seus arquivos policiais a estes dois companheiros, que desde o primeiro momento, entenderam o teatro judicial que enfrentariam.

Não falamos de montagem nem entorno a 1927, nem a 2010, a vingança policial, jornalística e jurídica, mantêm as mesmas táticas apesar dos anos, nós, desde a Anarquia, seguimos sendo orgulhosos e eternos inimigos do poder.

Tiramos o pó de nossa negra História, para encontrar essa fibra que nos conecta e irmana, resgatamos nossos companheiros do esquecimento e da difamação, aprendemos deles, nos nutrimos de sua experiência, definitivamente, escolhemos de que material constituir-nos, por isso não nos definem os golpes que o inimigo possa nos dar, nos definimos por nossa posição irrenunciável de confrontar qualquer forma de autoridade.

Com Nicola Sacco, Bartolomeo Vanzetti, Luigi Galleani, Gabriella Antolini, Mario Buda, Carlo Valdinoci, Mauricio Morales, com tantos companheiros que vivem e se aninham em nossos negros corações, seguimos de pé…

Pela Anarquia!

Até a Liberação Total

Biblioteca Antiautoritária Sacco y Vanzetti

23 Agosto 2023

Fonte: https://es-contrainfo.espiv.net/2023/08/28/santiago-chile-el-rescate-de-una-historia-negra-texto-de-la-biblioteca-antiautoritaria-sacco-y-vanzetti/

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

livro aberto gelado
o norte geme no vento
sobre a página branca

Lisa Carducci

Vídeo | Tempestade de granizo na Baviera: a vida selvagem sofre

A Baviera, no sul da Alemanha, foi atingida nos dias 26 e 27 de agosto por uma forte tempestade de granizo. As imagens mostram um veículo destruído por granizo e ruas brancas, inundadas por esta precipitação repentina.

O canal de televisão Bayerischer Rundfunk relata 150 casas danificadas na cidade de Bad Bayersoien. A colheita de milho também seria igualmente destruída nas áreas atingidas pelo granizo.

Em caso de mau tempo, falamos frequentemente de danos materiais, mas menos sobre a vida selvagem que sofre.

O especialista em clima Serge Zaka partilhou nas redes sociais imagens de veados mortos pela precipitação e um vídeo que mostra cegonhas gravemente feridas ou mortas no meio de um campo, atingidas por pedras de granizo de dimensões extraordinárias. Tendemos a analisar as alterações climáticas apenas de um ângulo antropocêntrico e material, enquanto é toda a fauna que sofre fenómenos extremos como tempestades ou incêndios.

>> Veja o vídeo aqui:

https://contre-attaque.net/2023/08/31/tempete-de-grele-en-baviere-la-faune-souffre/

agência de notícias anarquistas-ana

Noite tenebrosa.
Pia a coruja agourenta
no velho telhado.

Fanny Dupré

[EUA] Uma Mensagem do Território Ohlone/Miwok Ocupado

Em 21 de agosto de 2023, aproximadamente 20 pessoas se reuniram em São Francisco para escrever cartas em solidariedade aos revolucionários, libertários, insurrecionalistas e guerreiros anticoloniais presos que enfrentam a repressão do Estado em todo o mundo. Em comemoração ao AGOSTO NEGRO e à SEMANA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM OS PRISIONEIROS ANARQUISTAS, as pessoas se reuniram para ler zines, compartilhar comida, histórias e discutir os casos de vários prisioneiros anarquistas.

No final da noite, um pequeno grupo de companheiros soltou uma faixa sobre a rodovia 101 em São Francisco, declarando a solidariedade da Bay Area com os prisioneiros anarquistas de todos os lugares. Incentivamos outras pessoas a agir nesta semana, seja escrevendo uma carta ou soltando uma faixa – “Todo esforço sincero é tão especial quanto uma vida humana”.

Amor a todos os anarquistas presos! Nos gulags dos EUA, enviamos amor para: Bill Dunne. Xinachtli. Eric King. Jennifer Rose. Jessica Reznicek. Michael Kimble. Sean Swain. Sofia Johnson. Hybachi Lemar. Marius Mason. Oso Blanco. Victor Puertas e todos os outros anarquistas que estão lutando dentro do ventre do império.

Além da Turtle Island ocupada, enviamos nosso amor a: Francisco Solar e Mónica Caballero. Aldo Hernández Valdés. Giannis Michailidis. Jorge “Yorch” Esquivel, Thanos Xatziagkelou e Georgia Voulgaris. Alfredo Cospito. Fotis Daskalas. E todos os outros que lutam internacionalmente contra o Estado em todas as suas formas.

LIBERTEM TODOS os defensores da terra e da água presos. LIBERTEM TODOS os prisioneiros dos levantes de George Floyd. LIBERTEM TODOS os prisioneiros das revoltas da Intifada Negra e de Ferguson.

LIBERTEM TODOS ELES

Amor aos companheiros Krystal e Peppy, à sua comunidade e aos seus entes queridos.

Amor aos nossos companheiros mortos. Vingança por Tortuguita e por todos os anarquistas perdidos para o Estado. Faca na garganta do fascismo – nada além de ódio por 12

Coletivo de Solidariedade de São Francisco /
Colectivo de Solidaridad de San Francisco

Tradução > Contrafatual

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sol na varanda –
sombras ao entardecer
brincam de ciranda

Carlos Seabra

[Alemanha] Thomas Meyer-Falk está finalmente livre!!!

As mais belas notícias da Semana Internacional de Solidariedade aos Presos Anarquistas! Thomas Meyer-Falk foi finalmente libertado da prisão após quase 27 anos de cárcere. Estamos muito felizes com esta notícia! Estamos felizes por você, Thomas, e desejamos tudo de melhor para um novo começo em liberdade!

Thomas Meyer-Falk estava atrás das grades alemãs desde 1996.

Primeiro em confinamento solitário em Estugarda Stammheim até à Primavera de 1998, depois um pouco “menos contido” em Straubing, na Baviera, e desde o Outono de 1998 em confinamento solitário em Bruchsal. Ele foi condenado em 1997 por assalto a banco com tomada de reféns. O objetivo era juntar dinheiro para projetos políticos de esquerda legais e ilegais. A partir de 2013, ele estava em prisão preventiva em Freiburg.

Já no Outono de 2022, o tribunal encomendou perícia para revisão da detenção após 10 anos de prisão preventiva. Na perícia, o perito de Munique afirmou que não havia perigo de atos juridicamente significativos ou de atos graves de violência. Portanto, não havia quase nada que impedisse a libertação de Thomas!

No entanto, o Ministério Público de Estugarda, a prisão e o tribunal não partilharam esta opinião especializada. Mais dois especialistas foram contratados.

Julho de 2023 marcou o fim desta análise detalhada de uma possível libertação ou prorrogação da prisão preventiva. O tribunal regional de Freiburg decidiu em 05.07.2023 que não é necessária a continuação da prisão preventiva. No entanto, o Ministério Público de Estugarda recorreu desta decisão.

Depois a burocracia alemã demorou mais dois meses para enviar documentos de A para B e para formular decisões e reclamações! É simplesmente um abuso a forma como as pessoas são tratadas.

No final, Thomas venceu e finalmente está livre!

Thomas é um ativista bem relacionado que manteve muitos contatos na prisão e apoiou diversos projetos, como a Semana Internacional de Solidariedade aos Presos Anarquistas!

Amigos políticos de Thomas publicaram uma coleção de seus textos em julho. Você pode ler todos os textos de Thomas em seu site (freedomforthomas.wordpress.com).

Cruz Negra Anarquista Dresden

abcdd.org

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Ruídos nas ramas.
Trêmulo, meu coração detem-se
e chora na noite…

Matsuo Bashô

[França] Liberdade para Azat Miftakhov

O matemático russo de origem tártara, Azat Fanisovich Miftakhov, foi condenado por “hooliganismo” contra o partido Rússia Unida de Vladimir Putin.

O anarquista Azat Miftakhov foi preso em 1º de fevereiro de 2019 sob a acusação de “fabricação de explosivos”. Ele foi torturado pela polícia, mas, devido à falta de provas, foi liberado em 7 de fevereiro de 2019.

Acusado de quebrar a janela dos escritórios do Rússia Unida em 2018, ele foi preso novamente. Com base em dois testemunhos secretos, o tribunal de Moscou o condenou em 18 de janeiro de 2021 a seis anos de prisão em uma colônia penal.

Organizações russas de direitos humanos, professores, acadêmicos, matemáticos e um grande número de estudantes de todo o mundo deram seu apoio a Azat Miftakhov.

Azat Miftakhov está atualmente cumprindo sua sentença. Ele deverá ser libertado em 23 de setembro de 2023.

O FSB [Serviço Federal de Segurança da Federação Russa], herdeiro da Cheka e da KGB, está montando um dossiê contra Azat Miftakhov. Igor Shishkin, um refugiado da Rússia que fugiu para a França, alegou que Azat foi falsamente acusado de crimes inexistentes como resultado de tortura infligida pelo FSB durante seus interrogatórios.

Se Azat Miftakhov for considerado culpado por essas falsas acusações, ele enfrentará uma nova sentença de prisão.

Manifestação

Sábado, 2 de setembro de 2023 – 14h – em frente à Embaixada da Rússia (Praça Robert Schuman, 41 avenue du Maréchal Fayolle, 75016 Paris).

Fonte: https://www.partage-noir.fr/liberte-pour-azat-miftakhov

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Não pude imaginar
Esse tigre invisível
Que vês em meu nariz

Jeanne Painchaud

[Áustria] Ação de solidariedade as ocupas despejadas Zizania e Ano Kato

Nos últimos dias, mais duas ocupações em Atenas foram despejadas, Zizania e Ano Kato. Após o despejo de várias ocupações em Exarchia, eles continuaram o seu plano de transformar Atenas numa cidade turística. Vemos as conexões entre a nova linha do metrô, a destruição do Platia e do Monte Strefi e o despejo dos nossos lugares. Ao mesmo tempo, o número de apartamentos Air BnB está a aumentar, cada vez mais lojas modernas estão a abrir em Exarchia e os aluguéis continuam a subir. Esta é a linha típica de gentrificação. A gentrificação também é um grande problema em Graz – muitas casas antigas já foram demolidas e substituídas por edifícios novos e sofisticados que dificilmente são acessíveis aos antigos residentes. Muitos destes apartamentos são comprados por investidores e acabam como apartamentos Air BnB ou ficam vazios para manter os preços elevados no mercado imobiliário. Por esta razão, ocupamos uma casa em um antigo bairro operário. Ela está localizada perto de um abrigo para moradores de rua. Está em muito bom estado, não é usada há muito tempo e você pode usá-la! O endereço é Eggenbergergürtel 28, Graz – Áustria.

Enviamos muita energia aos nossos companheiros em Atenas e em todo o mundo! Não vamos parar de lutar! Quando as autoridades atacam alguém, todos nós contra-atacamos!

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em nosso universo
breve, passa, com pressa! e
graça, a borboleta

Issa

[Colômbia] Lançamento: “El anarquista, las hormigas y los ratones”

Esta é a história onde todos importam, um livro sem bons ou ruins, sem fortes ou fracos. Um livro que não busca competição, mas sim o bem comum.

Kropotkin foi um geógrafo, naturista e zoólogo russo que desenvolveu uma interessante teoria chamada APOIO MÚTUO.

Livro da nossa coleção Pequenos Leitores. Recomendado para os pequenos da matilha.

La Valija de Fuego, livraria e editora

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chuva amedrontada
mar majestoso e sombrio
inverno no ar.

Helena Monteiro

Relato da III Feira Anarquista de BH | “Nos interessa os ouvidos atentos, os corações que pulsam em fúria.”

Há alguns dias estivemos na terceira edição da Feira Anarquista de BH, que ocorreu em 19 e 20 de agosto de 2023. Para além do enorme prazer em reencontrar compas que não víamos há tempos, consideramos as atividades desse tipo extremamente necessárias para seguirmos afiando nossos laços de cumplicidade e apoio mútuo. Assim, uma feira do livro anarquista não se torna um evento comercial como qualquer outro.

Neste ano, ocorreram várias atividades importantes, sobretudo uma conversa informativa da situação dxs antiautoritarixs Mónica Caballero, Francisco Solar, Marcelo Villaroel, Anna Beniamino e Alfredo Cospito, atualmente sequestradxs nas prisões chilenas e italianas. Ela só foi possível pelo interesse e participação de compas de ambos os territórios que, apesar do fuso horário, se mantiveram atentxs e dispostxs a estabelecer uma conversa, atravessando as fronteiras e superando as barreiras dos idiomas. Assim como dxs solidarixs que se mantiveram até o final ou mesmo quem apenas passou pelo espaço.

Atividades como essa, com o olho no olho, nos reforçam que a solidariedade entre anarquistas é mais do que palavra escrita. Não morre em frente às telas. Se dá no cotidiano, nas ações cúmplices e de fortalecimento mútuo, muitas vezes pequenas, apartadas dos mega eventos, das grandes discussões e elucubrações autocentradas. Não precisa de autorizações, não espera a atenção das multidões. Nos interessa os ouvidos atentos, os corações que pulsam em fúria.

Aproveitamos para deixar um abraço caloroso a todxs xs amigxs anônimxs e inomináveis que estiveram presentes e com quem trocamos materiais, palavras, longas conversas ou simplesmente sorrisos.

morte ao Estado

y que viva a anarquia!

edições insurrectas

inverno de 2023

>> Mais fotos: https://edicoesinsurrectas.noblogs.org/post/2023/08/30/relato-da-iii-feira-anarquista-de-bh-ago-23/

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Não é meia-noite
e as mariposas cansadas
já dormem nas praças.

Humberto del Maestro

[Espanha] Carta aos soldados russos e ucranianos (e de outras guerras)

Martí Olivella i Solé(1)

(2) Suponho que você esteja passando por um momento muito ruim, longe de sua família, amigos, trabalho, casa, da cidade onde morava; que esteja sofrendo com o frio, o calor, a fome… e que viva na incerteza do que acontecerá a cada dia, a cada hora, a cada minuto, sobretudo, se estiver na linha de frente, quando o combate começar e você vir seus companheiros caírem mortos, feridos, mutilados. E isso inflama sua raiva e ódio contra aqueles que causaram isso.

Seus líderes os chamam de heróis, mas vocês estão fazendo o que nunca pensaram em fazer, as feridas no corpo são dolorosas, mas as feridas na alma são… você sabe como nomeá-las?

Acho que você não tem muito tempo para refletir na linha de frente (em geral, nem nós). Sobreviva e isso é o suficiente. Da minha humilde posição de ter sido um opositor ao serviço militar obrigatório e da minha ignorância de não ter sido soldado em nenhuma guerra, não posso deixar de fazer algumas perguntas para entender o que vocês estão passando (e tentar entender nosso silêncio e cumplicidade).

Por que vocês estão arriscando suas vidas e sua saúde para defender ideias e valores, ou para ganhar um salário, ou porque foram recrutados à força?

No primeiro caso, você está arriscando sua vida e colocando em risco sua integridade física e moral para defender sua pátria? Para proteger sua população? Para impedir que seu país seja atacado, invadido, ocupado? Ou talvez porque queira libertar a população de governos autoritários ou oligarcas corruptos?

Você tem certeza de que a guerra é a melhor maneira de defender a causa justa em que acredita? E, em caso afirmativo, como é possível que ambos os soldados acreditem que sua causa é justa e a do outro é errada ou má?

Você tem certeza de que o outro soldado é seu inimigo e que, ao matá-lo antes que ele o mate, você conseguirá impor a justiça e a liberdade para todos, além de libertar as pessoas que seu inimigo diz defender?

Como você defende seu povo se quanto mais a guerra continua, quanto mais eles são bombardeados, mais pessoas são mortas ou feridas, traumatizadas ou mutiladas, perdem suas casas, seus empregos, passam fome e frio… e vivem com medo, com muito medo?

Você tem certeza de que as famílias e os amigos, as populações que você defende, compartilham o que você está fazendo? Como eles estão sofrendo por você, talvez estejam torcendo por você. Mas você tem certeza de que eles também não têm dúvidas sobre as verdadeiras causas da guerra e não veem quem está se beneficiando e quem está sendo prejudicado?

Se no início do conflito vocês dois tinham motivos para aderir às proclamações de guerra de seus líderes, com o horror da guerra que vocês sofrem e infligem, onde estão esses motivos? Vocês acreditam que a guerra causa menos dor e destruição do que pretendia evitar?

A imprensa, a TV, as redes de cada lado alimentam a espiral de ódio e vingança: só os outros são criminosos, genocidas, sem coração, fazem atrocidades… Mas vocês sabem como é difícil não cair na espiral de ódio e vingança da guerra. A guerra traz à tona o que há de pior em nós contra os outros e traz à tona o que há de melhor em nós contra os nossos. Mas, quando você olha para ela, nu, sem uniforme, sob as estrelas… será que somos tão diferentes uns dos outros?

Vocês têm certeza de que não estão sendo enganados, que não estão colocando os mortos em uma guerra que não é sua? Vocês têm certeza de que os governantes e empresários não estão tratando vocês como peças de xadrez em suas estratégias para acumular poder e dinheiro? Vocês não se sentem como cobaias com as quais eles estão destruindo armas obsoletas e com as quais estão testando novas armas?

Se acharem que essas perguntas não têm sentido e que até ofendem sua honra e coragem, infelizmente continuarão a se matar até a derrota final (entre as pessoas nunca há vencedores!).

Se acharem que as perguntas os deixam desconfortáveis, que elas ecoam dúvidas que vocês já têm, parem de matar. Vocês podem se declarar objetores, insubmissos, fugitivos ou desertores. Einstein disse que “os objetores ao serviço militar são os pioneiros de um mundo sem guerra”. A guerra termina quando não há mais soldados dispostos a matar: seja porque morreram ou porque pararam, se levantaram ou fugiram.

É covardia arriscar a vida para não ter de matar outra vida? Que orgulho, coragem e inteligência representa matar um ser humano para resolver um problema político? É covardia arriscar a vida em uma resistência não violenta – civil, não militar – para inviabilizar a ocupação? Que tipo de coragem exige a defesa não violenta baseada na não cooperação e na desobediência ao ocupante, sem querer colocar em risco a própria vida ou a de outros?

Nesta noite de lua nova e longe das cidades iluminadas, talvez como alguns de vocês, pude admirar o céu estrelado. O que sentimos quando percebemos que o que parece uma nuvem é a Via Láctea?  Sim, nossa galáxia com cerca de 200 bilhões de estrelas! Não achamos ridículo que estejamos nos matando em um pequeno planeta – a Terra – a partir de uma pequena estrela – o Sol – que faz parte de uma galáxia – a Via Láctea – que é apenas uma das 2 trilhões de galáxias que reúnem um número infinito de estrelas – dizem que há tantas quanto grãos de areia em todas as praias da Terra!

Não deveríamos estar colaborando? -E comemorando o “milagre” da vida neste lindo e pequeno planeta?

Notas:

(1) Martí Olivella i Solé. Barcelona. Aos 20 anos de idade, junto com Pepe Beunza, participou do primeiro grupo de objetores de consciência ao serviço militar e do primeiro serviço civil em Can Serra, que daria um impulso definitivo à objeção de consciência ao serviço militar, à não violência e à insubordinação. Trabalhou em estreita colaboração com Lluís Maria Xirinacs. Ativista e promotor da não-violência. Promotor da campanha www.aturemlesguerres.cat e da Autodefesa Não Violenta. Sua última obra “Autodefesa Não violenta”, publicada pela Montab, é particularmente recomendada.

(2) Artigo publicado em 20.08.2023 no Diario16plus https://diario16plus.com/carta-a-los-soldados-rusos-y-ucranianos-y-a-los-de-otras-guerras/

(3) Foto da capa: Agência EFE

Fonte: https://alternativasnoviolentas.org/2023/08/23/carta-a-los-soldados-rusos-y-ucranianos-y-a-los-de-otras-guerras/

Tradução > Liberto

agência de notícias anarquistas-ana

morro alto
sobre o som do mar
o som do grilo

Ricardo Portugal

[Chile] Lançamento: “Las hormigas de Kropotkin”, de Jorge Enkis

Uma crise econômica e social deixa o mundo à beira do colapso. O pequeno Kropotkin e suas formigas são os únicos que podem transformar essa sociedade, pois ele e seus pais aprendem o poderoso segredo do apoio mútuo.

>> Baixe, imprima e divulgue:

https://editorialautodidacta.org/wp-content/uploads/2023/08/Las-Hormigas-de-Kropotkin-Jorge-Enkis.pdf

https://editorialautodidacta.org/

agência de notícias anarquistas-ana

Cai a pedra n’água
partindo o espelho do rio:
as nuvens se esvaem.

Ronaldo Bomfim

 

[Mogi das Cruzes-SP] Chama geral pra encostar no evento “Ser pobre não é crime”

Chegou a hora de assunto sério: a Violência de Estado nas Quebradas! E nada melhor do que juntar os debaixo para debater como que historicamente se articula e opera a Violência Estatal nas Quebras, que será fomentado pelo professor do Departamento de Relações Internacionais da UNIFESP e anarquista Acácio Augusto. Também teremos apresentações musicais com grandes nomes do RAP, MPB e PUNK da região do Alto Tietê e ainda contaremos com a parceria dos Antifas.

O evento “Ser pobre não é crime” será realizado no Centro Cultural Das Senzalas às Favelas que está localizado na Rua Major Silvio Miranda n.º 18, Centro de Mogi das Cruzes (próximo da estação CPTM), em 03 de setembro, a partir das 14h00.

Então, cola lá no Centro Cultural e vamos fortalecer essa causa tão importante. Vamos debater, compartilhar experiências e mostrar que estamos unidos contra qualquer forma de opressão. Afinal, a música é uma arma poderosa para lutar por justiça social e igualdade.

Prepare-se para ouvir rimas afiadas, batidas pesadas e letras que vão te fazer refletir sobre a realidade das quebradas. Além disso, teremos espaço para trocas, exposições artísticas e com muita potência de luta combativa.

A entrada é gratuita, então chama a galera toda, os amigos, os vizinhos e vamos lotar esse lugar com muito amor, respeito e atitude!

Vamos mostrar que juntos somos mais fortes e que estamos prontos para enfrentar qualquer forma de violência de Estado. É hora de fazer história e transformar as quebradas em espaços de resistência e luta.

Então não perde tempo, anota na agenda, compartilha com todo mundo e vem com a gente nessa jornada de luta e música. Contamos com a sua presença para fazer desse evento um marco na nossa cidade!

agência de notícias anarquistas-ana

dou de comer ao gato:
o ronrom
estridula sem cessar

Ross Clark

Última semana para inscrição na XIII Feira Anarquista de São Paulo

Olá!

Lembramos a todas as pessoas que o prazo para inscrição de grupos, coletivos, editoras e publicações anarquistas interessadas em participar da XIII Feira Anarquista de São Paulo, bem como para interessadas em enviar propostas está chegando ao fim!

Aquelas que tiverem interesse em enviar sua proposta devem realizá-la até o dia 01 de setembro, através do formulário: https://forms.gle/yJS2cNuzYZgvd8hD6

Outra forma de colaborar com a Feira é enviando um cartaz. O prazo para recebimento dos cartazes é um pouco maior, até 5 de novembro. 

Os temas sugeridos são:

125 anos do assassinato de Polinice Mattei
105 anos da Insurreição Anarquista do Rio de Janeiro
90 anos de fundação do Centro de Cultura Social
55 anos de Maio de 1968
40 anos de fundação do EZLN
10 anos de Junho de 2013
5 anos da morte de Ursula K. Le Guin

Mas isso é apenas uma sugestão!

Não existem restrições à criação artística.

Envie seu trabalho para: feiraanarquista@gmail.com

Todos os trabalhos realizados e enviados para o email serão exibidos em uma exposição realizada durante a Feira.

Lembre-se a XIII Feira Anarquista de São Paulo, vai ocorrer dia 19 de novembro de 2023, das 10h às 19h, na EMEF Des. Amorim Lima(São Paulo/SP).

Para mais informações sobre a Feira Anarquista de São Paulo, acesse: https://feiranarquistasp.wordpress.com/

Nos vemos lá!

Saúde e Anarquia!

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apaga a luz
antes de amanhecer
um vagalume

Alice Ruiz

O musgo mais antigo do mundo pode não resistir ao aquecimento global

Com cerca de 390 milhões de anos, o gênero Takakia tem sofrido com o aumento de temperatura no Himalaia

O gênero Takakia compreende apenas duas espécies de musgo, muito diferentes de qualquer outra planta. Considerados os musgos mais antigos do mundo, eles têm cerca de 390 milhões de anos e sobreviveram a três extinções em massa. Contudo, um novo estudo indica que o gênero pode não resistir às mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.

O artigo publicado na Cell abrange mais de uma década de pesquisa conjunta no Himalaia. A cordilheira asiática, a 4 mil metros do nível do mar, é o único lugar do mundo onde é possível encontrar as duas espécies juntas, adaptadas à altitude, frio e radiação ultravioleta extremos. Ao longo de 11 anos, os pesquisadores coletaram amostras, analisaram o genoma e compararam exemplares modernos a fósseis de 165 milhões de anos atrás.

Takakia viu os dinossauros irem e virem. Ele viu nós, humanos, chegando. Agora, podemos aprender algo sobre resiliência e extinção com este minúsculo musgo”, afirma Ralf Reski, biotecnólogo vegetal da Universidade de Freiburg, na Alemanha.

Os pesquisadores concluíram que, enquanto Takakia ostenta um genoma de comprimento médio para uma briófita, pouco mais de 27.400 genes, ele possui o maior número conhecido de genes de rápida evolução. Isso explicaria sua capacidade adaptativa, que permitiu a sua sobrevivência quando o Himalaia começou a subir, 65 milhões de anos atrás.

Mas essa evolução relativamente rápida não parece ser o suficiente para ajudar o musgo a se adaptar às mudanças climáticas. Durante esse período, foi documentado um aumento médio de 0,4 °C na região, suficiente para uma redução de 1,6% ao ano na cobertura de Takakia. A redução é consideravelmente mais rápida do que de quatro outros musgos locais.

Os pesquisadores preveem que, até o final do século 21, as condições adequadas para Takakia estarão limitadas a apenas 1.000 a 1.500 km² em todo o mundo. A essa altura, eles suspeitam que o musgo mais antigo do mundo pode estar extinto.

Outros são mais otimistas, como o biólogo evolutivo S. Blair Hedges, da Temple Univerisity, na Filadélfia. Ele lembra que existem populações em outros lugares, como Japão e Estados Unidos, indicando que ele poderia se desenvolver em diferentes condições.

Fonte: agências de notícias

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Lentos dias se acumulam –
Como vão longe
Os tempos de outrora.

Buson

[Espanha] Por uma Europa Desmilitarizada.

Durante a Presidência Espanhola do Conselho da UE, em 29 e 30 de agosto, serão realizadas em Toledo reuniões dos Ministros da Defesa e das Relações Exteriores e o Fórum da Indústria da Defesa. Em nome das organizações: Mujeres de Negro de Toledo y Madrid, Alternativa Antimilitarista MOC, Desarma Madrid, CGT e Ecologistas en Acción, nos reuniremos no dia 30 de agosto, às 12 horas, na Plaza de Zocodover, em Toledo, para manifestar nossa repulsa às políticas da UE em matéria de Defesa e Relações Exteriores.

#DesarmaEU2023ES   #DesmilitarizarEuropa

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Quando a chuva pára
Por uma fresta nas nuvens
Surge a lua cheia.

Paulo Franchetti

[França] La Baudrière despejada

Ontem (21/08), às 6 da manhã, em Montreuil, a ocupação anarco-feminista TransPédéGouine, La Baudrière, foi despejada. Desde novembro de 2021, La Baudrière é um lugar para viver, organizar-se politicamente e prestar cuidados, onde muitas pessoas entraram e partiram e muitas lutas ocorreram. La Baudrière defendeu-se com confetes e barricadas para resistir o máximo possível e manter viva a autonomia feminista TransPédéGouine. As pessoas no local resistiram durante 5 horas contra a polícia, principalmente no telhado.

Os recursos mobilizados foram impressionantes: mais de 100 policiais no local, incluindo o Brav-M, o BAC, o BRI, uma equipe de técnicos de acesso por corda, um grupo de segurança privada, um caminhão de bombeiros com uma plataforma elevatória, técnicos da ENEDIS, e três drones. O bairro ficou completamente isolado por metade do dia.

As barricadas resistiram após mais de 5 horas de cerco e tentativas frustradas de forçar a entrada na rua. A polícia finalmente despejou as moradoras, que dançavam e cantavam no telhado, com a plataforma elevatória. No início da manhã, cerca de quinze pessoas que vieram apoiar o protesto foram perseguidas e depois presas. Quatorze delas foram levadas sob custódia. Ao todo, pelo menos 44 pessoas estão sob custódia.

Tudo para que o Baudrière, e tudo o que ele contém, se transformasse em mais um edifício de luxo, com lojas, escritórios e grandes apartamentos. Aqui, o proprietário era a associação Louis-Étienne, cujo presidente é o cardeal Philippe Barbarin, que encobriu casos de pedocriminalidade. Num tempo em que a gentrificação está se acelerando em Montreuil e em todo o IDF, o despejo de La Baudrière ocorre num contexto de repressão de ativistas e trabalhadores precários (lei Kasbariana, seguro de desemprego e reformas das pensões, detenções de ativistas em toda a França em junho, etc.). Na primavera, a Câmara Municipal, os vizinhos racistas e queerfóbicos e a polícia de Montreuil reuniram-se para “tranquilizar” uns aos outros e preparar-se para o despejo de la Baudrière.

La Baudrière pode ter perdido alguns dos seus moradores, mas não perdeu a alma! Os vínculos e redes criados ao longo dos anos continuam a existir. Vamos mantê-los vivos durante todas as nossas lutas hoje à noite às 18h na Place de la République em Montreuil e a partir de quinta-feira para os Digitales em Parole Errante!

Fonte: https://fr.squat.net/2023/08/22/montreuil-93-ici-la-baudriere-expulsee/

Tradução > Contrafatual

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os fantasmas de cogumelos
viraram tinta:
pés nus no frio

Rod Willmot