Neste sábado, 15 de março, em Moscou, aconteceu a “Marcha da Paz”. O protesto reuniu milhares de pessoas. Anarquistas da “Ação Autônoma” e de outros movimentos e organizações libertárias expressaram-se em relação à agressão imperial da Rússia.
No início da manifestação, anarquistas estavam juntxs. Depois, aquelxs que se identificam com o bloco “rubro-negro” decidiram formar um bloco separado. Esta decisão ocasionou um fato curioso: entre as duas colunas, sob as bandeiras rubro-negras, ficou a coluna de um grupo de direita chamado “Vontade Popular”.
No bloco onde andavam participantes da “Ação Autônoma” foram estendidas faixas com os dizeres “Não à guerra entre os povos, nem paz entre as classes”, “Putin, invada a Rússia, aqui também somos muito oprimidos” e “Não precisamos de sua guerra. Mulheres pela paz” com a estrela lilás-negra – símbolo das anarcofeministas.
Além das bandeiras rubro-negras, foram levantadas as bandeiras lilás-negras. Anarquistas gritavam “Nenhuma guerra, além da de classes”, “Boa noite, orgulho imperial”, “Não ao capitalismo, não ao militarismo”, “Ao invés dos tanques e dos foguetes – escolas e creches”, “Menos tanques, mais livros”, “Paz às casas, guerra aos palácios”, “Paz aos povos, guerra ao poder”, “Putin, tira as mãos da Crimeia, que a Criméia decida por si só”, “Liberdade ou morte”, “Glória aos heróis da Centena Celestial”, ”Não ao fascismo de todas as espécies de Maidan ao Kremlin”, “Nossa pátria é toda a humanidade”, “Liberdade, igualdade, irmandade”. Durante o percurso do bloco, juntaram-se a ele várixs manifestantes que gostaram das palavras de ordem libertárias.
Participantes do bloco anarquista vizinho carregavam faixas com os lemas “Paz às cabanas, guerra aos palácios” e “Nenhuma guerra além da de classes”. Mais de 100 pessoas participaram dos dois blocos.
A marcha antimilitarista percorreu as ruas do centro de Moscou e terminou com um comício. Participaram da marcha entre 50 e 70 mil pessoas. A marcha foi acompanhada por um forte esquema policial.
Fonte: avtonom.org
Tradução > A vagalume
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bicho dentro dele dorme
vestido de seda.
Urhacy Faustino





Esse caso do orelha me pegou demais. A barbárie é cada dia mais real. E a propósito, belo texto liberto!
Esta coluna é uma ótima iniciativa. Precisamos de mais resenhas sobre os livros com temática anarquista que estão sendo lançados…
Noam Chomsky roots are in the Marxist Zionist "Hashomer Hatsair" youth movement. He even spent few months in an Israeli…
crítica válida e pertinente, principalmente para o momento atual.
Que a terra lhe seja leve, compa!