Cerca de 200 pessoas participaram ontem (21 de junho), em Barcelona, de uma manifestação pela liberdade de Yolanda, Silvia, Juan, José Carlos e Xabier, cinco anarquistas presos naquela província no último dia 15 de maio, por defenderem suas ideias nas redes sociais e nas ruas.
O grupo saiu pelas ruas centrais da cidade exibindo bandeiras, faixas e gritando cânticos pela liberdade dos compas, contra o Estado, o capitalismo, a democracia e as prisões. O ato foi acompanhado pelas forças de repressão, mas não houve registro de conflitos.
Yolanda, Silvia, Juan, José Carlos e Xabier, foram detidos após um enorme aparato policial, por ordem da Audiência Nacional espanhola. Atualmente eles cumprem prisão preventiva em Madri, no sinistro regime FIES 3 (regime de exceção aplicado por Instituição Penais a presos “mui conflitivos ou inadaptados”).
Entenda o caso…
Em 15 de maio passado foram presos em suas casas cinco anarquistas de Barcelona. Qual o crime que cometeram? Terem participado em manifestações que ocorreram tumultos e por divulgarem sua ideologia por meio de contas no Facebook. Eles são acusados de pertencer a um grupo terrorista, exaltação do terrorismo, recrutamento e doutrinação.
Como prova de culpabilidade dos cinco anarquistas nesses crimes, a polícia traz o material apreendido em suas casas: bandeiras anarquistas, livros de filosofia libertária, roupas pretas e foguetes e fogos de artifício que todos guardavam para a festa de San Juan.
Apesar do absurdo envolvendo essas acusações e “provas” para se agarrar, a ideologia do grupo contrária ao regime estabelecido foi o suficiente para que o juiz Pedraz condenasse todos a prisão preventiva.
Esse caso não pode ser entendido isoladamente, mas como outra peça na estratégia repressiva do Estado espanhol, que avança a passos largos para o autoritarismo do qual é herdeiro. A prisão desses cinco anarquistas é um precedente que será usado para justificar ainda mais a perseguição indiscriminada contra anarquistas.
agência de notícias anarquistas-ana
Anoitece
Atrás da colina
O sol adormece
RôBrusch




Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!