[EUA] Mais uma edição da Feira do Livro Anarquista da Carolina

Another Carolina Anarchist Bookfair (ACAB) está de volta do hiato do COVID e será realizada em Asheville, NC, de 11 a 13 de agosto. Este ano estaremos trabalhando mais uma vez com nossos camaradas do Pansy Collective, que complementarão os dias de workshops e mesas com noites de música e festas queer. É um ano especial também, já que ajudaremos nossa livraria anarquista local de propriedade coletiva a inaugurar seu novo local como um centro para a feira de livros.

Sejamos honestos, desde a última vez que ocupamos um espaço juntos, as coisas pioraram. Uma pandemia em curso matou milhões e revelou o abandono organizado que o Estado e o Capital reservam para a maioria de nós. Embora tenhamos visto a maior revolta nos Estados Unidos, que trouxe novas táticas e novas pessoas para o nosso movimento, além de promover as ideias da abolição para novos ouvidos, também vimos um esforço conjunto para consolidar o policiamento e continuar a canalizar todo o financiamento público para o braço armado do Estado. Depois de uma campanha de cinquenta anos pela direita, Roe v. Wade (uma decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos, na qual o Tribunal decidiu que a Constituição dos Estados Unidos protege a liberdade de uma mulher grávida de escolher fazer um aborto) foi finalmente anulada, lembrando-nos que qualquer direito que pensamos ter sob o Estado pode ser retirado por um capricho. Essa situação faz parte de uma varredura mais ampla de ataques da supremacia branca/cristofascista às comunidades, para forçar o nascimento (e impedir “a grande substituição”), apagar a história da escravidão e do racismo da educação e erradicar as pessoas trans, começando com crianças. Milícias armadas protestam em shows de drags, livros são proibidos, tudo se inclina cada vez mais para o fascismo aberto, sem álibis. Enquanto isso, enfrentamos um colapso iminente através da destruição ambiental do capitalismo, com o ponto de não retorno de mudanças chocantes se aproximando cada vez mais. Isso é apenas um pouco do que enfrentamos.

Um sinalizador no movimento, Stop Cop City/Defend the Atlanta Forest, colocou muitas dessas frentes em foco como lutas correlatas, tornando-se uma das expressões mais ousadas de nossa força na resistência, criando espaços onde podemos nos encontrar, viver e enfrentar os poderes que querem nos destruir. Inspirou apoio em todo o mundo, com pessoas agindo em solidariedade, seja perto ou longe. Mas também, em sua força, trouxe a mão violenta do Estado. Estamos em um momento crucial, com um camarada assassinado e dezenas de pessoas enfrentando acusações intensificadas para tentar diluir nosso momento e nos impedir de revidar. Esta será uma longa luta que exigirá nossas energias e emoções, e exigirá novas formas de solidariedade para mostrar às pessoas que enfrentam essas acusações que as apoiamos, que não seremos silenciadas.

Ao longo desses três anos, amamos e lutamos juntos, nos unimos e nos separamos; nossas vidas mudaram completamente com tanta dor e tristeza, junto com os momentos brilhantes de alegria que marcam nossa rebelião, das ruas às nossas mesas de jantar. Grupos e ações vêm e vão, novos relacionamentos florescem, antigos desaparecem e nos fortalecemos ao ver o que nos ajuda em nossa luta e o que não nos serve mais. A Feira do Livro Anarquista convida você a participar de um espaço para compartilhar sentimentos, raiva e tristeza, alegria e cuidado, e tudo o que aprendemos neste momento crucial de luta. Queremos pensar juntos, compartilhar táticas e ideias, fazer conexões para ações mais ousadas e encontrar o amor entre os camaradas. Serão dois dias de mesas, três noites de workshops e palestrantes e duas noites de festas. Tantos lugares para se conectar, para escolher o que mais lhe agrada e para se encontrarem do outro lado da sala. As feiras do livro são um espaço ritual anarquista, um encontro intencional para aprender com os nossos antepassados e anciãos e jovens, celebrar com camaradas espalhados por todo o mundo e praticar novas formas de devoção no nosso esforço diário para construir mundos melhores aqui e agora. Junte-se a nós! Convidamos você para nos ajudar a tornar este espaço algo que nunca esqueceremos!

As inscrições estão abertas para fornecedores e apresentadores e permanecerão abertas até 15 de junho. Convidamos editoras radicais, pequenas distros, zinemakers e artistas a se inscreverem. Acolhemos propostas de oficinas, painéis, palestras e capacitações rumo a um horizonte libertador. Para se inscrever, visite nosso site ACABookfair.noblogs.org. Para entrar em contato conosco, envie um e-mail para ACABookfair@riseup.net e promova este evento seguindo nossas mídias sociais ou imprimindo nossos panfletos e distribuindo-os em sua comunidade.

Workshop/Palestrante: https://cryptpad.fr/form/#/2/form/view/z78BZJZAgnNcLWaMzg-UcuS4XGWwhN0PhSwj7IHTykA/

Fornecedores: https://cryptpad.fr/form/#/2/form/view/Rz1Mx9OKur2kq2yi-pRiJ9i70gDo8tYjB5fZTArsMM8/

Instagram: @ACABookfair

Soli,

Coletivo ACAB

https://acabookfair.noblogs.org/

Tradução > Contrafatual

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agência de notícias anarquistas-ana

Aqui e ali,
Sobre os campos florescem
As quaresmeiras.

Paulo Franchetti

[Espanha] Nem feira de armas nem criminalização de protestos

De 17 a 19 de maio de 2023, a Feira Internacional de Defesa e Segurança da Espanha FEINDEF 2023 foi realizada em Madri. Trata-se de uma feira bianual realizada pela terceira vez na capital espanhola.

Uma feira de armas com 40.000 m2 de espaço de exposição onde mais de 450 expositores puderam vender suas inovações para mais de 100 delegações estrangeiras, assinando contratos milionários para fazer negócios com destruição e morte, com o controle de fronteiras e populações. E, mais uma vez, o movimento antimilitarista convocou diferentes mobilizações durante esses dias em protesto contra a celebração da nova edição da FEINDEF, organizada pela Desarma Madrid.

Por esse motivo, no dia 18 de maio, aproximadamente às 11h, um grupo de ativistas realizou uma ação de protesto pacífica e não violenta nos portões do recinto de feiras IFEMA em Madri, onde estava sendo realizada a Feira de Armas FEINDEF 2023. Cerca de vinte pessoas, com idades entre 20 e 70 anos, tentaram exibir painéis de madeira onde se lia “STOP Arms Sales” (Pare a venda de armas) com logotipos antimilitaristas. A entrada da IFEMA foi isolada por uma forte presença policial, composta por três vans com policiais fortemente armados.

A ação policial resultante foi absolutamente desproporcional, atacando duramente desde o primeiro momento as pessoas que estavam reunidas no local. Isso impediu que os painéis de madeira fossem exibidos. Mas foi possível exibir uma faixa com o slogan “A guerra começa aqui, pare-a aqui”. A ação policial causou ferimentos de diferentes graus em várias pessoas. Uma delas sofreu um corte grave em um dedo e teve de ser levada ao pronto-socorro do Hospital de La Paz, em Madri. Ela está se recuperando favoravelmente do ferimento.

O protesto durou pouco menos de uma hora, durante a qual foram entoadas palavras de ordem como “Não à guerra”, “A guerra começa aqui, vamos pará-la aqui” e “Senhores da guerra não são bem-vindos”. Em seguida, 18 pessoas foram levadas para a delegacia de polícia de Hortaleza. Após as buscas e identificações correspondentes, elas foram liberadas. O relatório recebido indicou que 16 delas haviam sido levadas à delegacia para uma proposta de sanção e 4 delas para a prevenção do cometimento de um crime.

Enquanto o protesto ocorria nos portões do IFEMA, o embaixador dos EUA e o ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, estavam dentro da Feira de Armas. Presumivelmente, essa ação não foi do agrado deles, o que explicaria em grande parte a ação desproporcional da polícia.

Entre os companheiros reprimidos estavam ativistas e militantes da Assembleia Antimilitarista de Madri, MOC Bilbao, Alternativa Antimilitarista MOC Canarias, Mujeres de Negro Madrid, Yayoflautas Madrid, Ecologistas en Acción Madrid, Desarma Madrid, CSO La Enredadera, CNT Comarcal Sur e CGT Zona Sur. Um dos detidos foi o Secretário de Ação Social da CGT do MCLMEX.

Da parte da CGT, queremos transmitir nosso total apoio e solidariedade a todos os companheiros antimilitaristas reprimidos na ação de protesto contra a Feira de Armas FEINDEF23 e transmitir nosso desejo de rápida recuperação ao companheiro ferido pela ação policial. Gostaríamos também de nos unir a todas as ações que o Movimento Antimilitarista convoca em resposta a essa agressão desproporcional contra o direito de protesto.

Em um contexto internacional de guerra, crise econômica e aumento dos orçamentos militares em toda a Europa e no Estado espanhol em particular, ações como as do dia 18 de maio em frente à aberrante Feira de Armas da FEINDEF são uma importante demonstração de compromisso com a paz, contra todas as guerras, contra todos os blocos, contra o negócio da morte.

Fora senhores da guerra!

A guerra começa aqui, vamos pará-la aqui!

Sua repressão não nos intimida, a história é escrita com desobediência!

Fonte: https://rojoynegro.info/articulo/ni-feria-de-armas-ni-criminalizacion-de-la-protesta/

Tradução > Liberto

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agência de notícias anarquistas-ana

Janela fechada:
borboleta na vidraça
dá cor ao meu dia.

Anibal Beça

[Nova Zelândia] Feira de livros anarquistas – três anos em construção

Uma feira de livros anarquista foi revivida na semana passada em Tāmaki Makaurau, após uma pausa de 50 anos.

A Tamaki Anarchist Bookfair foi originalmente agendada para março de 2020, mas enfrentou uma série de atrasos graves.

Um organizador, Mikesh Patel, diz que embora o escopo do evento tenha mudado, ainda há muito entusiasmo para isso.

Patel diz que espera que o evento crie um espaço acessível para as pessoas aprenderem sobre ideias novas e forneça uma oportunidade de conexão com aqueles que já estão envolvidos em movimentos políticos semelhantes.

O evento foi aberto na noite de sexta-feira com palestras do ativista e profissional de saúde Te Ao Pritchard, ao lado do parlamentar do Partido Verde Teanau Tuiono. Essas conversas enfocaram a interseção de Tino Rangatiratanga e movimentos sócio-políticos mais amplos, como o anarquismo.

Apesar de ser deputado, Tuiono afirmou a necessidade de os movimentos políticos se manterem independentes dos partidos políticos.

O evento principal aconteceu no sábado, com 17 barracas oferecendo de livros a utensílios domésticos gratuitos. Participantes vieram de várias partes da Nova Zelândia para Auckland, e alguns vieram da Austrália.

Os organizadores da feira de livros também realizaram 13 oficinas e discussões ao longo do dia, abordando temas que vão desde a crise imobiliária até o tricô.

Membro do Tāmaki Renters Union, Bernard Marsh, diz que o evento foi importante por fornecer um espaço prático para conexões práticas, mas também emocional para se conectar com pessoas que enfrentam problemas semelhantes.

“No contexto da moderna Aotearoa, esses dois pontos são especialmente verdadeiros porque a ‘esquerda’ é bastante fragmentada, então todas as chances que temos de nos unir são importantes.”

Marsh diz que o número de membros do Tāmaki Renters Union quase dobrou depois que eles compareceram ao evento de sábado.

Fonte: https://tewahanui.nz/culture/anarchist-bookfair-three-years-in-the-making

Tradução > Contrafatual

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Chuva no lago
cada gota
um lago novo

Alice Ruiz

[França] Festival de Cinema de Cannes: ação contra as mordomias dos ricos

AÇÕES EM PLENO FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES, APESAR DE SER UMA CIDADE BUNKERIZADA E DE TODAS AS MANIFESTAÇÕES PROIBIDAS.

>> 20 de maio: ação contra iates. No porto de Cannes, dezenas de iates de luxo estão atracados. Alguns de seus proprietários vêm ao festival de cinema. Uma grande faixa foi desfraldada em frente a este estacionamento para barcos de luxo: “Não deixe que os ultra-ricos destruam o planeta”. Um ativista ambiental foi levado à delegacia por mais de duas horas por participar da ação.

Entre os iates, um tem 78 m de comprimento e consome 800 litros de diesel por hora de navegação. 41 iates de luxo foram vistos no porto. Consumo estimado em 32.000 litros de diesel por hora. Durante 1 hora de navegação, um iate produz a quantidade de gases de efeito estufa correspondente ao que cada habitante do planeta deveria emitir em um ano para permanecer em um planeta habitável.

>> 19 de maio: em frente ao luxuoso hotel Le Carlton, onde ficam as estrelas e patrões do cinema, foi colocada uma faixa contra a reforma da previdência. Além da questão das pensões, a CGT denuncia “as condições de trabalho de uma centena de funcionários do Carlton, num total de 600, privados de luz natural no subsolo”. O estabelecimento está classificado com cinco estrelas e uma única noite neste hotel custa vários milhares de euros.

>> Domingo, 21 de maio, ocorreu uma manifestação de vários sindicatos fora do perímetro proibido.

Fonte: https://contre-attaque.net/2023/05/21/festival-de-cannes-action-contre-les-nuisances-des-riches/

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lâmpada queimada
onde está a luz
que ali brilhava

Alexandre Brito

[Espanha] Burgos | Café-tertúlia: na democracia, você não decide

A Biblioteca Anarquista La Maldita estará realizando na quinta-feira, 25 de maio, a partir das 19 horas, um café-tertúlia sob o título Na democracia, você não decide, que tem como objetivo levantar um debate coletivo sobre a abstenção eleitoral e outras questões.

Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade. Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa. Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos transforma-se em seu senhor. Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte! A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.” Élisée Reclus (1830-1905)

NOTA: Em 28 de maio acontecem eleições regionais e municipais na Espanha.

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2023/05/22/galicia-voce-quer-uma-mudanca-nao-vote-neles-jogue-os-fora/

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Quietude –
O barulho do pássaro
Pisando as folhas secas.

Ryushi

[Grécia] Atenas: reivindicação de responsabilidade por ataque explosivo a uma concessionária Volkswagen

A futura distopia de uma vida totalmente controlada por cidades inteligentes, 5G, onde sua geladeira se comunica com seu smartphone ou com uma luminária, e os supermercados oferecem tudo o que você quer nas (anti)redes sociais já está aqui. Tudo está cada vez mais conectado e tudo sendo monitorado. É um futuro onde as pessoas serão controladas pela inteligência artificial do grande capital – big data e aprendizado de máquina. Qualquer informação coletada pelo capital é compartilhada com o Estado. Tecnologia significa repressão, chantagem e controle social total.

Ao mesmo tempo, a guerra ecológica por recursos plutocráticos chamados de energia verde nada mais é do que uma nova forma de escravidão em outros continentes, permitindo que o capitalismo ocidental seja o mais independente possível dos países russos produtores de gás ou petróleo. Tudo isso é outra nova grande etapa do capitalismo – o capitalismo verde. É a exploração da crise climática e da extinção biológica pelo capital e pelo Estado.

Quando o governo da Nova Democracia chegou ao poder, iniciou uma atualização sem precedentes do aparato repressivo em quantidade e em equipamentos técnicos. A polícia é usada como solução para todos os “problemas”: a pandemia, as universidades, as manifestações e protestos de todo tipo, a gentrificação de Atenas. A polícia é o remédio número um para tudo.

Tudo isso está condensado no memorando de entendimento entre o governo da Nova Democracia e a Volkswagen com o objetivo de transformar Astypalaia na primeira ilha inteligente, um laboratório que leva os habitantes a se tornarem cobaias do futuro distópico. O contrato teve início em setembro de 2021, e visa a substituição gradual dos veículos convencionais da ilha por veículos elétricos. O projeto está sendo retratado pela grande mídia como um salto tecnológico que beneficiará o meio ambiente e os moradores. Na realidade, é claro, o memorando de entendimento nada mais é do que outra forma de aumentar a lucratividade e a repressão à custa do meio ambiente natural e dos habitantes. A VW poderá testar veículos autônomos na ilha fora da estrita legislação da UE, ganhando vantagem contra a concorrência. Ao mesmo tempo, fala-se em instalar centenas de turbinas eólicas na ilha, transformando-a em um centro de geração de eletricidade e destruindo completamente o meio ambiente natural. Por fim, um dos primeiros movimentos do projeto foi a doação de veículos elétricos da VW para os batalhões de assalto assassinos da polícia e da guarda costeira.

A cooperação entre o sanguinário governo da Nova Democracia e a VW não é inédita. A VW tem uma longa história de apoio a regimes fascistas e opressores. Da Alemanha nazista na década de 1930, às ditaduras militares no Brasil e na Argentina, até a Espanha de Franco, a VW sempre esteve e continua na vanguarda do lucro do capital em cima da dura opressão.

Por tudo isso, na madrugada do dia 10 de maio, visitamos a concessionária VW na Avenida Alexandras. A nossa intervenção resultou na destruição de vários veículos elétricos novos e na destruição da fachada do concessionário, sem pôr em perigo transeuntes ou residentes da zona. Consideramos parte integrante da anarquia reconhecer aqueles que lucram com a opressão, a miséria e a exploração e é nosso dever retribuir a violência que eles causam.

Dedicamos nossa ação aos presos da guerra social, Fotis, Iasona, Panos e Lambros, que estão sendo processados pelo ataque à polícia de trânsito do Pireu.

Solidariedade com nossos camaradas feridos Boris e Serge da militância de defesa ecológica nos territórios do Estado francês.

Solidariedade a Mónica Caballero e Francisco Solar cujo julgamento começa em poucos dias.

Por um Maio Negro, em memória do camarada Mauricio Morales, que caiu em batalha há 14 anos.

anarquistas

Fonte: https://athens.indymedia.org/post/1625173/

Tradução > Contrafatual

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Tens frio nos meus braços
Queres que eu aqueça
O vento

Jeanne Painchaud

[EUA] Convergência de Autonomia de Saúde (Durhan, NC)

Trabalhadores da saúde abolicionistas e anarquistas reimaginando e minando o complexo médico-industrial juntos.

25 a 27 de maio de 2023

Durham, Carolina do Norte

Um convite para juntos aprofundarmos conexões para a autonomia em saúde.

Sobre a convergência

O que esperar…

Três dias e noites de discussão, oficinas, palestrantes, aprendizado prático, filmes, comida e companheirismo!

Buscamos especialistas em suas respectivas experiências, campos e comunidades para compartilhar habilidades e conhecimentos que podem ser difíceis ou impossíveis de acessar fora do espaço que criamos juntos.

Para quem procura se orientar em campos específicos para o fim de semana, vamos experimentar trilhas a seguir (opcionalmente) para promover a auto-organização e fortalecer redes duradouras.

Criaremos espaço para desabafar e lamentar tudo o que perdemos nos últimos anos e forneceremos tempo suficiente para nos alimentarmos juntos.

Quem nós somos

Somos trabalhadores da saúde antiautoritários, abolicionistas e anarquistas, reimaginando e minando o complexo médico-industrial.

Olhamos para um futuro que prioriza o cuidado coletivo sobre a exploração individualizada.

Honramos a expertise e não o profissionalismo.

Acreditamos que todos os seres humanos devem ter acesso ao conhecimento de seus corpos, não mediado pelas mãos do Estado e do capital.

Trabalhamos para um futuro em que toda a vida humana e planetária tenha valor intrínseco e não trocável, onde possamos viver e morrer em nossos próprios termos.

Procuramos desconstruir as linhas que separam paciente e provedor e esperamos colaborar para mudar verdadeiramente a forma como o poder flui nesses sistemas.

Somos pró-autonomia, anti-individuais, pró-intimidade, anti-mercadorização e estamos muito felizes por nos unirmos para fazer este trabalho.

Somos uma rede em evolução.

Se esses valores ressoam em você, nós o convidamos a conspirar conosco.

www.healthautonomyconvergence.com

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

tarde cinzenta
o nevoeiro
pulveriza o pinhal

Rogério Martins

[Canadá] 16º Festival Internacional de Teatro Anarquista de Montreal

De 22 a 25 de maio de 2023, com 8 trupes do Chile, Bélgica, França e Montreal.

O Festival Internacional de Teatro Anarquista de Montreal (MIATF), o maior festival de teatro anarquista do mundo, comemora sua 16ª edição apresentando 30 artistas de oito trupes do Chile, França, Bélgica e Montreal para três noites de teatro provocativo, socialmente comprometido e amante da liberdade. O evento rola de segunda-feira, 22 de maio, a quarta-feira, 24 de maio, no La Sala Rossa, 4848 boul St-Laurent, sempre a partir das 19h30. Há também um show beneficente de música para o MITAF na Casa del Popolo, quinta-feira, 25 de maio, às 19h.

Ingressos: US$ 20,00 a cada noite na porta, ou online antecipadamente (com um passe especial de três noites por $ 50) no site da La Sala Rossa, lasalarossa.com. Sem assentos reservados. As portas abrem às 18h45. Espetáculos às 19h30.

>> Mais infos (programação):

festivaltheatrearchiste@yahoo.ca

www.anarchistetheatrefestival.com

facebook.com/FITAM.Montreal

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flor na lapela
noite de serenata
à janela

Carlos Seabra

[São Paulo-SP] No CCS, 27/05: “A luta anticolonial na Palestina: solidariedade internacional pelo fim do apartheid israelense”

No próximo sábado, dia 27 de maio, às 18h, o Centro de Cultura Social (CCS) recebe a Rede Educacional de Direitos Humanos em Israel/Palestina – FFIPP Brasil (@ffippbr), para a conversa “A luta anticolonial na Palestina: solidariedade internacional pelo fim do apartheid israelense”.

O dia 15 de maio de 2023 marcou os 75 anos do Nakba. A palavra árabe Nakba significa catástrofe ou desastre e é usada para se referir ao êxodo palestino durante e após a guerra árabe-israelense de 1948. Estima-se que entre 1947-1949 cerca de 750 mil pessoas tenham fugido ou sido forçadas a deixar suas casas no que hoje é Israel.

Como forma de divulgação da importância da solidariedade ao povo palestino, realizaremos esse encontro para discutir, entre outros tópicos, a incoerência de um posicionamento “sionista de esquerda” e sobre o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) – @BDSBrasil.

Centro de Cultura Social (CCS)

Rua General Jardim, 253, Sala 22, 2° andar – Vila Buarque – São Paulo – SP | Próximo ao metrô República

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/05/18/espanha-valladolid-cgt-com-o-povo-palestino-dia-da-nakba/

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primeira manhã gelada –
na luz do sol, o hálito
do gato que mia

David Cobb

Amor e Anarquia

Por Errico Malatesta

Pode parecer estranho que as questões relativas ao amor e todas aquelas a ele relacionadas preocupem mais a um grande número de homens e mulheres do que os problemas mais urgentes, senão mais importantes, e que deveriam chamar a atenção e concentrar esforços dos que buscam o modo de superar males que afligem a humanidade.

Encontramos diariamente pessoas submetidas ao comando das instituições atuais; pessoas obrigadas a alimentar-se mal e ameaçadas a qualquer momento de cair na mais profunda miséria pela falta de trabalho ou em decorrência de enfermidades; pessoas que se veem impossibilitadas de criar convenientemente os filhos, que morrem frequentemente por falta de cuidados necessários; pessoas condenadas a passar a vida sem ser um só dia donas de si mesmas, sempre a mercê dos patrões ou da polícia; pessoas para as quais o direito de ter uma família e o direito de amar é uma ironia sangrenta e que, contudo, não aceitam os meios que lhes propomos para libertar-se da escravidão política e econômica se antes não soubermos explicar-lhes de que maneira, numa sociedade libertária, a necessidade de amar encontrará sua satisfação e de que modo compreendemos a organização da família. E, naturalmente, esta preocupação se amplia e gera descuido e desprezo dos outros problemas nas pessoas que tenham resolvido, particularmente, o problema da fome e que se encontram em condições de poder satisfazer as necessidades mais imperiosas porque vivem num ambiente de relativo bem-estar.

Isto explica o imenso lugar que ocupa o amor na vida moral e material do homem, pois é no lar e na família que o homem passa a maior e a melhor parte de sua vida. Explica-se também por uma tendência em direção ao ideal que arrebata o espírito humano no momento em que este se abre para a conscientização.

>> Para ler o texto na íntegra, clique aqui:

https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2023/05/22/amor-e-anarquia/

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Com dignidade
nas minhas velhas roupas –
o espantalho

Stefan Theodoru

[Galícia] Você quer uma mudança? Não vote neles, jogue-os fora!

Governe quem governe a classe trabalhadora sempre perde, esse é o único resultado real das eleições de 28 de maio.

O desemprego, a inflação, o trabalho temporário, a precariedade, a exclusão e a pobreza social continuam a crescer. Diante desses problemas sociais, o governo da esquerda progressista acaba de aprovar um aumento salarial abaixo do IPC em conjunto com os empregadores e os sindicatos majoritários, e uma reforma trabalhista que só serviu para aumentar a rescisão de contratos por tempo indeterminado durante o período de prova, a pedido da empresa.

O roteiro da esquerda e da direita permanece o mesmo, adormecer e aniquilar a resposta e organização social de base e apagar a consciência de classe.

O atual conjunto eleitoral não passa de uma tosca hibridização de proposicões reivindicativas e sem conteúdo, porque já todos sabem que a reforma do capital é a única alternativa e opção com a qual o parlamentarismo tenta ganhar os ouvidos da classe trabalhadora.

As supostas sensibilidades sociais, éticas de governabilidade, liberdades e direitos universais que toda a gama de políticos pretende defender não passam de slogans e ilusões possibilistas e servem apenas para reforçar ainda mais os pilares do Estado e do capitalismo.

Basta de utopias politicamente corretas, as ferramentas da burguesia não servem para confrontar a guerra social em que vivemos, as leis e os regulamentos formais que tem a classe trabalhadora para enfrentar seus males, nunca serão eficazes, porque foram articuladas pelos mesmos atores que agora voltam para dizer que você mais uma vez confie na política da classe dominante.

A anarcossindical CNT-Vigo continua a defender o germe da revolução social e, como não poderia deixar de ser, continua a funcionar através da prática exemplar dos princípios, táticas e finalidades que concretizam a ideia da emancipação integral da classe trabalhadora, que continuam a ser o motor da nossa prática sindical.

O anarcossindicalismo é a ferramenta de luta econômica com a qual a classe trabalhadora tem, sem hierarquias ou parasitas que vivem da delegação decisória, e sem entrar no jogo do sindicalismo traiçoeiro que faz acordos com patrões pelas costas de seus filiados.

Se queres saber qual é o programa da nossa militância incorruptível, junta-te e luta com os teus iguais, para isso não precisas de ir ao circo eleitoral.

União, ação, autogestão!

Até o triunfo total da classe trabalhadora!

Viva a revolução social!

cntvigo.org

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e um vaga-lume
lanterneiro que riscou
um psiu de luz

Guimarães Rosa

[França] Galeria “Ni Dieu Ni Maître” do ilustrador-designer gráfico Grégory Lê

Seus retratos de anarquistas com traços negros realçados com manchas vermelhas são magníficos. Assim descobrimos Elisee Reclus, Pelloutier, Ferrer, Marius Jacob, Emma Goldman, Kanno Sugako, Shusui Kotoku, Libertad, Bakounine, Lucy Parsons e muitos outros.

Grégory Lê

Fascinado pelo desenho desde cedo, Grégory Lê também é fã de quadrinhos, história e cinema. Depois do bacharelado, a caminho dos estudos artísticos: um ano reprovado no Beaux-arts, uma licença na Faculdade de Artes Plásticas de Metz e dois anos em Estrasburgo para terminar os estudos com uma incursão no mundo do 3D. Apesar do interesse de Greg por este campo, ele voltou à sua primeira paixão, tornando-se ilustrador-designer gráfico freelancer em 2005. Ávido pelo desenho, ele cria: capas de álbuns, storyboards, pôsteres, logotipos, ilustrações e outros projetos gráficos . Dedica-se também à condução de workshops de história de quadrinhos e ilustração, e co-organiza, desde 2012,o festival HQ & Imaginaires, Le Rayon Vert.

>> Para conferir a galeria “Ni Dieu Ni Maître”, clique aqui:

https://www.gengiskahn-artwork.com/albums/narchie/

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Sou definitivamente
louca do haikai.
Ele, também.

Manuela Miga

[Espanha] Programação do “VI Encontro Anarquista Contra o Sistema Tecno-Industrial e Seu Mundo”

Durante os dias 26, 27 e 28 de maio será realizado o “VI Encontro Anarquista Contra o Sistema Tecno-Industrial e Seu Mundo”, no CSO La Enredadera (Madri). Um lugar onde poderemos nos encontrar, nos conhecer, debater, difundir e afiar nossas ideias contra a organização técnica do mundo. Pretendemos que o encontro seja mais uma ferramenta de luta contra o sistema tecnocientífico-industrial, pois acreditamos que o campo de confronto deve se concentrar no campo do progresso tecnológico, já que é e será ele que traçará a dinâmica atual e futura de dominação sobre todos e cada um dos aspectos de nossas vidas: social, político, econômico e ambiental. Durante todo o encontro, haverá um espaço para distribuidores (aqueles que desejarem instalar uma banca no espaço deverão confirmar sua presença com antecedência) e cantinas 100% vegetarianas.

P r o g r a m a ç ã o

  • Sexta-feira, 26 de maio

19h00. Palestra-debate: “A sociedade da vigilância e a inteligência artificial: o caminho para uma sociedade tecno-totalitária”. Por Contra Toda Nocividad

  • Sábado, 27 de maio

12h00. Caminhada de observação: “Mecanismos de controle social no bairro de Tetuán”. Por Negre i Verd

17h00. Palestra-debate: “Crise climática: uma perspectiva anarquista sobre como o Estado e o sistema tecno-industrial colapsam o planeta”. Por Contra Toda Nocividade

19h00. Palestra-debate: “A renuclearização da sociedade e a rebeldia de Alfredo Cospito”. Por Negre i Verd e indivíduos anarquistas

  • Domingo, 29 de maio

17h00. Palestra-debate: “Megamineração, lítio, tecnologia e devastação: a propósito da crise permanente do capital”.

19h00. Palestra-debate: “Desmantelando a Agenda 2030”. Por Contra Toda Nocividade

+ info: contratodanocividad.espivblogs.net

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agência de notícias anarquistas-ana

Sol no girassol.
Sombra desenha outra flor
no corpo dourado.

Anibal Beça

Ele “enche a boca” para falar de paz, mas…

[Alemanha] Filme anarquista “Code Name Jenny” agora online gratuitamente

“Code Name Jenny” é um longa-metragem político altamente atual. Estamos colocando o filme na rede gratuitamente. É um presente para todas as pessoas que gostam de filmes políticos. E para todas as pessoas que lutam por uma sociedade melhor. “Code Name Jenny” foi feito por cineastas independentes da autogovernada escola de cinema “filmarche” de Berlim. A música do filme foi feita pela banda maravilhosa: “Guts Pie Earshot” e “Nomi & Aino”.

Um filme que não sofreu interferência de nenhuma produção. Foi feito por cineastas críticos e ativistas, sem dinheiro. Filmado em locações resistentes na cidade de Berlim, onde nenhuma outra câmera consegue chegar. Divulgue o link do filme. Faça exibições. Não pague para assistir ou apenas uma contribuição para projetos políticos. Discuta o filme. Convide-nos se quiser discussões políticas ou quiser saber como tal filme pode ser feito sem orçamento. Se você tem dinheiro e quer apoiar outro filme, entre em contato conosco (aí está uma boa ideia!).

Uma guinada à direita na Europa. Afogados no Mediterrâneo. A Fortaleza Europa está crescendo contra os refugiados. O clima está quebrando. E as guerras estão se aproximando. A gangue de Jenny não está mais assistindo. Ela age. Mas quando o pai de Jenny descobre sobre suas ambições militantes, ele tem que enfrentar seu próprio passado como membro de um grupo guerrilheiro urbano alemão. E agora as coisas ficam difíceis para todos os envolvidos…

Uma história entre amor e traição, esperança e resignação, resistência e amizade. Filmado de um ângulo anarquista, feminista e queer, subversivo e autodepreciativo, mas sempre carinhosamente partisano… e intergeracional. É isso.

Code Name Jenny (2018), 108 min

Alemão com legendas em inglês, espanhol, francês, russo, grego

https://jenny.in-berlin.de/

Filme completo: https://archive.org/details/code-name-jenny

Trailer: https://vimeo.com/251190328

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

Arco-íris no céu,
chega ao fim o temporal:
tobogã de gnomos.

Ronaldo Bomfim

[Nova Zelândia] Lançamento | “Ação de Paz: Lutas por uma Oceania e Leste Asiático descolonizados e desmilitarizados”, de Valerie Morse

Este livro destaca o papel do militarismo como uma força colonial em curso. É uma coleção de histórias sobre ativistas, sua organização e suas causas, e as interconexões entre as lutas sociais separadas pela vasta extensão de Te Moana-Nui-A-Kiwa.

Inclui capítulos sobre a Doutrina da Descoberta (Tina Ngata), sobre a proteção de Ihumātao (Pania Newton, Qiane Matata-Sipu mā), sobre a organização antimilitarista na Coreia do Sul, sobre a campanha contra o treinamento militar dos EUA no Havaí e no Japão, sobre o colonialismo francês em Mā’ohi Nui e Kanaky, sobre os movimentos pacifistas coreanos em Aotearoa e na Austrália, sobre a ocupação da Papua Ocidental pela Indonésia, sobre a resistência feminista à guerra na assim chamada Austrália, sobre a história da solidariedade chinesa-māori da Nova Zelândia e sobre a jardinagem pacífica em Parihaka .

A crescente concentração militar em todo o Pacífico entrou em foco este ano. Ter qualquer influência sobre questões de guerra e assuntos internacionais pode parecer impossível, mas os movimentos de base para a descolonização e a paz são o cerne para combater esse militarismo em crescimento e abordar as questões mais urgentes da região, incluindo a justiça climática.

Peace Action: Struggles for a decolonised and demilitarised Oceania and East Asia

Autor: Valerie Morse

ISBN: 9780473634452

EDITORA: Left of the Equator Press

IMPRESSÃO: Left of the Equator Press

$ 29,99 (NZD)

leftequator.github.io

Tradução > Contrafatual

agência de notícias anarquistas-ana

rajada de vento
a lua estremece
na corrente

Rogério Martins