
A todos os ingovernáveis do mundo…
A todas as organizações solidárias…
A mídia livre…
As pessoas em geral…
Quando completo 51 dias de estadia em greve de fome quero agradecer primeiro a todas as pessoas que, de diferentes maneiras, se solidarizam com a luta pela minha liberdade. Acabo de escutá-los gritando mensagens pela minha liberdade desde o meu quarto isolado no hospital de Tepepan. A presença de vocês me alimenta e enche de força.
No dia 26, a juíza voltou a suspender minha audiência pública, é óbvio que ela não se preocupa com a minha saúde e que tem como escopo me manter encerrado (embora não tenha elementos para fazer isso) e me deixar morrer aqui, mas isso não será tão fácil, porque todos os nossos esforços não podem ser ignorados e, embora não queira, cedo ou tarde alcançaremos a minha liberdade.
As pobres mentes de funcionários e políticos ainda não conseguem acreditar que damos a nossa vida por um sonho, enquanto eles se sentem deuses apoiados por sua legislação que freia a nossa liberdade; eles querem punir os incorruptíveis, os incorrigíveis que jamais aceitarão o seu jogo, nem as suas regras e as suas migalhas.
Estou confiante de que em breve nos veremos nas ruas, sei que sairei daqui.
“A revolta continua, um caminho em que não há mais volta!”
Quinta-feira, 28 de novembro de 2013.
Mario González
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